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24 abril 2016

MANTO SAGRADO – A SUPERSTIÇÃO EXPLICA DERROTAS?




“Caiu em Itaquera, já era... Nóis opera!”.
Opera quem cara-pálida?
Dois anos seguidos, semifinais do Campeonato Paulista, é a mesma ladainha. Empate por dois gols e derrota nos penais.
Saudade do Monumental da Fazendinha!
Bons tempos aqueles.
“Aqui na Fazendinha, a bola é minha!”.
Quem passou pela várzea, sabe o que é isso. O campo é nosso, nós mandamos. O Juiz é nosso, a lateral é nossa, a partida não termina empatada, bola corre até virarmos “gloriosamente” o placar.
Nestes tempos de modernidades, derrotas desse tipo somente explicando através da superstição.
Não há outra.
Senão, como uma equipe com folha de pagamento igual ao salário de um ou dois jogadores do Manto, pode vencer na “casa” do grandão?
No dia de Jorginho, o Santo Protetor.
Ora! Às favas...
Quanto custará um pênalti na trave?
A renda das finais.
Falta de sorte?
Os jogadores de Osasco, em quatro cobranças convertidas, acertaram três no mesmo local. Alto do lado direito de um goleiro canhoto.
Falta de treinamento...
Provavelmente.
Treinassem repetidamente, à exaustão, como fazem jogadores de basquetebol, melhorariam a pontaria, a técnica, transformando o goleiro adversário em mero coadjuvante, limitado a pegar a bola nas redes e devolvê-la ao árbitro.
Enfim, duas eliminações consecutivas, da mesma forma, no mesmo estádio, mesmo lado do campo.
Cá entre nós, para a próxima vez, minimamente mude-se o lado da cobrança dos pênaltis. Afinal, deve ter sapo enterrado naquele gol.
Reza a lenda, que no Monumental da Fazendinha tinha.
Mas, pelo sim, pelo não, umas horinhas a mais de treinamento ajudam.
Ajuda ou não, Jorginho?

06 março 2013

TABU



Sempre me lembro.
Sentados na sala.
Meu pai e eu.
TV antiga.
Ganha usada.
Sintonia ruim.
Bombril na antena.
Preto e branco.
Todos os personagens
Ansioso não tirava os olhos.
Vai ser hoje.
Tinha de ser.
Sofrimento juvenil.
Promessas à imagem na parede.
Hoje já não creio nisso.
Foi-se metade.
Metade da fé perdida?
Que não perdêssemos servia.
Era costume. 
Pedrada de Paulo.
Lá no alto.
Era hoje, não é pai?
Ralhou: Senta...Não grite!
Olha lá, olha lá!
Outra vez...
Minuano...
No cantinho.
Mais uns miinutinhos.
Terminara um sofrimento.
Abracei meu pai.
Fui dormir feliz.
Seis de março de 1968.
Faz 45 anos.
O pessoal do Rei e Santos era vencido
Dois a zero.
Acabava-se o tabu...

 

A foto é do jogo seguinte, mas foi esta equipe que derrotou o Santos.

25 janeiro 2012

MONOTONIA!

Dezembro - Brasileiro.

Janeiro - Copa São Paulo.

Todo mês um título?


Está ficando sem graça!

Afinando a voz, pessoal:

"Manu, nóis é fera!
Mundial em Itaquera"...

09 fevereiro 2011

VIDEO GAME, A ULTIMA ESPERANÇA

Estou cansado de recomendações sobre os maleficios do uso indiscriminado do computador. Puras sandices de pessoas descompromissadas da realidade que ataca boa parcela da população brazileira.
Como não jogar?
É antes de um lenitivo, um elemento de distração para as penurias do dia a dia, uma forma de esperança, de que tudo pode mudar, ao menos no campo virtual.
E quem sabe tornar-se um dia realidade.
Onde encontrar no mundo real tantas coisas e pessoas belas, fotochapadas? Onde conseguir chegar perto da aquela machina com 1000 cavalos, cercado de top models?
Como correr mais que um piloto de formula Um, senão num video game?
No caso em questão, somente no video game, continuaremos a ter esperança de ganhar a Libertadores.
Chuif... chuif... chuif...

31 agosto 2010

CORINTHIANS - CENTENARIO - MOMENTOS INESQUECIVEIS


“Ser corinthiano é muito além de ser ou não ser o primeiro”.
Toquinho e Sócrates acertaram na mosca.
Títulos sempre são bons, mas o que fica mesmo na memória são os jogos.
Jogos especiais.
Vitórias quase impossíveis, derrotas amargas ou, lembrando o Paulinho Nogueira: ”um simples empate quando era preciso ganhar...”
Puxem pela memória e verão. Todos temos jogos inesquecíveis. Geralmente, costumamos nos lembrar mais das amarguras que das alegrias.
Comecei a sofrer desde que nasci. Sou daqueles nascidos quase imediatamente após o empate de um a um contra o Palestra em fevereiro de 1955, que nos deu o título de “Campeão do Centenário” de 1954, que passaram toda a infância sofrendo com o “Faz-me rir”, amargando o “tabu” e o “jejum”...
Nem Gandhi agüentaria tanto, mas não foram 23 anos... Foram “vinte e dois anos, oito meses e seis dias”.
Esclareça-se ainda que o “tabu” existiu em Campeonatos Paulistas. O Manto ganhou pelo menos uma vez das Viuvinhas em jogos de menor importância. Em 1962, por três a um, no Monumental da Fazendinha..
Enfim, às partidas memoráveis.
A primeira foi uma derrota. Acho que chorei naquele dezembro de 1964.
Começamos ganhando de um a zero, gol do Ferreirinha (alguém lembra?). Ainda ficamos à frente, com Bazzani marcando dois a um, Mas os dois gols do Silva não foram suficientes para impedir a derrota. Sete a quatro. O curioso é que Oswaldo Brandão, técnico campeão de 1954, estava em seu primeiro jogo em mais uma de suas passagens pelo Corinthians, amargou dezoito gols do Edson em uma semana. Tinha perdido de onze a zero como técnico do Botafogo de Ribeirão dias antes.
Nova esperança de quebra do tabu no ano seguinte. Já tínhamos o reizinho Rivelino (com um ele só ainda). Justo ele foi fazer um pênalti no Rei, que marcou mais um e definiu o placar de quatro a quatro.
Fevereiro de 1966. Torneio Rio São Paulo. Quarta à noite no Pacaembu. O Manto havia tirado Ditão e Nair da Lusa, numa conturbada negociação. O Reizinho não usava o Manto número dez, vestido por Thales. Em menos de dois minutos ganhávamos de dois a zero do pessoal da Padaria. Gols de Flávio e Roberto Bataglia. Empataram dois a dois com Silvio e o Príncipe Ivair... Depois, passávamos à frente e os teimosos bigodudos de sotaque empatavam... Flávio fez três a dois, Caldeira três a três, o baiano Gilson Porto quatro a três e o Príncipe novamente empatou. Quatro a quatro a dez minutos do final. Aos quarenta e dois, Flávio Minuano de falta marcou nosso quinto gol. Foram mais alguns minutos de angústia, mas vencemos.
Dezembro de 1967. Campeonato Paulista. Os Bambi eram apenas pó-de-arroz. Ganhavam o jogo de um a zero. Lourival fizera o gol. Comemoravam o título. Menos de cinco minutos para o final e Benedito Carlos da Silva, Benê, marcou o gol de empate. Comemoramos como se fôssemos os campeões. O tricolor perderia das viuvinhas, que ainda estavam casadas, na decisão por dois a um.
Seis de Março de 1968. Pacaembu. Campeonato Paulista. Diogo, Oswaldo Cunha, Ditão, Luis Carlos e Maciel, Edson e Rivelino, Buião, Paulo Borges, Flávio e Eduardo (que faleceria meses depois, juntamente com Lidu, em um acidente de automóvel) vestiam o Manto Sagrado. Ao final do jogo, a Fiel gritava: “Um, dois, três... O ....... é freguês”. Era o fim de onze anos e vinte e dois jogos sem vitórias diante das viuvinhas. Precisa dizer quem marcou os gols? Está bem... O Gazela fez o primeiro aos treze e o Minuano aos trinta e um do segundo tempo. Era o fim do tabu...
Em 1971, uma virada no Morumbi! Os porquinhos, que eram ainda periquitos, em dez minutos estavam ganhando de dois a zero, com César Maluco. No segundo tempo, o técnico Francisco Sarno coloca um tal de Adãozinho para estrear no Manto. Aos cinco minutos, Mirandinha diminui. Depois três minutos que devem ter matado centenas de cardíacos. Vinte e dois minutos, não é que o Adão Ambrósio acerta o ângulo e empata. Não deu nem para comemorar. Aos vinte e três, Leivinha coloca os periquitos à frente. Tira o nó da garganta aos vinte e cinco quando Tião empata de novo. Nos minutos finais, Mirandinha marca e ganhamos de quatro a três.... Um, dois, três... Outro freguês.
Dezembro de 1972. Ado, Zé Maria, Baldochi, Luis Carlos e Pedrinho, Edson, Rivelino e Sicupira, Paulo Borges, Mirandinha e Aladim vestiam habitualmente o Manto naquele ano. Um dos melhores times que vi jogar. Nesse jogo eu estava lá sofrendo na curva do Pacaembu lotado. Aladim não jogou. Pressão total sobre o Ceará. Helio Show, o goleiro defendendo tudo. Só a vitória interessava. Enfim, aos quarenta e tantos do segundo tempo, bate-rebate na área nordestina. Até hoje não se sabe se o gol foi do Sicupira ou contra. Estávamos nas semifinais do campeonato Brasileiro. Nem me lembre que perderíamos de virada para o Botafogo, numa falha do goleiro Ado, há menos de dez minutos do final da partida.
Tome sofrimento. Vésperas do Natal de 1974. Morumbi tingido de branco e preto. Tinha que ser naquele dia o final da espera. Até hoje vejo Ronaldo acertando o chute que além de entrar no gol de Buttice, fez calar a mim e mais milhares de Fiéis por uns dois minutos. Depois, incentivamos até o fim, mas perdemos de um a zero. Mais um ano na espera.
Dezembro de 1976. Será que o Campeonato Brasileiro viria antes do Paulista? Ilusão naquele domingo de muita chuva na Cidade Maravilhosa. Mais maravilhosa ainda para nós, naquele dia. Máquina pó-de-arroz com o Reizinho do outro lado fez um a zero. Ruço empata e Tobias fechou o gol na disputa em pênaltis. Na semana seguinte, fomos até Porto Alegre para perdermos a final contra o Colorado. Mas esta também não me lembre.
Finalmente o jogo inesquecível de todos. Duzentos e setenta minutos de sofrimento e glória em três atos no Recreio do Morumbi. De seis a treze de outubro de 1977. No primeiro ato, Palhinha de cara, e sem querer, faz um a zero e se machuca. No segundo, Vaguinho faz dois a zero. Era o título ambicionado... Quase... Dicá e Rui Rei jogaram água no chopp... Lembrando-me de Fiori Gigliotti, as cortinas seriam abertas para o terceiro ato... O final todos sabem... Faltavam oito minutos para o final, quando o “Pé de Anjo” Basílio levou a Fiel ao céu.
Depois disso, para mim, não haveria mais jogos inesquecíveis. Os títulos viraram hábito. Lembro-me vagamente do gol de Tupãzinho no primeiro titulo brasileiro e de lances da época da democracia. ´
Do “Faz-me-rir ao fim da fila” ficaram registradas as maiores emoções que o Manto Sagrado me proporcionou.
Acho que nem a Libertadores me emocionará tanto.
Parabéns Corinthians...
Obrigado por existir...
Dá licença de novo, Toquinho!
Ser corinthiano é ser também um pouco mais brasileiro.

15 julho 2010

MANO MENEZES NA SELEÇÃO? UMA MELANCIA EM CIMA DO CARRO

Caracas, Jorginho!
Meu coração está em dúvida.
Devo torcer para o Mano ir para a seleção?
Meu lado emotivo diz que sim...
Minha racionalidade patriótica diz que não...
Senão, vejamos:
O que o Mano fez até agora de notório pelo Manto?
Ganhou a segundona... E daí?
Ganhou um Paulistão invicto e uma copa do braziu?
Nas duas, o Fofinho da Fiel disse: “Xá comigo”. Dois gols contra as viúvas e dois contra o Ventinho da Baixada.
Que mais?
Longe de afirmar que seja um mau profissional, mas o que o Manto apresentou de diferente no futebol?
Um futebolzinho de toques laterais, assemelhado às táticas de Parreira e Dunga.
Empatar com o Vovô? Tomando sufoco?
Vê lá se eu quero?
É isso aí, diabinhos: “Coringão é emoção... Mano na seleção!”
Por outro lado, pobre de nosso futebol.
Bem que as outras torcidas merecem sofrer também.
Mas e as criancinhas lembradas por Pelé no milésimo gol?
Como explicar para elas que o Brasil já teve artilheiros em Copas? Que fomos o melhor ataque? Pensarão que é sandice de velho gagá. Historia da carochinha.
Tem mais gente que viu, não tem?
Diz que sim... Por favor!
Então: “Não vá, Mano!”
A Fiel está acostumada a sofrer. Faremos mais um sacrifício pelo bem da pátria.
O que a melancia tem a ver com isso?
Nada...
É que hoje pela manhã, estava passando por uma feira – sem analogias com o futebol fim de feira que me referi.
Uma distinta entrou num carro e saiu guiando.
A jabulani cortada que ela esquecera em cima do capô não caiu na curva.
E foi preciso alguém buzinar para que ela percebesse que havia esquecido.
Dá para acreditar?

13 julho 2010

COPA DO MUNDO – A VITÓRIA DO DETALHE

A Espanha venceu com seus méritos.
Foi como uma tourada.
Matando o “adversário” aos poucos.
Um a zero aqui, outro acolá. À favor e contra.
Sempre sofridos.
Epa! Houve uma goleada de dois a um.
E só!
Sua principal virtude, manter a posse de bola.
Afinal, diria Parreira: Gol é um detalhe!
Então, cuidado, cantor!
Sem idolatrias ao futebol “furioso”.
Nada de tomar o time espanhol como padrão de excelência e imitá-lo.
Será a condenação a continuarmos assistindo a modorrentos empates sem gols.
Se é para usarmos algo da Espanha como lembrete que seja o Villas.
O futebol dos garotos da Vila.
Como uma montanha de gols.
Esse trocadilho foi ruim?
Então serve esse?
Mudando de Pato a Ganso, a Copa mostrou ao “braziu varemnós” que existe molusco que sabe das coisas.
Precisamos mudar nosso exemplar e seus seguidores.
Terminada a Copa, recomeça o que é sério.
Chega de descansar, Jorginho!
Mañana, El Manto enfrenta o pessoal da terceira idade “lá de cima”.
El abuelo cearense!
Será que nosso “molusco” dirá que somos o time da “zelite” do Sul Maravilha?
Pensando bem até que somos...

31 maio 2010

BATENDO EM MOLEQUES (da Vila)

Viva, Jorginho!
Mas foi bom demais.
Tu “esteves” maravilhoso, mano!
Ganhamos daqueles moleques metidos.
Nem preciso mais fazer o exame “esteiro-cardio-respiratório-vascular de performance” que estava marcado para a semana que vem.
Adorei o cutucão que você deu no bandeirinha e anulou o gol deles.
Mexeu até na máquina da Venus Platinada que comprovou que o erro estava correto.
E logo depois fez o beque deles tropeçar no braço de nosso atacante.
Fora a paradinha que nosso beque deu no ar (parecia um helicóptero) e impediu que eles empatassem no primeiro tempo.
Depois foi fácil demais.
O Felipe deles parecia o nosso.
Só marcamos gols com os jogadores de meio de campo.
Imagine só quanto ia ser se os atacantes também resolvessem marcar.
Olha nós na fita!
Líderes... Invictos... Disparando...
Lembra quando aconteceu isso na última vez?
Na segunda divisão?...
Vade retro! Jorginho...
Você sempre tem que ser desagradável?
Alô!
É da clinica?
Por favor! Remarca aquele exame...

23 abril 2010

ANIVERSÁRIO DE JORGINHO

Oh! Cumpade Jorge...
Parabéns!
Já é o terceiro aniversário que lhe cumprimento no blog e nada de você dar um presentinho para mim...
Só um titulozinho mixo da segundona... Nem me lembre...
Ah! Sim... Fomos campeões invictos do Paulista...
Naquela época o Ronaldinho só estava gordo... E ninguém encostava nele...
Parece que está tudo às avessas...
Ano passado você caiu do andor, neste ano assaltaram a capelinha...
As coisas estão complicadas.
Ontem fiquei sabendo que teremos que enfrentar os Urubus cariocas pela Libertadores...
Não gosto do protetor deles... Aquele Judas... Não é o Iscariotes, mas não sei não!
Sabe Jojó:
Às vezes eu me pergunto:
Tinha mais de 10 anos quando quebramos o Tabu...
Só vi o Manto campeão com mais de 20...
Eu já tinha quase 40 quando fomos campeões brasileiros...
Nessa Progressão Geométrica só ganharemos a Libertadores quando eu estiver perto dos 80 anos mais ou menos...
Será que eu vou completar o Centenário antes da Libertadores?
Se eu não vir, vou pedir para colocar no epitáfio:
“Morri, mas não perdi a esperança!”
To indo!
Calma aí, Pedrão! Não é para aí que estou indo, não...
Dá um tempo, mano!
Vou só tentar me distrair...
Uma boa leitura...
Afinal hoje também é o Dia Mundial do Livro...

08 abril 2010

QUATRO DOMINGOS OCIOSOS – QUE FAZER?

Felizmente moro em São Paulo.
A quantidade de opções para o lazer é imensa.
Teatros, parques, cinemas, exposições, museus, shows.
Ufa! Acho que será suficiente para preencher as tardes dos próximos quatro domingos.
Jovens tardes de domingo, velhos tempos, velhos dias.
Que saudade do ano passado, nesta época.
Tínhamos o que fazer aos finais de semana.
Passeio no parque, xeretar o jornal, almoçar, fazer “la siesta” até às 16 horas e...
Timão, eoooooo.... Timão... eooo....
Justo neste ano do centenário, começamos “centernada”.
O campeonato paulista acabou.
Nem me fale em Paulista. Perdemos do Galo do Japi.
Quando parecia que neste ano subiríamos o Blue Mont rumo à glória suprema de mirar o sol de perto...
Precisava lembrar que também não ganhamos de nenhum dos dois?
Justo nós que detonamos na segunda divisão não ganhamos pontos também para o White River que foi outro rebaixado...
O lanterninha!
Era preciso atravessar a Ponte. Mas a Macaca fez a coisa ficar preta.
Gol do Finazzi, Jorginho!
Para finalizar, não fomos prudentes. A luz no fundo do túnel era o Barueri.
Houvesse empatado!
Fico me lembrando daquela canção do corinthianissimo Paulinho Nogueira:
“Até um simples empate que podia consolar, quase sempre é conquistado quando é preciso ganhar...”
“Meu São Jorge (ouviu Jorginho?) me dê forças para eu poder um dia enfim, descontar o sofrimento em cima de quem riu de mim...”
E como deve ter gente rindo...
Nos esperem na Libertadores...
Fé é coisa que não acaba, não é mesmo?
Deixe-me ver o que fazer...
Cinema às dezesseis, show às dezoito, teatro às vinte....

06 abril 2010

CAMPEONATO PAULISTA DEVE SER EXTINTO

Jorginho! O que você acha?
Você é favorável ou não aos campeonatos regionais?
Quieto! Você é suspeito. Quer mais tempo de férias.
Está virando congressista? Já tem trabalhado direito aos domingos, hein!
Por mim, apesar de seus dirigentes, o campeonato paulista tem que continuar.
Como ocorre na série A2, faria até um segundo turno com os oito melhores na série A1. Alguém tem dúvida que os campeonatos paulistas da série A1, A2 e A3 são muito superiores a série C do campeonato brasileiro?
Basta verificar a quantidade de times nas séries B e A.
Doze. Seis em cada série.
Corinthians, Guarani, Palmeiras, Prudente (que era Barueri), Santos e São Paulo.
Bragantino, Guaratinguetá, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, São Caetano.
Outros haveria não fosse os critérios regionalistas da série C. Em 2010, São Paulo terá apenas o Marília na série C. Botafogo e Oeste (ou Mogi Mirim) estarão na série D.
Guarani e Guaratinguetá nem são da série A1 Paulista.
União S. João e Paulista passaram pela série B.
Santo André e Paulista de Jundiaí já foram campeões da Copa do Brasil.
São Caetano foi finalista da Libertadores.
Toma vergonha, Jorginho!... Até o Caetano! E nós nada...
Ouso dizer que muitos times do interior paulista seriam sérios candidatos a finalistas dos campeonatos carioca, gaúcho, mineiro e paranaense.
E a campeões nos demais estados...
Os paulistas não têm culpa da diferença imensa entre seu futebol e o restante do país.

28 março 2010

MASSACRAMOS OS FREGUESES BAMBIS

Jorginho, hoje você foi demais!
Quase infartei, mas sobrevivi...
Isso é o Manto...
Bola na trave... Tinha que valer dois.
Juiz expulsando adversário...
Goleiro levando frango...
O nosso levou dois...
Gol contra aos 47 do segundo tempo, num chute do reserva que entrou no lugar do Fofucho...
Assim, sim dá gosto...
O que você está dizendo?
Jorginho, não foi você?
Foi o Ditinho?!?!?!?
Você não foi ao Pacaembu por causa da chuva?
Tudo bem que roubaram o manto da capela, mas e a...
Epa! Epa! Epa!
Não é gripe suína, hein, mano!!!!
Gracinha!
Ficou bebericando com aquele velhote do Paulinho...
O tira gosto era asinha de frango, claro... Teve um monte...
Mas acho que não vai ter jeito de classificar não...
Ditinho não consegue fazer tanto milagre...
Nem com patuá..
A burrinha precisa perder, os bambis empatarem, prudente que era barueri também...
Bom! Prá você nada é impossível...
Ou será melhor você nem ir ao jogo?

25 março 2010

CORINTHIANS RECUPERA PONTOS E SEGUE NA LUTA

MANTO RECUPERA PONTOS E SEGUE NA LUTA

Jorginho! Recuperamos os pontos, mano!
Sabe as duas últimas derrotas. Contra o Prudente que era Barueri e o Galo do Japi.
O juiz errou a contagem...
Ligando uma coisa a outra.
Jorginho! Você já tinha nascido na década de 70?
Lembra daquele “Gool Keeper” – essa foi legal! – do Remo, lá de Belém, onde nasceu Yeshua, como diria o Claudiomiro?
Chamava Dico...
Ele tinha um metro e setenta.
Fechava o gol no Baenão - campo do Remo - e levava um monte de gols pelo alto no Mangueirão.
Descobriram que o gol do Baenão tinha 10 cm. a menos na altura.
Acho que esse é o problema do Manto atualmente.
Não quero dizer que a altura da trave dos demais estádios está errada.
Deve ser a do campo de treino que está mais alta.
Duas bolas no travessão num jogo e uma no outro.
Está parecendo a época da “fila”... Ai, minha urticária!
E você anda dormindo, hein, mano Jorge!
Custa assoprar para dentro?
Empurra com os patuás.
Onde eu estava mesmo?
Obrigado! Falando que o Manto quer recuperar seis pontos por causa dos juízes.
Os causídicos mais veteranos da Fiel representaram junto ao Tribunal de Justiça Desportiva e alegam que os “homens de preto’ não entendem nada.
Eles nunca jogaram futebol na rua.
Jogo de dupla. Rebote.
Aquela brincadeira em que chutávamos ao gol.
Se a bola entrasse direto valia um...
Se o goleiro rebatesse e o gol fosse marcado valia dois.
Se batesse na trave e marcasse o gol valia três...
Pô! Jorginho! Cala a boca, mano!
Prá que lembrar que tinha que marcar o gol para a regra valer?
Assim fica difícil...
Gol é detalhe, diria o Parreira...

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N.A. Hoje não falo da BANCOOP porque também é preciso falar de coisas sérias.
E a cada dia mais se confirma:
"A única coisa séria do braziu varemnóes é a paixão da Fiel pelo Manto."

21 março 2010

BANCOOP NÃO ROUBOU A CAPELA, SEUS BÊBADOS!

Jorginho! Sabe aquela ajudazinha que eu havia pedido no caso BANCOOP...
Deixa prá lá!
Você já tem muitos problemas.
Soube que assaltaram sua capela na madrugada de sexta-feira.
Neste caso não há indícios que a Cooperativa esteja envolvida.
Mesmo que o Vaccari seja “bambi”, o Berzoini “viuvinha”, não acho que iriam fazer uma “porquice” dessa com o padroeiro do time do Chefe....
Além disso, a BANCOOP só costuma lidar com construções inacabadas e a capela estava inteira. Ou será que entraram para o ramo de demolições.
As coisas que roubaram não dava para colocar nas cuecas.
Fizeram um buraco em uma das paredes da capela e levaram objetos de valor como candelabros, cordões de ouro e até a roupa que vestia a imagem do padroeiro do clube.
Quem será que roubou seu manto, Jorginho?
Momento de informação histórica - A capela foi inaugurada em 1967 e guarda uma imagem de São Jorge, talhada à mão, mas não é do Aleijadinho. É original do Vaticano.
Não! Também não foi Michelangelo
A coisa está ruim, hein, Jorginho!...
Ano passado derrubaram você do andor e agora vai ter que desfilar sem manto.
Oh! Mano véio! Cuidado com a friagem!
Teje tranqüilo...
A polícia investiga e acha seu manto...
Ah! Se acha...
Com coisa séria não se brinca...
O que está esquentando são as investigações da Cooperativa de Fachada. Parece aquela brincadeira do quente-frio...
Está esquentando, esquentando...
Uma coisa leva a outra.
Esquentar me lembra bebida alcoólica.
Será que um dia verei nos vestibulares a prova de dosagem alcoólica. Isso é importante. Afinal, pelo menos aqui no pedaço da Vila Mariana, há duas universidades na mesma rua, entre um monte de barezinhos, que duvido estejam regularizados.
Tenho quase certeza que a freqüência nos bares é muito maior que dentro das instituições.
Estudar para que?
Melhor beber e falar bobagem...
Mirem-se no exemplo...

20 fevereiro 2010

CORINTHIANS NA LIBERTADORES – FRACASSO À VISTA

Jorginho!
Desejo sinceramente estar queimando a língua.
Não quero ser pitonisa da desgraça, mas está com cara que não vai dar certo essa história de Libertadores.
Avisa o Muricy que se ele ainda estiver desempregado pode haver vaga de técnico daqui a uns dois meses.
Se onze jogadores vestem o Manto e não conseguem ganhar do White River de Americana, como enfrentarão qualquer outro time sul-americano, ainda que o River Plate não esteja no páreo?
Essa conversa de time misto é papo para boi dormir, enquanto a vaca estiver indo para o brejo.
Nos áureos tempos da várzea, segundo quadro não disputava festival...
E o segundo quadro do Manto não serve para disputar nada.
Fofinho machucou, acabou o time?
Nosso maior artilheiro em atividade é o zagueiro central.
Ele não jogou e não tinha um que cobrasse faltas com a bola passando a menos de dois metros de distância do gol.
Quando passava da barreira.
Com esse time não chegamos nem na semifinal do Paulistão, quanto mais da Libertadores.
Precisamos nos livrar de uns quinze cabeças-de-bagre.
É preferível disputar a Libertadores com apenas vinte jogadores que saibam para qual lado chutar a bola.
Que eu esteja redondamente enganado, porque a bolinha anda quadrada.
Se prepare, Jorginho!
Vai ser jogo duro...
De assistir, como diria Mário Moraes...

16 fevereiro 2010

CHEGA DE FOLGA, JORGINHO!

Jorginho! Acorde, homem!
Está na hora de trabalhar!
Acabou a folga!
Começamos mal o ano do Centenário!
Perdemos a Copinha, o desfile de carnaval e na semana que vem começa a tal de Libertadores.
Muita emoção à vista com esse time.
Para de esfregar os olhos e veja só!
Naquele gol da Portuguesa a Fátima desviou com o terço ou tapou o olho do nosso goleiro com o manto?
Precisamos arrumar alguém para por ordem no galinheiro que está escapando muito frango.
O que adianta fazer um monte de milagre e depois se empanturrar?
Do jeito que está não vai dar para comer pelas beiradas.
Com um Escudeiro igual o nosso, D. Quixote jamais teria namorado a Dulcinéia. Tromba com tudo que é moinho... Na Libertadores não tem o consolo dele ficar fora a cada três jogos... Não tem suspensão automática...
O cantor anda desafinando e o outro é paraguaio.
No meio, pagaram uma fortuna por um argentino, que é bom, mas colocam o Tcheco para jogar...
Trouxeram o Ralf para o lugar do Christian.
Isso me faz lembrar da dupla de pagodeiros Souza e Moraes que aproveitando o carnaval podia ficar lá pelo Rio.
O Fofinho teve distensão em qual parte da gordura óssea desta vez?
Pensando bem, sem jogar ele é melhor que assistir às apresentações de “Bill e as perigosas aventuras da inquieta bola fugindo das caneladas”.
A situação no ataque está tão assustadora que seu xará virou herói imprescindível. É nosso melhor cabeceador e tem o tamanho dos amigos da Branca de Neve.
É, Mano! O Manto está parecendo o time do Dunga!
Pelo jeito haverá duas vagas de técnico em Julho.
Como costumo dizer: “O Manto é o único time do mundo que quando está completo dá a sensação de ter onze desfalques”...
Vamos sofrer à beça!
Haja patuá!

24 dezembro 2009

FATOS RELEVANTES DO FUTEBOL EM 2009

Como o espaço é pequeno faremos um breve resumo.
2009 começou realmente em dezembro de 2008, quando o Fofíssimo Fenômeno foi finalmente contratado pelo Manto Sagrado, que acabava de ascender aos céus do campeonato Brazileiro após purgar na série B.
A partir desse dia, como alias sempre, não houve um dia após o outro.
Vieram a glória e a esperança.
Em Janeiro, invictos, venceram na final uma equipe da terra das araucárias tornando-se o único heptacampeão da Copa São Paulo de Juniores.
Enquanto isso, os maiores iam vencendo um joguinho aqui e acolá no Campeonato Paulista, esperando o Fofucho...
Paralelamente, de mansinho, iam vencendo também os jogos da Copa do Braziu...
Vinte minutos do segundo tempo, lá no interior de Goiás, em Itumbiara, entra em campo.
Temor nos demais times brazileiros.
Estréia em S.Paulo contra os porquinhos, empatando o jogo aos 47 do segundo tempo.
Meio gordinho derrubou o alambrado e todos que surgiram pela frente até sermos
Campeões Paulistas, novamente invictos, ganhando das viuvinhas na final...
Isso está ficando viciante.
Será que ninguém ganha da gente?
Teve um que ganhou.
Aquele time lá das araucárias, na copa do Brazil.
Isso não impediu mais um título.
Jorginho descansou todo o segundo semestre.
Apenas uma injustiça.
O time de estudantes que disputou a final do Campeonato Mundial Interclubes para os espanhóis, com um gol de um “traíra” portenho, foi o mesmo que perdeu de cinco da gente, sem o Fofinho, no começo do ano.
Que sorte hein, Barça!
Quem sabe no final de 2010 a gente se vê.
Foi o que ocorreu de importante no futebol brazileiro em 2009.
Um feliz 2010 para todos os adoradores do Manto Sagrado.

04 outubro 2009

CHEGA, JORGINHO!

Jojó...
Precisamos ter uma conversinha...
O que está acontecendo?
A bola voltou a bater na trave...
Quando é do nosso lado vai para dentro... Do lado de lá sai pela linha de fundo...
Será que é mudança nas cores da camisa que está atrapalhando sua visão?
Nosso goleiro está com dificuldade de se abaixar...
Os zagueiros estão novamente chutando para o lado que o nariz está virado...
A bola batendo na canela do meia-armador...
Não estamos mais cantando de galo em nosso terreiro...
Duas derrotas seguidas no Pacaembu com o Fofinho em campo...
Não precisamos ser tão gentis quando somos anfitriões...
Estamos parecendo tapete em dia de faxina... Só leva pancada...
Não vem com essa conversa de que estamos na Libertadores, porque os Bambis do Rio e o rubro Negro de Recife estiveram nela neste ano e agora encaminham-se para a segundona...
Nada de rebaixamento no ano do centenário, hein!
Senão seu andor corre o risco de ser jogado no chão novamente...
Tô de olho...

28 setembro 2009

OBRIGADO, ANDRÉ



Ufa! Jojó..
Que sufoco!
Carece de eletrocardiograma...
Muito sofrimento...
Jorginho! Você colocou o pé naquela bola que bateu na trave, não foi?
Então bateu num patuá...
Escapamos de boa ontem...
Bem que o Rickynho podia ter sentido as cãibras antes de cortar o gol que o Gorducho ia marcar...
Cheguei a pensar que ele ia agarrar o Gorducho pela cintura, rolarem pelo chão...
Ui! Que emoção ia ser...
Pênalti para nós...
Não se pode nem piscar... Aquele bandeirinha cego não viu que o atacante deles estava escandalosos vinte centímetros impedido.
E nosso legítimo gol anulado só porque o Fofucho deu um empurrãozinho e uma bundadinha no beque deles?
Você sabe que eu faço a minha parte.
Que passe maravilhoso deram para o Fofucho! Deslocou o goleiro e colocou nosso atacante na cara do gol...
Fiquei com um pouco de receio que ele enfartasse depois do pique, mas foi legal!
Mais legal ainda, só se o goleiro deles fosse o Bambi-Mór, que não jogou porque estava com dores nas coxinhas...
Lembra-se uma foto que tirei com um jogador deles lá em Campos do Jordão?
Claro que não cobrei...
Ontem ele retribuiu a gentileza...
Obrigado, André!
Não enciuma, não Jorginho!

03 setembro 2009

CORINTHIANS COMO NOS VELHOS TEMPOS

Ô Jorginho!
Que aniversário!
Foi como nos velhos tempos...
Susto, atrás de susto...
Centroavante dando canelada na bola...
Técnico expulso...
De repente uma falta mais sem necessidade, um cruzamentozinho e gol contra do capitão do time...
Pelo jeitão que a coisa seguia, não fosse o amor ao Manto, mudaria de canal e assistia ao “show do milhão”...
Felizmente baixou o espírito do Baltazar no zagueiro e acertou a trave...
Se fosse contra nós, batia nas costas do goleiro e entrava, mas não...
A bola correu em cima da linha...
Na hora em que os nossos dois atacantes pularam para dar o carrinho na bola, fechei os olhos...
Pensei numa fração de segundo...
Vão prensar a bola e ou ela espirra pela linha de fundo passando por cima do travessão ou estoura...
O locutor gritou gol...
Abri um olho...
Tinha empatado mesmo...
Olhei com o outro olho para seu altar e vi que a vela não tinha se apagado ainda.
E você dando risada, né Jojó...
Você não tem dó da gente, não?
Pelo menos não tinha que agüentar gozação daquele tipo que começou o centenário apanhando...
Ai, você deu a força...
O goleiro deles ficou manco...
Ou foi obra dos patuás que coloquei por via das dúvidas?
Baixou o espírito do Ditão e o beque que tinha feito o gol contra marcou um a favor, faltando um minuto...
Acabou o jogo...
Pensando bem foi moleza... Faturamos as viuvinhas do Pelé...
Começamos o centenário com o pé direito...
A Libertadores vem aí...
Mas cá entre nós, Jorginho...
Dois milagres numa noite só...
Quer me enfartar?
A pressão voltou a 13 x 09...
Ufa! Sobrevivi...