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11 janeiro 2017

O PEDINTE

O PEDINTE


O Homem caminhava poucos passos a minha frente. 
Chamou-me a atenção a falta do antebraço direito.
O Homem parou defronte a escadaria da Igreja, estendendo o olhar para seu topo.
Instintivamente, também parei.
Quem sabe colheria um flash do cotidiano.
Sentar-se-ia a esmolar ou entraria para orar?
No topo da escadaria de uns quinze ou vinte degraus surgiu a Moça. Jovem, calças brancas, justas, saindo da Igreja.
Ah! Que pecados teria confessado, arguiram meus diabinhos.
A Moça desce, desfilando.
Concluo que nada demais sairia da cena e retomo meu caminhar... Lento...
Passo pelo Homem de olhar fixo na escadaria.
A Moça termina a descida, tomando o mesmo sentido que eu.
“Que gostosa!”, ouve-se murmurante.
Paramos...
A Moça, eu e o mundo...
Quase em estado de choque.
A Moça procura a origem...
Olha para o Homem...
Olha para mim, com um sorriso desaprovador.
Mundo saindo do choque...
A Moça acelera o passo... 
Demoro uns segundos...
Suficientes e necessários para ver o Homem sentar-se na escadaria e começar seu ofício, tilintando uma latinha de moeda, com o braço completo...
No topo da escada, surgem duas Senhoras.
O Homem estende o braço, olhar súplice...
“Uma moedinha”, murmura doloroso à passagem delas.
Diabinhos matutam: “O que o Homem teria falado fossem as Senhoras vinte anos mais jovens?”
Seguem a mesma direção da Moça...
Ah! A Moça...
Sumira na multidão...
Vida que segue...
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http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/5879706

02 setembro 2010

SAI DA FRENTE, BUNDÃO!

Oh! Abre alas que eu quero passar...
Como tem mala atrapalhando a passagem!
Uns porta-malas de mais de 150 cm. de circunferência.
Mais que carro estacionado na calçada.
Hoje tive que me desviar bastante das placas de candidatos e candidatas, frutinhas e cortinas que se espalham pelas calçadas da Vila Mariana.
Cadê a Cidade Limpa?
Quase entrei num diretório de um candidato do PT. Queria perguntar se é verdade mesmo que a entidade até recentemente presidida por ele tinha emprestado mesmo, a fundo perdido, QUARENTA MILHÕES para a BANCOOP.
Achei melhor não! Fui meio bundão, reconheço, mas vai que abrem minha declaração de imposto de renda... Ai, Meu Santo André!... Quase sendo rebaixado na série B.
Meu caminho era o mercado.
Pelo tamanho da fila à porta, pensei que tivessem aberto uma casa lotérica dentro do mercado... A Mega Sena está acumulada novamente e a população sonha em deixar 45% de sua aposta para o governo torrar em fisiologismo.
Prestei mais atenção e vi uma placa oferecendo diversas funções para trabalho.
Bananas,goiabas e pizzas fritas devidamente pagas, indaguei a “mocinha” do caixa o porquê (até este porque tem acento) de tamanha fila.
Inacreditável!
Nesta época apropriada para trocarmos nossos representantes, a fila era para trocar cupons por bichos de pelúcia.
Que fofinhos!
No mesmo instante, uma gritaria...
Dois bundões discutiam... Bundões mesmo... Tipo os descritos acima... Um entrevero por causa de um último bichinho de pelúcia.
Para mantermos o tamanho do assunto, achei que fosse um elefante. Dei uma girafada, mas não o identifiquei o bicho.
Caminho da roça que eu precisava colocar o blog no ar.
Como podem perceber consegui, mas no caminho fiquei matutando sobre bundões que atrapalham a vida da gente.
Está certo que me vieram imagens da Rita Cadillac, da Gretchen, dos eleitores que votam em qualquer um sem avaliar, mas lembrei-me de uma passagem ocorrida nesta semana.
Estava no Shopping, na praça de alimentação e ao fundo, no balcão de uma franquia alimentícia, encostou uma bunda merecedora de ser vista.
Aquelas tipo procissão. Quando passa, um monte de homem segue atrás.
Olhos atentos desviados para a monumental vista panorâmica.
De repente, não mais que de repente, outra bunda, esta descomunal e masculina, tenta se encaixar na mesinha do espaço de alimentação e se interpõe entre meus olhos e a outra bunda.
Minha vontade foi de gritar: Sai da frente, bundão!
Eu, hein! O cara era muito grande.
Finalmente ele conseguiu se encaixar.
Oba!
Uma ova!
A bunda do balcão sumira...
Caracas! È tão raro aparecer uma bunda decente e quando aparece vem um bundão é atrapalha...
Parece o braziu, sô!
Oh! Idiota... É o braziu...
Está bem... Está bem... Não precisa ficar lembrando, grilo...

27 julho 2010

BRASILEIRAS BUNDUDAS...

Rita Lee!
Meu acuda, minha santa!
A mulher brasileira está Mutante...
Pagu não é mais aquela.
Você disse e eu acreditei que nem toda concidadã era só bunda.
Democraticamente, passei a olhar para outras partes...
Deu na imprensa, na primeira página de um jornal “segunda linha” em St.Paul:
Fábricas de lingerie percebem o aumento das proeminências e mudam a forma.
Até do fio dental?
Hum...
Será efeito da “palmadinha na infância”, em fase de proibição?
Tapinha não dói, mas aumenta?
Já sei! Por isso temos tantos “bundões” em “terras brazilis”?
Menino costuma apanhar muito.
Meninas nem tanto.
Na infância...
Apanham depois de grandinhas...
Algumas de ficar corcunda.
E têm que ser mais macho que muito homem para sobreviverem.
Essas não saem nas primeiras páginas.