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03 março 2020

TROCA DE TURNO (Esperando OVNIs)


          Observava, meticulosamente¸ o céu nas madrugadas, como esperasse a chegada de alguma Nave Espacial. Invariavelmente acompanhado de sua fiel e inseparável Luneta, cadelinha SRD (Sem Raça Definida), de focinho e orelhas estranhas, que gostava de uivar para a Lua.
          Prestava a máxima atenção à presença de qualquer rastro de luz no espaço. Via Caudas de Cometas, Estrelas Cadentes entre diversos OVNIs (Objeto Voador Não Identificado). Assim são chamadas, de modo genérico, as milhares de Naves Espaciais que transitam diuturnamente pelas galáxias.
          Em passado não muito distante, era corriqueiro o aparecimento dos OVNIS na atmosfera terrestre. Visitavam o Planeta Terra com finalidade de estudos e pesquisas de cientistas de seus planetas ou – acreditem – por mero passeio.
         Reduziram, significativamente, suas visitas ao Sistema Solar e quando o fazem, é voz corrente pelo espaço infinito evitam pousar na Terra. Mesmo em caso de (raríssimas) emergências, preferem descer em Marte ou Vênus.
         Querem manter certo distanciamento com os “perigosos” e primitivos terráqueos e suas doenças bacterianas, sua mania de não dividirem o que tem e acharem-se os melhores (ou únicos) seres vivos inteligentes das Galáxias.
          Diz-se, também, não gostarem das alterações climáticas e da violência insana entre seres iguais.
          Os alienígenas temem por suas Naves. Que sejam alvo dessa violência. Inclusive, fontes seguras informam o caso recente de uma nave vinda da Galáxia do Olho Negro quase atingida por um míssil de “longo alcance” de um país que confundiu a passagem da Nave Espacial com uma Bomba.
            Diversos pilotos de Naves Espaciais referem a necessidade de muita atenção, frente a obrigatoriedade de constantes e abruptos desvios de rumo, para não se chocarem-se com fragmentos e restos de rudimentares experimentos nucleares deixados no espaço. Para eles é de difícil compreensão o desperdício pela ausência de qualquer projeto de reciclagem de lixo espacial da parte do Humanos.
           Parece que os alienígenas, ainda, não digeriram o porquê da utilização de seus pares como cobaias para experiências humanas no Caso Roswell. “Humanos abduzidos sempre foram muito bem tratados”, manifestou-se um representante alienígena no Simpósio Interplanetário realizado na Constelação de Andrômeda.
          Madrugada já ultrapassara seu clímax. Quase não mais se via o brilho da Lua Cheia, ofuscada pelos primeiros clarões do amanhecer.
         Repentino risco diferente rasga a atmosfera.
         Olhos titubeantes de sono arregalam-se.
         Seria a esperada Nave Espacial?
         Corre ao Rádio buscando noticiar aos outros observadores de plantão. Atenção! Atenção! Aqui PL47. Provável OVNI próximo a -21S/-45W.
         O rastro do OVNI desapareceu, repentino como surgira.
            Telescópios buscam o horizonte.
             Sumira... A impressão (ou os efeitos da esperança de PL47) era que a Nave pousara. Não muito longe.
             Ouvidos à espreita, no aguardo de algum sinal.
            Chamando PL47... Chamando PL47... Atenção, PL47! Positivo. Nave identificada fez sobrevoo em -21ºS/-45ºW com pouso previsto para 21º33'05"S/-45º25'49"W.    
             Luneta, entre latidos desconfiados e uivos, fareja o céu e salta na caçamba da pick-up.
           21º33'05"S/-45º25'49"W. ou Vargem Mirim ficava a hora/hora e meia terrestre de distância pelas estradas esburacadas.
            PL47 estava saudoso e acelerou fundo. Luneta agachou-se na caçamba. Lamentou que na Terra o tempo fosse tão desperdiçado. Um Nave Espacial faria semelhante percurso em milionésimos de segundo.
Lembrou-se de uma de suas recentes abduções, quando ficou por diversos sóis viajando pela Via Láctea e parcos três ou cinco minutos na velocidade do tempo terrestre. Sequer sentiram sua ausência.
             Hoje era diferente.
             Estava prestes a voltar definitivamente para Centaurus. A missão dele na Via Láctea chegara ao fim. O alienígena que o substituiria o aguardava e, numa fração de tempo, incorporou-se em sua vestimenta de terráqueo. Embarcou no OVNI, assumindo seu comando.
             Silenciosamente, a Nave decolou e rumando ao horizonte, deixou um rastro de luz. Terráqueos, observadores do céu, julgaram fosse a passagem de um cometa ou uma estrela cadente.
               Luneta rosnou um pouco, desconfiada. Bastou o olhar de seu novo “dono” para acalmá-la. Saltou para o banco da pick-up, que partiu vagarosamente, no labirinto de pedras e buracos.
                Atenção... Atenção... Aqui PL47. Troca de turno efetuada com sucesso. Confirmar rota.
              Positivo, PL47! Seja bem-vindo.
               O amanhecer seguiu rotineiro. Os moradores de Vargem Mirim não estanhavam mais as chegadas e partidas de OVNIS na zona rural do pequeno vilarejo. Holofotes da imprensa eram coisas do passado. Hoje, nem um parágrafo no jornal ou chamada na TV.
                 Em Vargem Mirim, já nem se sabe mais quem era terráqueo, quem era alienígena. O convívio pacato mostra que é possível a coexistência pacífica entre “seres” tão diferentes.

07 junho 2009

VOO 447 - MENTIRAS DA TRAGEDIA!

As tragédias no braziu sempre têm sua fase de pantomima.
No país do imediatismo e do “procura-se um culpado” para mais uma impunidade, outro trágico acidente, por enquanto vamos chamar assim, distrai a população na arquibancada.
Irrita a fartura de pessoas buscando holofotes, valendo-se da desgraça alheia.
Fossem apenas os medíocres programas popularescos da tarde mostrando a pessoa que não embarcou, a foto do sucessor do trono e outras miudezas desrespeitosas ainda se aceitaria.
Faz o deleite e passatempo dos mais ignaros.
A população de geraldinos e arquibaldos tal como ocorreu com os acidentes da GOL em 2006 e da TAM em 2007 jamais saberá as causas.
Mas o fastio das luzes, infelizmente, seduz fontes governamentais.
Um ministro corre dizer que já haviam achado destroços e rastros de óleo.
Não eram do avião!
Outras “opiniões abalizadas” imediatamente culpam o indefeso piloto, acusando-o de irresponsabilidade ao enfrentar uma suposta tempestade ou turbulência.
Especialistas em aviação logo desmentem tais hipóteses, reforçados por pilotos de um vôo da Lufthansa, na mesma rota, que informaram não terem "nada de anormal" no trajeto.
Um piloto da Ibéria alega ter visto uma forte luz, como fosse uma explosão. O Cindacta desmente, mas quem confia no Cindacta, ainda mais quando um piloto da TAM diz ter visto o mesmo fato?
Aviões do porte do Air Bus 330 são preparados para enfrentar furacões e se, apesar da revisão feita há menos de 45 dias, tivesse seu leme quebrado, problema de fuselagem, dano em turbina, uma simples pane elétrica ou despressurização seria conduzido para baixo por seu piloto, em busca da aquaplanagem no oceano, registrando as informações aos controladores de voo.
Nenhuma mensagem do piloto foi recebida. O que o faria ficar em silêncio. O rádio quebrou ou algo mais forte atingiu a aeronave e o fez desfalecer?
Recentemente, um avião da australiana Qantas despencou durante 20 segundos devido a uma pane elétrica. O piloto conseguiu retomar à aeronave e fazer um pouso de emergência.
Não gratuitamente uma força tarefa francesa que investiga atos terroristas veio ao braziu e abriu um inquérito para avaliar um possível atentado, embora nenhuma organização criminosa tenha assumido a responsabilidade como é praxe.
Há informações que a própria ABIN (Agencia Brasileira de Inteligência) está investigando qual seria a origem e a motivação para uma ação deste tipo no Brasil. Até o momento nenhuma autoria foi assumida, mas cinco dias antes do acidente com o voo AF 447, jornais argentinos informaram que o voo AF 418 da Air France, vindo de Paris e aterrisado em Ezeiza teve que ser evacuado e vistoriado por equipes da polícia após o escritório da companhia aérea receber uma ameaça de bomba por telefone.
Enquanto as autoridades graúdas vão brincando com a informação, sérias equipes de resgate vão “na raça”, com equipamentos ultrapassados em busca do que restou da tragédia.
Os corpos das vítimas começam a boiar como era de se esperar para quem tem um mínimo de conhecimento de infortunística. Boiarão os restos mortais que não forem consumidos pelos peixes.
Solidarizo-me com a dor das famílias.
Somos de opinião que a causa do acidente já é sobejamente sabida pelo governo.
Só falta saber que tipo de objeto atingiu o avião, propositadamente ou por engano.
Como culpar um meteorito ou satélite seria uma alegação pífia demais, não será de se estranhar se algum prócere do governo vier a público e afirmar que o avião foi abduzido e os extraterrestres o explodiram.