Comunicamos, com pesar, o
falecimento do Sr. Braz Silva Rennós, decorrente de falência múltipla dos
órgãos. O falecido vinha adoentado há muito tempo. Sofrera, por mais de vinte
anos, de paralisia de quase todos os membros, decorrente do regime que forçadamente
passou para tratamento de suposta doença, que lhe atingia o lado esquerdo do
corpo. Quando se pensava curado, foi vítima de desnutrição decorrente de
contínuos e intermitentes desvios da circulação de elementos vitais, com
entupimento de diversas partes do corpo por excesso de sanguessugas. Tal
adoecimento causou-lhe sérias complicações e efeitos colaterais, que se
estenderam até a data de seu óbito. Padecia ainda de micoses na virilha pelo
hábito de esconder cédulas junto às partes íntimas. No começo do século começou
a enfrentar séria degeneração que o levou à perda da visão. Os sintomas
iniciais da doença era ver estrelas vermelhas quando piscava. Logo a seguir
veio a obnubilação total. Após atingir os olhos o mal atingiu também diversas
partes do corpo. Equipes médicas fizeram tratamento perfunctório contra essa
alergia, mas ela se disseminou por todas as partes internas do organismo,
causando rigidez na execução das atividades mais essenciais e na capacidade de
julgamento, entre outras. De outra parte, talvez como efeito colateral, Sr.
Braz passou a ter problemas mentais, com atitudes alopradas. Passou a se
automedicar com imensos gastos mensais pagos a especialistas no mal das
estrelas. Elas se multiplicaram. Preferiu não fazer as cirurgias recomendadas
para extirpar os cancros causadores dos males. Em 2008, quando atacado por uma
infecção externa, igualmente não levou a sério, causando consequências
complicadíssimas no estado geral do paciente. Novamente alertado por
especialistas, preferiu tratamento com pão e manteiga. Descuidou-se também
quanto ao consumo de álcool, tendo ainda sido contaminada sua carne. Talvez por
falta de Educação ou já surdo, fazia ouvidos moucos e nunca escutou os alertas
quanto ao seu descuido com a Saúde. Quando deu por si, a metástase estava
instalada de modo irreversível. Quase todo apodrecido, exalando fortes odores
pelos poros. Prostrou-se incurável. Nem todas as orações a tantos santos por
ele admirados puderam salvá-lo. Não havia milagre para tantas doenças. Atendendo
seu último pedido, o corpo será velado na Necrópole Central do Bairro do
Planalto e posteriormente cremado, para que seu mal não mais se propague.
15 abril 2014
19 dezembro 2013
NOQUINHO E A SORTE DO LADRÃO
Vovô, você nem sabe a história que me contaram...
O que é desta vez, Noquinho?
Nada! Se eu contar o senhor vai dizer que estou faltando
com a verdade outra vez.
Outra mentira, você que dizer... Cuidado aonde você mete
o nariz... Mas conte! Conte!
O senhor acredita em sorte?
Não muito! Acredito em trabalho e honestidade.
Como o senhor explica esta, então?
Se não contar, como poderei explicar... Desembuche,
menino!
Então, vovô... Disseram que essa história se passou num
lugar chamado de estacionamento. O que é estacionamento?
Deve ser um lugar aonde se guardam charretes.
Deve ser um lugar aonde se guardam charretes.
Sabe, vovô? Diziam que era preciso trocar o cadeado do
portão do lugar aonde se guardavam as charretes.
Sim... sim... Conte rápido, porque preciso terminar meu
trabalho.
Então, vovô... Um ladrão muito esperto soube que iriam
trocar o cadeado... Colocar um mais seguro.
Sempre é bom segurança nestes tempos. Nunca se sabe quem
está do nosso lado. Pode ser alguém mentiroso.
Não fale assim, vovô! O senhor me ofende.
Continue, Noquinho.
Ele roubou as charretes... Quebrou o cadeado com uma
imensa marreta e entrou no estacionamento.
E ninguém ouviu o barulho? Deve ter feito barulho ou não?
Não sei, vovô... Essa parte eu não perguntei... Nem
pensei nisso... O senhor sabe que eu acredito em tudo que me dizem.
Não devia... Você é um exemplo de como alguém pode – como
é que você disse mesmo?
Faltar com a verdade.
Isso... Mas, eu acho que alguém ouviria o barulho. Não
tinha nenhum cavalariço, um vassalo cuidando das charretes?
Isso disseram... Ele estava de folga nesse dia.
Estou começando a acreditar que esse ladrão era muito bem
informado.
O senhor não acredita mesmo em sorte, hein, vovô. Ele
roubou um monte de coisas das bolsas onde as pessoas guardam as coisas que
carregam na viagem.
E ele não fez nenhum barulho para quebrar os cadeados das
bolsas onde as pessoas guardam as coisas que levam nas viagens? Ah! Noquinho...
Verdade, vovô! E ele não roubou só uma charrete, não.
Roubou mais.
Quantas?
Todos os dedos da minha mão.
Cinco?
Seis...
Seis...
Está bem... Mas deve ter demorado muito para ele fazer
isso? Uma noite inteira e ninguém viu o portão aberto a noite inteira?
Não, vovô! Ele tinha uma chave falsa que abria os
cadeados.
Epa, Noquinho! Se ele tinha uma chave falsa que abria os
cadeados, por que ele usou uma marreta para abrir o portão da rua?
Ah, vovô! O senhor pergunta cada coisa. Isso eu não sei.
Noquinho, Noquinho!
Ah! Vovô... O senhor não está acreditando em mim? Não
conto mais histórias para você.
Noquinho, pega aquele formão para mim, que eu não tenho
essa sorte. Tenho é muito trabalho... Ganhar dinheiro honestamente...
Posso assistir à TV? Está na hora do CSI...
(Qualquer semelhança com fatos já conhecidos pelo leitor
é pura coincidência)
20 outubro 2013
OS BEAGLES E A ARACRUZ
No dia 03.Jun.2006, cerca de 2 mil pessoas
entraram no horto florestal da Fazenda Barba Negro, da Aracruz, no RS. Os
camponeses protestavam contra lavouras de eucalipto, destinadas à produção de
celulose. A Aracruz informou que a destruição do laboratório de pesquisas
causou prejuízo de cerca de US$ 400 mil, afora as perdas intangíveis, como a
perda de materiais genéticos que levaram cerca de 15 anos para serem produzidos
e outros que não podem ser recuperados. (Site Terra).
A invasão da Clinica Royal por dezenas de
pessoas, dizendo-se ativistas e defensoras do direito dos animais, foi igual procedimento
ilegal juridicamente e com riscos muito maiores que os prejuízos materiais.
Segundo o cientista Carlos
Moraes:
“Parece uma ação caridosa, mas
estes animais podem representar um risco para a população. Não se sabe que
experimentações foram feitas no Instituto Royal, mas os animais usados em
testes são inoculados com vírus, patógenos, ou medicamentos que podem
contaminar a população. Por isto são confinados, e as pessoas que trabalham lá
são todas paramentadas, tanto para não contaminar os animais e também para não
serem contaminadas”. Explica, ainda: ”... que animais usados em teste só podem
ser adotados por famílias apenas após o aval de veterinários. Quando os animais
representam riscos à população, por exemplo, os animais são sacrificados após a
experimentação.” (Site Ultimo Segundo-IG).
Ademais, alguns ativistas não
seriam assim tão dedicados a causas da adoção, pois:
“A Polícia Civil de São Roque, localizou
na tarde deste sábado, dois dos 178 cães que foram retirados à força por
ativistas de dentro do Instituto Royal, na madrugada de sexta. Uma denúncia
anônima indicou que dois beagles circulavam em uma estrada de bairro próximo ao
instituto. Investigadores fizeram buscas e os levaram até a delegacia." (site
Estadão)
.
As questões levantadas
questionam friamente a atitude.
Se havia indícios de maus
tratos aos animais, o caminho correto seria o Judiciário e não a ação truculenta e impensada.
Perguntas que ficam:
Quem se responsabilizará pelo
ato criminoso da invasão de propriedade privada?
Qual a diferença de quem invadisse
as casas dos ativistas, roubando seus bens com o argumento de defenderem a desigualdade
social de uns terem mais que outros?
Quem responderá pelos riscos de
infecções que possam ser disseminadas pelos animais?
A ação revela também a pequenez
do conhecimento cientifico dessas pessoas. Talvez, à similaridade daqueles que
tentaram impedir o programa de vacinação de Oswaldo Cruz, no início do século XIX.
Vencedores estes, estaríamos até hoje morrendo de febre amarela.
Em países mais avançados, seres
humanos são utilizados como cobaias para experimento de medicações. Quem sabe
por isso o Prêmio de Medicina sempre esteja distante de nós.
Provavelmente, alguns ativistas
de hoje tenham apontado o dedo para a Via Campesina em 2006, mas agiram igual.
Que ninguém seja infestado por
algum vírus e que todos paguem judicialmente pelo seu ato.
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30 setembro 2013
EU ODEIO PROFESSORES
Outra vez greve...
Todo ano essa ladainha.
Com quem eu deixo meu filho?
Coisa de sindicalista!
Quatro meses de férias, reclamam do que?
Sinceramente?
Professor deveria parar de trabalhar definitivamente. Ao lixo essa conversa de vocação, serem vigas-mestras (sic) e importantíssimos para o desenvolvimento de um país movido a escravagismo capitalista chinês, Ipods, Ataris, .
Para que serve um professor?
Melhor seria perguntar: A quem serve o professor?
Descreio, hoje de sua necessidade em termos de aprendizado e cultura.
Via-de-regra trata-se apenas de uma babá a baixo preço de custo, atendendo de modo coletivo ao proletariado classe média dos novos tempos.
Ei! Peralá, que não sou Madalena!
Antes da terceira pedra, reflitam...
Tantas agressões recebidas. Talvez essa mal formada (deformada) categoria dos professores precise de especializações. Uma delas mestrado em lutas marciais. Se não para ensinar a arte às crianças, sirva para autodefesa.
Outra especialização.
Artes circenses. Mágica, equilibrismo, ser um palhaço.
Mágica para ensinar o trivial ABC, um dois, três com os propositadamente parcos recursos disponibilizados para a Educação movida a Pibinho Amantegado.
Ser palhaço, na expressão mais pura da palavra, ao dedicar um sorriso a uma criança ávida da ilusão que a escola mudará sua vida. Sabemos muito bem que noventa e nove por cento dos alunos têm seu destino traçado ao nascer pela renda de seus pais. E nas costas, um peso imenso de serem futuramente culpados pela taxa de desemprego e déficit da previdência.
Finalmente, professor tem que aprender a equilibrar-se no dia a dia arrastado de sonhos de consumo impossíveis com a esmola mensal das escolas públicas
Eis aí o xis de uma equação que não interessa a nenhum governante resolver. Dizem que não há número que solucione esse problema.
Não sei a fórmula e se tivesse a solução, não revelaria gratuitamente. Guardaria a sete (esse número é o que vem depois do seis, certo?) chaves para ser minha plataforma de campanha e, vendendo promessas, angariar alguns votos junto a categoria.
Mas, em verdade, em verdade vos digo (alguém disse isso): Quanto mais precária a educação, maior dependência, mais cotas, mais “zelite” a culpar.
Voltando ao palhaço do professor.
Talvez, os governantes de plantão não tenham, na infância, jamais recebido um sorriso de um professor. Talvez, fizessem, já em treinamento para serem poderosos, zombarias e agressões, sabedores não necessitarem deles para seu “progresso e crescimento”. Por isso, tratem tão mal a categoria.
Tenham ódio e desprezo pela categoria.
Estão vendo só professores? Quem planta colhe...
Vamos lá! Sorriam
Não vão sorrir?
Então, vão cuidar de suas vidas, abram uma Igreja, um partido político, mas parem de amolar com essas graves.
Senão...
Gás lacrimogênio já...
Temperinho de pimenta...
Para adoçar uma balinha de borracha.
E se me acusarem de perturbar a ordem pública, aproveitem a borracha e apaguem o que eu disse.
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N.A
1) Dia 28.Set.2013 - A mando do governador Sergio Cabral (PMDB) e do presidente da Câmara Municipal, Sr. Jorge Felipe (PMDB), professores municipais foram retirados "à força" pela PM/RJ do prédio da Câmara.
2) Site G1 - A P.M.arrombou uma porta lateral da Câmara Municipal do RJ na noite deste sábado (28) para retirar os professores que ocupavam o local desde quinta-feira (26). Os professores disseram que foram retirados à força e, de acordo com o sindicato da categoria, cerca de 20 pessoas teriam ficado feridas. A 5ª DP confirmou a detenção de três manifestantes, que foram liberados ainda na madrugada. Policiais usaram spray de pimenta contra manifestantes.
3) Que saudade da professorinha! (Ataulfo Alves)
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24 setembro 2013
A VINGANÇA DE HILLARY CLINTON
Nossos apóstolos especiais, enviados a Assembléia da ONU garantem que Hillary vibrou ao saber que o maridão passaria a noite na companhia de Dilma Roussef e Cristina Kirchner. Após ficar, por quase duas décadas, com Mônica Levinsky entalada na garganta, chegou a gritar, ao melhor estilo Galvão: ”Vai que são suas, Bill!”
27 julho 2013
A VISITA DO PAPA CHICO
O
país, novamente, parou
Correu
o povo em juras de fé
Enforcando
mais uma semana
De
carro zero, peregrinos a pé
Remediados
e gente bacana
Todo
mundo pra Copacabana
Menino! Coitado do Chico
Tá
certo que ele é argentino
Mas
não precisava pagar esse mico
Pra
começar seu tormento
Deu-lhe
boas vindas o braziu
Com
um congestionamento
Típico
das avenidas do Rio
Naquele
recua e avança
Policia
espantando fiel a tapa
Camelô
correndo: Olha o rapa!
Chiquinho
não se fez de rogado
Deu
beijinho em criança
Ao
lado do ônibus parado
Perdoou
um monte de pecado
Na
hora do beija-mão
Quem
é que agüenta
Discurso
da presidenta
Falou
quase meia hora
Pediu
pro país solução
Permiso,
mas o que é isso
Que
conversa é essa agora
Não
faço milagre não
Quem
fez foi o João
Baixinho
ouviu-se o cochicho
Enxugando
o suor na batina
Chico
fala ao bispo do lado
Tenho
tanto compromisso
Viajei
muito, estou cansado
Se
me aparecer a Cristina
Juro
que viro bicho
Visitar
a santa Aparecida
Chuva,
frio e céu nublado
Helicóptero
é risco de vida
Solução
de um deputado
Afinal,
quem sabe, sabe
Comitiva
num avião da FAB.
Chico
abençoa, tudo perdoado
Subiu
morro, viu menino raquítico,
Rezou
missas, mil orações
Não
apareceu nenhum político
No
dia das confissões
Homenagens,
apresentações
Promessas
entre as canções
Neste
pais de padres show-men
Cantou
de novo Fafá de Belém
Preparando
o fim da viagem
No
repouso em singela cama
Zapeando
viu de passagem
Noticias
de um telejornal
Guaratiba
era um mar de lama
Chico,
por aqui isso é normal
Pergunte
ao Paes e ao Cabral
No
cortejo, trocou solidéu
Acenos,
mãos erguidas ao céu
Da
criança ganhou um boné
Não
querendo se comprometer
Um
pergunta o fez emudecer
E
partiu sem responder
Foi
melhor Maradona ou Pelé?
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(em processo de registro junto a BN)
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07 março 2013
SARAUS E RODAS DE POESIA
De
definições diferentes, saraus e apresentações de poetas chegam a confundir-se.
Este
texto não pretende dizer que um é melhor que outro, mas diferenciá-los e emitir
opinião pessoal.
Saraus
podem apresentar todos os tipos de arte. Música, pintura, artes plásticas,
performances e até, se sobrar espaço, poesia. Não nos esqueçamos da fertilidade
de idéias da Semana de Arte Moderna de 1922, que renovou conceitos artísticos.
A
Roda de Poesias caracteriza-se por abrir espaço apenas à poesia. E quanto
espaço a poesia abre. Especialmente a troca de idéias entre seus participantes,
a descoberta de diferentes formas de manifestação escrita, inclusive com o
plágio criativo, e até a formação de parcerias na construção da literatura.
Nos
últimos anos participei ativamente de múltiplos saraus, mas apenas de algumas
raras rodas de poesia.
Cansaram-me
os saraus. Sem abandoná-los, passei a ir a poucos..
Embora
seus participantes sejam, em sua ampla maioria, competentes na arte que
praticam, os saraus tornaram-se repetitivos ao meu gosto. Fartei-me de ouvir as
mesmas canções durante dois terços ou mais de cada evento, restando aos poetas
parcos segundos, entre as cantigas, para apresentar sua poesia. Assim, tipo um
comercial para as pessoas se prepararem para o próximo cantor se apresentar.
Mas,
se é disso que a maioria do público gosta. Ao show... Abram-se as cortinas.
Diferentemente
das rodas de poesias, onde podemos prestar toda atenção no poeta, perguntar-lhe
o que quis dizer, sugerir uma pequena alteração num verso, pedir o texto para
relê-lo. Claro para isso necessário eliminar-se todas as suscetibilidades e
estar pronto para aprender e aceitar o novo, uma vez que, salvo alguns –
desculpem-me - repetidamente “enluarados”, “estrelados” ou “sempre
apaixonados”, nenhum poeta é melhor ou pior em sua arte. Apenas diferentes.
Lembro,
ainda, que nem toda poesia é feita para ser apresentada em público. Há,
minimamente, três espécies de poesia.
Poesias
para serem declamadas, rápidas para que a atenção do ouvinte não se disperse,
poesias para serem lidas, mais longas, onde se permite prestar-se maior atenção
a cada segmento da poesia, as articulações de rimas, os encadeamentos de versos
e ainda há poesias para serem vistas, como a concreta.
Ainda
há a possibilidade dos varais de poesia, onde cada leitor segue sua velocidade,
pode copiar versos, voltar-se ao verso anterior para entendê-lo melhor. Há um
segundo sentido sendo aguçado. De quebra, ainda talvez, tenhamos a oportunidade
de se aprender novas palavras, sem vergonha de ficar com aquele jeito de não
entendi nada.
Enfim,
passadas as rápidas considerações, cada ao leitor pensar sobre o assunto e
encaixar-se onde melhor lhe aprouver.
Para
terminar um pedido:
Se
souber aonde há roda de poesias, mande-me informações, pelo
email:
plugal01@gmail.com
Um
grande abraço a todos os poetas. E aos que não são também.
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06 março 2013
TABU
Sempre me lembro.
Sentados na sala.
Meu pai e eu.
TV antiga.
Ganha usada.
Sintonia ruim.
Bombril na antena.
Preto e branco.
Todos os personagens
Ansioso não tirava os olhos.
Vai ser hoje.
Tinha de ser.
Sofrimento juvenil.
Promessas à imagem na parede.
Hoje já não creio nisso.
Foi-se metade.
Metade da fé perdida?
Que não perdêssemos servia.
Era costume.
Pedrada de Paulo.
Lá no alto.
Era hoje, não é pai?
Ralhou: Senta...Não grite!
Olha lá, olha lá!
Outra vez...
Minuano...
Minuano...
No cantinho.
Mais uns miinutinhos.
Terminara um sofrimento.
Abracei meu pai.
Fui dormir feliz.
Seis de março de 1968.
Faz 45 anos.
O pessoal do Rei e Santos
era vencido
Dois a zero.
Acabava-se o tabu...
A foto é do jogo seguinte, mas foi esta equipe que derrotou o Santos.
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05 março 2013
PININHA NA RINHA DO MMA
Qual
a desculpa de hoje, Pina?
Não
me olhe com essa cara, dona Gertrudes.
Foi
o ônibus, o congestionamento, falta de energia no trem, despertador atrasou?
Tudo
isso e nada disso, Gegê.
Gertrudes,
por favor, que hoje não estou para Gegê. Estou atrasadíssima para a Academia.
Fala logo, a desculpa...
A
senhora não me deixa falar...
Desembucha...
Foi
o seu Takeo...
Ora,
Pina... Até o Sr. Takeo vai levar a culpa de seus atrasos. Tenha a paciência.
Verdade,
Gegê... Eu passava no ônibus e vi que estava cheio de viatura na frente da casa
dele.
O
que aconteceu? Ele estava ferido? Foi assalto?
Não
entendi direito, mas ele estava sendo algemado.
O
que foi, fala logo...
Calma,
ai! Eu desci do ônibus e fui tomar informações sobre o qüiproquó.
Sabe
o que os poliça me disseram?
Claro
que não!
Primeiro
eles mandaram eu circular. Disse que estava circulando desde madrugada no
ônibus, aí eles disseram que eu estava desacatando a autoridade e veio pondo a
mão em mim. Aí, eu falei para ele que ia contar tudo para minha patroa, que ela
era mulher de um repórter e ia denunciar “eles” na TV. Eles ia tudo aparecer
naqueles programas da tarde.
Está
bem, Pina! Agora conta por que estavam prendendo o Sr. Takeo.
Eu
comecei a gritar: Takeo, Takeo, Takeo... O que aconteceu? Um poliça com duas
estrelinhas na lapela falou grosso: Ele cometeu uma contra invenção. Eu
respondi: O Takeo não é inventor. Ele é, Gegê?
Sei
lá! Se eu souber o que é isso posso explicar...
Bom,
volta a fita. O Sr. Takeo foi preso por que?
Disseram
que ele tinha galo no quintal.
E
daí?
Também
não entendi e pedi para explicarem: Disseram que ele estava treinando os galos
para uma tal de rinha...
Ai!
O Takeo fazendo rinha de galo? Isso é piada. O Takeo cria umas duas ou três
galinhas por que gosta de ovos naturais, sem produtos químicos.
Pois
é... Mas, eu tive uma idéia para soltarem o Takeo,
Ai,
ai, ai, ai, ai... Que você fez?
Falei
que os galos eram encomenda da minha patroa para fazer canja.
Canja
de galo, Pina?
Sei
lá, com essas modernidades, galo pode ser galinha.
E
soltaram o Takeo?
Eles
falaram que iam vir aqui investigar se era verdade... Se eles aparecerem, a
senhora confirma.
Está
bem! E o Takeo?
Perguntei
para um moço que estava assistindo a confusão o que era rinha. Com paciência
ele explicou... Os galos ficam num cercado lutando até sangrarem e se matarem.
Demorou um pouco, mas quando entendi, virei mulher-macho... No bom sentido...
Comecei a gritar: Se o Takeo está contravertendo (existe isso, Gegê?) tem um
monte de gente na televisão fazendo igual e eles ganham até dinheiro.
Como
é que é, Pina?
Eu
vi o marido da Zefa assistindo. Dois homens entram no cercado e ficam se
batendo até sangrarem e um desistir.
Isso
é MMA...
O
que é isso?
Artes
Marciais Mistas. Uma luta onde vale quase tudo.
Homem
pode e galo não pode? Não entendi. A senhora pode me explicar a diferença?
Acho
que os dois estão errados, mas fazer o que? Briga de galo é proibida, MMA não
é... Bem, mas o Takeo? Os policiais o soltaram?
Em
parte...
Como
em parte?
Colocaram
ele na viatura, mas tiraram as algemas.
E
para onde foram?
Disseram
que iam para a Delegacia, mas antes iriam confirmar a história que eu contei...
Que
história?
Da
canja, ora...
Ai,
não, Pina... Assim não dá... Tocaram a campainha... Vá lá, veja quem é?
Vixe, Gegê... São os poliças... Deixo entrar ou digo que não está?
Vixe, Gegê... São os poliças... Deixo entrar ou digo que não está?
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18 fevereiro 2013
I DON’T SPEAK ENGLISH
“ “The book on the table” ...“O Buick tem tablet” ... “O Burton teve a Taylor”?
As assemelhadas frases retrocitadas (ou supracitadas) significam quase exatamente nada para mim e milhares de pessoas brazilianas que não falam (nem entendem) uma única Word em Inglês.
Minha ignorância e incapacidade em aprender inglês sempre me foi dolorosa. Via os colegas de “Gymnasio” cantarem e não entendia nientes o que John, Ringo, Paul e George diziam em suas músicas.
Acredite, se quiser: Um de meus professores no colegial (lembram-se dele?) foi o professor João Fonseca, gabaritado autor de “Ih! Espique English”.
Não sei por que tamanha dificuldade com o Inglês.
Aprendia com alguma facilidade os outros três idiomas ensinados naqueles bons tempos de escola pública. Está certo não lembrar praticamente mais nada de Francês, exceto os primeiros acordes da Marselhesa, do Platini e do Zidane. No Espanhol tropeço, mas não digo “Cueca Cola”, mesmo que esteja colando. No português, rastejo. Se dissesse que sei o Português estaria faltando com a verdade. Poucos têm essa capacidade. É quase impossível saber-se plenamente o português. Tanto é verdade que o governo estendeu a aplicação das novas normas ortográficas, até que um ex-presidente aprenda minimamente as velhas.
Escutou bem, corretor do Word? Pare de me corrigir...
Curioso foi, num dos vestibulares que prestei, haver obtido um dez na prova de inglês.
Três hipóteses para tal milagre.
A primeira era que traduzir um texto daqueles, qualquer criança de cinco anos, nascida na Inglaterra ou USA – exceto Miami – conseguiria. A segunda era o vestibular ser para Direito, onde se privilegia o Latim, diga-se “en passant”, - vg. (verbis gratia) de passagem - também não entendo bulhufas de pitipiricas. Na terceira, e mais provável, o encarregado da correção iria dar-me um zero. Começou a tremer de tanto rir com as asnices de minha prova, a caneta caiu e riscou um traço à frente do zero. O responsável pela transcrição da nota para a folha de fechamento, traduziu que o risco era o número um e escreveu dez.
Para não me dizer absolutamente ignaro quando se trata de inglês, aprendi que JIP (Japonês, Inglês e Português) são as únicas nacionalidades em que o feminino também usa chapèuzinho (quando estudei, chapèuzinho tinha o charme do acento grave). Quem quiser comprovar o uso do chapèuzinho pelas mulheres dessas nacionalidades, pode visitar o bairro da Liberdade em São Paulo, Trafalgar Square in London ou a padaria do seu Manoel, aqui na Vila.
Meu sofrimento com o inglês atingiu seu auge quando Diana apareceu em minha vida. Não a Lady Di, mas uma professora da faculdade de Jornalismo.
Talvez fosse uma dose de ciúme.
Ela chegava sempre com um tal de “Good Night”. Não dava a mínima para qualquer palavra que eu lhe dizia em Português. Ia embora com o “bye bye” ou com Solon (seria aquele grego? Afinal ele era legislador, jurista, poeta e mais 998 utilidades, tanto que era apelidado de Bombril entre seus pares).
Não falava uma única palavra em língua nativa, isto é em Português, pois a língua nativa do “braziu varemnós” é o Tupi-guarani.
Talvez, não soubesse falar nossa língua.
Desculpável...
O que não era desculpável eram as notas que obtínhamos.
No final do ano, com o intuito de melhorar nossa média e evitar a DP (v.g. dependência), propôs um trabalho para os alunos do fundão. Aqueles com notas abaixo da média. Teríamos que apresentar uma entrevista, em inglês, com alguém famoso.
Nosso grupo compunha-se por cinco alunos ou dez analfabetos funcionais, pois íamos duplamente mal. Tanto na última flor do Lácio, quanto na língua de Robin Hood.
Quatro seriam os entrevistadores.
Eu, com minha tradicional sorte, fui sorteado para ser o entrevistado.
Ao menos poderia escolher quem seria.
Escolhi Bjorn Borg, tenista sueco que maravilhou o mundo nas décadas de 70/80. Afinal, sabia alguns termos inglêses do tênis. Coisinhas como ace, game, set-ball, match-point, advantage, smash, tie-brake, Orange-bol, Roland Garros, Taça Davis, Wimbledon, Thomas Koch, Maria Esther Bueno. Essas palavras que se aprende na transmissão de jogos pela TV.
O entrevistado responderia dez perguntas. Tipo “roda-viva”.
Tudo em inglês.
Óbvio!
Decoramos as perguntas e respostas de forma seqüencial e lá fomos nós. Católicos no centro do Coliseu Romano a espera dos leões, no caso da Leoa.
Na ponta da língua a ordem das respostas.
Tudo ia bem até a sétima pergunta, quando um dos “entrevistadores”, no limiar da ansiedade, trocou a pergunta e fez-me a oitava. Rapidamente respondi o combinado para a sétima.
Algo assim: a pergunta para o Borg aqui era onde havia nascido e respondi minha partida contra Rod Laver (nunca se enfrentaram – o australiano Laver jogou nos anos 50).
A mestra, diga-se “en passant” (verbis gratia de novo - de passagem), lia um texto e parecia não prestar a mínima atenção ao trabalho, quase caiu da mesa e gritou: Stop!
Melhor seria dissesse: Estepe! Afinal era um caso de troca. Trocaram a pergunta. A resposta eu acertara a ordem.
Com aquele olhar meigo do leão vendo a gazela, perguntou-nos: What?
Entendi o ocorrido e travei, gaguejando mais que George VI.
Segundos após, o “nobre” colega – na hora acho que disse fedapê em inglês – percebendo a asneira que fizera, desatou a rir.
Não sei se ria pela graça da situação ou de pavor do que poderia advir.
Farsa descoberta, para completar a tragicomédia, emendei:
Sorry! I am Swedish. I don’t speak English and not understand the question.
Até a teacher caiu na risada, provavelmente causada pelo sotaque norueguês de Bjorn. Traindo-se, disse in Portuguese: Vocês não têm jeito!
Agraciou-nos com honrosa nota five, salvando-nos da temível DP(já explicado).
Bye bye, Solon, bye bye... (Quem lembrou dessa, tem mais de 50).
Thank you, people!
As assemelhadas frases retrocitadas (ou supracitadas) significam quase exatamente nada para mim e milhares de pessoas brazilianas que não falam (nem entendem) uma única Word em Inglês.
Minha ignorância e incapacidade em aprender inglês sempre me foi dolorosa. Via os colegas de “Gymnasio” cantarem e não entendia nientes o que John, Ringo, Paul e George diziam em suas músicas.
Acredite, se quiser: Um de meus professores no colegial (lembram-se dele?) foi o professor João Fonseca, gabaritado autor de “Ih! Espique English”.
Não sei por que tamanha dificuldade com o Inglês.
Aprendia com alguma facilidade os outros três idiomas ensinados naqueles bons tempos de escola pública. Está certo não lembrar praticamente mais nada de Francês, exceto os primeiros acordes da Marselhesa, do Platini e do Zidane. No Espanhol tropeço, mas não digo “Cueca Cola”, mesmo que esteja colando. No português, rastejo. Se dissesse que sei o Português estaria faltando com a verdade. Poucos têm essa capacidade. É quase impossível saber-se plenamente o português. Tanto é verdade que o governo estendeu a aplicação das novas normas ortográficas, até que um ex-presidente aprenda minimamente as velhas.
Escutou bem, corretor do Word? Pare de me corrigir...
Curioso foi, num dos vestibulares que prestei, haver obtido um dez na prova de inglês.
Três hipóteses para tal milagre.
A primeira era que traduzir um texto daqueles, qualquer criança de cinco anos, nascida na Inglaterra ou USA – exceto Miami – conseguiria. A segunda era o vestibular ser para Direito, onde se privilegia o Latim, diga-se “en passant”, - vg. (verbis gratia) de passagem - também não entendo bulhufas de pitipiricas. Na terceira, e mais provável, o encarregado da correção iria dar-me um zero. Começou a tremer de tanto rir com as asnices de minha prova, a caneta caiu e riscou um traço à frente do zero. O responsável pela transcrição da nota para a folha de fechamento, traduziu que o risco era o número um e escreveu dez.
Para não me dizer absolutamente ignaro quando se trata de inglês, aprendi que JIP (Japonês, Inglês e Português) são as únicas nacionalidades em que o feminino também usa chapèuzinho (quando estudei, chapèuzinho tinha o charme do acento grave). Quem quiser comprovar o uso do chapèuzinho pelas mulheres dessas nacionalidades, pode visitar o bairro da Liberdade em São Paulo, Trafalgar Square in London ou a padaria do seu Manoel, aqui na Vila.
Meu sofrimento com o inglês atingiu seu auge quando Diana apareceu em minha vida. Não a Lady Di, mas uma professora da faculdade de Jornalismo.
Talvez fosse uma dose de ciúme.
Ela chegava sempre com um tal de “Good Night”. Não dava a mínima para qualquer palavra que eu lhe dizia em Português. Ia embora com o “bye bye” ou com Solon (seria aquele grego? Afinal ele era legislador, jurista, poeta e mais 998 utilidades, tanto que era apelidado de Bombril entre seus pares).
Não falava uma única palavra em língua nativa, isto é em Português, pois a língua nativa do “braziu varemnós” é o Tupi-guarani.
Talvez, não soubesse falar nossa língua.
Desculpável...
O que não era desculpável eram as notas que obtínhamos.
No final do ano, com o intuito de melhorar nossa média e evitar a DP (v.g. dependência), propôs um trabalho para os alunos do fundão. Aqueles com notas abaixo da média. Teríamos que apresentar uma entrevista, em inglês, com alguém famoso.
Nosso grupo compunha-se por cinco alunos ou dez analfabetos funcionais, pois íamos duplamente mal. Tanto na última flor do Lácio, quanto na língua de Robin Hood.
Quatro seriam os entrevistadores.
Eu, com minha tradicional sorte, fui sorteado para ser o entrevistado.
Ao menos poderia escolher quem seria.
Escolhi Bjorn Borg, tenista sueco que maravilhou o mundo nas décadas de 70/80. Afinal, sabia alguns termos inglêses do tênis. Coisinhas como ace, game, set-ball, match-point, advantage, smash, tie-brake, Orange-bol, Roland Garros, Taça Davis, Wimbledon, Thomas Koch, Maria Esther Bueno. Essas palavras que se aprende na transmissão de jogos pela TV.
O entrevistado responderia dez perguntas. Tipo “roda-viva”.
Tudo em inglês.
Óbvio!
Decoramos as perguntas e respostas de forma seqüencial e lá fomos nós. Católicos no centro do Coliseu Romano a espera dos leões, no caso da Leoa.
Na ponta da língua a ordem das respostas.
Tudo ia bem até a sétima pergunta, quando um dos “entrevistadores”, no limiar da ansiedade, trocou a pergunta e fez-me a oitava. Rapidamente respondi o combinado para a sétima.
Algo assim: a pergunta para o Borg aqui era onde havia nascido e respondi minha partida contra Rod Laver (nunca se enfrentaram – o australiano Laver jogou nos anos 50).
A mestra, diga-se “en passant” (verbis gratia de novo - de passagem), lia um texto e parecia não prestar a mínima atenção ao trabalho, quase caiu da mesa e gritou: Stop!
Melhor seria dissesse: Estepe! Afinal era um caso de troca. Trocaram a pergunta. A resposta eu acertara a ordem.
Com aquele olhar meigo do leão vendo a gazela, perguntou-nos: What?
Entendi o ocorrido e travei, gaguejando mais que George VI.
Segundos após, o “nobre” colega – na hora acho que disse fedapê em inglês – percebendo a asneira que fizera, desatou a rir.
Não sei se ria pela graça da situação ou de pavor do que poderia advir.
Farsa descoberta, para completar a tragicomédia, emendei:
Sorry! I am Swedish. I don’t speak English and not understand the question.
Até a teacher caiu na risada, provavelmente causada pelo sotaque norueguês de Bjorn. Traindo-se, disse in Portuguese: Vocês não têm jeito!
Agraciou-nos com honrosa nota five, salvando-nos da temível DP(já explicado).
Bye bye, Solon, bye bye... (Quem lembrou dessa, tem mais de 50).
Thank you, people!
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20 janeiro 2013
TRATADO GERAL DO FILHO DA PUTA
Quem vive aqui neste país
Terá que comigo concordar
Há uma raça perversa e
infeliz
Mereciam a mira de fuzis
Infelizmente posso assegurar
Tem filho da puta em todo
lugar
Povo andando no fio da
navalha
Chama de doutor gente
canalha
Aturando todo tipo de
sevícias
Morrendo de medo das
milícias
Sofre quieto! Nem pode
reclamar,
Um filho da puta pode lhe
estrepar
O assassino era adolescente
Atirou pra mostrar ser mais
valente
Nas esquinas, basta aparecer
Um do tráfico vem logo oferecer
Dar um pico, carreirinha
aspirar
Filhos da puta destroem seu
lar
Desliguei o rádio e a
televisão
É noticia ruim, chacina,
corrupção
Tiroteios, parece o Velho
Oeste
Só herói
pra prender tanto cafajeste?
Batman! He-Man! Podem me ajudar?
Filhos da puta não sabem
enfrentar
Mulher que do marido só
apanha
Chuva arrasta casas da
montanha
O crack dizimando a
juventude
Quem deveria uma atitude
Só aparece na hora de votar
Filhos da puta querem se
locupletar
Longe de pensar só o
político
Exemplar desse sujeitinho
típico
Multiplicam-se por toda
parte
Não adoecem, nunca tem
enfarte
Não é preciso muito procurar
Filho da puta é fácil de
encontrar
Brotam do nada, vêm em
batalhão
Preste atenção, tem um por
perto
Bituca ao chão, se achando esperto
Larga o carro à frente do
portão
Lixo nas praias, e que dane
o mar
Filhos da puta devem nascer
de par
Você se escangalha de estudar
Batalha e conquista bom emprego
Fez serões, horas extras sem
parar
Ajeita-se e na hora do sossego
Seu tapete um vai querer
puxar
Filhos da puta sempre a
apunhalar
No Metrô ocupa o banco
reservado
Fura fila se fazendo de
rogado
Deixa cachorro o dia inteiro
a latir
Desgraça alheia, faz piada a
sorrir
Pintura nova, surge para
pichar
Filhos da puta são mesmo de enervar
Cuidado! Senão você se
encaixa
Não respeita pedestre na
faixa?
Som alto em plena madrugada?
Não recolhe o cocô da calçada?
Certamente alguém vai praguejar
Um filho da puta acaba de
passar
Tem filho da puta em todo
lugar
-------------------------------------------
Idéia incidental de Filha da Puta
(Ultraje a Rigor/1989)
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19 janeiro 2013
USAIN BOLT MORRE ATROPELADO?
Pouco menos de 10 segundos é o tempo que Usain Bolt –
campeão olímpico e recordista mundial – demora para cruzar 100 metros.
Talvez somente ele, se estiver bem atento à largada, consiga
atravessar diversas avenidas de São Paulo no tempo destinado aos pedestres, que
além de tudo não podem disparar imediatamente ao sinal de partida – o sinal
verde do homenzinho do poste.
Isto porque o pedestre ainda tem que aguardar a passagem de alguma moto entre
os carros atravessando o sinal vermelho.
Em São Paulo há avenidas de duas pistas com mais de quinze
metros, por exemplo Domingos de Moraes, Jabaquara, em que o tempo semafórico
para a travessia de pedestres é de incríveis sete segundos.
Largando bem, o pedestre mais veloz conseguirá, com esforço,
chegar ao meio da pista.
Aí, poderá tomar um lanche, um energético, respirar fundo e
recuperar-se para a segunda parte da travessia.

Diante deste absurdo da CET - Cia. Eng. Tráfego – resta-nos
dar uma dica para o veloz campeão melhorar seus tempos:
Usain, venha treinar atravessando as avenidas de São Paulo.
Mas, cuidado!
Não falhe na largada, senão poderá morrer atropelado, como tantos pedestres.
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13 novembro 2012
METRÔ ALTERA NOME DE ESTAÇÃO
Por determinação da Portaria 2013/A2 a estação da Linha Vermelha Palmeiras-Barra Funda, passa a ser denominada PALMEIRAS SÓ AFUNDA.
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04 novembro 2012
POSSE ACADEMIA ITANHAENSE DE LETRAS
Convido para posse na Academia Itanhaense de Letras
Dia 10.Nov/12 (Sábado).
Camara Municipal Itanhaém
20h.
http://vidaexpressovida.blogspot.com.br/2012/10/convite.html
Dia 10.Nov/12 (Sábado).
Camara Municipal Itanhaém
20h.
http://vidaexpressovida.blogspot.com.br/2012/10/convite.html
15 setembro 2012
ESPETÁCULOS QUE NÃO SE DEVE PERDER
Para quem gosta de boa arte, até meados de outubro estarão em cartaz quatro espetáculos que devem ser assistidos.
Quatro formatos diferentes de montagem, todas de excelente qualidade.
NEW YORK, NEW YORK - O famoso musical que dispensa maiores comentários está no Teatro Sérgio Cardoso - R. Rui Barbosa, 153 - Tel: 3288-0136. De quinta a domingo.
TEATRO CEGO - O GRANDE VIUVO - Em cartaz no Crisantempo - Rua Fidalga, 521 (V Madalena) - tel: 3819-2287. Aos sábados e domingos. A peça é um conto de Nélson Rodrigues. O diferencial é ser apresentada totalmente no escuro, como se todos na platéia fossem deficientes visuais - três dos artistas são deficientes. Envolve-se a platéia nas sensações dos outros quatro sentidos. Merece ser experimentada.
LUIS ANTONIO-GABRIELA, dirigido por Nelson Baskerville, está no João Caetano - R. Borges Lagoa, 650 (Metrô Santa Cruz) - tel: 5573-3774. Conta a historia do homossexual L.Antonio que desafia as regras sociais da decada de 60. Interessantissima montagem. De sexta a domingo.
A BOLA DA VEZ: PLINIO MARCOS - Em cartaz no Maria Della Costa - R.Paim, 72 - Tel: 3256-9115. Bela homenagem ao escritor maldito censurado nos anos de ditadura. Quintas e sextas às 21h.
NÃO PERCAM, NÃO PERCAM, NÃO PERCAM...
Peraí ...
SÃO QUATRO NÃO PERCAM...
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14 setembro 2012
ACORDO COM BANCOOP - A pior solução
Uma assembléia com oitenta pessoas favoráveis a um acordo com a BANCOOP.
Maioria estrondosa.
E daí?
Podem passar por cima da lei?
Podem exercer o direito de outras pessoas?
Podem representar quem não está na ação civil?
Podem representar quem não está na ação civil?
A “comissão” é apta a comercializar imóveis?
Ora, ora...
Balelas!
As espertas retiradas da BANCOOP das ações servem para duas
coisas:
1 – Livrar a cara dos investigados por estelionato.
2 - Criar cizânia entre os cooperados.
A BANCOOP derrotada sai de cena cambaleante, deixando suas vítimas
se digladiando. Vai para a platéia divertir-se com as batalhas internas para
resolver o golpe que ela causou.
Frases soltas à parte, a situação é prato cheio.
Vamos às batalhas judiciais, com a multiplicação de ações
individuais. Pelo menos 50 pessoas defenderão seu interesse de não pagar nada.
Trinta já estão certas disso.
Quem pagará a parte deles já dissemos. Os “acordantes” que não
querem acordar para a realidade do acordo inócuo e confessarem sua dívida a
nova incorporadora.
O prejuízo será de quem assinar o acordo.
Se havia a propalada “demora” da execução, agora teremos
essa demora multiplicada.
Atentem que a entrega judicial do empreendimento está por um
fio.
Ainda é tempo!
E quem avisa...
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Vaccari,
vila clementino
04 junho 2012
ENGASGADO
Pois é!
Sabe gente...
Fica o dito por não dito, meu são Benedito.
Encosta na parede! Deita no chão! Mão na cabeça! Abre as
pernas!
Nada a dizer, não, senhor!
Ah, é? E tome cacetada...
Enquanto isso, lá nos palácios os envolvidos nas maracutaias
gerais do “braziu varemnóes” sussurram, como se nada soubessem:
“Não falo! Não falo! Não falo!”
“Só me abro para o
Juiz!”
“Quero exercer meu direito constitucional!”
Claro, Excelência! O doutor está dispensado.
Peraí! E o meu direito de não ser espoliado por essa raça
sem pedigree?
Têm tantas coisas que dizem ao juiz - de futebol - que eu
queria dizer a essa canalha.
Vou esperar o fim do Mensalão para dizer diretamente ao
chefe. Esse dia está próximo.
Afinal, duendes existem.
Não existem?
Então não saberemos esse segredo de estado?
Os envolvidos estão todos escondidos atrás da poeira da
Cachoeira.
Perguntem, corrigindo-me: Água da Cachoeira, você que dizer?
Não! Eu quis dizer mesmo é outra coisa, que estão tomando
cuidado para não respingar.
Senão haverá muita gente pulando de asa Delta, rolando morro
abaixo e gritando:
Quem foi que inventou o Braziu? Foi Seu Cabral! Foi Seu
Cabral!
Desta vez, sacrificaram Torres para proteger a Dama e salvar
o Rei.
Aos Geraldinos, aqui da arquibancada, só resta gritar,
enquanto deixam:
Braziu! Independência ou Morte!
Morte?
Causa mortis: Engasgo de ossos de falcatruas (ave símbolo da
pátria amada).
A cigana jura que está escrito nas estrelas.
Mas, sabe gente...
Fica o dito por não dito, meu são Benedito.
Pois é!
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PT,
TORRES
03 fevereiro 2012
SEMPRE IGUAL... NUNCA MUDA...
Às vezes, para não dizer sempre, nem nunca, dizem que fico mal humorado.
Sempre me dizem isso, mas nunca concordo, e, como é óbvio aos modestos, sempre tenho razão.
Nunca discuta isso.
Meu grilo falante é meio fofoqueiro e sempre me provoca. Nunca dei muita atenção a ele. Mas, ele garante que também andam dizendo que estou caducando.
Nunca escutei falarem isso perto de mim. Entretanto, sempre é bom desconfiar, ainda que a racionalidade, sempre costumeira, de meus textos comprovar o contrário, à semelhança de um litotes.
Tais fofocas devem ser decorrentes de quase sempre me estrepar nas estripulias que cismam sempre dizer que faço. Ou levo a culpa desde criança. Também, pudera. Nunca escutava minha mãe sempre a recomendar para eu tomar cuidado.
Outra coisa que ela sempre dizia é que era necessário estudar para crescer na vida e, perdoem-me a humilde modéstia e sinceridade, é claro, como sempre acontece, nunca fazia isso, mas sempre passava de ano.
A cada 365 dias, eu e todos os demais passávamos de ano.
Quase sempre assim.
Às vezes, coincidentemente sempre nos anos de Jogos Olímpicos, o dia 28 de fevereiro ficava de segunda época e tinha que repetir.
Sempre foi assim, não foi?
Claro que não!
Tudo começou quando Gregório XIII, também apelidado – sempre tem um apelido – de Gregório Chiiiiiiiii, que humildemente, como sempre cabe a nós, os magnânimos, batizou o seu calendário de calendário GregoriAno.
Feliz com o fato, saiu, como sempre fazia, cantando como nunca pelos corredores do Vaticano.
As datas são mais ou menos precisas. Afinal, diz a lenda, o calendário de Chiiiiii foi oficializado em 24 de fevereiro de 1582. Então, como sabermos corretamente datas anteriores, “vg”, como o dia do achamento do braziu, da América, et coetera, et coetera, et coetera?
Nunca saberemos ao certo, certo?
E pensar que sempre tirava notas baixas, porque nunca acertava, ou sempre errava as datas que o professor de história me perguntava.
O astuto leitor deve estar encafifado como sempre. Questionando como nunca meus conhecimentos.
Foi apenas uma pegadinha. Como sempre é a desculpa dos mestres quando erram.
Gregório Chiiii nunca cantou nos corredores do Vaticano. Cantava sempre, mas no Palácio de Latrão onde os papas ficavam de 313 d.C (calendário Juliano) até 1929 d.C.(calendário Gregoriano), quando criaram o Vaticano.
Não! Nunca desejei confundir o leitor.
È exatamente assim.
O calendário gregoriano alterou todas as datas anteriores, estabelecidas pelo calendário Juliano do Julio César em 46 a.C.
Verbi gratia, para o Juliano, Fevereiro tinha 29 ou 30 dias.
Sempre achei fosse porque o César gostasse muito de Carnaval, para esconder suas atrocidades, mas nunca tive certeza.
En passant (galicismo), uma pequena observação, apenas para confundir e desviar a atenção do que sempre importa...
Sempre (quase) me perguntam por que uso “vg”, ao invés de “p.ex”., isto.é “verbi gratia” (latinismo ou romantismo?), no lugar de “por exemplo” como sempre fazia até descobrir que os “vgs” dos textos jurídicos nunca significaram vírgula, como sempre achei.
Aí, passei sempre a escrever assim.
Uns dizem que é Direito demais, outros que é errado.
Nunca todos concordam. Sempre tem um do contra.
Isto é, quase sempre...
Aprendi, em minhas análises – psiquiátricas e não sintáticas - que nunca, como sempre fazemos, devemos dizer que algo ou uma pessoa sempre é assim, nunca é assim.
Assim é assim e “pf”. Este “pf” é minúsculo, uma vez signifique ponto final. Prato feito de boteco deve sempre ser escrito PF maiúsculo.
Que foi grilo-falante?
Ah! Como sempre, estou esquecendo de algo. Hoje é aniversário de quem? Nunca me lembro de aniversários.
Mas sempre me lembro que nunca lembrava de pagar minhas contas no dia certo. Até seguir os conselhos de um senhor que garantia que quase nunca esquecia de nada. Passei a usar um calendário gregoriano que ganhei do Sr. Juliano, gerente do banco, e que está sempre caído (o calendário) no chão perto da escrivaninha.
Não que eu marque qualquer data de vencimento das contas.
Nunca me lembraria de fazer isso.
Já pensaram no trabalho que dá, “vg”, escrever no dia 01 “pagar conta de Luz”, no dia 10 “pagar conta de água”, no dia 15 “pagar telefone” e assim até o dia 20, quando sempre parei de pagar qualquer conta, porque nunca sobra dinheiro.
Salário sempre acaba antes do mês.
Querem saber como marco o calendário?
Simples solução, como sempre convém a grandes problemas.
Fiz um carimbo e coloco em todos os dias: “Veja se hoje não tem conta ou imposto a pagar”.
Aí, abro a gaveta e confiro.
Genial, não?
Como sempre.
Nunca tinham pensado nisso, falem a verdade.
Calma! Agüenta aí! Estou concluindo.
Sempre me ensinaram que a conclusão tem sempre que confirmar a tese apresentada no início do texto.
Nunca se esqueçam disso, bradava sempre um professor de redação e lógica.
Quem quiser entender melhor, siga meus sempre exemplares e lógicos textos. Às vezes, enrolo-me um pouco, mas não neste texto, aparentemente sem nexo, onde, se me lembro, comecei dizendo que sempre dizem que estou sempre mal humorado. Lembram-se ou se esqueceram, como quase sempre ocorre comigo? Nunca me lembro – ou quase sempre me esqueço - do parágrafo anterior e quase sempre (ou às vezes?) tenho que retomar a leitura.
Sou brasileiro!
E como é de nossa natureza, sempre acreditamos em estranhas profecias que algum dia a corrupção acabará ou os impostos diminuirão nestas terras, que nem sabemos a data correta que foi achada.
Hoje, como sempre, acordei feliz com a esperança renovada.
Até abrir o jornal e ler que mais e mais corrupções são descobertas, outro ministro saiu, há mais suspeitas pelo ar e o governo pensa em novos impostos para cobrir gastos impublicáveis.
Todos os dias a mesma coisa.
Sempre... Sempre... Sempre...
Nunca... Nunca... Nunca sossegam...
Sempre assim...
Não tenho, como sempre, razão em ficar mal humorado e parecer caduco?
Parece que isso nunca acaba.
Pronto... Acabei!
Por favor, não diga que estou caduco, nem fique mal humorado.
Sorria!
Ah! E volte sempre...
Prometemos que não haverá caos aéreo.
Nunca mais?
Nem pra Copa?
Volta, vai!
Sempre me dizem isso, mas nunca concordo, e, como é óbvio aos modestos, sempre tenho razão.
Nunca discuta isso.
Meu grilo falante é meio fofoqueiro e sempre me provoca. Nunca dei muita atenção a ele. Mas, ele garante que também andam dizendo que estou caducando.
Nunca escutei falarem isso perto de mim. Entretanto, sempre é bom desconfiar, ainda que a racionalidade, sempre costumeira, de meus textos comprovar o contrário, à semelhança de um litotes.
Tais fofocas devem ser decorrentes de quase sempre me estrepar nas estripulias que cismam sempre dizer que faço. Ou levo a culpa desde criança. Também, pudera. Nunca escutava minha mãe sempre a recomendar para eu tomar cuidado.
Outra coisa que ela sempre dizia é que era necessário estudar para crescer na vida e, perdoem-me a humilde modéstia e sinceridade, é claro, como sempre acontece, nunca fazia isso, mas sempre passava de ano.
A cada 365 dias, eu e todos os demais passávamos de ano.
Quase sempre assim.
Às vezes, coincidentemente sempre nos anos de Jogos Olímpicos, o dia 28 de fevereiro ficava de segunda época e tinha que repetir.
Sempre foi assim, não foi?
Claro que não!
Tudo começou quando Gregório XIII, também apelidado – sempre tem um apelido – de Gregório Chiiiiiiiii, que humildemente, como sempre cabe a nós, os magnânimos, batizou o seu calendário de calendário GregoriAno.
Feliz com o fato, saiu, como sempre fazia, cantando como nunca pelos corredores do Vaticano.
As datas são mais ou menos precisas. Afinal, diz a lenda, o calendário de Chiiiiii foi oficializado em 24 de fevereiro de 1582. Então, como sabermos corretamente datas anteriores, “vg”, como o dia do achamento do braziu, da América, et coetera, et coetera, et coetera?
Nunca saberemos ao certo, certo?
E pensar que sempre tirava notas baixas, porque nunca acertava, ou sempre errava as datas que o professor de história me perguntava.
O astuto leitor deve estar encafifado como sempre. Questionando como nunca meus conhecimentos.
Foi apenas uma pegadinha. Como sempre é a desculpa dos mestres quando erram.
Gregório Chiiii nunca cantou nos corredores do Vaticano. Cantava sempre, mas no Palácio de Latrão onde os papas ficavam de 313 d.C (calendário Juliano) até 1929 d.C.(calendário Gregoriano), quando criaram o Vaticano.
Não! Nunca desejei confundir o leitor.
È exatamente assim.
O calendário gregoriano alterou todas as datas anteriores, estabelecidas pelo calendário Juliano do Julio César em 46 a.C.
Verbi gratia, para o Juliano, Fevereiro tinha 29 ou 30 dias.
Sempre achei fosse porque o César gostasse muito de Carnaval, para esconder suas atrocidades, mas nunca tive certeza.
En passant (galicismo), uma pequena observação, apenas para confundir e desviar a atenção do que sempre importa...
Sempre (quase) me perguntam por que uso “vg”, ao invés de “p.ex”., isto.é “verbi gratia” (latinismo ou romantismo?), no lugar de “por exemplo” como sempre fazia até descobrir que os “vgs” dos textos jurídicos nunca significaram vírgula, como sempre achei.
Aí, passei sempre a escrever assim.
Uns dizem que é Direito demais, outros que é errado.
Nunca todos concordam. Sempre tem um do contra.
Isto é, quase sempre...
Aprendi, em minhas análises – psiquiátricas e não sintáticas - que nunca, como sempre fazemos, devemos dizer que algo ou uma pessoa sempre é assim, nunca é assim.
Assim é assim e “pf”. Este “pf” é minúsculo, uma vez signifique ponto final. Prato feito de boteco deve sempre ser escrito PF maiúsculo.
Que foi grilo-falante?
Ah! Como sempre, estou esquecendo de algo. Hoje é aniversário de quem? Nunca me lembro de aniversários.
Mas sempre me lembro que nunca lembrava de pagar minhas contas no dia certo. Até seguir os conselhos de um senhor que garantia que quase nunca esquecia de nada. Passei a usar um calendário gregoriano que ganhei do Sr. Juliano, gerente do banco, e que está sempre caído (o calendário) no chão perto da escrivaninha.
Não que eu marque qualquer data de vencimento das contas.
Nunca me lembraria de fazer isso.
Já pensaram no trabalho que dá, “vg”, escrever no dia 01 “pagar conta de Luz”, no dia 10 “pagar conta de água”, no dia 15 “pagar telefone” e assim até o dia 20, quando sempre parei de pagar qualquer conta, porque nunca sobra dinheiro.
Salário sempre acaba antes do mês.
Querem saber como marco o calendário?
Simples solução, como sempre convém a grandes problemas.
Fiz um carimbo e coloco em todos os dias: “Veja se hoje não tem conta ou imposto a pagar”.
Aí, abro a gaveta e confiro.
Genial, não?
Como sempre.
Nunca tinham pensado nisso, falem a verdade.
Calma! Agüenta aí! Estou concluindo.
Sempre me ensinaram que a conclusão tem sempre que confirmar a tese apresentada no início do texto.
Nunca se esqueçam disso, bradava sempre um professor de redação e lógica.
Quem quiser entender melhor, siga meus sempre exemplares e lógicos textos. Às vezes, enrolo-me um pouco, mas não neste texto, aparentemente sem nexo, onde, se me lembro, comecei dizendo que sempre dizem que estou sempre mal humorado. Lembram-se ou se esqueceram, como quase sempre ocorre comigo? Nunca me lembro – ou quase sempre me esqueço - do parágrafo anterior e quase sempre (ou às vezes?) tenho que retomar a leitura.
Sou brasileiro!
E como é de nossa natureza, sempre acreditamos em estranhas profecias que algum dia a corrupção acabará ou os impostos diminuirão nestas terras, que nem sabemos a data correta que foi achada.
Hoje, como sempre, acordei feliz com a esperança renovada.
Até abrir o jornal e ler que mais e mais corrupções são descobertas, outro ministro saiu, há mais suspeitas pelo ar e o governo pensa em novos impostos para cobrir gastos impublicáveis.
Todos os dias a mesma coisa.
Sempre... Sempre... Sempre...
Nunca... Nunca... Nunca sossegam...
Sempre assim...
Não tenho, como sempre, razão em ficar mal humorado e parecer caduco?
Parece que isso nunca acaba.
Pronto... Acabei!
Por favor, não diga que estou caduco, nem fique mal humorado.
Sorria!
Ah! E volte sempre...
Prometemos que não haverá caos aéreo.
Nunca mais?
Nem pra Copa?
Volta, vai!
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25 janeiro 2012
MONOTONIA!
Dezembro - Brasileiro.
Janeiro - Copa São Paulo.
Todo mês um título?
Está ficando sem graça!
Afinando a voz, pessoal:
"Manu, nóis é fera!
Mundial em Itaquera"...
Janeiro - Copa São Paulo.
Todo mês um título?
Está ficando sem graça!
Afinando a voz, pessoal:
"Manu, nóis é fera!
Mundial em Itaquera"...
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pedro galuchi
19 janeiro 2012
ELIS - A FALTA QUE ELA ME FAZ
Quase tudo já se falou sobre Elis Regina...
Exceto da falta que ela me faz.
19 de Janeiro de 1982, estava exatamente sobre a ponte pênsil de São Vicente, quando ouvi, sem maiores avisos: “Elis morreu”...
Freei o carro e travei-me...
Rápido, a idéia: “Ela não podia fazer isso”...
Morrer aos trinta e seis anos...
Como Marilyn...Elis não tinha esse direito...
Havia muitas músicas para gravar...
Muitos compositores para lançar...
Muito a apimentar o mundo...
Lembro-me de frases marcantes de Elis...
Uma vez ela disse que parara a terapia para dar uma folga para a terapeuta...
Tinha razão!
Às vezes é preciso dar folga para os outros...
Mas não era o caso...
Elis dava prazer como seu canto...
Outra frase de Elis: “As pessoas se esquecem de dizer eu te amo...”
E não custa nada...
Não adianta dizer-lhe agora... Ela não vai ouvir...
Elis não tinha o direito de abandonar seus fãs amantes sem prévio aviso...
A gente tinha que se preparar...
Fazer uma terapia...
Por mais que escute as músicas de Elis, elas parecem sempre novas...
Aquela voz, que brincava com as notas musicais, não morre...
Felizmente...
È só fechar os olhos e ela parece ali fascinando, querendo a volta do irmão do Henfil, homenageando as Marias, levando-me de arrastão a tamborilar os dedos e acompanhando-a, esperando que ela fosse sair de dentro do CD e cantar só para mim, levando-me num trem azul, tirando-me o medo de amar e ser livre...
Elis você tinha que avisar a gente...
Você que cantava toda mistura de ritmos, bagunçou tudo na nossa cabeça com a sua ausência...
Embora nestes trinta anos tenham surgido excelentes cantoras com vozes maravilhosas o espaço de Elis é insubstituível...
Olho para meus CDs e fazer o quê?...
Numa repetitiva overdose de tantas madrugadas, ouço mais um, na esperança que entre uma música e outra, Elis apareça com outra frase surpreendente...
Ela não aparece...
Entretanto, nunca irá desaparecer...
Exceto da falta que ela me faz.
19 de Janeiro de 1982, estava exatamente sobre a ponte pênsil de São Vicente, quando ouvi, sem maiores avisos: “Elis morreu”...
Freei o carro e travei-me...
Rápido, a idéia: “Ela não podia fazer isso”...
Morrer aos trinta e seis anos...
Como Marilyn...Elis não tinha esse direito...
Havia muitas músicas para gravar...
Muitos compositores para lançar...
Muito a apimentar o mundo...
Lembro-me de frases marcantes de Elis...
Uma vez ela disse que parara a terapia para dar uma folga para a terapeuta...
Tinha razão!
Às vezes é preciso dar folga para os outros...
Mas não era o caso...
Elis dava prazer como seu canto...
Outra frase de Elis: “As pessoas se esquecem de dizer eu te amo...”
E não custa nada...
Não adianta dizer-lhe agora... Ela não vai ouvir...
Elis não tinha o direito de abandonar seus fãs amantes sem prévio aviso...
A gente tinha que se preparar...
Fazer uma terapia...
Por mais que escute as músicas de Elis, elas parecem sempre novas...
Aquela voz, que brincava com as notas musicais, não morre...
Felizmente...
È só fechar os olhos e ela parece ali fascinando, querendo a volta do irmão do Henfil, homenageando as Marias, levando-me de arrastão a tamborilar os dedos e acompanhando-a, esperando que ela fosse sair de dentro do CD e cantar só para mim, levando-me num trem azul, tirando-me o medo de amar e ser livre...
Elis você tinha que avisar a gente...
Você que cantava toda mistura de ritmos, bagunçou tudo na nossa cabeça com a sua ausência...
Embora nestes trinta anos tenham surgido excelentes cantoras com vozes maravilhosas o espaço de Elis é insubstituível...
Olho para meus CDs e fazer o quê?...
Numa repetitiva overdose de tantas madrugadas, ouço mais um, na esperança que entre uma música e outra, Elis apareça com outra frase surpreendente...
Ela não aparece...
Entretanto, nunca irá desaparecer...
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