Minha aparência está muito ruim?
Meu pulmão detonado pelo cigarro?
Bêbado inveterado!
Devo estar horrível!
Alguém me fotografou e distribuiu na Internet...
Bem que avisei meus distribuidores...
Vão tentar explorar meu sucesso...
Quem ficou com as minhas “Marias Biblioteca”?
Como descobriram meu verdadeiro nome...
Meu telefone... O celular não, pois não tenho...
Meu endereço...
Corro risco de ser seqüestrado?
Não tem quem pague meu resgate?
Posso ser atingido por um relâmpago?
Estou em pânico...
Não tem horário para terapia esta semana?
Por favor, doutor... E a minha depressão?...
Se eu comprar a prazo e não conseguir saldar a dívida, posso usar o bem?
Serei condenado ao fogo eterno?
Ficarei com remorso por deixar problema de inventário...
Posso me tornar uma alma penada, pois nunca consegui ir embora deixando problemas por resolver...
Se eu morrer de medo, entrar em pânico, deixo um recadinho ao responsável pela publicidade do Cemitério Congonhas que chegou ao meu endereço:
Vá à merda, seu imbecil!
Sou supersticioso e estou colocando seu nome no bico do corvo.
As pessoas não sabem os perigos que geram uma simples publicidade...
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25 junho 2009
20 outubro 2008
CASO ELOÁ - TRAGÉDIAS E MAIS TRAGÉDIAS
Também publicada no forum de leitores (internet) do Jornal Estado de São Paulo de 21 out.2008.
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Irritam-me casos midiáticos como Isabella Nardoni e Eloá/Lindemberg.
Porta arrombada não precisa de tranca.
A tragédia nas famílias está instalada.
Vidas ceifadas direta e indiretamente.
Marcas indeléveis e inexoráveis ficarão para os pais de todos os envolvidos.
Culpar mais ainda estas pessoas é cruel.
Que os pais da púbere Eloá não deveriam permitir o namoro quase pedófilo.
Namorariam às escondidas, todos sabem.
Provavelmente, no conjunto habitacional da tragédia deve haver casos semelhantes.
A Policia deveria atirar.
A imagem de Adriana Caringi estava, certamente, na rota da bala do policial encarregado do disparo.
Que deve a policia fazer num dilema?
Qualquer um dos dois caminhos é certo.
Ou errado?
A Policia agiu.
E deu tudo errado, como recentemente na Praia Grande, onde uma balconista foi assassinada ou na Zona Leste, onde o pacato marceneiro Gilberto matou a amante e se matou e a Polícia esperava para agir.
Lembram-se deles.
No caso de Santo André, as críticas do “guinesco recorde do mais longo seqüestro nunca visto neste país” pesavam sobre a cabeça da Polícia.
O ser humano baba por um desastre.
Multidões param para ver alguém se jogar de um prédio.
Audiências espocam e manchetes vão para o canto da página em segundos.
Deram muita espetaculosidade ao evento.
Até os traficantes do conjunto habitacional manifestaram-se irritados pela perda de dinheiro nos dias do cárcere privado.
Puseram os repórteres para correr imediatamente ao desfecho da retirada das vítimas.
Inadmissível, isso sim, permitir-se a volta da segunda moça ao local do crime.
Agora ficar-se no “se fizessem isso, se fizessem aquilo”...
Se...
Sirva de aprendizado que tragédias acontecem.
O rapaz era um animal irracional.
Não!
Estava desesperado, mas, antes de tudo, surtado.
Escutava diabinhos e, absolutamente transtornado, não tinha certeza de que rumo tomar com a perda da amada.
Não é o amor que desequilibra, que transtorna.
As pessoas é que são desequilibradas e não percebem.
Lindemberg era um trabalhador.
Que não seja enterrado num manicômio.
Há mais de 15 milhões de doentes mentais identificados no braziu.
Ele é apenas um, não identificado, que cometeu uma tragédia.
Cumpra a pena, seja tratado e volte à sociedade.
Parabéns a família de Eloá que perdeu uma filha, mas deu vida a algumas outras.
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Irritam-me casos midiáticos como Isabella Nardoni e Eloá/Lindemberg.
Porta arrombada não precisa de tranca.
A tragédia nas famílias está instalada.
Vidas ceifadas direta e indiretamente.
Marcas indeléveis e inexoráveis ficarão para os pais de todos os envolvidos.
Culpar mais ainda estas pessoas é cruel.
Que os pais da púbere Eloá não deveriam permitir o namoro quase pedófilo.
Namorariam às escondidas, todos sabem.
Provavelmente, no conjunto habitacional da tragédia deve haver casos semelhantes.
A Policia deveria atirar.
A imagem de Adriana Caringi estava, certamente, na rota da bala do policial encarregado do disparo.
Que deve a policia fazer num dilema?
Qualquer um dos dois caminhos é certo.
Ou errado?
A Policia agiu.
E deu tudo errado, como recentemente na Praia Grande, onde uma balconista foi assassinada ou na Zona Leste, onde o pacato marceneiro Gilberto matou a amante e se matou e a Polícia esperava para agir.
Lembram-se deles.
No caso de Santo André, as críticas do “guinesco recorde do mais longo seqüestro nunca visto neste país” pesavam sobre a cabeça da Polícia.
O ser humano baba por um desastre.
Multidões param para ver alguém se jogar de um prédio.
Audiências espocam e manchetes vão para o canto da página em segundos.
Deram muita espetaculosidade ao evento.
Até os traficantes do conjunto habitacional manifestaram-se irritados pela perda de dinheiro nos dias do cárcere privado.
Puseram os repórteres para correr imediatamente ao desfecho da retirada das vítimas.
Inadmissível, isso sim, permitir-se a volta da segunda moça ao local do crime.
Agora ficar-se no “se fizessem isso, se fizessem aquilo”...
Se...
Sirva de aprendizado que tragédias acontecem.
O rapaz era um animal irracional.
Não!
Estava desesperado, mas, antes de tudo, surtado.
Escutava diabinhos e, absolutamente transtornado, não tinha certeza de que rumo tomar com a perda da amada.
Não é o amor que desequilibra, que transtorna.
As pessoas é que são desequilibradas e não percebem.
Lindemberg era um trabalhador.
Que não seja enterrado num manicômio.
Há mais de 15 milhões de doentes mentais identificados no braziu.
Ele é apenas um, não identificado, que cometeu uma tragédia.
Cumpra a pena, seja tratado e volte à sociedade.
Parabéns a família de Eloá que perdeu uma filha, mas deu vida a algumas outras.
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