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11 março 2020

EXECUÇÃO


Sirenes de radiopatrulhas
No tiroteio balas perdidas
Rasgam o céu as fagulhas
E o receio do fim de vidas

Do corre-corre o barulho
De Coturnos e chinelos de dedo
No chão jaz inerte o bagulho
Ar exalando o cheiro do medo






Repete-se em eterno estribilho
Legítima defesa, diz a Televisão
Mãe chorando a partida do filho
Bandeira do time enfeita o caixão

Parar o trânsito na linha vermelha
Mera rotina, ninguém mais dá atenção
Roteiro diário que se assemelha
À dor da bala explodindo no coração 

10 julho 2018

O SUMIÇO DO REDENTOR

Rio amanheceu diferente
Havia algo errado
No alto do Corcovado
Olhares atentos...
Passados uns momentos...
Gritaria de repente:
Cadê o Redentor?

Começam os disparates
Um sugere procurar
No PS do Souza Aguiar
Perda de tempo cara
Lá nem adianta perguntar
Sistema sempre fora do ar
Mais fácil procurar no Saara

Se foi algum sequestrador
Logo virá o telefonema
Da Milícia a pedir resgate
Discam Um nove zero...
Imagina trote a Polícia
Sem bilhete nem notícia
A tristeza se abate

Pelas bocas a surpresa
Zum-zum-zum dispara
As ruas cheias de boato
Cada qual mais insensato
Uns incorporam santos
Quem sabe vem mensagem
Vasculham todos cantos
Nada de encontrar a imagem

Chovem hilários palpites
Cansara-se da paisagem
O vento causava friagem
Ele piorou das artrites
Ficara com medo de assalto
Não descera pelo trenzinho
Mas, fora visto no bondinho
Do Morro Santa Teresa

Chamadas do Jornal das Oito
“Redentor aparece no Catete!”
“Cristo visto na zona do Caju!”
Viram-no comendo biscoito
E chupando sorvete
Na geral do Maracanã
Assistindo ao Fla-Flu

Toda fé era necessária
Faziam promessa e oração
Ir de joelhos até a Candelária
Um gaiato solta um rojão
Com tantas balas perdidas
Voando pelas avenidas
Desistem da procissão

A TV faz a chamada
Furo de reportagem
“Nóia viu passar o Redentor!”
História meio maluca!
Sorri o apresentador
Vamos a narrativa exclusiva
Link na floresta na Tijuca

Cidade para a ouvir o rapaz
“Fumei umas pedras de crack
Mas, juro não tenho visões
Era fim de madrugada
Quase cinco de manhã...
À noite ao ver os arrastões
Em Copacabana e Ipanema

O Redentor teve um ataque
Parecia fora do normal
Gritou: quero um dia de paz
Desceu do pedestal
Soltou alguns palavrões
Fez aos céus um sinal
E seguiu rumo a Niterói”

Deixou ao povo carioca
Este pequeno recado:
“Aqui é a casa de Noca
Vou pra Saquarema
Búzios ou Cabo Frio
Para proteger o Rio
Só um super-herói...”
Fui!...
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https://www.recantodasletras.com.br/cordel/6387840





25 setembro 2017

MANEQUIM



De sua natureza não ligar ao mundo a seu redor. Talvez iludido pelas luzes que nele refletiam, dando-lhe destaque, ignorava o risco. De repente, entre estilhaços e caquinhos, desaba, sem a cabeça, atingida em cheio pela bola perdida de um chute sem direção. De instante, gritarias. Fuga coletiva de um lado. De outro, em desespero raivoso, aos berros, lamenta-se a perda de mais uma vitrina. Dia seguinte, trocados ele e o vidro, o futebol voltou. Poucos se lembrarão do fato corriqueiro... Apenas mais um manequim.



20 agosto 2016

Pininha Olímpica




Gege, voltei!
Ah! Que bom... Por onde andou? Seu celular não atendia. Pensei que tivesse adoecido, sido sequestrada.
Sequestrada? Só se fosse por um disco voador, para fazer faxina num outro planeta.
Quinze dias sem dar notícia. Isso é quase abandono de emprego. Que história vai inventar desta vez.
Fui pras Olimpíadas. Rio de Janeiro. Cidade Maravilhosa.
Ai! Pina. Inventa outra.
Verdade, Gege!
Com que dinheiro?
Ganhei quase de presente.
Como assim?
Sabe a Zica, companheira do Zico, que mora lá na Vila...
Já sei quem é...
Pois é... Ela tinha sido contratada por um casal de bacana... Gente assim quase igual à senhora...
Pina! Vai logo com essa história.
Ih! Tomou sua “valeria” hoje?
Pinaaaaaa! 
Tá bom... tá bom... O casal ia para as Olimpíadas e precisavam de uma babá. Aí, o Zico não deixou a Zica ir e eu fui no lugar dela. Pronto! Contei!
E não me avisou?
Se avisasse, quem não ia me deixar ir era a senhora.
Vou fingir que acredito. Vai fazer os serviços atrasados e depois você me conta a verdade.
Verdade? Mas é verdade. Eu assisti a um monte de jogo, competição de corrida, pular, vi uns homens gigantes, umas mulheres que pareciam de borracha. Tinha até uns, que acho que eram tudo parente do Seu Takeo. Uns jogos eu não entendia nada, mas foi legal. Torci tanto, tanto, que quase esqueci o filhinho deles na geral.
Estou começando a acreditar nessa história.
Gege! Você me explica umas coisas desses jogos.
Se eu souber...
A senhora viu algum jogo pela TV?
O que deu. Era muita coisa.
Viu o Tênis? Eu fui lá uma tarde. E não entendi.
Vi... O que você não entendeu? É tão simples. É só jogar a bolinha para a quadra adversária.
Isso que eu não entendi... Se precisa jogar a bolinha para o outro jogar de volta, por que jogam a bolinha longe e tão forte e comemoram quando o outro não consegue devolver?
Pina! É que tem que fazer o outro errar.
Isso que eu não consigo entender. Pra que jogar então, se o mais legal é quando um rebate para o lado do outro?
Ai! Pina! Que mais você achou estranho?
Eu achei divertido um parecido. Também era com raqueta. Jogavam uma peteca por cima da rede de vôlei. Os parentes do Takeo ganhavam tudo. Parece que chama “BodeMilto”.
Badmington, Pina... Badmington...
Isso aí, Gegê.
Agora ao trabalho, Pina.
Peraí, tem mais uns esportes estranhos.
Quais?

Fazer cavalo pular é esporte?
Claro! Hipismo.
Os cavalos tudo de crista arrumada. Eles fazem “chapinha”?  
Ai... Ai... Ai... Ai... Ai...
Tem um esporte que é bem brasileiro.
Futebol?
Não! Gege... Descer rio a remo... Lembrei-me dos bombeiros quando vem socorrer na enchente. Lá na Vila tem muito, quando chove forte.
.....
Gegê... explica uma coisa pra mim...
O que mais?
Por que não tem Olimpíadas todo ano?
Ai! Pina... É muito caro fazer uma Olimpíada. Por isso, só a cada quatro anos.
Hum!...
Por que?
Porque eu gostei de sentir-me importante. A senhora nem imagina como... Agora acabou... Volto a fazer comida, limpar a sala, lavar banheiro... Pegar ônibus lotado.
É a vida, Pina!... É a vida... As medalhas são para alguns.
Medalha! Ah! Ganhei uma.
O que?
Vê, Gege... O casal me deu uma medalhinha. Disseram que é de ouro... Será que é?
Se for, você deve ter merecido, Pina.
Mereço um aumento e umas folgas?
Ah! Pina... Já pro trabalho...

30 setembro 2013

EU ODEIO PROFESSORES

Outra vez greve...
Todo ano essa ladainha.
Com quem eu deixo meu filho?
Coisa de sindicalista!
Quatro meses de férias, reclamam do que?
Sinceramente?
Professor deveria parar de trabalhar definitivamente. Ao lixo essa conversa de vocação, serem vigas-mestras (sic) e importantíssimos para o desenvolvimento de um país movido a escravagismo capitalista chinês, Ipods, Ataris, .
Para que serve um professor?
Melhor seria perguntar: A quem serve o professor?
Descreio, hoje de sua necessidade em termos de aprendizado e cultura.
Via-de-regra trata-se apenas de uma babá a baixo preço de custo, atendendo de  modo coletivo ao proletariado classe média dos novos tempos.
Ei! Peralá, que não sou Madalena!
Antes da terceira pedra, reflitam...
Tantas agressões recebidas. Talvez essa mal formada (deformada) categoria dos professores precise de especializações. Uma delas mestrado em lutas marciais. Se não para ensinar a arte às crianças, sirva para autodefesa.
Outra especialização.
Artes circenses. Mágica, equilibrismo, ser um palhaço.
Mágica para ensinar o trivial ABC, um dois, três com os propositadamente parcos recursos disponibilizados para a Educação movida a Pibinho Amantegado.
Ser palhaço, na expressão mais pura da palavra, ao dedicar um sorriso a uma criança ávida da ilusão que a escola mudará sua vida. Sabemos muito bem que noventa e nove por cento dos alunos têm seu destino traçado ao nascer pela renda de seus pais. E nas costas, um peso imenso de serem futuramente culpados pela taxa de desemprego e déficit da previdência.
Finalmente, professor tem que aprender a equilibrar-se no dia a dia arrastado de sonhos de consumo impossíveis com a esmola mensal das escolas públicas
Eis aí o xis de uma equação que não interessa a nenhum governante resolver. Dizem que não há número que solucione esse problema.
Não sei a fórmula e se tivesse a solução, não revelaria gratuitamente. Guardaria a sete (esse número é o que vem depois do seis, certo?) chaves para ser minha plataforma de campanha e, vendendo promessas, angariar alguns votos junto a categoria.
Mas, em verdade, em verdade vos digo (alguém disse isso):  Quanto mais precária a educação, maior dependência, mais cotas, mais “zelite” a culpar.
Voltando ao palhaço do professor.
Talvez, os governantes de plantão não tenham, na infância, jamais recebido um sorriso de um professor.  Talvez, fizessem, já em treinamento para serem poderosos, zombarias e agressões, sabedores não necessitarem deles para seu “progresso e crescimento”. Por isso, tratem tão mal a categoria.
Tenham ódio e desprezo pela categoria.
Estão vendo só professores? Quem planta colhe...
Vamos lá! Sorriam
Não vão sorrir?
Então, vão cuidar de suas vidas, abram uma Igreja, um partido político, mas parem de amolar com essas graves.
Senão...
Gás lacrimogênio já...
Temperinho de pimenta...
Para adoçar uma balinha de borracha.
E se me acusarem de perturbar a ordem pública, aproveitem a borracha e apaguem o que eu disse.

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N.A
1) Dia 28.Set.2013 - A mando do governador Sergio Cabral (PMDB) e do presidente da Câmara Municipal, Sr. Jorge Felipe (PMDB), professores municipais foram retirados "à força" pela PM/RJ do prédio da Câmara.

2) Site G1 - A P.M.arrombou uma porta lateral da Câmara Municipal do RJ na noite deste sábado (28) para retirar os professores que ocupavam o local desde quinta-feira (26). Os professores disseram que foram retirados à força e, de acordo com o sindicato da categoria, cerca de 20 pessoas teriam ficado feridas. A 5ª DP confirmou a detenção de três manifestantes, que foram liberados ainda na madrugada. Policiais usaram spray de pimenta contra manifestantes.

3) Que saudade da professorinha! (Ataulfo Alves)

27 julho 2013

A VISITA DO PAPA CHICO

O Papa Francisco usa um cocar que ganhou dos índios no Teatro Municipal Foto: Mônica Imbuzeiro / Agência O GloboQuando Francisco chegou
O país, novamente, parou
Correu o povo em juras de fé
Enforcando mais uma semana
De carro zero, peregrinos a pé
Remediados e gente bacana
Todo mundo pra Copacabana


Menino! Coitado do Chico
Tá certo que ele é argentino
Mas não precisava pagar esse mico
Pra começar seu tormento
Deu-lhe boas vindas o braziu
Com um congestionamento
Típico das avenidas do Rio

Naquele recua e avança
Policia espantando fiel a tapa
Camelô correndo: Olha o rapa!
Chiquinho não se fez de rogado
Deu beijinho em criança
Ao lado do ônibus parado
Perdoou um monte de pecado

Na hora do beija-mão
Quem é que agüenta 
Discurso da presidenta
Falou quase meia hora
Pediu pro país solução
Permiso, mas o que é isso
Que conversa é essa agora
Não faço milagre não
Quem fez foi o João

Baixinho ouviu-se o cochicho
Enxugando o suor na batina
Chico fala ao bispo do lado
Tenho tanto compromisso
Viajei muito, estou cansado
Se me aparecer a Cristina
Juro que viro bicho

Visitar a santa Aparecida
Chuva, frio e céu nublado
Helicóptero é risco de vida
Solução de um deputado
Afinal, quem sabe, sabe
Comitiva num avião da FAB.
Chico abençoa, tudo perdoado

Subiu morro, viu menino raquítico,
Rezou missas, mil orações
Não apareceu nenhum político
No dia das confissões
Homenagens, apresentações
Promessas entre as canções
Neste pais de padres show-men
Cantou de novo Fafá de Belém

Preparando o fim da viagem
No repouso em singela cama
Zapeando viu de passagem
Noticias de um telejornal
Guaratiba era um  mar de lama
Chico, por aqui isso é normal
Pergunte ao Paes e ao Cabral

No cortejo, trocou solidéu
Acenos, mãos erguidas ao céu
Da criança ganhou um boné
Não querendo se comprometer
Um pergunta o fez emudecer
E partiu sem responder

Foi melhor Maradona ou Pelé?


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(em processo de registro junto a BN)

17 fevereiro 2010

PODE FAZE XIXI NO RIO (cunversa de cumpade)

Oh! Cumpade... Que ce tá fazeno?
Eliminano o excesso de líquido... Pruque?
Mais ansim?
E cume que oce queria que eu fizesse? Despois o que ce ta oiano? Chega perto não!
Sai fora home... Ocê qué que prendam a gente?
Pruque?
Num ouve teve?
Assisto um poco...
I num viu que agora é proibido fazê isso que ce ta fazeno?
Perai... Acabei...
Coisa feia!
O que é que é feio?
Fazê xixi no rio... Dá cana...
Vou lá ganhá o premio...
Que premio?
A garrafa de cana...
Num é nada disso, cumpade... Dá cana quer dizê que vai preso...
Uai! Que confusão!... Na teve um dotô disse que não é para ficá preso que pode dá infequição.
Oh! Cumpade, num é nada disso... Fizero uma lei nova que num pode faze xixi em quarqué lugá da rua...
Fazê onde?
Num sei...
Troxemo o pinico?
Não!
Então... Onde nóis vai fazê?
Vixê... E tá me dando vontade...
Só se esvaziá a garrafa de tubaína...
Ou as latinha de cerveja...
É o jeito...
Peraí, cumpade... Despois o que nóis vai fazê com os vasiame?
É memo... Jogá no rio num pode... Mata os peixe...
Vamo pensá mió... Alembra do cumpade divogado...
Qui tem a vê?
Ele sempre dizia que quando fazem uma lei tem um jeito de dribá a dita...
Achô solução?...
Acho que sim...
Quar?
A lei num diz que num pode faze xixi na rua...
Diz...
Então qual é pobrema?... Eu fiz no rio...
Tem lógica...
Ói! Cumpade... Os peixe tão beliscano onde eu fiz... Joga a vara lá...
Lá num vô pegá não...
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Notas do autor -
1 - Se o ano começa após o carnaval, avisem o Ronaldinho que já começou...

2 - Este blog é especial... Número 666 - Número da besta do Apocalipse...
Preparem-se Apóstolos... O 667 será mais bestial

16 fevereiro 2010

CORDEL DO PENICO

Seu Cabral, como é que eu fico?
Só queria fazer xixi em “Paes”
Fui preso por falta de penico
Prometo! Eu não faço mais

Estava na praia curtindo um sol
Batidinha, camarão e o futebol
Cerveja fez efeito... Cadê o urinol?
Esses apertos não marcam horário
Procurei! Não achei um sanitário
Imediato um pensamento primário:
Dividir o espaço com um auau...
Chegou o fiscal com cara de mau.
”Aí não pode, teje preso, seu otário”
Pingando e molhando o calçadão
Fui “convidado” a entrar no camburão
Logo vi que não era só eu não!
Na perua tinha um monte de mijão

Seu Cabral, não seja tão pudico
Só queria fazer xixi em “Paes”
Fui preso por falta de penico
Prometo! Eu não faço mais

Enquanto o B.O. era preparado
Para eu ser fichado... Indiciado
Perguntei com todo cuidado
Se podia usar o do delegado
Resposta imediata: “Ta quebrado!”
E como faz se necessitado?
Usa o do boteco ali do lado?

Para me livrar qual argumento?
Em casa tenho que levantar o assento?
A incontinência é um sofrimento?
Doutor! Não fiz isso por maldade!
Foi ocasião, uma eventualidade?
Melhor nem falar que dá vontade

Seu Cabral, isso é demoníaco
Só queria fazer xixi em “Paes”
Fui preso por falta de penico
Prometo! Eu não faço mais

Quem quiser apostar, que aposte
Juro que não faço mais no poste
Não quero problema com preboste
Não posso fazer atrás do muro?
Nem de noitinha, bem no escuro?
Na minha idade vou passar apuro

Isso não se faz nem com cachorro
A que santo devo pedir socorro?
Queria ver aplicar a lei no morro
Justo eu que morava em Botafogo
Fosse ou não dia de jogo
Achava engraçado o Manequinho
Fazendo pipi o dia inteirinho

Seu Cabral, como é que explico?
Só queria fazer xixi em “Paes”
Fui preso por falta de penico
Prometo! Eu não faço mais...

12 fevereiro 2010

O MANÉ SERÁ PRESO?


Nestes tempos em que os governos fazem cada coisa sobre as cabeças da gente em terras brazilis, a Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu punir com prisão aqueles que fazem um xixizinho da rua.
Se tomarem essa medida em Salvador, a cidade baixa não alaga mais...
Por lá deve haver até demarcação de espaços que nem os cães fazem.
A dúvida que não quer calar...
Respondam rápido porque estou apertado.
O Rio de Janeiro tem banheiros públicos ou é que nem em São Paulo onde inexistem tais espaços?
Recentemente presenciei um cidadão dando uma aliviada numa pilastra da plataforma do Metrô.
Era ali ou depender da boa vontade do português da padaria, do coreano da pastelaria, do italiano da pizzaria.
Há lugares em que há uma plaquinha: “Só para clientes!”
Analogamente, não somos clientes do Estado?
E por que o ambulante da barraquinha de CDs piratas não pode dar autorização para a necessidade se são donos das ruas?
Lembrei da piadinha do rapaz que saiu do bar, cara cheia e foi se desidratar no pneu de um carro.
Outro rapaz chegou perto e perguntou se podia dar uma pegadinha no bilau dele...
Você é gay? Respondeu meio desconfiado. Espere um pouquinho.
Terminada a tarefa virou-se e antes que pudesse dizer qualquer coisa, gritou de dor...
O segundo rapaz era o dono do carro e torceu-lhe o pipi...
Não sei e não vou procurar saber se ele desfez o nó.
Será que a Policia carioca vai dar nó no pipi do Manequinho?
Depois desata o nó da dengue, das milícias, et coetera, et coetera, et coetera...
-------------------------------------------------------------------------------------Notas do Autor:
1) Já passei por tais apuros e agradeço aos donos de botequim que substituem o estado em tão necessária e humana tarefa...
2) Vão prender os cachorros ou os donos?