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16 setembro 2018

BRAZIL EM MAUS LENÇÓIS


“Braziu varemnóis” está em maus lençóis. Ideologias à parte, como é a letra daquele samba Reunião de Bacana? Em rápida análise temos quatro candidatos com espírito fascista. Bolsa e o coronel de Sobral escancarados. A musa do Acre enrustida em sua rede com a fala mansa de discutir... discutir... discutir... O Organização Criminosa defensora das democracias latino-americanas é fascista no DNA. Lembro ainda que o governo do "cavalo do homem mais puro" foi um desastre em Sampa. Sua grande obra foram ciclofaixas pintadas a esmo e redução de velocidade nas marginais. As opções seriam o "Novo" ou "Podemos". Muito estranho o baixo índice do Picolé nas pesquisas. O estado de SP (22% do eleitorado brasileiro) é dominado pelo tucanato e no boca a boca, especialmente no interior, ele tem muito voto.

26 agosto 2018

TEM JEITO NÃO



As pedras se movem
Eles saem do covil
Ávidos consomem
A Pátria mãe gentil

Senhores feudais
E servis capatazes
Querem sempre mais
De tudo são capazes

Nunca satisfeitos
Ágeis e sutis
Fazem mil trejeitos
Passeiam em Paris

Malas cheias de grana
Jantar à luz de vela
Que vida bacana
Não largo mais ela

Algo fora de plano
Camburão e algemado
Deve ser engano
Cadê meu advogado

Uma tênue ilusão
No horizonte do povo
Mas essa história
Tem final sinistro

Amigo de Ministro
Passa só um dia na prisão
Faz sinal de vitória
Começa tudo de novo         

De certo, só um fato
Esse é sem perdão
Você pagará o pato
Não tem jeito, não!


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https://www.recantodasletras.com.br/poesias-do-cotidiano/6430376


28 junho 2016

O GOLPE DOS VELHINHOS



Didi, Juninho, Lindinho e Nariz eram companheiros de longa data. Aposentados, viviam distraindo o tempo nas mesas de jogos da praça.  Truco, dominó, dama eram s lida diária. Nenhuma aposta. O que valia mesmo era economizar os trocados das minguadas pensões. Quanto mais permanecessem jogando, menos tempo para usufruir de vícios. Despesas inúteis já bastavam as da caderneta da farmácia com os remédios de uso contínuo.
Entre uma jogada e outra seguiam a ladainha de comentários rotineiros sobre as monótonas notícias dos telejornais de ontem e as manchetes da  banca.
Meu time ganhou, o político roubou.
Frases típicas do dia a dia: “Viu só...”, “Que absurdo essa roubalheira...”
Sua vez, Didi... resmungou Nariz.
To pensando!
E precisa pensar para jogar truco?
Calma pessoal! ... ponderou Lindinho. O Didi anda lento. É da idade. Vamos ficar assim.
A gente poderia tirar o pé da lama, abriu um sorriso o Didi.
Vixe! A coisa é séria... Concordaram os parceiros de mesa.
Não tiro mais empréstimo consignado, afirmou Lindinho.
Joga logo... protestou Juninho.
Olha aqui, pessoal Poderíamos estar em Las Vegas tomando Cherry, ao invés desta praça, protegendo-nos das pombas.
Tomou seu remédio hoje, indagou Lindinho.
Tomei, tomei... Tive uma ideia para ganharmos uma grana.
Sua vez, Juninho...
Os olhares arregalaram-se ante a firmeza da fala.
Nariz arriscou: ”Como?”
Vocês não prestam atenção nos noticiários? Viram como é fácil desviar milhares de dólares sem que ninguém perceba? É só nos organizarmos.
Ma Che! Baixou o espírito de antepassados no Juninho. Vamos é acabar presos. Não viu o “Mensalão”?
Ta quase todo mundo solto, retrucou Didi. E de mais a mais, somos idosos, podemos pedir redução de pena ou então prisão domiciliar por motivo de saúde.
Sua vez, Nariz...
Mas, e nossas partidas de truco? Entristeceu-se Lindinho.
Jogamos na cadeia. E é só um tempinho. Pense nas vantagens que teremos. Comida boa, roupa nova. Podemos ter até enterro de luxo, com direito a mausoléu. Prometeremos devolver parte dos ganhos, como prova de boa vontade.
Sei, não...
Nariz arriscou: “Dá para incluir minha sogra na delação premiada? Jurar que a idéia foi dela?” Juninho concordou, gargalhando: “Ela merece. Era pior que tornozeleira eletrônica para pegar no seu pé e descobrir onde você estava”.
O Didi pode estar certo, afirmaram sorrisos cúmplices.
Sua vez, Juninho...
Por que não pensamos nisso antes?
Sua vez, Nariz...
Não custa arriscar...
Sua vez, Didi...
Pior que estamos, não ficamos...
Sua vez, Lindinho...
Peraí... To no Whats apps  vendo se meu cunhado quer ser laranja...
Desliga esse celular, assustou-se Juninho...
Pode estar grampeado, alertou Didi...
Ele disse que topa...  Só que ele quer cinco por cento...
Alguém sugere qual tipo de golpe podemos dar?
Vender fraldas descartáveis para fundos de pensão?
Genial, Didi. Verdadeiramente acima de qualquer suspeita.
Sua vez...

15 fevereiro 2016

CARNAVAL NO BRAZIU É O ANO INTEIRO



 
Não tenho propriamente aversão ao Carnaval. Feriados serão sempre bem vindos. O problema são os carnavalescos.
Na infância assisti, em TV preto e branco, concursos de fantasia invariavelmente vencidos por Clóvis Bornay, que completaria 100 anos em 2016. Três vezes fui “in loco” a desfile de escolas de samba – uma vez na Av. São João, outra na Av. Tiradentes e a terceira vez no Sambódromo do Anhembi. Em algumas noites insones, trechos de desfiles muito coloridos, carros alegóricos e seus destaques escondendo as “vergonhas” dentro de um band-aid, também chamado de tapa-sexo.
Em Sampa, este ano, ocorreu um fato inusitado: “A modelo Ju Isen, considerada musa das recentes manifestações contra o governo federal e destaque da Unidos do Peruche, foi expulsa da avenida por despir parte de sua fantasia, em protesto após ser impedida pela escola de usar tapa-sexo com a imagem da presidente Dilma Rousseff”. (fonte Uol)
Atrevo-me a dizer que o uso de tal “modelito” de tapa-sexo faria mais efeito que cinto de castidade ou métodos anticoncepcionais.
Carnaval, ora o Carná!...
Quem na juventude não tem seus ímpetos e surtos de idiotia?
Gostar de carnaval assemelha-se a acreditar que o comunismo é bom, que o PT iria mudar o “braziu”, que Luigi Ignatius será canonizado, et coetera similares.
Esses desvios de comportamento são admissíveis na adolescência, na primeira fase da idade adulta, mas ultrapassada a barreira dos trinta, “hominis e feminis sapiens” portadores de tais vícios são merecedores de avaliação psiquiátrica.
Tenho, ainda, motivo forte para desgostar do Carnaval.
O carnaval tem sua parcela de culpa em minha surdez.
Domingo de Carnaval de 1997.
Sobreveio-me a surdez súbita e a Dra. Paula, médica “otorrino” que me atendeu, depois de perguntar-me se eu não tinha ido a algum baile de carnaval, afirmou que eu precisava de uma lavagem auditiva, mas ela “não podia fazer” no Pronto Socorro.
Na quarta-feira gorda, quando consegui uma consulta ambulatorial, era muito tarde. Deveria ter sido internado e medicado de imediato.
Lá se foi minha audição.
O mais chato do fato, logo após o zumbido cerebral permanente até hoje e a perda unilateral da audição, era ter que “escutar” outras pessoas perguntando, detrás daquele sorrisinho irônico se eu não tinha mesmo passado a noite num ensurdecedor baile de Carnaval.
Não! Não tinha...
De lado o problema pessoal, as atividades momescas (Nestes tempos de obesidade coletiva ainda existem Reis Momos?) causam mais males que benefícios.
Exposição a som de 90db danifica as células auditivas em quatro horas.
Talvez por isso o som dos trios elétrico atinja 120 ou mais decibéis.
Quem está perto já deve estar surdo ou calibrado em estado letárgico. Quem esteja a quilômetros de distância, tentando descansar ou fazendo qualquer outra coisa, que o suporte.
“Eu quero é botar meu bloco na rua” cantou o falecido compositor Sérgio Sampaio
“A Praça Castro Alves é do povo”, cantava o tropicalista Caetano.
Analisando os inconvenientes do xixi no muro de d. Eva, os preservativos no jardim do Sr. Adão – quem mora na Vila Madalena sabe o que é isso -, o som infernal incomodando quem está parado no trânsito a caminho de algum compromisso mais ameno, uno as frases e desejo:
“Que os foliões dos blocos de rua de São Paulo sigam os trios elétricos. Rumem à Via Dutra, cruzem a ponte Rio-Niterói, arrastem suas sandálias pela BR116, cheguem felizes a Salvador e fiquem definitivamente na Praça Castro Alves”.
Pronto!
Com esta solução prática para o tríduo de cinco semanas “pré” e pós Carnaval, passo a preocupar-me com os outros “carnavais”, esquecidos durante a folia.
“Carnavais” a desfilar repetidamente nas manchetes da imprensa, tendo como destaques políticos, que tentam, sem-vergonhas, esconder seu locupletar-se, o desvio dinheiro público. Aos arquibaldos e geraldinos, fantasiados com seus narizes vermelhos, resta cantar e popularizar o Sr. Newton.
Vamos lá, comunidade!
Comigo! Em ritmo de Marchinha dos anos dourados...  soltem a voz:
“Ai! Meu Deus! Me dei mal... Bateu na minha porta o japonês da Federal”.

15 abril 2014

NOTA DE FALECIMENTO

Comunicamos, com pesar, o falecimento do Sr. Braz Silva Rennós, decorrente de falência múltipla dos órgãos. O falecido vinha adoentado há muito tempo. Sofrera, por mais de vinte anos, de paralisia de quase todos os membros, decorrente do regime que forçadamente passou para tratamento de suposta doença, que lhe atingia o lado esquerdo do corpo. Quando se pensava curado, foi vítima de desnutrição decorrente de contínuos e intermitentes desvios da circulação de elementos vitais, com entupimento de diversas partes do corpo por excesso de sanguessugas. Tal adoecimento causou-lhe sérias complicações e efeitos colaterais, que se estenderam até a data de seu óbito. Padecia ainda de micoses na virilha pelo hábito de esconder cédulas junto às partes íntimas. No começo do século começou a enfrentar séria degeneração que o levou à perda da visão. Os sintomas iniciais da doença era ver estrelas vermelhas quando piscava. Logo a seguir veio a obnubilação total. Após atingir os olhos o mal atingiu também diversas partes do corpo. Equipes médicas fizeram tratamento perfunctório contra essa alergia, mas ela se disseminou por todas as partes internas do organismo, causando rigidez na execução das atividades mais essenciais e na capacidade de julgamento, entre outras. De outra parte, talvez como efeito colateral, Sr. Braz passou a ter problemas mentais, com atitudes alopradas. Passou a se automedicar com imensos gastos mensais pagos a especialistas no mal das estrelas. Elas se multiplicaram. Preferiu não fazer as cirurgias recomendadas para extirpar os cancros causadores dos males. Em 2008, quando atacado por uma infecção externa, igualmente não levou a sério, causando consequências complicadíssimas no estado geral do paciente. Novamente alertado por especialistas, preferiu tratamento com pão e manteiga. Descuidou-se também quanto ao consumo de álcool, tendo ainda sido contaminada sua carne. Talvez por falta de Educação ou já surdo, fazia ouvidos moucos e nunca escutou os alertas quanto ao seu descuido com a Saúde. Quando deu por si, a metástase estava instalada de modo irreversível. Quase todo apodrecido, exalando fortes odores pelos poros. Prostrou-se incurável. Nem todas as orações a tantos santos por ele admirados puderam salvá-lo. Não havia milagre para tantas doenças. Atendendo seu último pedido, o corpo será velado na Necrópole Central do Bairro do Planalto e posteriormente cremado, para que seu mal não mais se propague.

05 março 2013

PININHA NA RINHA DO MMA



Qual a desculpa de hoje, Pina?
Não me olhe com essa cara, dona Gertrudes.
Foi o ônibus, o congestionamento, falta de energia no trem, despertador atrasou?
Tudo isso e nada disso, Gegê.
Gertrudes, por favor, que hoje não estou para Gegê. Estou atrasadíssima para a Academia. Fala logo, a desculpa...
A senhora não me deixa falar...
Desembucha...
Foi o seu Takeo...
Ora, Pina... Até o Sr. Takeo vai levar a culpa de seus atrasos. Tenha a paciência.
Verdade, Gegê... Eu passava no ônibus e vi que estava cheio de viatura na frente da casa dele.
O que aconteceu? Ele estava ferido? Foi assalto?
Não entendi direito, mas ele estava sendo algemado.
O que foi, fala logo...
Calma, ai! Eu desci do ônibus e fui tomar informações sobre o qüiproquó.
Sabe o que os poliça me disseram?
Claro que não!
Primeiro eles mandaram eu circular. Disse que estava circulando desde madrugada no ônibus, aí eles disseram que eu estava desacatando a autoridade e veio pondo a mão em mim. Aí, eu falei para ele que ia contar tudo para minha patroa, que ela era mulher de um repórter e ia denunciar “eles” na TV. Eles ia tudo aparecer naqueles programas da tarde.
Está bem, Pina! Agora conta por que estavam prendendo o Sr. Takeo.
Eu comecei a gritar: Takeo, Takeo, Takeo... O que aconteceu? Um poliça com duas estrelinhas na lapela falou grosso: Ele cometeu uma contra invenção. Eu respondi: O Takeo não é inventor. Ele é, Gegê?
Contravenção, Pina, contravenção. Que contravenção ele cometeu?
Sei lá! Se eu souber o que é isso posso explicar...
Bom, volta a fita. O Sr. Takeo foi preso por que?
Disseram que ele tinha galo no quintal.
E daí?
Também não entendi e pedi para explicarem: Disseram que ele estava treinando os galos para uma tal de rinha...
Ai! O Takeo fazendo rinha de galo? Isso é piada. O Takeo cria umas duas ou três galinhas por que gosta de ovos naturais, sem produtos químicos.
Pois é... Mas, eu tive uma idéia para soltarem o Takeo,
Ai, ai, ai, ai, ai... Que você fez?
Falei que os galos eram encomenda da minha patroa para fazer canja.
Canja de galo, Pina?
Sei lá, com essas modernidades, galo pode ser galinha.
E soltaram o Takeo?
Eles falaram que iam vir aqui investigar se era verdade... Se eles aparecerem, a senhora confirma.
Está bem! E o Takeo?
Perguntei para um moço que estava assistindo a confusão o que era rinha. Com paciência ele explicou... Os galos ficam num cercado lutando até sangrarem e se matarem. Demorou um pouco, mas quando entendi, virei mulher-macho... No bom sentido... Comecei a gritar: Se o Takeo está contravertendo (existe isso, Gegê?) tem um monte de gente na televisão fazendo igual e eles ganham até dinheiro.
Como é que é, Pina?
Eu vi o marido da Zefa assistindo. Dois homens entram no cercado e ficam se batendo até sangrarem e um desistir.
Isso é MMA...
O que é isso?
Artes Marciais Mistas. Uma luta onde vale quase tudo.
Homem pode e galo não pode? Não entendi. A senhora pode me explicar a diferença?
Acho que os dois estão errados, mas fazer o que? Briga de galo é proibida, MMA não é... Bem, mas o Takeo? Os policiais o soltaram?
Em parte...
Como em parte?
Colocaram ele na viatura, mas tiraram as algemas.
E para onde foram?
Disseram que iam para a Delegacia, mas antes iriam confirmar a história que eu contei...
Que história?
Da canja, ora...
Ai, não, Pina... Assim não dá... Tocaram a campainha... Vá lá, veja quem é?
Vixe, Gegê...  São os poliças... Deixo entrar ou digo que não está?

14 setembro 2012

ACORDO COM BANCOOP - A pior solução



Uma assembléia com oitenta pessoas favoráveis a um acordo com a BANCOOP.
Maioria estrondosa.
E daí?
Podem passar por cima da lei?
Podem exercer o direito de outras pessoas?
Podem representar quem não está na ação civil?
A “comissão” é apta a comercializar imóveis?
Ora, ora...
Balelas!
As espertas retiradas da BANCOOP das ações servem para duas coisas:
1 – Livrar a cara dos investigados por estelionato.
2 - Criar cizânia entre os cooperados.
A BANCOOP derrotada sai de cena cambaleante, deixando suas vítimas se digladiando. Vai para a platéia divertir-se com as batalhas internas para resolver o golpe que ela causou.
Frases soltas à parte, a situação é prato cheio.
Vamos às batalhas judiciais, com a multiplicação de ações individuais. Pelo menos 50 pessoas defenderão seu interesse de não pagar nada. Trinta já estão certas disso.
Quem pagará a parte deles já dissemos. Os “acordantes” que não querem acordar para a realidade do acordo inócuo e confessarem sua dívida a nova incorporadora.
O prejuízo será de quem assinar o acordo.
Se havia a propalada “demora” da execução, agora teremos essa demora multiplicada.  
Atentem que a entrega judicial do empreendimento está por um fio.
Ainda é tempo!
E quem avisa...

27 outubro 2011

O SEQUESTRO DA FILHA DA SECRETARIA ELETRÔNICA

Alô! Você ligou para 5081-XYXZ. Mansão do Pedrão. Após o sinal deixe seu recado, que retornaremos – proposital a cruel dúvida: retornaremos de algum lugar ou retornaremos a ligação? - assim que pudermos ou ligue para meu celular - se for alguma coisa importante, a pessoa terá meu número.
A secretária lá de casa atende mais ou menos assim as ligações quando não estou ou não quero atender. Viva o B Identifica Número de A.
Tenho que confessar que eu acho que é assim.
Tem muito que na frase anterior? Não gostou, vá a Delegacia e faça um Boletim de “Oqueorrência”.
Eu ia dizendo que não se exatamente o que minha secretária eletrônica responde quando é incomodada.
Deve ser porque não ligo para ela.
Confesso: certa época eu ligava muito, para não me esquecer de algo. Deixava alguns recados para mim, como não “se esqueça de pagar a conta do telefone”.
Juro que sempre escuto as mensagens e retorno quando é algo importante.
Hoje, encontrei minha secretária quase em pânico.
Piscava desesperadamente.
Corri para ouvi-la.
A fita fazia fita.
Dizia, com voz de medo: Mãe! Mãe! Responde, mãe! Fui assaltada! Me ajuda! Me seqüestraram!
Breve silêncio...............
...................................................................
Dona! Seqüestramos sua filha! Responde, dona! Vamos matar sua filha!
Toin...toin...toin...toin...
Claro que o esperto leitor já deve ter concluído o lógico. Tratava-se daqueles telefonemas onde bandidos assustam familiares dizendo que seqüestraram seus filhos.
Estou acostumado a esse tipo de ligação.
Certa noite “meu filho” telefonou as três da matina dizendo que estava sendo seqüestrado. Ele jamais me ligaria às três da manhã. Cortaria sua mesada se fizesse isso. E as baladas acabavam geralmente as quatro.
Noutra madrugada, novo seqüestro. Minha filha. Mandei que a matassem, pois ela me enchia a paciência. Além disso, não tenho filhas.
Em outro seqüestro, voz convincente. Quase cai na esparrela, não estivessem meus filhos viajando fora do país.
A ameaça recebida hoje causou indignação com a queda da qualidade do seqüestrador. Será que o Sindicato dos Seqüestradores não tem um curso de qualificação profissional?
Eita, bandido burro! Não sabe nem conversar com uma secretária eletrônica. Poderia ter ameaçado mais. Dizer aonde eu deveria levar o dinheiro do resgate. Para eu não chamar o CSI. Não ligar para o 190. Ao menos deixar um telefone para retorno. Algo assim, não acham?
De outra parte, o telefonema deixou-me encafifado. Minha secretária parece ter ficado muito preocupada com o recado.
Será que a “filha seqüestrada” seria mesmo a minha? Ou será que a minha secretária terá mesmo uma filha que eu desconheço?
Nestes tempos de modernidade, nada surpreende. Espera-se qualquer coisa.
Estou desconfiado!
Será que a minha secretária terá tido um caso nessas conduítes da vida? Com o cabo da antena de TV, da TV a cabo, do alarme.
Sei não!

28 agosto 2011

CORDEL CAPA DE REVISTAS (BATTISTI E ZÉ DIRCEU)



Ninguém me leve a mal
Que ando ruim da vista
Mas nas capas de revista
Lá das bancas de jornal
Parecia até competição
Numa o italiano terrorista
Noutra o “chefe” do mensalão

Olhei e me enraiveci
Como as coisas são erradas
Trabalhamos feito idiotas
E usam o nosso dinheiro
Pra sustentar esse condenado
Que matou compatriotas
Belo par de companheiros

O italiano tem documento
De cidadão brasileiro
Talvez ganhe um monumento
O que me deixa surpreso
Se lá ele seria preso
Aqui bem junto ao mar
Refestela-se a descansar

Como é normal essa gente
O outro bem falante
Também se diz inocente
De cabelos faz implante
À espera de sua condenação
Mas a todos garante
Decerto não terá prisão

O que não dizem do Brasil
Lesados aqui e vítimas da Itália
Que somos filhos de vadia
Comprados por alguns mil
Não espero ação divina
Na verdade é sempre falha
A justiça, se tardia

09 maio 2011

PANIS ET CIRCENSES

PANIS ET CIRCENSES

A Platéia quer dar risada
Mas como contar piada
Fazer chiste, uma troça?
Queimaram o homem da carroça

Ardeu como Galdino
E tantos sem nome
Queimados de fome
Ardendo por dentro
Meninos do Centro
Na Sé, Candelária,
Chacina, Zona Leste
Só mais um do Nordeste
Placas nas esquinas
Vendem-se meninas!
Coisinha corriqueira!
Que bobeira, negão!
Viva a novela diária
Hoje não tenho não
Nenhuma palavra hilária
Uma situação “non sense”.
Mas... e a platéia?
Precisa sorrir...
À alcatéia:
Panis et circenses
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São Paulo, 09 de maio de 2011.
Esta semana dois “carroceiros” foram queimados vivos no bairro do Brás.

06 maio 2011

BANCOOP - INTERVENÇÃO E VILA CLEMENTINO

Colegas de Infortunio,

Falo pessoalmente, pois enquanto diretor da ASSOCIAÇÃO não recebi qualquer contato da BANCOOP.
Sinceramente não sei quais motivos ainda leva pessoas a manterem contatos extrajudiciais com a BANCOOP, procurando-a ou atendendo todo e qualquer telefonema.
Aliás, consultei e avisei ao Sindico e Subsindico quanto a mais esta artimanha da "Cooperativa de fachada".
Ambos responderam que não haviam sido procurados.
Quem é, então, o contato que representa o Vila Clementino?
Será que acreditam mesmo em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, para não mais elucubrar sobre a motivação de aceitarem "negociações".
Seis anos de mentiras não serviram de lição?
O que essas pessoas têm ido fazer na sede da BANCOOP?
O que trarão de novidade após a reunião da proxima segunda feira?
Tentarão nos empurrar novamente a OAS? Oferecerão que troquemos o desligamento da cooperativa pelo perdão da dívida?
Muito provavelmente não dirão nada de novo, pois nada mais tem a dizer.
Ou será que pedirão para não penhorarmos cadeiras, garrafas de uisque, frigobares, etc...
A BANCOOP está destruida.
Plagiando a manchete de uma revista de grande circulação: A casa deles caiu.
Na última terça-feira, os argumentos do advogado da cooperativa foram fulminados pelo voto do relator do Conselho Superior do MINISTERIO PUBLICO.
A Intervenção é iminente.
Até o Sindicato dos Bancários tenta tirar o time de campo e "ameaça" executar a dívida de 45 milhões ainda este mês.
O newletters, outrora farto de "convicentes" argumentos, neste mês saiu quase apenas com fotos.
A BANCOOP, como prevemos, ao confiarmos na Justiça, chegou na fase do não ter mais nada a dizer, depois de diversas vezes não querer conversa com seus cooperados, impedindo o acesso as Assembléias.
Encaminha-se para o choramingo dos condenados encurralados, lembrando que alguns de seus dirigentes foram denunciados pelo MINISTERIO PÚBLICO CRIMINAL.
Será que os "negociadores que representam o Vila Clementino" ainda não tem noção que estamos com a ação ganha, a BANCOOP NÃO RECORREU DE NADA e o juiz já deu todos os indicativos para a cisão do Vila Clementino.
O que leva colocarem em risco nossa luta?
Ao risco de assumirmos um prejuizo financeiro ainda maior do que já temos, perdoando o algoz?
Qual a vantagem em revestirmos a fantasia de "cooperados" quando os tribunais sedimentam a tese de sermos vitimas de um estelionato praticado pelos próceres da "arapuca"?
A quem interessa divisionismo entre moradores e "sem teto", neste momento?
Talvez interesse a BANCOOP.
Fotografar pessoas e escrever qualquer bobagem no rodapé da foto, quanto a estar negociando com o empreendimento, como tem faltado à verdade em outros locais.
Pensem sobre o assunto, tendo em mente:
QUALQUER NEGOCIAÇÃO COM A BANCOOP AGORA PODE CAUSAR GRANDES PREJUIZOS PROCESSUAIS E FINANCEIROS, A TODO EMPREENDIMENTO.
E dispenso o rosário de argumentos quanto a nunca vamos receber mesmo.
Não receber é muito diferente que abrir mão de um direito.
Por acreditar no Estado de Direito, da minha parte dessa luta não abrirei mão.

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Ditado árabe: Se você é enganado uma vez, a culpa pode não ser sua. Na segunda vez, com certeza será.

MUDE A VIDA DE UM DEFICIENTE VISUAL - ADOTE UM CÃO GUIA - Saiba como em IRIS

09 janeiro 2011

TUDO É PERMITIDO

Férias...
Verão...
Sol... (não esqueça o protetor)
Cerveja...
Era um domingão (Premê)...
Brasília Amarela (Mamonas)...
Vamos a La Playa?... Oh! Oh! Oh!
Chegamos...
Colocar cadeirinhas, guarda-sol...
Dá licença?
Só um espacinho...
Não pode?
Tem que pagar consumação?
Eu trouxe o frango, a farofa e a tubaína...
Tem que pagar?
As areias das praias paulistas – de Ubatuba a Peruíbe – foram loteadas pelos quiosques.
Notícia velha ou crime continuado?
Chama a polícia!
Chame o ladrão (Jorginho da Adelaide)
As praias são patrimônio da União... Não podem ser “alugadas”, cedidas em comodato, et coetera, et coetera, et coetera...
Arruma uma desculpa, rápido!
Aqui é “terras brazilis”....
Estamos abaixo do Equador (Chico e Ruy Guerra)...
É proibido proibir (Caetano)...
Não tem fiscal suficiente...
Está todo mundo em férias...
Não é comigo...
Nem com eu...
Tem culpa todo mundo...
Só não tem culpa eu...
E os demais turistas.
Pensando bem, temos...
Olha lá! Pega o binóculo...
No Guarujá...
É ele... O exemplo da nova classe média...
Forte da Marinha... Só para ele?...
Que é isso companheiro? (Gabeira)... A família inteira...
Mas pode?
Também não!
Nem com passaporte diplomático?
Devolve a câmera(jornalistas da Folha de S.P)...
Olha a chuva! (quadrilha)
A ponte quebrou! (quadrilha)
Está insinuando o que?
Deixa pra lá...
Circulando... Circulando...

12 agosto 2010

BANCOOP – ME ENGANA QUE EU GOSTO, TONHÃO

Para relaxar e entender melhor, algumas alegorias.
Discutiam os patrícios Mané e Quinzinho n´além mar, no acerto de contas de uma bacalhoada pendurada:
Oh! Pá, se minha dívida era 50 escudos e tornou-se 15 escudos? Quando me enganas? Agora ou me enganava antes?
Unindo-se a discussão dos gajos, um ditado árabe:
“Se és enganado (traído) por alguém uma vez, a culpa não será sua. Se fores pela segunda, com certeza será”.
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A BANCOOP sempre tentando causar cizânia entre suas vítimas.
Criar ansiedades, expectativas e discórdia.
No recesso da CPI, que juntamente com o MP encaixa o quebra-cabeça do uso indevido do dinheiro dos cooperados, mandou seus advogados “convocarem” advogados das vítimas apresentando propostas tão mirabolantes, quanto impossíveis.
Números são números desde os primórdios dos tempos e contas são feitas com eles.
Compreendemos que números não pertençam ao ramo das Ciências Exatas, não muito afetas aos atores do mundo jurídico, salvo na contratação de honorários e sucumbências.
As contas da BANCOOP, se já não fecham com seus próprios dados, como fecharão com os dados absolutamente aleatórios apresentados?
Enfim, se até hoje os números apresentados pela Cooperativa eram absolutamente inconfiáveis, seus terrenos não lhe pertenciam, suas escrituras não eram passadas, será que agora serão?
De modo amigável?
Extra-judicialmente?
Chega de tergiversações!
Vamos aos fatos?
A proposta apresentada pelos advogados da BANCOOP, Drs. Pedro Dallari e Leticya Achur aos advogados dos empreendimentos Morada Inglesa, Casa Verde, Cachoeira, Anália Franco, St. Phillip, Vila Mariana, Torres de Pirituba, Vilas da Penha, Horto Florestal, Parque da Orquídeas, Colina Park, Mandaqui e Liberty é mais ou menos a seguinte:
Vocês me devem tanto e pagam metade, um terço, um quarto, etc. e fim de discussão.
Ah! Com uma ressalva.
Tem que ser aprovado pela totalidade das seccionais. Seccionais, mesmo...
E até o dia 18 de agosto.
Ao Village a proposta sequer foi apresentada.
Ora!
Será que alguém em são consciência pode acreditar que haja aceitação total e de imediato.
Nem em regimes totalitários.
Na salada de frutas que está a situação de cada empreendimento, provavelmente, haja poucos casos assemelhados. Querem comparar bananas com melancias.
Alguns exemplos, conhecidíssimos.
Vila Mariana está construída, terreno em nome da cooperativa, e só falta, de fato e salvo algum susto não impossível, escrituras e discussão de valores.
Há alguns empreendimentos em semelhante situação.
Entretanto:
O Liberty é um esqueleto endividado e Anália Franco é um esqueleto credor.
Já Vilas da Penha, aos pedaços, tem terreno em nome de terceiro e Village Palmas todo construído, com algumas casas rachadas, sequer existe legalmente.
Juntar tudo num liquidificador só?
Será que mais alguém, além de mim, passou a acreditar em coelhinho da Páscoa? Em Saci? Pode ser... estamos no mês do folclore.
A BANCOOP passou a ser confiável?
Lobo depilado continua lobo.
A manobra é seguramente apenas mais uma “maravilhosa e mentirosa” proposta para iludir incautos, causando a divisão característica no ser humano egoísta.
Colegas de infortúnio, a situação não se resolverá com um pozinho de pirilimpimpim.
A demorada, por diversos motivos, denúncia da parte do Ministério Público deverá incomodar muita gente... as eleições se aproximam... a CPI fecha o cerco.
Sabemos que os advogados estão cansados, mas não sofrem tanto quanto seus representados.
Se a BANCOOP pretende se render realmente, a rendição tem que ser na forma proposta por cooperados, não através de interlocutores.
O estatuto impede a entrada de advogados em assembléias.
Se a BANCOOP quer apresentar propostas, seus dirigentes agendem reuniões com lideres dos empreendimentos, apresentando dados concretos, individualizados, comprovados e por escrito.
A BANCOOP não está em condições de oferecer nada.
Seus dirigentes que ganham um apartamento por ano de salários, deveriam mais é ter seus salários penhorados e bens indisponibilizados.
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Vou terminar porque a Poliana me mandou um email, protestando: Seu chato, vou pagar só metade...
Querida Poli, metade de quanto, cara pálida?
Ah! Poli, responda-me uma perguntinha a mais: Quando você estiver no aconchego de sua novelinha e receber um telefonema lhe cobrando um recebível que a Cooperativa repassou para alguém para cobrir aquela metade, terço, quarto que você não pagou, você vai reclamar com quem?
Peraí, acendeu meu site de relacionamentos...
É o Tonhão discutindo com a namorada: “Me engana que eu gosto!”
Oh! Tonhão... Linha cruzada... Você é cooperado também?
Que sorte a sua!
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08 agosto 2010

BANCOOP - A NOVA PROPOSTA

A BANCOOP distribui informativo desinformando mais uma vez para confundir e tentar dividir o valoroso movimento de resistência de suas vítimas.
Diz que está entabulando negociações com os advogados.
Realmente houve três reuniões com quatro advogados que representam Vila Mariana, Morada Inglesa, Casa Verde, Cachoeira, Anália Franco, St. Phillip, Pirituba, Vilas Penha, Village, Horto, Recanto das Orquídeas, Tatuapé, Mandaqui e Liberty.
Apresentaram propostas com "maravilhosos" valores aleatórios para os prédios que estão prontos, nada de novo aos que estão em construção (permanece a transferência para construtoras com pagamento de multas demissionais) e absolutamente nada para o Village Palmas (construído sem alvará).
Como se tudo fosse igual e com aprovação explícita de todas as Seccionais.
Tudo de uma tacada só, atropelando direitos individuais ou já decididos judicialmente.
A proposta é válida por apenas 45 dias. Será coincidência com o período eleitoral?
A princípio, reparem na impossibilidade do acordo coletivo, visto que alguns empreendimentos sequer se fizeram presente, como p.ex. Moóca, Bela Cintra, Vila Clementino, entre outros.
A manobra é apenas mais uma lenga-lenga protelatória, às vésperas de novas revelações judiciais e na CPI.
O desejo astuto da cooperativa é dividir opiniões e a luta. Usar o argumento da transferência da responsabilidade de “não ser possível” o acordo diante da manifestação contrária dos cooperados, fato que já se revelou em reuniões de pelo menos três empreendimentos que preferiram permanecer no embate por seus direitos reais a aceitar dados novamente improváveis e unilaterais.
Não se deixe iludir!
A BANCOOP não tem nada a oferecer.
Tudo o mais é boato, que sabem plantar muito bem...
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De certo mesmo apenas a crescente mobilização para a manifestação a ser realizada no dia 17 de Agosto na Assembléia Legislativa.
Organize seu empreendimento.

22 julho 2010

CAT KILLER... UM PLANO DE AÇÃO

Nada como uma quarta-feira chata, depois de uma terça-feira feliz...
Meu livro “Vampiros... Do outro lado do muro?” ficou pronto....
Eita quarta feira braba!
Muito indigesta!
Começou a notícia de uma “frutífera” reunião de advogados com a BANCOOP e terminou com a derrota do Manto...

Mas, houve a interessante a notícia que alguém está dando fim nos gatos do cemitério do Araçá.
Já não bastava o estilista que colecionava vasos de bronze da Necrópole da Consolação?
Paz aos mortos, please...
Mr. Serial Killer de Gatos, posso doravantemente (ai, adoro um bem amado juridiquês) denominar V.Sra. de Cat Killer?
Simpático o nome, não?
Então vamos lá...
Cat Killer, my dear...
Venho através desta, enviar-lhe um estratagema para facilitar sua vida e também pode colaborar para solver outros problemas da metrópole.
Acho que nem o CSI descobrirá a trama.
Podemos atrair uns idosos para frente do ponto de táxi do Campo Santo.
Um folder com promoção de supermercado é ideal para isso.
Plantamos, na imprensa, notícias sobre o estacionamento em volta não ter mais zona azul. Vai chover flanelinhas para fazer a comum extorsão.
Podem cobrar à vontade...
Apenas uma obrigação, conforme o Código de Defesa do Consumidor...
Só receberão após a prestação do serviço...
Além de não riscarem os carros, terão que impedir a queda de dejetos inservíveis das “palomas” sobre o teto dos pontozeros financiados em 72 parcelas sem juros, no carnê. Se houver algum sem teto, não pode sujar os bancos...
As pombas sem ter aonde se aliviarem, o farão sobre os flanelinhas, que, enraivecidos, soltarão os cachorros nas pombas...
Os cães, incapazes de alcançar as pombas, atacarão os gatos do cemitério e estes, inconformados com a perda da tranqüilidade que viviam, sairão ao encalço das columbas...
Columba?!?! Pascal!?!?... Idéia genial para colocarmos na promoção do folder...
Que tal, Cat?
Em desespero e não conseguindo voar de tão gordas, de tanto comer porcarias gordurosas, as pombas soltas, a molde de certos países, serão apedrejadas pelos flanelinhas...
Logicamente serão expulsos do local pelos idosos e taxistas em balbúrdia, estes indignados pelo óbito das penosas e, aqueles, muito mais revoltados ainda, pelo fim do estoque das Columbas Pascais do supermercado...
Viu como facilita sua vida, Cat?
Cães atacam gatos, que atacam pombas, que defecam na cabeça de flanelinhas, que são expulsos pelos idosos e taxistas.
Fecha-se o elo perdido da cadeia (cáspite, tinha que me lembrar da Bancoop) ecológica alimentar.
Você estará vingado do susto que levou quando saiu aquele gato preto da sepultura.
A paz voltará a reinar aos mortos.
E os cachorros? Ficarão abandonados?
Será que algum taxista ou idoso não quer adotar um?
Mas, por gentileza, leve-o para bem longe de minha casa, pois o da vizinha ficou latindo a tarde inteira para completar a tormenta desta quarta-feira.

21 julho 2010

BANCOOP - A ULTIMA PROPOSTA

Como suspeitávamos!

Os advogados da BANCOOP Dr. Pedro Dallari e Dra. Leticya agendaram reunião com alguns advogados dos cooperados, acenando uma proposta coletiva de solução para o caso.

O encontro ocorreu na Assembleia Legislativa, hoje pela manhã - 21 de julho de 2010..

Resultado:
NADA!

Pura enrolação para colocar umas estacas na casa caindo e tentar blindar o caso até as eleições.
Confirma-se o que defendemos há muito tempo.
Conversa com a Cooperativa só nos autos dos processos...
O mais é desperdício de tempo, combustivel, et coetera...

Dentro dos propalados padrões de transparência, o advogado da BANCOOP não permitiu nenhum registro do encontro.
Depois eles publicam o que lhes der na telha..

Tem quem acredite...
Eu acredito em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Saci Pererê e agosto é o mês do folclore...

Deixe-me ver se não tem nenhum motoqueiro seguindo...
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Não se esqueçam do Mantra de hoje:
"Por debaixo dos panos, prá ninguém saber..."

BANCOOP - Por Debaixo Dos Panos

Muita coisa obscura rolando nos bastidores.
Preparem seu coração e bolso...
Armação pode ser ilimitada...

Em referencia a censura às noticias sonegadas da BANCOOP e reuniões com “negociações em busca de soluções” articuladas nas coxias, sem que os cooperados tenham amplo conhecimento e ainda pelo fato do Jornal Estado de São Paulo estar há quase um ano censurado pelo caso Sarney – Boi Barrica, hoje os Apóstolos devem entoar um mantra (de Antonio Barros e Cecéu):

O que a gente faz
É por debaixo dos pano
Pra ninguém saber

É por debaixo dos pano
Se eu ganho mais
É por debaixo dos pano
Ou se vou perder
É por debaixo dos pano

É debaixo dos pano
Que a gente não tem medo
Pode guardar segredo
De tudo que se vê
É debaixo dos pano
Que a gente fala do fulano
E diz o que convém

É debaixo dos pano
Que eu me afogo
Que eu me dano
Sem perder o bem

É debaixo dos pano
Que a gente esconde tudo

E não se fica mudo
E tudo quer fazer
É debaixo dos pano
Que a gente comete um engano

Se ninguém saber
É debaixo dos pano
Que a gente entra pelo cano

Sem ninguém ver

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Para não dizer que não falo de coisas sérias:
Jorginho!
Hoje tem culto ao Manto...
Olhe lá!, hein, mano....

19 julho 2010

PINA NO DRIVE-THRU DA ORAÇÃO

Gege! Cheguei...
Pina! Qual a desculpa para o atraso?
Nem vou dizer... A senhora não vai acreditar mesmo...
Ah! Eu acredito... Em você eu acredito...
Se a senhora acredita em mim, vai acreditar nessa...
Desembucha, que tem um tanque de roupa esperando...
Gege, eu fui num “drivitru”...
Ora, Pina! Inventa outra... Você não tem carro... E é “draive-tru”...
Podia entrar sem carro.
Para que serve um “drive-thru” sem carros?
Sei lá!... Mas podia entrar... E a senhora sabe como eu sou curiosa...
Entrei na fila, fiz um pedido num livro e paguei...
Claro, Pina! Drive-thru é assim mesmo. O que você pediu... Esfiha? E para que o livro?
Gege! Isso é segredo... O homem disse para eu ter fé, rezar bastante e quem vai atender o pedido é deus e que receberei o pedido no Paraíso...
Pina! Você endoideceu?
Juro, Gege! Se a senhora quiser eu levo lá... Aliás, o homem disse que devemos fazer isso... Eu até pus o endereço daqui... Podia, não é?
Não!
Agora já foi...
Pina, sabe o que eu acho? Que você foi tapeada...
Ai, Gegê! Não fala assim... O moço era tão simpático... Disse umas coisas tão bonitas... Que eu vou ser feliz... Foi mais otimista que a cartomante... A senhora já consultou cartomante?
Já, Pina!...
E o que ela disse?
Disse que iria aparecer um homem trabalhador em minha vida...
E apareceu?
Não! Apareceu você que fica enrolando para não trabalhar...
Ai! Gege... A senhora deve ser o inferno de minha vida que o homem falou... Ainda peço demissão...
Trouxe a carteira de trabalho?
Calma! Estava só brincando...
Brincando com fogo...
Está vendo... O homem tinha razão... O inferno... A senhora tem que ir lá...
Pina! Por deus... Olhe a hora... Hoje tem feira... Pega o carrinho...
To indo!
.........................
Gege! Será que eu posso passar o carrinho de feira no “draivetru” para ele abençoar?
Ai! Pára, senão eu é que chamo o Takeo... “Draive tru” de oração... Pode?

14 julho 2010

CASO BRUNO - QUAL A NOVIDADE?

Lá pelos idos da década de 90, um professor de Infortunística, diante da morte por overdose da modelo Adriana de Oliveira, em Belo Horizonte, alertou aos alunos.
Mocinhas e mocinhos! Antes de “ficarem” com a Patricinha ou Mauricinho atraente e sedutor, que jogou charme para você, peçam um exame de sanidade.
De preferência assinado por dois médicos com especialização em psiquiatria forense.
Neste ponto, acho que ele estava querendo “reserva de mercado”.
Mas, sabe que ele tinha razão.
O caso Bruno é extremado?
Não! É corriqueiro...
Esses casos ocorrem todos os dias.
Apenas alguns caem na mídia.
A procuradora Dra. Luiza Eluf publicou um livro abordando os casos famosos.
Pimenta matou Sandra e ainda está solto.
Doca matou Ângela.
Lindomar matou Helena.
O médico Farah retalhou a amante Maria, enquanto o marido dela estava no culto.
Igor que matou Patrícia foi preso depois de 10 anos foragido.
E agora Bruno, pelo fato de ser o goleiro do Mengão.
Fosse zagueiro central do Vila Pozinho ninguém daria atenção.
Recentemente, em rede nacional, um mecânico assassinou a cabeleireira, sua ex.
Um policial é suspeito de jogar a advogada na represa.
Esses fatos não podem ser vistos como ocasionais.
São retratos do desprezo pela mulher, vista com ser inferior e subordinável.
Comum em sociedades atrasadas e machistas.
Não há estatísticas sobre o assunto no “braziuvaremnós”.
Talvez pelos motivos citados e nítidos em nossa sociedade.
Sem discussões acadêmicas, pelo sim, pelo não, antes de qualquer sim peça um laudo psiquiátrico.
O inverso vale para “Marias Pensionistas” de qualquer tipo.
Também devem ter algum distúrbio...

22 maio 2010

CACHORRADA COM AS BRUXAS


Quando vi ao longe na banca de jornais a capa da Revista dizendo: “A CONFISSÃO DA BRUXA” veio-me a ansiedade.
O ônibus precisava chegar logo ao meu destino para eu comprá-la.
Afinal bruxas não confessam desde os tempos da Inquisição, quando eram transformadas em churrasco.
Veio-me o raciocínio que alguma bruxa abandonara o místico círculo, revoltada com o alto o custo de manutenção de vassouras “flex”, que não foram incluídas nos bens com isenção de IPI, decidira “abrir o bico”.
Essa minha imaginação! Claro que não!
Mais provável tenha sido desclassificada nas quartas de finais do Miss Halloween, por não possuir a necessária leveza sobrenatural exigida.
Ufa! Dei uma enroladinha porque o trânsito estava “carregado”.
Espero que de “Magia Branca”.
Por favor, me veja essa revista...
Peraí!
Bruxa loira?
De óculos?
Quase fui enganado... Essa imprensa sensacionalista!
É apenas o caso da procuradora carioca que queria adotar uma criança.
Ela jura sobre a Bíblia que apenas xingou a menina de “cachorra”.
Está presa e proibida de entrar em bailes funks, pois pelos hematomas da criança parece que ela gosta de “chutar cachorras”.
Sinceramente, essa manchete é uma cachorrada com as bruxas.
Bruxas não são assim.