Estou pela hora da morte com fabricantes de chocolates.
Será obra de engenheiro de produção?
Mais parece coisa de arquiteto arquitetar uma dessas.
Só que paguei o mico!
Semana da Páscoa!
Compre um ovo de chocolate para um ente querido.
Lógico!
Vi uma coisa surpreendente na página dois do folheto de um grande super hiper big mercado de St. Paul.
Um ovo de Páscoa em forma de paralelepípedo!!!
Com um design desses, me desculpe o Colombo...
Até eu colocava ovo em pé...
Diz a lenda que já está no mercado há uns cinco anos, mas o escriba aqui caiu na esparrela da surpresa e, apesar do preço exorbitante, comprou.
Todo pimposo levei o presente à criança premiada.
Ela fez, primeiro, uma carinha de surpresa e depois abriu o berreiro:
Cadê o ovo! Eu quero um ovo!
Nem adiantou argumentar e tentar mostrar que na embalagem estava escrito “ovo de Páscoa”
A criança ainda não sabe ler.
E os adultos começaram a rir...
Como você passou em geometria, foi o mínimo que ouvi.
Decifrou a quadratura do círculo?
Coitada da galinha botar um ovo desses...
Fui ficando sem jeito!
Não posso ficar ansioso...
Acelera as bichas!!!
Fazer o que?
Peguei o presente de volta, abri e comi inteirinho.
Nem um pedacinho para ninguém...
Essa gente quadrada que só quer ovo redondo...
Eu, hein!
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11 abril 2009
10 abril 2009
PROGRAMAÇÃO PASCOALINA DO APOSTOLADO!
Dentro dos ditames do Apostolado de Pedro, o Patriarca, em consenso unitário, definiu a programação para os dias pascoais, sempre lembrando que o braziu foi encontrado na quarta-feira seguinte a Páscoa do ano de 1500.
Por isso chamaram o Monte de Pascoal.
Era para Pedro Gouveia chegar no dia 15 de Abril, a tempo de comemorar a Páscoa em terra firme, mas como se atrasou e chegou somente no dia 22 não encontrou o coelhinho, não comemorou o dia do Índio e não viu a morte de Tiradentes e Tancredo.
Talvez tenha ido ao velório.
Esclarecimentos perfunctórios feitos vamos à programação deste ano.
Quinta-feira – Levantar cedo, passear pela cidade e ver os outros trabalhar.. Depois de lavar os pés na praia antes de todo mundo.
Antigamente, a Quinta-feira Santa era feriado...
Depois passou a ponto facultativo...
E agora nos tempos neoliberais dos trabalhadores?
Quase todo mundo no batente, menos eles o Legislativo e o Judiciário como de praxe.
Ui! Que delícia passar nos bancos, nas repartições públicas e ver o mau humor do pessoal.
Sexta-feira - Seguindo os conselhos de D.Paulo Evaristo, os Apóstolos podem preparar um churrasquinho de gato na laje regado a pagode e cerveja de latinha.
Não é lenda!...
À época das vacas magras, o Arcebispo de St.Paul, desejando criticar o governo sobre a pobreza e a fome, ao ser perguntado sobre o consumo de carne vermelha na sexta feira santa, respondeu que se algum pobre conseguisse comprar carne no braziu poderia comê-la qualquer dia...
As vacas continuam magras, portanto o apostolo que puder comprar carne, manda ver...
E cá entre nós, Yoshua não estava falando da abstinência dessa carne...
O Patriarca deglutirá uma bela picanha, acompanhada de frisante e música de qualidade, mas estará pensado em todos seus Apóstolos.
Para quem não quiser carne fresca pode ficar com o bacalhau da sogra...
Sábado – Pela manhã dar uma passadinha na Baixada do Glicério e ver os atos de vandalismo da malhação de Judas, o Iscariotes...
Nada de ir bater em São Judas Tadeu...
Depois encher a cara, dormir no sofá e, à noite, ir ao Baile de Aleluia.
Domingo – Pela manhã recuperar-se da ressaca e se entupir de chocolate.
No almoço podem ir a um rodízio pegar fila...
À tarde assistir o culto do Manto Sagrado...
Segunda-feira (antiga Pascoela) – levantar cedo, pegar fila no transporte coletivo e ir para o batente...
O Patriarca dormirá até as 10 horas que não é de ferro...
Boa Páscoa!
Coelhinho da Páscoa que trazes para mim?
Um carnê, uns boletos, umas “coisas” afim!
Por isso chamaram o Monte de Pascoal.
Era para Pedro Gouveia chegar no dia 15 de Abril, a tempo de comemorar a Páscoa em terra firme, mas como se atrasou e chegou somente no dia 22 não encontrou o coelhinho, não comemorou o dia do Índio e não viu a morte de Tiradentes e Tancredo.
Talvez tenha ido ao velório.
Esclarecimentos perfunctórios feitos vamos à programação deste ano.
Quinta-feira – Levantar cedo, passear pela cidade e ver os outros trabalhar.. Depois de lavar os pés na praia antes de todo mundo.
Antigamente, a Quinta-feira Santa era feriado...
Depois passou a ponto facultativo...
E agora nos tempos neoliberais dos trabalhadores?
Quase todo mundo no batente, menos eles o Legislativo e o Judiciário como de praxe.
Ui! Que delícia passar nos bancos, nas repartições públicas e ver o mau humor do pessoal.
Sexta-feira - Seguindo os conselhos de D.Paulo Evaristo, os Apóstolos podem preparar um churrasquinho de gato na laje regado a pagode e cerveja de latinha.
Não é lenda!...
À época das vacas magras, o Arcebispo de St.Paul, desejando criticar o governo sobre a pobreza e a fome, ao ser perguntado sobre o consumo de carne vermelha na sexta feira santa, respondeu que se algum pobre conseguisse comprar carne no braziu poderia comê-la qualquer dia...
As vacas continuam magras, portanto o apostolo que puder comprar carne, manda ver...
E cá entre nós, Yoshua não estava falando da abstinência dessa carne...
O Patriarca deglutirá uma bela picanha, acompanhada de frisante e música de qualidade, mas estará pensado em todos seus Apóstolos.
Para quem não quiser carne fresca pode ficar com o bacalhau da sogra...
Sábado – Pela manhã dar uma passadinha na Baixada do Glicério e ver os atos de vandalismo da malhação de Judas, o Iscariotes...
Nada de ir bater em São Judas Tadeu...
Depois encher a cara, dormir no sofá e, à noite, ir ao Baile de Aleluia.
Domingo – Pela manhã recuperar-se da ressaca e se entupir de chocolate.
No almoço podem ir a um rodízio pegar fila...
À tarde assistir o culto do Manto Sagrado...
Segunda-feira (antiga Pascoela) – levantar cedo, pegar fila no transporte coletivo e ir para o batente...
O Patriarca dormirá até as 10 horas que não é de ferro...
Boa Páscoa!
Coelhinho da Páscoa que trazes para mim?
Um carnê, uns boletos, umas “coisas” afim!
09 abril 2009
SIMPATIAS PASQUALINAS!
Hoje lembrei-me do Pasquale!
Cara simpático!
O italiano passava uma imagem simplória...
Muito gentil ao telefone e no atendimento pessoal.
Era muito supersticioso...
Quando terminava o atendimento, era rápido e não deixava o cliente colocar a mão na maçaneta para abrir a porta, onde havia uma ferradura pendurada.
Ma Che! Io abri, io fecho! Dizia ele apressadamente.
Senão leva minha sorte embora ou o Signori não volta mais!
Claro que obrigatório entrar no seu escritório com o pé direito.
Um dia quase tive que dar a volta no quarteirão para não passar embaixo da escada do pintor, enquanto ele falava dos azares que poderia ter se o fizesse.
Aparecesse gato preto era sinal da cruz e oração para mais de hora.
Na sala não faltavam santos e patuás a lhe darem proteção.
Imagens de Nossa Senhora de Aparecida, Santo Antonio e Santo Expedito, água benta, incenso, vela de sete dias e fitinhas do senhor do Bonfim que ele insistia em distribuir...
Tentou me dar escapulário umas três vezes.
Ah! Tinha vasos de espada de São Jorge, arruda e alecrim.
São Jorge lembrou-me mais uma...
Não escrevia com caneta vermelha!
O que São Jorge tem com isso?
Não sei por que ele não escrevia com tinta vermelha, mas eu durante longo tempo só escrevia com tinta preta, por uma questão de corinthianismo.
Algum tempo de terapia e medicamentos fizeram-me perder boa parte do hábito...
Nem me passa pela cabeça a possibilidade de usar caneta verde, lógico...
Tinha um elefantinho na estante com a tromba erguida e de costas para a porta de entrada. Simpatia para evitar falta de dinheiro.
Coloque a bolsa na mesa... Não deixe no chão que o dinheiro vai embora, alertava!
Pasquale era folclórico na empresa.
Muito querido, até que...
O dinheiro da empresa realmente andou desaparecendo.
Numa sexta-feira treze de agosto foi ele que não apareceu para trabalhar.
Desapareceu como embarcado numa estrela cadente ou num rabo de cometa rumo a ponta do arco-íris...
Na terça feira, descobriram que havia provocado um rombo nas contas da empresa...
Na pressa esqueceu na gaveta um pé de coelho e uma figa...
Diz a lenda que fugiu para a Itália.
Isso é costumeiro por estas bandas!
Seu ex-patrão acionou a polícia, mas por via das dúvidas fez promessa a São Longuinho para ver se localiza ao dinheiro subtraído da empresa e também ao Pasquale que deve estar com a orelha quente de tanto que estão falando mal dele...
Cara simpático!
O italiano passava uma imagem simplória...
Muito gentil ao telefone e no atendimento pessoal.
Era muito supersticioso...
Quando terminava o atendimento, era rápido e não deixava o cliente colocar a mão na maçaneta para abrir a porta, onde havia uma ferradura pendurada.
Ma Che! Io abri, io fecho! Dizia ele apressadamente.
Senão leva minha sorte embora ou o Signori não volta mais!
Claro que obrigatório entrar no seu escritório com o pé direito.
Um dia quase tive que dar a volta no quarteirão para não passar embaixo da escada do pintor, enquanto ele falava dos azares que poderia ter se o fizesse.
Aparecesse gato preto era sinal da cruz e oração para mais de hora.
Na sala não faltavam santos e patuás a lhe darem proteção.
Imagens de Nossa Senhora de Aparecida, Santo Antonio e Santo Expedito, água benta, incenso, vela de sete dias e fitinhas do senhor do Bonfim que ele insistia em distribuir...
Tentou me dar escapulário umas três vezes.
Ah! Tinha vasos de espada de São Jorge, arruda e alecrim.
São Jorge lembrou-me mais uma...
Não escrevia com caneta vermelha!
O que São Jorge tem com isso?
Não sei por que ele não escrevia com tinta vermelha, mas eu durante longo tempo só escrevia com tinta preta, por uma questão de corinthianismo.
Algum tempo de terapia e medicamentos fizeram-me perder boa parte do hábito...
Nem me passa pela cabeça a possibilidade de usar caneta verde, lógico...
Tinha um elefantinho na estante com a tromba erguida e de costas para a porta de entrada. Simpatia para evitar falta de dinheiro.
Coloque a bolsa na mesa... Não deixe no chão que o dinheiro vai embora, alertava!
Pasquale era folclórico na empresa.
Muito querido, até que...
O dinheiro da empresa realmente andou desaparecendo.
Numa sexta-feira treze de agosto foi ele que não apareceu para trabalhar.
Desapareceu como embarcado numa estrela cadente ou num rabo de cometa rumo a ponta do arco-íris...
Na terça feira, descobriram que havia provocado um rombo nas contas da empresa...
Na pressa esqueceu na gaveta um pé de coelho e uma figa...
Diz a lenda que fugiu para a Itália.
Isso é costumeiro por estas bandas!
Seu ex-patrão acionou a polícia, mas por via das dúvidas fez promessa a São Longuinho para ver se localiza ao dinheiro subtraído da empresa e também ao Pasquale que deve estar com a orelha quente de tanto que estão falando mal dele...
08 abril 2009
A VERDADEIRA HISTÓRIA DO COELHINHO

A dúvida sempre fica na cabeça à época da Páscoa.
Porque coelhinho?
Coelhinho bota ovo?
Coelhinho come chocolate?
Minimamente, deveria ser a coelhinha que botaria ovos...
E pela velocidade que o coelhinho come não sobraria para ninguém.
Até que viesse a dor de dente com as cáries que o chocolate provoca.
Há quem diga que os coelhinhos levavam ovinhos para tentar reconquistar as coelhinhas que se bandearam para a Playboy num baile de aleluia.
Essa é uma das versões que nem bebês acreditam.
Bebês comem o chocolate, fingem que esperam o coelhinho, mas se não acreditam em cegonha, por experiência própria, vão acreditar que mamífero bota ovo?
Não é ornitorrinco!
Outra versão, muito mais coerente, é que havia nos Alpes Suíços um certo Mr. Rabbit que fabricava chocolates.
Vendia sua produção na aldeia, aos domingos, na praça defronte a Igreja.
Os padres lambendo com a testa de vontade de comer o chocolate, mas como não podiam comprar porque fizeram voto de pobreza penitenciavam-se ao jejum do doce.
Um padre espertinho teve a idéia.
Espalhar que comer chocolate era pecado...
Mr. Rabbit não vende nada e dá o que sobrar para os padres.
A novidade foi dada no sermão. Comer chocolates era o mais grave pecado da gula.
Em verdade, em verdade, vos digo!
É um pecado não comer o chocolate, especialmente se for bom como eram os de Mr. Rabbit.
Realmente chocolate engorda. Principalmente as mulheres com TPM.
Mas tem solução...
Homens podem correr uns 15 quilômetros, para perder as calorias ganhas e entrar nas calças outra vez.
Para as mulheres, alguns cestos de roupa para lavar e casa para limpar resolve.
Eu mesmo já estou saindo para correr, pois minha mulher acabou de ler a frase anterior.

Voltemos aos padres!
No dia do sermão condenando o consumo de chocolates, as vendas de Mr. Rabbit despencaram.
Tão logo soube da sacanagem que os padres haviam feito, foi tirar satisfação.
Sem convencer os padres, pacificamente, para que refizessem a situação, apelou dizendo que espalharia para toda a vila coisas não muito sagradas que os padres faziam.
Quase foi enviado a Inquisição para ser incinerado.
Salvou-se, pois alguém lembrou que se matassem Mr. Rabbit perder-se-ia a receita do delicioso doce.
Vamos negociar, decidiu o abade.
Digo que interpretei mal o pecado da gula e podem comer chocolate de vez em quando, mas o senhor tem que mandar a guloseima para o Monastério.
De graça?
A coisa pegou...
O abade, morto de desejo (pelo chocolate), refletiu e propôs:
No ritual da Semana Santa a Igreja alardeia que é preciso jejuar todos os dias e o senhor vende muito mais no domingo de Páscoa.
Manda um terço das vendas para nós.
Um terço é muito para pouco pecado, respondeu Mr. Rabbit.
Discussão vai, discussão vem, acertaram por 10% e, de modo indireto, inventaram o dízimo.
Como Mr. Rabbit vai nos entregar o chocolate sem que a população perceba?
Não podemos dar bandeira, disse um dos assessores do abade.
Pensaram e decidiram.
O filho de Mr. Rabbit, Litlle Rabbit, conhecido por Rabbitinho, seria encarregado de levar os chocolates para os padres.

Precisamos de um disfarce.
Genial!
Temos criação de gansos, não temos? Ponderou outro assessor...
Mrs. Rabbit compra os ovos, não compra?
Ao invés de quebrar, ela fura, tira a gema e clara, enche de chocolate e Rabbitinho nos traz os ovos de volta, escondidos dentro da cesta.
Peralá! Refutou Mr. Rabbit...
Além de dar o chocolate a vocês, tenho que comprar os ovos?
E de gansos?
Negociação vai, negociação vem, chegaram a um acordo...
Os padres dariam os ovos para esconder os chocolates.
Mas, de codornas.
Na primeira Páscoa, logo depois do sucesso de vendas dos chocolates de Mr. Rabbit, Rabbitinho levou uma cesta de ovinhos de codorna aos padres.
Nos anos seguintes variaram os tamanhos dos ovos...
Galinhas, marrecos, patos, gansos, etc..
E assim se deu a origem do coelhinho da Páscoa levar ovinhos.
Acredite se quiser!
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