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04 fevereiro 2009

CASSI CADA VEZ PIOR

CASSI CADA VEZ PIOR

Com o perdão da má palavra a melhor caracterização que eu dou a CASSI – Caixa de Assistência de Funcionários do Banco do Braziu – seria um circo às avessas.
Na platéia os associados, como palhaços se equilibrando e fazendo malabarismos para se encaixar nas diretrizes diatríbicas que os mandatários – quase todos filiados ao partido da estrelinha vermelha – decidem nos seus confortáveis gabinetes turbinados a ar condicionado e suco gelado.
A comparação se cobrir vira circo, se cercar vira hospício também é valida, pois os associados ficam doidinhos para entender as mudanças e atender as “novas exigências”.
Já contei do episódio onde tiver que esperar uma pessoa “especializada” para bater um carimbo e preencher um formulário onde deveria colocar meu nome e data.
Apenas para não cair no esquecimento, a CASSI está há mais de dez anos prometendo a criação de um Módulo de Atendimento na região sul de são Paulo e não consegue alugar um imóvel.
Vencidos os prolegômenos perfunctórios propedêuticos, passo a narrar a última peripécia vivenciada em virtude do péssimo atendimento.
A CASSI tem, ou promete ter, um programa de ressarcimento de medicamentos.
Há anos valia-me dele, com o mesmo medicamento para a mesma doença.
Agendei a consulta para revalidação de prazos.
Fui informado que teria que levar original e cópia do relatório médico.
A razão da cópia?
A máquina de reprodução de documentos da CASSI está quebrada.
Há meses...
Assim fui até ao centro da cidade entregar o relatório médico como manda a praxe.
Surpresa um!
Não era necessária a cópia.
Até aí, meno male...
Grand finale...
A surpresa dois!
Meu remédio não era mais reembolsável para a minha doença.
Motivo?
Alguém – esse tal de alguém deve uma similaridade do tal de deus que tanto falam existir e ninguém sabe quem é – lá em braziulia decidiu.
Ora, pois ouvir estrelas!
Vermelhas.
Se sou medicado, com sucesso, há anos com um medicamento, prescrito por profissional habilitado, como pode o medicamento não mais ser o recomendado?
Nem o SUS consegue esse feito e até a idolatrada Cuba fornece medicamentos.
Murphy não conhecia a CASSI.
Tudo pode piorar.
Na CASSI, acrescente-se “muito”...
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Jorginho, depois de fazer o trabalho contra o time das terra da uva, dai-me forças para aguentar essa.

22 julho 2008

CASSI -ESQUETE DE UM PESSIMO ATENDIMENTO

CASSI - ESQUETES DA VIDA REAL – MAU ATENDIMENTO

Mais um episódio de Desejos de um Serial Killer

Nota do autor:
Não se trata de ficção. Baseada ipsis literis em fatos exatamente como narrados na recepção da CASSI – Caixa de Assistência do Banco do Brasil.
V é a Vítima ou o autor protagonista ou coadjuvante, pois figura insignificante.
E – São os atendentes normais.
SA – Super Atendente.
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V – Boa tarde! Quero fazer um ressarcimento de consulta de livre escolha (*)
(*) Reembolso de R$ 27,00 referente a consultas feitas fora dos médicos conveniados.
E – No guichê ao lado.
Havia quatro guichês
Vítima vai para o guichê da direita.
V – Boa tarde! Quero fazer um ressarcimento de consulta de livre escolha (*)
E – No guichê ao lado.
Vitima vai para o guichê da esquerda.
V – Boa tarde! Quero fazer um ressarcimento de consulta de livre escolha (*)
E – No guichê ao lado.
V – Já fui aos outros dois.
E – É no que está sem ninguém.
Vítima pensativa procura espelho para olhar a cara de um idiota.
V – Não entendi.
E – Nós não podemos fazer esse atendimento.
V (com cara de ???) – E quem pode?
E (olhando a vítima como fosse um idiota que não compreendia) – A atendente desse guichê.
V (com cara de ??? mais obtusa) – E onde ela está?
E – Ela trabalha no décimo andar.
V – Subo para o décimo andar?
E – Não! Ela desce. Já avisei.
V – Não entendi. Dá para explicar.
Eles conversando como se não fosse com eles.
V – Alô, terra! Alguém pode me responder?
Um dos E – Ninguém aqui chama Terra.
V – Eu sei, Vanderlice (nome fictício da Isabela). Mas dá para alguém explicar pois sou meio idiota (embora me sentisse totalmente), porque a atendente deste guichê trabalha no décimo andar e não posso ir até lá?
E – Normas da empresa.
Agora sim...
V – Com quem eu posso reclamar desse absurdo?
E – Brasília.
V – Sério?
E – Sério.
V – Onde fica aquela caixa de reclamações, sugestões que ficava ali.
E – Tiraram.
V – Padrão Partido dos Trabalhadores (**)
(**) A CASSI é administrada por pessoal ligado ao referido partido
E (sorrindo, sem graça) - ?????
V – Podem argumentar que o serviço é bom, pois não tem reclamações.
“E” não seguraram o riso.
V - E o Conselho de Usuários (***) não foi consultado?
(***) Conselho eleito para ser ouvido quanto a sugestões.
E – A presidenta ficou surpresa.
Vítima fica quieta e conversa com seus zíperes:
“Já sei... O atendimento deve ser personalizado... Virá uma big loiraça, servirá café expresso com chantilly... Quem sabe tenham mudado o formulário...”
V – Ela vai demorar?
E – Já liguei de novo.
Vítima pensando... Pensando... Pensando...
S.A. – Boa tarde! O que o senhor deseja?
V (com cara de Oh!) - Boa tarde! Quero fazer um ressarcimento de consulta de livre escolha (*)
S.A. (passando-me o impresso) – O senhor pode preencher.
V – Eu posso?
S.A. – Claro.
V – Não precisa caneta especial? A minha é Bic.
S.A. - ??????
V – Será que eu vou conseguir?
S.A. – O senhor quer que eu preencha?
V – Minha filha, estou há vinte minutos esperando dez minutos a senhorita descer para me atender e não vou permitir que faça seu trabalho. Isso jamais. Claro que eu quero que preencha. Posso errar meu nome (não resisti).
S.A. preencheu e – O senhor assina no xis.
V – Só isso. Peraí! Onde está o xis? (não resisti de novo).
E não é que ela mostrou com o dedo.
Assinei
S.A. (solícita) – Prontinho... O senhor não precisa vir até aqui. Pode entregar em qualquer agência ou posto do Banco do Brasil
V – Peraí! A CASSI não é um posto de atendimento do Banco?
E e S.A – É.
V – Então, eu podia entregar para elas.
E – Não!
V – Vocês não podem pegar o impresso que estava na gaveta de vocês, preencher e guardar para ela?
E – Não, porque são setores diferentes e pode perder o recibo.
V – Jura? De uma mesa para a outra? Já ouviram falar em clipes, grampeador?
E – Ordens superiores.
V – Vocês serão culpadas se eu for internado por distúrbios psiquiátricos.
E – ????
V – Isso aqui é coisa de louco.

Vocês não acham?
Me solta, enfermeiro, que eu vou sozinho para a cela...
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