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11 junho 2016

PRENDE O JAPA!




Impressiona-me a batalha de dedos apontando quem é mais culpado nesta rede de corrupção da “Pátria amada,  braziu”. Parece aquelas brigas de infância “ele me xingou primeiro”. Porque o Cunha é aquilo, o Dirceu fez primeiro, O Vaccari pedia tanto, a Odebrecht deu de monte, et coetera, et coetera et coetera...
Lembro-me de conhecida “piadinha” jurídica, quando o Magistrado noviço ao julgar seu primeiro caso ouve o reclamante e terminada a audiência dirige-se ao escrevente: “Ouviu a história? Condenarei o acusado”.
Ao que retruca o escrevente: ”Excelência, desculpe-me, mas escute o acusado antes”.
O reclamado é ouvido e o Magistrado novamente conversa com o escrevente: “Que mentiroso o acusador, condená-lo-ei!”
“Excelência, desculpe-me, mas o senhor já avaliou as provas?”, retrucou o escrevente.
Provas para lá, provas para cá, o Juiz indeciso, após tantas certezas refreadas por alertas do escrevente para não se precipitar, finalmente toma a decisão: “Absolvo as partes e condeno o escrevente”.
Prenderam o Japa!
Diferentemente do escrevente que nada fizera, mas culpado de um crime ocasional, justificadamente condenável, a prisão do Japa servirá uns dias com escudo de defesa e arma de ataque das “vítimas do golpe”.
Inocentes defensores ou cúmplices do “Lullo-petismo” ficarão desviando a atenção dos mais incautos.
Até que entendam que tanto o escrevente quanto o Japa eram meros cumpridores de ordens legais. Nada tendo a ver com os crimes
Enquanto os criminosos, a conhecer-se da história do “braziu varemnóis”, estarão entre acordos e delações, livrando suas caras e, devorando lautas pizzas, rindo do escrevente e do Japa.

12 março 2016

NEM UM PASSO À FRENTE, BRAZIU!




O “braziu varemnóis” está parado.
Em determinado período do final do século XX aconteceu cenário semelhante.
Recomendava-se que seria melhor ficar parado mesmo, pois um passo à frente poderia significar despencar num precipício sem fundo.
Veio a esperança no fim do governo militar e levar-se os trabalhadores ao poder.
Tivemos que nos pintar de verde-amarelo, vender estrelinhas vermelhas, iguais as que carregávamos na camisa.
Lutas para tirar “os pelegos” dos sindicatos.
Nunca elegi um presidente no século passado.
Acreditava quase piamente na estrelinha.
Na virada do século, as luzes do novo tempo se apagaram e pude perceber a grande mentira.
E continuei sem eleger um presidente.
Rude luta contra a maioria tingida de vermelho aparelhada por todas as ramificações do Estado.
Enfim, se o tempo cura quase tudo, passaram-se uns trinta anos daquela época de paralisia.
Andamos realmente um pouco à frente.
Depois a realidade...
Fomos parando, parando,.......pa...ran...
Rala esperança...
Pintar-se de verde-amarelo?
Enfrentar milícias paramilitares de roupas vermelhas e foices na mão.
Desaparelhar o Estado...
Pelegos devoram sobras do jantar dos Bichos e ameaçam com facas e garfos aos que olham à janela com fome.
Orwell descreveu porcos andando sobre duas patas.
No “braziu varemnóis” é um pouco diferente.
São jararacas rastejantes que infestam o país.
“Braziu varemnóis” está parado.
E terá que andar para trás para recuperar o rumo do sonho, que o Lulo-petismo levou à beira do precipício.