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05 janeiro 2018

Feliz 2018 - Reveilón entre fogos, cães e cachorras


Preparem as atiradeiras os defensores “del Mondo Cannis” e investidores dos Pets não recicláveis.
Por favor, não me mordam, pois o estoque de antirrábica está em falta. As ampolas de vacinação foram usadas para a febre amarela. Deixem que os macacos - se sobreviverem - me mordam.
Estão proibidos no Reveilon os fogos de artifício com barulho, decretaram várias cidades.
Justificativa: o barulho dos rojões incomoda aos “Canis lupus familiaris”. Ninguém falou das criancinhas. As pequenas crias do animal bípede da ordem dos primatas pertencente à espécie “Homo sapiens”.  
Acho que só o Pelé lembrou-se das criancinhas num momento de festa. Corrijo... Esqueci-me de Papai Noel.
Esses pequenos seres que além da possibilidade de morrerem de febre amarela, podem ficar surdas pelo espoucar de foguetório. Ainda que seja por um motivo justo. Não foi lindo ver as comemorações na noite sagrada de 04 de julho de 2012? Metade do “braziu varemnóis” soltando rojões e gritando nas ruas “Somos loucos por ti Corínthians” e a outra metade soltando palavrões nas janelas.
Felicidade em meu coração. A Libertadores conquistada e os cachorros da vizinhança escondidos quietinhos nos cantos das salas das casas e apartamentos.
Pobres criancinhas! Indefesas! Um de meus vizinhos apareceu na sacada com um inocente “Meninus sapiens” vestindo uma camisetinha do “argh-rival white-green”. Colocou o garoto de uns nove meses em risco de vida. Chorava tanto o pequeno. Devia estar com alergia à roupa.
Pena que a festa acabou e os cães voltaram a latir .
Se o argumento para a redução de foguetório fosse os males à audição infantil, seria plausível, mas o medo canino?
“Use protetores auditivos”! Foi a frase que ouvi, certa feita, ao reclamar, à meia-noite, do som de um “pancadão” infanto-juvenil regado a “Se eu te pego” e “Metralhadora” entre outras no salão de festas do prédio vizinho.
Nenhuma palavra em defesa dos quadrúpedes com rabo da parte das candidatas a cachorras sem rabo que rebolavam na festa.
Da minha parte, quero dizer que usei protetores auditivos na festa de reveilon e foi bom ver e ouvir o foguetório.
Quanto aos cães, que seus donos coloquem protetores auditivos neles.
Ah! Quase esqueço das criancinhas indefesas aos rojões e “pancadões”...
Quando crescerem, encontrarão uma boa quantidade de aparelhos auditivos para surdez.
Sem mágoas desejo um 2018 com muito mais felicidade. Campeão Paulista, Brasileiro, Libertadores... Com foguetório e sem “pancadões”...  

Maloqueiro é a .... Desculpem-me! É o meu vizinho do menininho vestido de palmeirense.

15 janeiro 2012

ITANHAÉM E O DIREITO AO SOSSEGO

Na mesma semana em que se divulgou a vitória de Itanhaém no combate a dengue, outro fato relacionado à saúde, deixa-me indignado e irritado.
Causa diagnosticada da irritação: exposição excessiva ao barulho.
Neste caso, a cidade é Itanhaém – litoral sul de São Paulo -, mas serve para qualquer uma onde a paz do cidadão é desrespeitada pelo poder público que, a titulo de divertir o turista, contrata (ou autoriza) caminhões de som para fazerem barulho na praia, por sete, oito, dez horas diárias.
Assim se deu.
Na primeira semana de Janeiro de 2012 - quinta, sexta, sábado e domingo - instalou-se na Praia do Sonho, conhecida também por abrigar a Cama de Anchieta, um caminhão de uma emissora de FM, com o patrocínio de uma empresa de esfihas, recentemente instalada na cidade, e uma marca de cerveja.
Talvez, oculto entre os patrocinadores haja interessados em garantir o emprego aos otorrinolaringologistas da cidade ou, porque não, no crescimento do comércio de aparelhos auditivos.
Fato o barulho ter permanecido, ininterrupto das 10 às 17 horas, em volume certamente muito superior ao recomendado como suportável pelo ser humano.
Estivesse entre nós, duvido que Anchieta conseguisse trabalhar em sua catequese com um barulho desses
Quem sabe até castigasse os índios se batessem um tamborzinho enquanto falasse aos aborígenes ou mesmo interrompessem sua “siesta”.
No mínimo, mandá-los-ia tocar lá na Cibratel ou outra praia mais deserta da cidade. Quem sabe na aldeia de Abarebebê, em Peruíbe?
No Poço das Antas em Mongaguá, talvez fosse mais apropriado, cochicha-me o Grilo Falante.
Seja para onde fossem, com certeza, respeitariam o Jesuíta.
Entretanto, nestes tempos de falta de respeito e ética, tudo se pode nas praias, ainda que fira o direito ao sossego dos moradores, garantido inclusive no Código Civil.
Mas aos organizadores do evento, parece tratarem por idiotas aos que incomodam.
O que a Prefeitura não percebe em seu oportunismo de momento, é que estes moradores, através do pagamento de seus impostos, é que sustentam a cidade, garantem os salários dos criadores da programação cultural da cidade e movimentam efetivamente o comércio da cidade ao longo do ano.
Vivêssemos numa democracia, far-se-iam análises e consultas prévias sobre as conseqüências do evento.
Algum morador da Praia do Sonho foi consultado sobre o interesse ou inconveniência em ouvir músicas – de gosto duvidoso por sinal – durante o dia inteiro?
Pergunto, e sei que alguns outros incomodados fazem o mesmo questionamento: Se o som não incomoda, porque não colocam o trio elétrico no pátio do estacionamento da Prefeitura, durante a semana, e em frente das casas do Prefeito, Secretário da Cultura e demais organizadores aos sábados e domingos.
Seguindo na trilha das consultas, se conseguirmos uma, chegaremos aos médicos.
Consultou-se algum otorrino sobre as irreversíveis lesões auditivas causadas pela prolongada exposição a ruídos superiores a 70 dB?
Talvez entre os presentes na praia houvesse diversos trabalhadores que recebem EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) na empresa onde trabalha, para proteger-se de máquinas muito menos ruidosas que o som a que se expunham.
Ouviu-se algum dermatologista ou oncologista quanto aos cânceres de pele causados, pela exposição ao sol, à platéia instigada a ficar dançando horas ao sol de fritar ovos na areia? Antes que contraponham, não há protetor solar que evite ao excesso.
Pediatras opinaram sobre os males causados pelo som às crianças pequenas.
Agora que a barulheira parou, consigo escutar incautos defensores da ditatorial zorra instalada na Praia do Sonho em Janeiro de 2012.
O que eles dizem?
Chega, mano!
Que cara chato!
Mude-se para o Alaska!
Este é um conselho sábio e mais simples que uma Ação Civil Pública.
Quem estiver incomodado que se mude.
Farei isso.
Não para o Alaska, pois o frio causa-me sinusite e não simpatizo com a Sarah Palin.
Entretanto, apesar de apreciar muito as belezas naturais de Itanhaém, no verão de 2013, provavelmente, farão a zorra na praia sem o dinheiro de meus impostos.
Vendo um apartamento, frente ao mar, na Praia do Sonho.
Preço a combinar.
O comprador receberá, no ato da escritura, um par de protetores auriculares usados e inúteis.

12 janeiro 2012

REVEILLON NA PRAIA

Alerta: Qualquer semelhança deste texto com fatos reais significa que o autor atingiu sua meta. Este relato acontece em tudo que é cidade do litoral.

Réveillon! Oba!
Vamos a La playa, oh! oh! oh! oh! oh!
Atentem para a diferença!
É narrativa do réveillon.
Fosse Natal seria ho! ho! ho! Apenas três ho!
Réveillon na praia é uma delícia. Aquele marzão... Sol... Praião... Tudo maravilhoso em nossos planos...
De repente, muito mais que de repente chega aquele monte de gente...
Os turistas...
Esse ser estranho no qual os humanos se transformam quando saem de seu habitat.
Um caso científico a ser estudado.
O que é o turista de réveillon?
Dirão rapidamente... Turista é aquele contribuinte que será esfolado nos preços das diárias de hotel, apartamentos de aluguel, restaurantes, ambulantes.
As prefeituras os esperam com todo carinho.
Preparam shows de cantores sertanejos – conhecidos ou não, de bandas absolutamente desconhecidas, provavelmente, a serviços de médicos otorrinolaringologistas especializados em surdez.
Claro! Gastarão em cerca de dez minutos de fogos de artifícios a verba que poderia ser destinada a compra de material escolar, medicamentos. Mas, o turista nem perceberá esse detalhe.
Réveillon não é hora de pensar nessas coisas. De mais a mais, ele estará mais preocupado em descobrir onde comprar mais cerveja, pois as três dúzias de latinhas que começou a beber as oito da manhã estão terminando.
Ele não tem culpa da Prefeitura não haver providenciado latões para recolher as latinhas. Diga-se de passagem, não tem mesmo... Então, fazer o que? Deixar as latinhas pela praia.
Quase meia noite!
Viva!
Hora dos fogos de artifício.
Alguém já definiu bem o que são os fogos de artifício: Algo que explode e fica fedendo.
Seria bem mais econômico e ecologicamente correto, se todos ficassem soltando puns na praia, ao invés de queimar-se verba pública.
Os cachorros ficariam menos assustados com o barulho.
Barulho! Barulho! Barulho!
Por que quase todos adoradores de funk, acham que a população inteira tem que ouvir? Passei a madrugada toda escutando carros tunados desfilando pela avenida.
Quero ver quem dirá que meu mau humor matinal foi sem razão.
Piorou, quando resolvi andar pela praia.
Pobre Iemanjá! Quem disse que ela queria aquele monte de flores? Devolveu tudo. Junto com garrafas de uísque vagabundo, garrafinhas de vodka – inteiras ou em caquinhos, garrafas pet e preservativos.
Tudo espalhado pela areia, onde as, ainda hoje inocentes, crianças, e talvez futuros bárbaros, insistem em brincar de castelinho.
Aliás, eu que jurava ter certeza fosse o homem descendente dos macacos – até pelas macaquices praticadas durante as “festividades de confraternização”, passei a raciocinar se, na verdade, não descendemos do porco.
Com certeza, não! Porcos são animais limpos. Cobrem-se de lama para proteger a pele.
Não posso afirmar convictamente se as pessoas estiradas pela areia, na manhã do dia primeiro eram “madrugadores”, conscientes dos males causados pela radiação dos raios solares, bronzeando-se antes das dez horas ou mero rescaldo da noite anterior, pela aparência em cacos da maioria. Mais cacos que eles somente os de garrafas deixados na areia.
Para felicidade geral dos moradores da cidade, neste ano o réveillon foram apenas dois dias de caos.
Poderia ser pior.
No ano passado emendou quinta, sexta, sábado e domingo.
Parece absurdo, mas alguns vizinhos, que puderam abandonar a cidade, procuraram refúgio lá em São Paulo para ter um pouco de paz.
Feliz ano novo aos sobreviventes de mais um réveillon na praia.
Ao trabalho para pagar o IPTU e sustentar o próximo.

27 novembro 2009

POR ESSA NEM EU ESPERAVA...

Conferia minha lista de presentes e até já preparava os cartões de natal personalizados no computador...
O Léo (Leônidas) quer um CD de pagode, Sandrinha (Cassandra) um DVD, Leninha (Helena) um MP3 ou 4 - a carta era de setembro e pode estar já no 7 ou 8, Lalau (Menelau) pede pen-driver de 32 Gb e assim vamos.
Ou íamos...
Tem até uma bicicleta e um patinete no meio dos pedidos repletos de Play Stations...
Acho que os remetentes erraram o endereço ou alguma instituição de caridade descobriu meu endereço...
Socorro! Outro carnê no meio das cartinhas?
Quem inventou de baixar o IPI?
Troquei toda a linha branca de casa...
Devo terminar de pagar em Fevereiro de 2011.
Como a financeira não aceitou minha aposentadoria como renda para comprar um “pontozero” zero, tenho que fazer uma revisão no carro velho para irmos viajar no réveillon...
Ver os fogos na Praia Grande e talvez cruzar com um arrastão onde me roubarão o celular que ganhei na promoção da loja e nunca usei...
Triiiiiiiiiiimmmmmmm...
É o gari... Bom dia!... Leva vinte...
Alô!
Não! Não posso doar para a Associação das Gatinhas Perdidas da Tailândia...
Ai! A campainha e o telefone não param...
Triiiiiiiiiiimmmmmmm... Triiiiiiiiiiimmmmmmm...
O carteiro! Bom dia!... Leva vinte...
Alô!
Igreja o que?... Sinto muito... Agora só contribuo para o “Apostolado de Pedro”...
Triiiiiiiiiiimmmmmmm... Triiiiiiiiiiimmmmmmm... Triiiiiiiiiiimmmmmmm...
Oi! Quem é o senhor? O entregador de jornal é o senhor? Quem era que passou ontem e levou os seus vinte?...
Falando em jornal, cancelei a assinatura, porque meus calmantes estão muito caros e não estavam dando resultado depois da leitura das noticias do braziu... Estou relendo Polyanna e fazendo tai-chi.
O que é isso?
Extrato bancário?...
Maigód! Meu saldo deu um apagão!
Entrego os pontos...
Só me resta ser sincero e dar logo a notícia...
Queridos parentes, agregados, amigos “secretos” ou não...
Tenho que comunicar um fato desagradável...
Todos ficarão sem presente neste Natal...
Nem lembrancinha chinesa de R$ 1,99 que é para não aumentar o vexame...”
Por essa vocês não esperavam...
Nem eu...

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Hoje é aniversário da VERA FISCHER... Ela está quase sexygenária... E ainda sexy...

30 dezembro 2008

O ANO NÃO ACABA DIA 31



Amanhã vai ser outro dia!
Adeus ano velho! Feliz ano novo!
Amanhã vamos nos acabar!
Eu moído na São Silvestre!
Lembrar-me-ei dela por mais de uma semana com as dores nas pernas do treinamento não feito.
O ano velho por inanição!
Mais algumas horinhas e um ano novo estará aí para nos trazer paz, felicidade, harmonia, dinheiro na Bolsa, saúde para dar e vender...
Seja bem vindo 2009!
Adeus 2008! Você passou!
Vê me esquece!
Não esqueço, não!
O que foi isso?
Socorro! Estou ouvindo vozes, novamente!
Quem está aí?
Aqui! Na parede... O calendário... Hoje é o dia D!
Dia D de quê, oh! Calendário?
De começar a juntar os papéis.
Não vá jogar os extratos bancários, do cartão de crédito, dos fundos de investimentos no meio das serpentinas, hein!
Ainda que suas ações na bolsa tenham virado pó!
Tinha que lembrar! Eu quero é esquecer!
Coloquei toda a coleção de moedas do porquinho no “maledeto” fundo de ações que o gerente indicou.
Deve ter sido praga do porquinho. Quebrei-o e me quebrei.
Que foi 2008? Está olhando o quê? Estou lhe devendo alguma coisa?
Dia 28 de abril a gente conversa. Esse é o dia em que nos despedimos
Estou lhe alertando para não jogar os extratos fora.
Tem que apresentar todos eles para o Imposto de Renda, hein!
E agora, 2008? Está cochichando com quem?
Com 2009. Explicando para o aninho novo tudo o que ele tem que fazer com você.
Passando-lhe a receita (ato falho!). Afinal, amanhã quando estourarem os primeiros fogos do ano novo, você já será devedor do IPTU e o IPVA para o aninho que está nascendo.
Só para começar.
Calma! É para guardar os papéis, não para comer...
Pode lhe causar indigestão e estraga a ceia e a São Silvestre.
Ei! Socorro! Não me rasgue ainda não!
A culpa não é minha!
Não sou a Joana D´Arc...
Adeus, ano velho!
Grrrrrrrr...... Ano Novo!