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19 outubro 2020

ORIENTAÇÕES PARA UMA VOTAÇÃO SEM CONFUSÕES

  


CHEGANDO À SEÇÃO

O eleitor deverá dirigir-se a sua Seção, com máscara e deverá lavar as mãos e passar gel 70º antes de ir para a fila, onde deverá manter a distância mínima de um metro dos demais eleitores. Fique atento a quem está na sua frente. Sempre há “espertinhos” furando fila, enquanto você lava as mãos e passa gel 70º pela enésima vez.

Se não souber aonde fica a sua Seção, consulte o site do TSE, lavando as mãos e passando gel 70º antes e depois da consulta. Aplique quantidade suficiente para toda a superfície das mãos. Esfregue as mãos e entre os dedos até o álcool secar.

É muito provável, salvo tenha ocorrido alguma alteração de local, que sua Seção eleitoral seja no mesmo lugar da última eleição.

HORÁRIO DA VOTAÇÃO

O horário de votação será das 7.00h às 17.00h.

Das 7:00h. às 10:00h. será preferencial para as pessoas, excepcionalmente, maiores de 60 anos. Aquela gente que demora mais para lavar as mãos e passar gel 70º.

Das 10:00h. às 17:00h. será reservado para as pessoas normais, que deverão lavar as mãos e passar gel 70º diversas vezes enquanto esperam os idosos votar e lavar as mãos e passar gel 70º depois de votar.



NA SEÇÃO

Entre na seção eleitoral sozinho, se possível.

A entrada de Pets ficará a critério do presidente da mesa.

Lembre-se de passar gel 70º nas patinhas dos pets, aplicando quantidade suficiente para toda a superfície nas suas mãos também.

Esfregue as mãos e entre os dedos até o álcool secar

Entre na seção e fique à frente da mesa dos mesários.

Mostre seus documentos ao mesário, mantendo a distância mínima de um metro dele.

O Mesário deverá ler seu nome em voz alta ou muito alta, no caso de idosos.

O mesário, ainda que lave as mãos e passe gel 70º não poderá pegar, nem tocar seus documentos.

No máximo, poderá pedir que abaixe a máscara, para conferir se o documento é mesmo seu, mantendo a distância mínima de um metro.

Se houver dúvida, será permitido consultar o VAR (votum ad referendum), para confirmar se é você.

Não se esqueça de passar gel 70º antes de guardar seus documentos.

USO DE CANETAS

Devido aos contratos institucionais com fabricantes de canetas, cada eleitor deverá levar a sua e mesmo lavando as mãos e passando gel 70º não será permitido compartilhar, emprestar, doar, ceder ou alugar canetas.

Quem não levar caneta, deverá apor o polegar na folha de presença.

É terminantemente proibido emprestar o dedão, que deverá ser lavado e desinfetado com gel 70º, aplicando quantidade suficiente para toda a superfície das mãos. Esfregue as mãos e entre os dedos até o álcool secar.



NA URNA

Mantenha distância mínima de um metro.

Use apenas o dedo “fura-bolo” ou “limpa-salão”, também chamado de indicador para digitar o número de seu candidato na urna. Lembre-se de lavar o dedo e passar gel 70º antes e depois de cada toque na urna.

DEVER CUMPRIDO

Nas despedidas, apertos de mão, beijos e abraços devem ser evitados. Não se esqueça da distância mínima de um metro. Lave as mãos e passar gel 70º.

LEMBRETES IMPORTANTES

Não se esqueça de levar Caneta (Uso obrigatório), Máscara (Uso obrigatório)

Identidade (Uso obrigatório).

Não é necessário o Título de eleitor (Incrível, mas é verdade)

Se for tossir ou espirrar, use um lenço ou a parte interna do cotovelo

Se tossir ou espirrar, saia imediatamente do local, para evitar o linchamento.

Passe estas informações aos amigos e familiares, principalmente aos idosos, que não escutam direito estas orientações no rádio e TV.




01 abril 2020

PROCURA-SE ANIMAL DE ESTIMAÇÃO

PROCURA-SE ANIMAL DE ESTIMAÇÃO

Depois de longo e quase infrutífero tratamento psiquiátrico, rendi-me aos insistentes conselhos do médico e sua ladainha: “Por que não adota um animalzinho? Ser-lhe-ia de imensurável valia em sua recuperação”.
Garantiu-me que bichinhos de estimação são excelentes companheiros.
Vencendo considerável resistência interior, comecei a procura de um bichinho de estimação, que aliviasse meus momentos de solidão.
Diferentemente da praxe de um cidadão comum, recusava-me cometer o erro de comprar qualquer cãozinho, só porque é bonitinho ou pareceu dirigir-me um sorriso simpático.
Os leitores sabem que o único cachorro que “latiu sorrindo” é o da música do Roberto? Cães não sorriem.
Pesquiso na Internet e dirijo-me a uma loja que oferecia filhotes com       “pedigree” e certificado. Vencidos quarenta e cinco minutos de explicações sobre o comportamento das diversas raças expostas, o tipo de alimentação indicado para a boa saúde e satisfatório desenvolvimento de cada uma delas, etecetera... etecetera... etecetera..., o consultor concluiu qual seria a mais compatível para a minha necessidade e, por feliz coincidência, apenas naquele dia, havia um com considerável desconto promocional e passou-me o valor.
Numa demonstração de boa vontade e interesse, pedi-lhe a caneta e a calculadora. Fiz rápida continha e meu, já deficitário, planejamento orçamentário mensal, convenceu-me a desistir da aquisição de um pet de pedigree.
Pesquisa na Internet e lá estou eu, na ensolarada manhã de domingo, cercado de crianças gritando, jovens casais enamorados escolhendo o presente mútuo. As faixas no parque anunciavam a feira de adoções de “cães abandonados”, vacinados e castrados.
Cansado de ouvir as maldades que este e aquele cãozinho sofrera, finalmente, escolhi um.
Cartão de crédito na mão, aguardava na fila para pagar a taxa de vacinação.
A voluntária de ONG, querendo ser agradável, foi infeliz e confidenciou-me que o cãozinho escolhido por mim, sofrera muitas malvadezas e fora abandonado numa estrada.
Uma voz dentro de mim alertou: “De abandonado, basta-se você”.
Pensamento viajando...
Veio-me à ideia a difícil convivência com um cachorrinho que, por genética ou relacionamento osmótico com seu companheiro sofresse de solidão e nas crises latisse, intermitentemente, como o cãozinho de latido estridente, do terceiro andar do prédio ao lado de casa, condenado a ficar só todos os dias, o dia inteiro.
Não, senhor! Está decidido. Vou levar este e fim de conversa. Já o vejo aos meus pés, enroscando-se em minhas pernas.
A companhia valerá qualquer sacrifício.
Pense bem! Interromper seu trabalho ou pausar o filme, só porque está na hora de sua “majestade” passear. Recolher suas fezes e jogar, disfarçadamente, o saquinho à porta de outra casa, porque alguém destruiu o cestinho de lixo que a Prefeitura colocara no poste.
Veio-me o sentimento de pena (e muito nojo) ao pensar que o saquinho rasque e a luva do gari fique suja, enquanto as pessoas ao meu redor estranhavam, que eu estivesse falando sozinho.
Se passou pela cabeça do leitor, sugerir-me contratar um “doggie-walker”, pensei isso também.
Eu não vou pagar pelo tratamento de solidão do cidadão.
“Vade-retro”!
Ok! Você venceu.
Desculpei-me com a voluntária, alegando que estava atrasado e fui embora.
Definitivamente, cachorros, não!
Segunda opção era, óbvio, um gato.
Nem pesquisei na Internet.
Surgiu-me uma esquecida imagem guardada no fundo do cérebro.
Vi o sofá da sala da casa de um colega de ginásio, filho de uma contumaz “adotante” de gatos de rua “abandonados”, rasgado pelas delicadas unhas dos felinos. Entremeou-se a lembrança do primo Zequinha espirrando de alergia aos pelos dos gatos da Tia Lalá. Lembrei-me, não sei bem porquê da mania que os “Felis catus” têm de, em seus passeios noturnos, após atiçarem o latido de cachorros, depositarem suas necessidades nos tanquinhos de areia de escolas de educação infantil e playgrounds.
Rápida a decisão
Definitivamente, gatos, não!
Pesquisei na Internet sobre os hamsters.
Pequenos, fáceis de carregar, manutenção barata, sem necessidade de passeios diários.
Ótimo! Está decidido. Comparei um hamster. Um casal.
Peralá!
Alguma coisa me disse: “Pense bem!”.
Hamster procriam tresloucadamente. Em um ano não terá mais para quem dar filhotinhos.
Já pensou que pode piorar sua depressão. Como se abaterá à tristeza e sentimento de culpa, caso algum gato invada a lavanderia e devore os hamsters?
Oh” My God”.
Definitivamente, hamster, não!
Já que estava no computador, pesquisei na Internet e li que os coelhos são carinhosos, meigos, não têm crises de agressividade.
Por que não pensei neles antes. Amanhã mesmo irei adquirir um branquinho.
Quase desligando o computador e, obra do acaso, acessei outro site que tratava de coelhos.
Bocejante, arregalei os olhos ao ler que os dentes dos coelhos não param de crescer e à falta de cenouras, roem o que virem pela frente.
Nem pensar roerem os pés da mesa colonial da sala de jantar.
Olhei para as figuras da publicidade do site e lá estava o coelhinho da Páscoa com uma cenourinha na mão.
Ai! Esses dilemas: “Cenoura ou chocolate?”
Minha glicemia anda alta.
Definitivamente, coelhos, não!
Alguém perguntará: “Que tal canários, numa gaiola, cantando só para você?”.
Passarinhos?  Presos?
Já são meus, e de toda vizinhança, diversos Sabiás e Bem-te-vis. Cantam livres no quintal. Fazem ninhos no limoeiro e na mexeriqueira.
Definitivamente, pássaros, não!
Conformado com meu fracasso em conseguir um animal de estimação, olhar perdido, eis que vejo Calango passeando pelo teto da cozinha.
Ah! Calango é o nome genérico que chamo a(s) Lagartixa(s) que vira e mexe aparecem em casa. Às vezes, faz(em)-me companhia no lanchinho das madrugadas de insônia. Não é(são) de muito falar, mas parece(m) prestar atenção em minhas sandices quando falo sozinho, discutindo alguma ideia mirabolante com meu ego (ou será alter-ego?).
Confesso, e negarei sempre, muito de vez em quando, conversar com algum caracol perdido no vaso de flor.
Caracóis são pacientes. Param para escutar e demoram para irem embora.
Também, vez ou outra, muito do raramente, pego-me falando com um unicórnio que sobe pela parede do quarto. É tímido. Desaparece, como por encanto, quando passa o efeito do remédio para dormir.
Calma aí!
Não! Não é com você, leitor.
É meu grilo-falante. Está todo enciumado. Reclamando que nem falei dele. Esqueço que ele existe.
Ele é assim mesmo.
Enxerido.
Vive dando-me conselhos, mesmo quando não peço opinião.
Puxa-me a orelha, por coisas que nem a mão esquerda sabe que a direita fez.
É o contraponto de todas as minhas ideias.
É assim, tipo meu animalzinho de estimação.
Só que ele fala, fala, fala...
Eu finjo dar-lhe a maior atenção.
Mas, doutor, juro...
Nunca obedeço...

15 março 2020

CUIDADOS SIMPLES QUE RETARDAM O CONTÁGIO(*)

Cuidados simples para correr menos risco de ser contaminado pelo Covid19:

- Limpe o teclado de seu computador com álcool especial 65º.GL. É vendido em alguns boxes “outlet” da Santa Ifigênia. Exija Nota Fiscal do fornecedor.
- Limpe o telefone móvel toda vez que utilizá-lo. Sugerimos Álcool 72º.GL. Informe-se junto à Assistência Técnica (SAC 0800) do fabricante sobre onde encontrá-lo, baixe o App e encomende. A previsão de entrega é, geralmente, sessenta dias úteis. Alerto que, por norma de segurança das empresas, esta informação não é fornecida nem no Manual do Aparelho, nem no site.
- Não use máquinas de Cartão sem luvas. Para maior segurança, passe álcool líquido na máquina. Recomenda-se tipo Zulu 90º.GL ou similar. Pergunte ao comerciante se o freguês anterior fez o mesmo procedimento e oriente-o, mantendo, sempre, uma distância de dois metros do balcão de atendimento. Passe Álcool Gel no cartão antes e depois de usá-lo. Se o cartão não funcionar, evite limpá-lo na camisa, para não manchar a camisa.
- Jamais experimente roupas em trocador de lojas, ainda que seja Loja-Âncora de refinado shopping.
- Evite comprar qualquer produto pela Internet, por motivos análogos às orientações de normas de higiene comentadas anteriormente. Comprar de sites de usados, nem pensar.
- Veja se o entregador do delivery está com roupas que impeçam a circulação do Vírus. Oriente-o e não esqueça dos cuidados com a máquina de cartão.
- Se, apesar de todos os alertas, você saiu à rua para caminhada e viu um brechó, mude de calçada, para evitar tentação.
- Não pegue seu pet no colo, pois ainda não há segurança nas pesquisas sobre animais domésticos serem ou não vetores de transmissão.
- Não atenda a campainha de sua casa para devotos de Religiões distribuindo a Salvação. Geralmente, surgem aos domingos pela manhã, quando estamos de pé, mas ainda não acordados. E se todos os idosos, como o autor destas orientações, formos morrer, não há Salvação.

Informações finais:
(*1) Neste momento da invasão do Planeta por esse vírus, vindo sabe-se lá de que galáxia, todo cuidado é nada.
(*2) A imprensa não divulga, e negará, estes cuidados, por questões comerciais;
(*3) Dissemos “retarda o contágio” pois, a se confirmar o crescimento do contágio em progressão geométrica, por todas partes da Terra, pode ser que entre o início da leitura e este momento você já esteja contagiado.
(*4) Divulgar, especialmente, para aqueles chatos que andam aterrorizando nossas vidas, distribuindo “Fake-news”.
Abraços... Não... Não... Eu não escrevi isso... Abraços, não!

03 março 2020

TROCA DE TURNO (Esperando OVNIs)


          Observava, meticulosamente¸ o céu nas madrugadas, como esperasse a chegada de alguma Nave Espacial. Invariavelmente acompanhado de sua fiel e inseparável Luneta, cadelinha SRD (Sem Raça Definida), de focinho e orelhas estranhas, que gostava de uivar para a Lua.
          Prestava a máxima atenção à presença de qualquer rastro de luz no espaço. Via Caudas de Cometas, Estrelas Cadentes entre diversos OVNIs (Objeto Voador Não Identificado). Assim são chamadas, de modo genérico, as milhares de Naves Espaciais que transitam diuturnamente pelas galáxias.
          Em passado não muito distante, era corriqueiro o aparecimento dos OVNIS na atmosfera terrestre. Visitavam o Planeta Terra com finalidade de estudos e pesquisas de cientistas de seus planetas ou – acreditem – por mero passeio.
         Reduziram, significativamente, suas visitas ao Sistema Solar e quando o fazem, é voz corrente pelo espaço infinito evitam pousar na Terra. Mesmo em caso de (raríssimas) emergências, preferem descer em Marte ou Vênus.
         Querem manter certo distanciamento com os “perigosos” e primitivos terráqueos e suas doenças bacterianas, sua mania de não dividirem o que tem e acharem-se os melhores (ou únicos) seres vivos inteligentes das Galáxias.
          Diz-se, também, não gostarem das alterações climáticas e da violência insana entre seres iguais.
          Os alienígenas temem por suas Naves. Que sejam alvo dessa violência. Inclusive, fontes seguras informam o caso recente de uma nave vinda da Galáxia do Olho Negro quase atingida por um míssil de “longo alcance” de um país que confundiu a passagem da Nave Espacial com uma Bomba.
            Diversos pilotos de Naves Espaciais referem a necessidade de muita atenção, frente a obrigatoriedade de constantes e abruptos desvios de rumo, para não se chocarem-se com fragmentos e restos de rudimentares experimentos nucleares deixados no espaço. Para eles é de difícil compreensão o desperdício pela ausência de qualquer projeto de reciclagem de lixo espacial da parte do Humanos.
           Parece que os alienígenas, ainda, não digeriram o porquê da utilização de seus pares como cobaias para experiências humanas no Caso Roswell. “Humanos abduzidos sempre foram muito bem tratados”, manifestou-se um representante alienígena no Simpósio Interplanetário realizado na Constelação de Andrômeda.
          Madrugada já ultrapassara seu clímax. Quase não mais se via o brilho da Lua Cheia, ofuscada pelos primeiros clarões do amanhecer.
         Repentino risco diferente rasga a atmosfera.
         Olhos titubeantes de sono arregalam-se.
         Seria a esperada Nave Espacial?
         Corre ao Rádio buscando noticiar aos outros observadores de plantão. Atenção! Atenção! Aqui PL47. Provável OVNI próximo a -21S/-45W.
         O rastro do OVNI desapareceu, repentino como surgira.
            Telescópios buscam o horizonte.
             Sumira... A impressão (ou os efeitos da esperança de PL47) era que a Nave pousara. Não muito longe.
             Ouvidos à espreita, no aguardo de algum sinal.
            Chamando PL47... Chamando PL47... Atenção, PL47! Positivo. Nave identificada fez sobrevoo em -21ºS/-45ºW com pouso previsto para 21º33'05"S/-45º25'49"W.    
             Luneta, entre latidos desconfiados e uivos, fareja o céu e salta na caçamba da pick-up.
           21º33'05"S/-45º25'49"W. ou Vargem Mirim ficava a hora/hora e meia terrestre de distância pelas estradas esburacadas.
            PL47 estava saudoso e acelerou fundo. Luneta agachou-se na caçamba. Lamentou que na Terra o tempo fosse tão desperdiçado. Um Nave Espacial faria semelhante percurso em milionésimos de segundo.
Lembrou-se de uma de suas recentes abduções, quando ficou por diversos sóis viajando pela Via Láctea e parcos três ou cinco minutos na velocidade do tempo terrestre. Sequer sentiram sua ausência.
             Hoje era diferente.
             Estava prestes a voltar definitivamente para Centaurus. A missão dele na Via Láctea chegara ao fim. O alienígena que o substituiria o aguardava e, numa fração de tempo, incorporou-se em sua vestimenta de terráqueo. Embarcou no OVNI, assumindo seu comando.
             Silenciosamente, a Nave decolou e rumando ao horizonte, deixou um rastro de luz. Terráqueos, observadores do céu, julgaram fosse a passagem de um cometa ou uma estrela cadente.
               Luneta rosnou um pouco, desconfiada. Bastou o olhar de seu novo “dono” para acalmá-la. Saltou para o banco da pick-up, que partiu vagarosamente, no labirinto de pedras e buracos.
                Atenção... Atenção... Aqui PL47. Troca de turno efetuada com sucesso. Confirmar rota.
              Positivo, PL47! Seja bem-vindo.
               O amanhecer seguiu rotineiro. Os moradores de Vargem Mirim não estanhavam mais as chegadas e partidas de OVNIS na zona rural do pequeno vilarejo. Holofotes da imprensa eram coisas do passado. Hoje, nem um parágrafo no jornal ou chamada na TV.
                 Em Vargem Mirim, já nem se sabe mais quem era terráqueo, quem era alienígena. O convívio pacato mostra que é possível a coexistência pacífica entre “seres” tão diferentes.

05 novembro 2019

PININHA, A INEXORÁVEL



Bom dia, Pina...
(silêncio)
Pina, bom dia...
(silêncio)
Pina! Estou falando com você...
(silêncio)
Pina, você não está me ouvindo?
(silêncio)
Ai... Ai... Ai... Ai... Ai... O que deu nela?
(aos gritos) – Piiiiiiiinaaa...
Vixe! Carece de gritar, Dona Gertrudes.
Acordou?
Faz tempo... Às quatro... Já peguei “busão” lotado... Trânsito parado... Não bronqueia que eu estou atrasada.
Ai! Pina... Que susto!... Pensei que tivesse acontecido algo diferente. Que você “tivesse” magoada comigo.
Gegê, não é tivesse... É estivesse...
Que deu em você? Engoliu um dicionário?
Não! A Zefinha, vizinha de casa “tá” no EJA.
Não é “ta”. É está.
Está correta, Gegê.  A senhora aprendeu no EJA.
Não! Eu não frequentei o EJA.
Ta bom!
Por que?
Ia perguntar o que é EJA?
AI! Pina... Educação de Jovens e Adultos.
Vivendo e aprendendo.
Mas o que tem o EJA com você não dizer bom dia.
Boca fechada não entra mosca, nem sai bobagem.
Quanta filosofia! O que deu em você hoje?
A Zefinha deu de ficar corrigindo tudo o que eu falo errado.
Sempre é bom aprender.
Gegê! Parei de escutar rádio de madrugada.
Por que?
Falam muita palavra errada. Depois, a Pina, que é “meia” analfabeta pensa que eles falam tudo certo, repete e a Zefinha parece um papagaio corrigindo o que eu falo.
O que aconteceu?
Noite dessa, o moço do rádio falou que o “primeiro ouvinte que trazer sei lá o que na emissora, ganharia um par de ingresso pro show sei lá de quem”.
E daí, Pina?
A Zefinha falou que o certo era o moço dizer “trousser” ao invés de trazer.
A Zefinha ta certa.
Está, Gegê... Está...
Ai... Ai... Ai... Ai... Ai...
Fica difícil pra mim entender.
Para eu entender.
A senhora também faz confusão?
Não, Pina! Não é “mim” entender que se diz. É para eu entender. Mim é pronome oblíquo e pronomes oblíquos não podem ser sujeito.
Que?
Esquece a explicação. Lembre-se apenas que mim nunca faz nada. Quem faz é ”eu”.
A senhora? Eu é que levanto cedo, dou duro o dia inteiro faxinando a casa...
Ai... Ai... Ai... Ai... Ai...
Que foi?
Não é isso...
Não entendi...
Melhor deixar pra lá...
Já estou imaginando o que a senhora está pensando...
O que?
A burrice da Pina é “inezorável”...
Nossa Pina! É isso mesmo...
Vou procurar o Sindicato, falar com o advogado...
O que foi agora?
A senhora disse que sou burra.
Não! Pina... Você falou inexorável certinho.
Foi a Zefinha quem me ensinou. Eu falei que tinha escutado o moço do rádio falar que era inequizorável o que não sei quem fazia e ela disse que era “inezorável”.
É Pina! Muitas pessoas cultas falam errado “inexorável”. Muito bom o EJA que a Zefinha frequenta.
Gegê, posso fazer uma pergunta?
Adianta falar não?
Não! Se não souber não tem importância.
Pergunte, Pina.
O que é inexorável?


16 dezembro 2018

O EXATOR (A Formiga e A Cigarra)



                                                           
Na Vila ouvia-se ao longe a cantoria da casa do Sr. Chico Doido da Ideia.
“Canto e gosto de cantar. Quero levar a vida sempre a cantar”.
Bateu à porta um estranho.
Quem é? Gritou Chico, prosseguindo a cantoria: “Canto e gosto de cantar. Quero levar a vida sempre a cantar”.
Novo vizinho.
Ora, ora... Vizinho novo e já reclamando. Canto porque gosto de cantar.
Tenho muito trabalho e careço de silêncio. Não se cansa de tanta cantoria? Além de incomodar a vizinhança com sua felicidade, não pensa em nada além de cantar?
“Canto e gosto de cantar. Quero levar a vida sempre a cantar”.
Não teme o futuro?
Pouco, mas de mais a mais, não espalhe o fato, chegaram-me notícias que receberei parte da herança de um velho parente, que desconhecia até a existência. “Canto e gosto de cantar. Quero levar a vida sempre a cantar”.
Isto não o envergonha? O velho parente deve ter labutado às extremas para enriquecer e irá desperdiçar as economias em coisas banais. Não conhece o ditado “A água traz, a água leva”?
Vizinho, não me preocupa a origem do dinheiro que me cai às mãos. Simplesmente, gasto. O próprio El Rey disse que o povo precisa gastar para movimentar a economia. E de que adianta trabalhar, entesourar-me e não desfrutar dos prazeres que a riqueza pode dar?
Necessário prevenir-se para o dia de amanhã. Formar-se uma previdência para os anos de idade avançada. São lições que aprendi com meus avós, que vieram de outras Vilas. Veja a situação de quase miséria de parte de nosso povo. Mal dá para alimentação e remédios a verba ínfima que recebem de El Rey.
Nesta região da Vila sempre há uma alma boa que socorre na hora da necessidade.  Se ficar a pensar em problemas futuros, não gozarei dos prazeres presentes. É do DNA de minha família vida breve. El Rey não devolve à família a verba deixada a seus cuidados, se o súdito parte antes do combinado. Talvez divida-a com os nobres do palácio.
Tem dose de razão seus argumentos, mas sei de súditos que não deixam todas as economias aos cuidados de El Rey.
Como assim? El Rey sabe de tudo. As paredes desta Vila têm ouvidos sensíveis. Dizem que El Rey coloca Vassalos com leões a fiscalizar nossas riquezas para exigir seus tributos.
Há notícias trazidas pelos nômades sobre Vilas nas montanhas que escondem riquezas, sem noticiar El Rey.
Isso é interessante. Se existissem tais lugares, seria um Paraíso. Conhece alguma?
Locais secretos. Ninguém sabe ao certo.
E o senhor.... Como é seu nome?
Aparecido Formis. Pode chamar-me de Cidão.
Cidão, você guarda seus tesouros nessas Vilas?
Não posso revelar. É segredo.
Ah! Se eu pudesse fazer isso com parte da herança, seria maravilhoso.
Faria mesmo isso?
Claro! Mas, ocorre-me uma dúvida. De que vivem os Senhores dessas Vilas? 
Ora! De parte da riqueza que escondem.
Então é a mesma coisa. Cobram impostos... Como El Rey.
Dizem haver diferenças. Eles cobram apenas uma taxa sobre o tesouro que deixa aos cuidados deles. Você diz o valor.
Não conferem?
Os nômades dizem que não,
Quem me garante que quando eu pedir de volta meu tesouro, devolverão o valor correto?
É uma questão de confiança.
Pensarei sobre o assunto. Só uma curiosidade. Mora em qual casa?
De verdade, não moro aqui. Moro no Castelo.
Que vem fazer nesta região tão pobre da Vila?
Sou Exator de El Rey. Estou de passagem a verificar se não há tesouros secretos escondidos nesta região.
Os nômades comentaram sobre esta região? Devem estar doidos. Aqui só há pobreza.
Estava apenas de passagem, mas o senhor cantava tão feliz que me chamou a atenção.
Não conhece o ditado: “Quem canta seus males espanta?” Nesta humilde casa não achará tesouro algum.
Por enquanto... Voltarei breve. Noticie-me sobre a herança.
Nem tenho certeza se receberei.
Noticie-me, por favor... E o valor correto.
E se não o fizer.
Mandarei os Vassalos dos Leões virem cobrar. Tenha um bom dia.
O senhor o estragou.
Cante, Sr. Chico... Como era mesmo o cantiga?
 Cidão, o Exator, partiu sem mais.
Com ar de arrependimento, Chico cantarolou baixinho: “Fica o dito por não dito... Em boca fechada não entra mosquito...”
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(*) Alegoria/Fantasia “Homos sapiens” da fábula “A Formiga (Formicidae) e a Cigarra (Cicadoidea)

29 junho 2018

ESMOLA ON LINE - AJUDE UM IDOSO

AJUDE UM IDOSO - ESMOLA ON LINE

Eu poderia pedir esmola na rua sentado na calçada com um chapéu nas mãos. Poderia incomodar o senhor, distribuindo papelzinho recortado de xerox vagabunda no vagão do metrô ou num terminal de trem ou ônibus. Entretanto, seguindo as orientações de minha assessoria de captação monetária, solicito uma pequena colaboração para ajudar um idoso em situação de necessidade pelas páginas da internet. Comova-se com minha situação. Sou idoso desde que fiz sessenta anos. Não tivessem mudado a Lei, eu ainda não seria. Cheguei a ter passe do idoso, mas o fiscal apreendeu, só porque eu o emprestava pela metade do valor da passagem. Estou aposentado desde quando minha memória ainda funcionava. Recebo muito menos que necessito. Já tive mulher, filhos e netos. Era feliz e sabia, mas primeiro foi aquele maldito carioca metido a alagoano que levou toda minha suada poupança. Com forças que tirei não sei de onde (onde foi mesmo?). Estão vendo a gravidade de minhas falhas de memória? Enfim, recomecei. Diziam-me: É preciso ter esperança. Grande mentira. Minha sogra, dona Esperança, sempre a última que morre, veio morar em casa. Não riam, nem tenham pena. Peço apenas sua colaboração. Pode ser uma moeda de bitcoin, fazer-me um crédito usando o aplicativo “Ajude um idoso”. Baixe o aplicativo - é grátis. A presença da Esperança tornou minha vida um inferno, ao ponto da trágica pergunta: Sou mãe ou eu... Moro na rua, desde então. Houve um tempo que minha mulher me procurou. Ou melhor, colocou Oficiais de justiça atrás de mim para que eu pagasse pensão alimentícia. Um absurdo! Minha mulher que sempre quis emagrecer, pedindo pensão alimentícia. Fui preso por causa disso, mas o STF concedeu-me um Habeas Corpus com liberdade provisória, prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica. Ao saber da decisão - que eu teria de voltar para casa -, minha mulher desistiu da ação. Depois, pensei que minha sorte mudaria. Ganhei um dinheirinho numa fezinha do bicho, mas aconteceu a predição bíblica: “Do pó vieste, ao pó voltarás”. Apliquei em ações. Petrobrás, empresas do Eike Batista. As ações viraram pó. É tanta desgraça que até uma cachorrinha da família, chamada Luma fugiu de casa. A desgraça tem seu lado cômico. Apesar da doença generativa, que me acomete, morro de rir no último dia útil de Abril, quando lembro-me que não preciso mais entregar declaração de Imposto de Renda. Ah! Um lembrete: Você pode contribuir para a ONG - “Ajude um idoso carente”. Sua doação é dedutível do Imposto. Visite nosso site: www.ajudeumidosocarente.com.brrrrrrr. Esta ONG não liga para você dia sim, outro também, pedindo colaborações. Manda email. Autorize o recebimento de notificações atualizando minhas mensagens. Desative o spam. Mas, colabore! Lembre-se, pode ser um bitcoin ou um crédito pelo aplicativo. Não fazemos carnê ou boletos. Se preferir, cadastre sua colaboração no débito automático. Não quero mais tomar seu precioso tempo. Visite minhas páginas no facebook, instagram ou twetter. Basta acessar “#ajude um idoso carente” ou “@um idoso carente precisa de você”. Estou momentaneamente sem whatsapps, pois meu smart foi furtado num aperto na estação do Metrô. Obrigado pela atenção e repita comigo o mantra final: “Contribua... Contribua... Contribua...!!!

13 maio 2018

PALINDROMIA CRÔNICA



Paixão à primeira vista!
Ana e Oto mal se conheceram e ele teve certeza que encontrara “A dama amada”.
Tinham algo profundo em comum.
Ela também sofria de Palindromia crônica.
“Oto” Pedro era filho de dona Yaray Acaiaca Yaray(*) e do seu Rener.
Preguiçoso para levantar, era comumente despertado pela Dona Yaray batendo tambor e gritando: “Acorde, Pedroca!”
Ana era filha do seu Natan e dona Ebe.
“Amar dá drama!
Quem não gostava de Ana aconselhava: “Ame a Ema”.
“A Leda, sacana, ia na casa dela” fazer fofocas e garante: “A Marta trama”.
Num “ato idiota”, “após a sopa”, “Oto come mocotó” e pede Ana em casamento, dizendo: “Oto ama Ana e Ana ama Oto”
Dona Ebe com “A cara rajada da jararaca” indignada esbraveja com “ódio doido”: É “Mega bobagem”. “Ele padece da pele”. “A cera causa sua careca”.
Ana respondeu: “É amor! Eu quero, mãe!”.
“E assim a missa é”!
Para padrinhos convidaram os tios “Ramarim e Miramar”.
No dia do casório, seu Rener avisou: “Nos ligou o Gílson”. Desejou felicidades.
Lua de mel rumo à Europa no “Navio do Ivan”
Noites sob “O céu sueco”.
“Luz azul!”
“Roma é amor” o verso escrito na Piazza...
No Vaticano: “Ame o poema”, “E até o papa poeta é”
”O namoro do romano” deu frutos...
Cinco filhos...
Elenice, Robert, os gêmeos Leonam e Manoel e Oto Pedro Júnior.
Carinhosamente chamados de Elê, Bob, Lél, Nenén e... Mirim.
Mirim não gosta de ser chamado assim. Insiste em ser chamado de Juninho e faz terapia por esse motivo.
A psicóloga é a doutora “Irene Neri”.
Isso mesmo...
Aquela da música “Irene ri... Irene ri... Irene ri... “

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* “Yaray Acaiaca Yaray” é nome indígena não catalogado da tribo dos “Sararas” e significaria: “Arara... arara... o treco certo... Arara... arara...”


01 maio 2018

PININHA E O INCÊNDIO


 

Pina! TV ligada a esta hora? Já terminou a cozinha?
Peraí, Gegê... Caiu um prédio... Olha lá!
Nossa! Aonde é isso? Bombardeio na Síria?
Que nada! Incêndio no centro da cidade.
Sai da frente, Pina! Que fogaréu...
Gegê, tem coisas que eu não entendo.
O que?
A moça da TV perguntou prum homem se não faltou fiscalização da prefeitura.
Pode ser... Mas são muitos locais para fiscalizar.
Como será que eles escolhem os lugares pra fiscalizar? Deve ser sorte e azar.
Como assim, Pina?
Veja só, dona Gertrudes!... A senhora sabe que eu moro pertinho do fim do mundo... Desce no fim do mundo e pega mais uma condução... O Zito, meu vizinho, estava fazendo um puxadinho no terreno dele... De repente, assim do nada, apareceu um fiscal e falou um monte... que não podia... era proibido... precisava pedir na prefeitura...
É assim mesmo... Ele fez tudo direitinho, não fez, Pina?
Sei lá... Eu sei que eles conversaram, conversaram, conversaram e devem ter se entendido. O moço até apareceu no churrasco pra comemorar o enchimento da laje.
Ai! Pina... Será que ele subornou o fiscal?
Subornar é dar uma caixinha?
É...
Acho que sim...
Não se deve fazer essas coisas.
Gegê! Lembrei... Tem um recado para a senhora... É para a senhora ligar pro Silva. Ele falou alguma coisa sobre a calçada... Deixou um cartão...
Ai! O Silva...
Ele é da Prefeitura, não é?
Vamos mudar de assunto... Que desgraceira, Pina! Tenho pena desse pessoal... Perdem tudo num incidente destes!
Dona Gertrudes... O que é incidente? É incêndio?
Deixa pra lá...
A moça da TV disse que o prédio era invadido e não devia ter extintor de incêndio.
Pois é, Pina! Quem se preocupa com segurança, se faltam outras coisas mais importantes?
Gegê! Explica pra mim. Os bombeiros não podiam ter visto antes que o prédio não tinha extintor? Era mais fácil que apagar... gastar essa montanha de água e não adiantar nada.
Pina! Não dá para vistoriarem todos os prédios. O síndico é responsável.
Prédio invadido tem cínico?
Síndico, Pina! Síndico... Acho que não!
Que pena, não é Gegê... Tivesse cínico, não tinha incêndio...
Não é bem assim...
Melhor começar a arrumar a cozinha... Eu nunca entendo direito essas coisas... Pobre nasce sem sorte...
Ai, Pina! Sem fazer drama... Pode deixar a TV ligada...

20 novembro 2017

Nova central telefônica dos "Apóstolos de Pedro"

Como falar com Pedro, o Patriarca de "Apóstolos de Pedro"



NOVA CENTRAL TELEFÔNICA DOS APÓSTOLOS DE PEDRO
Devido à grande procura pelo atendimento telefônico ao Patriarca Pedro, da parte de associações beneficentes, escritórios de advocacia interessados em revisões de aposentadorias, empresas de telefonia, TVs por assinatura, empresas de cobrança, pelintras e estelionatários sequestradores de parentes e, especialmente, dos efetivamente interessados na adesão ao Apostolado, temos a grata satisfação de informar a instalação de sistema de atendimento telefônico automático, desde o dia 15.Nov.2017.

Seu funcionamento é simples.
Ao ligar para a central telefônica do Apostolado de Pedro: 09117969696969, você será atendido imediatamente por uma voz feminina que dirá: “Seja bem-vindo ao Apostolado”.
Ela o acompanhará até a finalização da chamada.

Serão oferecidas as opções:
Disque 01 – Se deseja falar com o Patriarca,
Disque 99 – se ligou por engano.
A seguir siga as outras opções
Disque 02 – informe seu nome
Disque 98 – Se conheceu o Apostolado pelo blog
Disque 03 – informe seu CPF
Disque 97 – Se já tem algum livro do Patriarca
Disque 04 – informe o nome de sua mãe
Disque 96 – se não conhece a mãe.
Disque 05 – informe o nome do parente do Patriarca sequestrado
Disque 95 – Se deseja adquirir algum livro do Patriarca
Disque 06 – se for associação beneficente angariando fundos para crianças doentes
Disque 94 – Se conheceu o Apostolado através de outro Apóstolo
Disque 07 – se for associação beneficente angariando fundos para idosos abandonados
Disque 93 – Se o idoso foi Apóstolo,
Disque 08 – se for associação beneficente angariando fundos para animais abandonados,
Disque 92 – se o animal pertencia a algum Apóstolo de Pedro.
Disque 09 – se for escritório de advocacia interessado em revisões de aposentadorias,
Disque 91 – para saber que 91 no jogo do bicho é Urso
Disque 10 – Se for empresa de telefonia,
Disque 90 – Se discou 190, é engano. Não é a Polícia Militar.
Disque 11 – se for empresa de TV por assinatura,
Disque 89 – se for escritório ou empresa de cobrança procurando a Milena, que não pagou a Net
Disque 12 - se for escritório ou empresa de cobrança procurando o Jaílson, que não pagou o Cartão de Crédito.

Alerta de perigo – Nunca digite 13.

Aguarde, por favor!
Enquanto estamos trabalhando arduamente para o completamento de sua ligação, ouça e reflita sobre as mensagens do Patriarca Pedro, sempre lembrando que sua ligação é muito importante para o Apostolado, principalmente se deseja adquirir algum livro do Patriarca.
Mensagem 1 - “Tudo é possível, exceto o impossível”.
Mensagem 2 - “A paciência é infinita, mas o infinito também tem fim”
Mensagem 3 - “Em questões duvidosas, seja dialético”.
Mensagem 4 – “Se cair e ferir os joelhos, não xingue, exceto se rasgar as calças”
Mensagem 5 – “Hoje já foi o amanhã de ontem.”
Mensagem 6 – “Entre um bom almoço e um excelente jantar, sempre cabe um cafezinho”
Mensagem 7 – “Idiotas são como relógios quebrados. Só atrasam sua vida.”   
Mensagem 8 – “Se o tempo passou muito rápido é porque seu time está perdendo”
Mensagem 9 – “O Perdão não é neste telefone. Este é do Pedrão”
Mensagem 10 – “Se cair a ligação, não ligue”.

Isso acontece!