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01 fevereiro 2010

BLUE MOON EM DIA PALINDROMO?



Quase me passa despercebido...
Hoje é 01 de 02 de 2010.
Uma dia palíndromo...
De trás para frente é a mesma coisa.
O ultimo foi em...
Interatividade aí, pessoal...
Isso mesmo! Acertou...
20 de 02 de 2002...
O próximo se não me engano será em 11 de 02 de 2011.
Ocorrerá um em 18 de 02 de 2081. Não estarei vivo para comemorar o centenário de meu filho.
Estão vendo só como são raros dias palíndromos?
São mais raros que Blue Moons!
Não sabe o que são Blue Moons?
Um samba canção gravado pelo Blue Eyes?
O que é isso, companheiro?
Lua Azul é quando num mesmo mês ocorrem duas luas cheias...
Ocorrem em períodos de aproximadamente 32 meses, embora em 1980 tenham ocorrido duas quase consecutivas.
Janeiro e Março...
Se Fevereiro, mesmo bissexto naquele ano, não fosse econômico teria ocorrido nele.
A última Blue Moon foi em dezembro do ano passado.
Sabe o que pode ocorrer numa Blue Moon?
Na última aconteceram enchentes em São Paulo.
E num dia palíndromo como hoje?
São Paulo está cheia de enchentes...
A astrologia não explica o fato...
A numerologia também não...
Será que já ocorreu um Blue Moon num dia palíndromo?
Mais fácil acertar na Loteria...
Nunca!
Tomara mesmo que nunca aconteça tal conjunção astral-numérica.
Pode advir um dilúvio de afundar a arca do Noé.
Mas se não fosse o aprisionamento caseiro promovido pela chuva nem teria me lembrado de olhar o calendário e visto que hoje era um dia palíndromo...
Certas coisas parecem que acontecem porque tem que acontecer...
São imprevisíveis.
Não os dias palíndromos, nem as Blue Moons.
Muitos mistérios acontecem e pessoas especiais nascem nesses dias...
Você não acredita?

26 janeiro 2010

CHUVAS SÃO INCONTINÊNCIA NO CÉU

Hum... Hum...
Radioterapia, Sonoterapia, Traumatologia,
Achei!
Urologista...
Endoidei, não!
Estou procurando uma causa e soluções para as chuvas e conseqüentes enchentes que assolam e devastam o “braziu varemnós”.
Especialmente em São Paulo, que onde estou preso...
Sim! Preso! Sinto-me na condicional.
Basta um relâmpago e tenho que voltar correndo para casa.
Chega a hora de dormir, deito cheio de atrasos, conseqüência de o dia útil ter ficado menor desde a chegada do período de chuvas.
Dormir é modo de dizer. Acordo de relâmpago em relâmpago...
Menos mal que não tenho que me levantar para levantar a mobília do chão como o pessoal das várzeas e outros locais alagadiços.
Nem ficar torcendo para o morro não vir abaixo.
De qualquer maneira, como sou brasileiro, isto é como sou corinthiano e não desisto nunca, passo a insônia sonhando.
Primeiro, é claro, com a Libertadores.
Depois, faço planos.
Planejo o dia seguinte.
Se o sapato secar, tenho que pagar contas, passar na padaria, ficar na fila da lotérica, dar comida aos pombos e empestear ainda mais a cidade...
O que mais aposentado faz?
Se a sola do sapato realmente descolou de modo inapelável, antes disso tenho que comprar outro...
Acho que vou comprar uma papete...
Isso mesmo! Uma franciscana de borracha, modelo lavar quintal.
Guarda-chuva e papete ficam um charme, não acham?
Bermudas ou calça arregaçada até a canela completam o figurino.
São Paulo fashion-week me espere...
Preciso me apressar!
Tenho que fazer isso tudo antes da chuva.
Ou seja, antes das...
Que horas, mocinha do tempo?
Chuva intermitente o dia inteiro?
Acho que não tenho mais cuecas secas...
Raios!
Não estou xingando, não!
São raios espocando e refulgindo no céu azul anil tromba d’água que se avizinha.
O jeito é continuar a leitura do catálogo do convênio médico e entender o significado do palavrório...
Radioterapia significa ficar ouvido rádio, esperando a sonoterapia chegar e impedir que eu corra o risco de inadvertidamente cismar de sair, escorregar e precisar de um traumatologista, pois velho quando cai é mais perigoso que friagem...
O urologista é para você, xará daí de cima!
Eita incontinência!
Vai se tratar!

19 dezembro 2009

ÁGUAS POR TODOS OS LADOS

Em “À Independência, Entre Rios”, conto alegoria que dá titulo a um de meus livros, narro como os jesuítas queriam afastar a possibilidade de invasão de suas terras pelo pessoal da Zona Leste.
Ao ler as últimas notícias sobre as enchentes que por lá ocorrem, tenho que penitenciar-me ao cilício, por haver me esquecido de algo.
Não era apenas a Radial Leste que retardaria a chegada desse povo às terras entrerrienses.
Essa era a dificultação por terra.
Os jesuítas cuidaram também dos riscos de invasão pelas águas.
Não havia na Ladeira Porto Geral ancoradouro suficiente para os barcos que se fazem necessários para transportar a população do Jardim Pantanal, onde as águas não se escoam de suas casas há mais de uma semana.
O transporte da população se faz por “jangadeiros”.
Talvez fosse necessário um transatlântico, desses que fazem turismo pelo litoral do “braziu varemnós”, nos períodos de verão transportando “gente de bem”...
Que tal um “troca-troca”?
Aquele povo “naufragado” que treme de medo de um relâmpago avisando que podem perder tudo novamente faz um tour num navio e o pessoal “abastado” que quer ver água por todos os lados, durante uns dias, em dez vezes sem juros, fica de graça e sem prazo determinado à mercê das doenças tropicais ou transmissíveis por ratos, nos mares da Zona Leste.
Duas populações de dois mundos tão próximos e tão distantes que são geridas pelos mesmos governantes.
Que passarão seu Natal mais próximos do Jardim Pantanal ou do Transatlântico?

23 setembro 2009

PRIMAVERA FORA DE HORA...

Diz a lenda e tive que decorar no Gymnasio e Curso Primario que a primavera no Hemisfério Sul começava em 23 de setembro, dia do equinócio de setembro no lado austral do planeta Terra.
Entenderam?
Veja lá! Equinócio não é um cavalinho preguiçoso...
É apenas o dia em que dia e noite tem a mesma duração...
Isso mesmo! Quarenta e três mil e duzentos segundinhos... Nem um a mais, nem um a menos...
Já a televisão e outros veículos de informação disseram que a Estação das Flores começou dia 22 às 18h.18min.
Só espero que não mudem o Dia da Árvore, se dentro de alguns anos elas ainda existirem no Planeta Azul.
Há tempos atrás o começo da Primavera era ensolarado, as professoras levavam as crianças para plantar arvorezinhas, os pássaros eram fotografados olfatando brotos desabrochando atrás das moitinhas...
Que é isso? Texto erótico?
Não! Apenas o lirismo poético se expandindo através de licenciosidades metafóricas...
Viva a Primavera!
Rosas fazendo charme aos Cravos, Margaridas lançando olhares aos Lírios...
Oi! Meninas... Vocês sabem que podem mandar flores para homens?
Eu vi na Internet...
Uns ursinhos com camisetinhas de clubes, carregando um ramalhete...
Fofíssimo...
Ai! Se ganhasse um desses...
Que é isso companheiro, digo coleguinha! Ta me estranhando?
Li ainda que há flores masculinas... Possuem pedúnculos compridos...
O que é pedúnculo?
A haste, ora...
Importante é que talvez estejam voltando as flores...
Ah! Se não estivesse chovendo tanto e o dia não estivesse tão escuro, eu iria ao quintal ver se alguma flor desabrochou, porque não ouço pássaros cantando como deveriam no primeiro dia da Primavera...
Deve estar todo mundo se protegendo da chuva...
Está uma chuva de verão, um frio de inverno, um dia de outono...
As estações do tempo devem estar meio confusas.
Talvez a culpa dessa confusão seja essa história de ficarem dizendo que a Primavera não começa mais no dia 23...
Mas eu faço um pedido a Dona Primavera...
Quando você quiser aparecer será bem vinda.

08 setembro 2009

SAUDADE DA INFÂNCIA NUM DIA CHUVOSO

Hoje senti muita saudade da infância.
Dos tempos em que quase passava fome.
Não de muita pobreza, mas de falta de tempo para comer...
Era bem magricela.
Devia ter o IMC (Índice de Massa Corpórea) por volta de uns quinze.
Morram de inveja, modelos anoréxicas e bulímicas .
Um magricela esquálido, mas saudável.
Vivia descamisado, descalço e despenteado jogando futebol ou bolinha de gude na rua de terra batida, mas menos esburacada que as ruas asfaltadas de hoje em dia.
Cotovelo e joelho ralados, faltando pedaço do dedão
Não pegava doença.
Acho que por falta de espaço para os vírus e bactérias.
Uns resfriados e aquelas doenças infantis, mas fazer o que?
Nem tudo pode ser perfeito.
Ainda que fosse eu.
Fica quieto, ego!
Era último a sair da rua quando vinha chuva.
Talvez na minha magreza me desviasse dos pingos.
Logo depois da bronca que estava com o calção ensopado era só dar uma enxugadinha rápida, um café com leite quentinho, uma noite de sono dos anjos e estava pronto para outro dia.
Só ficava meio triste se o Corinthians perdia, o que era muito comum naqueles anos.
Hoje estou com muita, mas muita saudade daqueles tempos.
Está uma chuva danada.
Fui obrigado a sair de casa e, é óbvio, não achei meu guarda-chuva, talvez esquecido em algum balcão na última estiagem.
Meu IMC quase nos 25 nem precisam ser medidos pela quantidade de pingos que batem no meu corpo todo coberto de tecidos.
Ainda bem que tenho camisa. A barriga fugitiva é uma visão muito desagradável.
Não posso nem correr.
Os pisos das calçadas são escorregadios e cheios de buracos.
Imagino a cena.
Um tombo!
Braço esfolado, calça rasgada, esperar alguém ajudar para levantar-me.
Resfriado na certa.
E velho, vocês sabem! Já ensinei...
Friagenzinha, resfriadinho, gripinha, pneumonia e harpa com Pedrão.
Você está acabado, hein!
Cala a boca, alter ego!
Ufa! Consegui chegar em casa.
Ensopado da careca aos sapatos.
Onde está minha toalha? Será que o chuveiro vai esquentar o suficiente?
Atchim!
Cadê meu pulôver, minha meia de lã, meu cobertor, meu café com leite quentinho?
Terei uma longa noite pensando nos afazeres de amanhã...
Com chuva ou sem chuva.
Um consolo!
O Corinthians tem vencido mais que perdido.

03 agosto 2009

ALGUÉM DESLIGUE A CHUVA!

Mesão de férias...
Vamos viajar?
Cuidado aí, turista! Olhe a gripe!
Qual? A que faz “atchoinc”?
Isso mesmo, a suína...
Caramba!
Adeus geleiras da Patagônia, Sul do país e congêneres!
Nordeste, nem pensar! Tenho incompatibilidade alimentar com os temperos... Volto de lá um “reizinho”...
Europa é para quem pode...
A vantagem de morar em São Paulo é que as praias paulistas ficam no próprio estado.
Se chove fica mais perto para colocar as coisas na van e voltar empanturrado de frango assado...
Invejem-nos, mineirada!
Cariocas, quem os chamou na conversa?
Chuva lembra-me aulas de Geografia.
Mais da professora que da matéria...
Eu era bom em assuntos de temperatura e variações climáticas...
Somatizava...
Gelava quando era marcada prova, suava frio ao perceber que não sabia nada de clima, volume pluviométrico, essas coisas...
As orelhas se aqueciam quando vinha a correção e a nota.
Certa feita, respondi que a média de precipitação pluviométrica diária em São Paulo era 200 mm...
A professora disse que alagaria do Oiapoque ao Chuí e o sertão finalmente viraria mar...
Para que eu precisava saber o que eram ventos alísios, minuano, frentes frias?
Porque na zona temperada chove mais?
Massa Polar, tábua de marés...
Opa!
Isso está ficando interessante... Massas, tábua de qualquer coisa, uma Polar...
Piadinha horrível, professora! Concordo...
Um consolo não houvesse furacões, maremotos, ciclones no braziu...
Tsunami não é do meu tempo...
Assim não precisava estudar essa parte...
Tem uma lenda que diz serem a chuva e o frio agradáveis...
Fonte de inspiração!
Pois sim! A mim dá mais mau humor...
Ainda mais pensando que me secaria um pouco na praia.
Penso em escrever algo...
Um lindo poema...
Ta bom! Pode ser um soneto...
Uma trovinha...
Um haikaizinho...
Qual o quê!
Estou com os dedos congelados. O mesmo deve ter ocorrido com a carga da caneta...
O papel está úmido de tanta chuva que cai nestes dias.
Usar o computador para escrever?
Pois é... Até nisso a chuva atrapalha...
Um raio atingiu a fiação do prédio onde estou ilhado e o computador comunitário foi para o conserto.
Pensei em ir à lan house, mas debaixo de chuva, eu hein!
Vocês sabem! Velho molhado é friagem, resfriado, gripinha, pneumonia e óóóóóh!...
A sequência de espirros desmentem as palavras de meu pai:
”Bode quando espirra é sinal de bom tempo!”
Nem pensar em sair.
Olho a chuva, o mar revolto batendo na mureta, os narizes das crianças nas janelas do prédio vizinho namorando a praia impossível.
Nem quero pensar na roupa lavada que não seca, na roupa suja que foge do cesto do banheiro, na roupa limpa que está acabando.
Cidadezinha sem cinema, sem shopping, fazer o quê?
Preciso voltar à civilização!
Se a bateria do carro funcionar, a neblina deixar...
Penso imediatamente em São Paulo...
Quando eu era pequeno e a cidade menor era terra da garoa...
Crescemos – ela muito mais que eu - e ela se tornou a terra dos temporais...
Encolhido, vejo na TV que hoje deve ter chovido os tais 200 mm por lá...
Socorro!
Oh! Daí de cima!
Alguém pode desligar essa chuva?