Causou grande decepção o jogo treino da seleção alfacinha contra a Seleção de Cabo Verde.
Terminou zero a zero.
Os futebolistas reclamaram que os cabo-verdeanos entraram em campo com camisolas azuis.
Ora! Oh! Pá...
Como pode um país chamado Cabo Verde ter bandeira azul?
Isso atrapalha.
Já os “speakers” e comentaristas além-mar - ou será aquém – divergem sobre o fracasso da pontaria dos atacantes lusitanos que não conseguiram acertar uma única pelota dentro das metas cabo-azuladas, bem guardadas pelo guarda-redes que usava camisolas negras.
Uns alegam que Cristiano, que não marca um único gol há quinze meses pelo selecionado, está parecendo Ronaldo de tão gordinho.
Outros dizem ter havido erro tático de comunicação.
Como os Cabo-azulados também falam a última flor do Lácio (português), entendiam o que era combinado nas cobranças de faltas e pontapés-de-canto e atrapalhavam as jogadas ensaiadas.
Tem lógica!
Pedem a contratação de um professor de chinês para que os jogadores não sejam compreendidos pelos adversários, nem com leitura labial.
Outros ainda defendem um retorno às origens com o uso de linguagem camoniana, que ninguém entende nos dias de hoje.
Desta forma, crescem as esperanças da seleção de Dunga, que por ser o único anão mudo vê aumentar as possibilidades de passarmos à segunda fase.
Pensa até em fazer a seleção canarinho jogar com camisolas alvinegras. Assim confundiriam ainda mais os lusitanos, que imaginariam estar enfrentando a Alemanha ou o Corinthians, com a incompreensível linguagem de suas torcidas e, pensando não serem entendidos, contariam as jogadas, facilitando a vida do “braziu varemnós” na Copa, que será bem penosa.
Não se entusiasme, Julio César!
Ai! Que me cassam a cidadania...
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25 maio 2010
14 outubro 2009
DIA DOS PROFESSORES - SAUDADES DA PROFESSORINHA?
Que saudade da professorinha que me ensinou... !!!
Saudade da velha escola pública?
Claro!... Muito melhor... Bastava estudar e pronto...
Você estava aprovado para a vida...
Facérrimo!...
Orelha de burro nele!
Facílimo ou facilíssimo, segundo o Houaiss!...
Aritmética? Só decorar a tabuada...
Simples!
Você copiava uma, duas, três, quatro, cinco vezes seis, sete, oito, nove, dez vezes os números...
Saía falando sozinho pela rua os valores que resultavam.
Aí, na hora da aula, ficava com o rabinho gelado entre as pernas que tremiam...
Ai! Se esquecesse uma continha só.
Já para o milho!
Porque não podíamos carregar pedrinhas ou palitinhos, jogá-los no chão ou pegar o giz e riscar a lousa “xis vezes ene risquinhos” e contá-los?
Tinha que ser abstrato? Sempre gostei de poesia concreta...
Não sou da época de ajoelhar no milho, da orelha de burro e da palmatória, mas era uma “escutatória na orelha” da professora e da mãe que quase tinha que ajoelhar e pedir perdão pelo pecado de não haver aprendido que “seis vezes oito” não era igual a “sete vezes sete”...
Mas era quase!
Até hoje não entendi porque o Nenê não passou para a quarta série do Curso Primário... Diziam que não sabia tabuada... Justo ele que ajudava seus pais na vendinha; fazia as contas “de mais” das cadernetas nos dedos, ágil como um ábaco; não errava um troco; sabia quantas dúzias de garrafa de cerveja tinha no depósito; calculava “de cabeça” quanto custava um quarto de mortadela... Foi reprovado porque nunca aprendia que oito vezes sete era cinqüenta e quatro... Ou quase isso...
A vendinha deles cresceu e tornou-se um supermercado, administrado pelo Seu Nestor, um comerciante semi-analfabeto que, além das duas pequenas filiais do comércio, tem algumas casinhas de aluguel, um sítio e apartamento de cobertura na praia... Isso que se saiba... Às vezes, vejo o Nenê no caixa... Cabelos ralos, comentou-me, certa vez, que se orgulha de seus filhos estudarem na escola mais cara do bairro, porque não quer que eles terminem a vida num balcão.
Quanta tinta vermelha foi gasta pela professora no meu caderno de caligrafia porque a letra teimava em sair da linha. Ainda bem que não gastei todas as minhas tardes endireitando a letra e brinquei na rua, jogando bola, botão, et coetera...
A datilografia e a invenção do computador quebraram meu galho, assim posso escrever à vontade sem me preocupar com o alinhamento da letra...
Ah! Agradeço também o advento do xizinho no vestibular que me possibilitou ingressar na faculdade, porque duvido entendessem minha letra lá naquelas priscas eras e como não tinha dinheiro para pagar um escriba com caligrafia bonita estaria “frito”.
Assim meu Caminho foi mais Suave que o do Gera, um catador de papel que vaga pelo bairro... Gera era um craque no futebol... Nas aulas de Educação Física ou era o capitão do time ou o primeiro a ser escolhido... Um caso quase igual ao Nenê... Fazia tantos gols que perdia a conta... Não passou da primeira série do Gymnásio... Oriundo de família pobre limitou-se a ser trabalhador operacional, aposentou-se e complementa seu salário mínimo por trinta e cinco anos de serviço puxando sua carroça pela rua.
Já o Ivo não via a uva, mas viu a viúva...
E enriqueceu o danado.
Vivíssimo, vinte anos mais novo que a dona Vivi, contra tudo e contra todos, deu o “golpe do baú”, como se dizia naqueles tempos anteriores ao cartão de crédito.
De dia, anda de carro do ano carregando sua “velhinha” como ele gentilmente a chama.
Depois que a põe para dormir ainda tem tempo para sair, em “happy-hours” com amigos do “high-society” e usufruir a vida.
Recentemente, recebi recentemente um email da Carminha, uma colega de escola que andava perdida na memória... Achou-me na Internet... E olhe que ela era uma das mais bobinhas na brincadeira do esconde-esconde... Não achava ninguém...
Se me lembro e não estou enganado repetiu em Geografia...
Também pudera!
Não sabia o que eram ventos alísios e ao lhe perguntarem no exame oral de segunda época qual era a capital da Argentina, pensou, refletiu e disse:
Caracas! Putz! Não me lembro...
Seus pais foram chamados e ela foi suspensa por ofender a professora. Depois do estágio obrigatório como “repetente” foi jubilada, desta vez em Ciências, pois - acreditem - não sabia os 108 ossos do corpo humano que hoje são mais de 200.
O email dela veio como “carmencita@models.com.es”... Parece morar em Barcelona, cidade que venta muito e talvez pense seja a capital da Grécia...
Enfim, cada tempo ao seu tempo...
De um jeito ou de outro, aprende-se...
Como diria minha avó: se não for por bem, vai por mal... Engole aí, moleque!
O Nenê, o Gera, o Ivo e a Carminha são nomes fictícios de casos quase verídicos.
Exemplos que conheci, e muitos devem ter conhecido semelhantes, da condenação escolar que existia nos “Caminhos Suaves da Tabuada decorada com boa caligrafia”.
Se não aprendia, saía da escola para dar lugar a outro mais interessado e inteligente.
Os jubilados, condenados ao fracasso acadêmico, tinham que se virar para sobreviver.
Hoje a condenação é outra.
Os excluídos ficam vagando pela escola, mesmo que saiam dela sem aprender nada e condenados pelo carimbo “escola pública”...
Tanto naqueles rígidos anos dourados como no atual império da leniência escolar ninguém deveria ter o direito de dominar o saber, nem ser condenado por sua falta.
Nem poder, como ocorre por estes tempos modernos, de múltiplas inteligências, tudo ficar dominado...
Especialmente, pela omissão e proposital desinteresse do Estado numa educação, pautada pelo assistencialismo barato, onde se multiplica o desalinhamento social, condenando-se, por princípio, ao fracasso da ignorância quem tem, e busca, na escola pública sua esperança de aprendizado.
Não serão os condenáveis ardis das cotas ou PROUNI a iludirem aos pobres, que resolverão o problema de “ene vezes xizes” alunos de escola pública resultar em milhões de “cidadões” que não sabem sequer responder, nem alinhado, nem em desalinho que sete vezes nove não são o mesmo que oito vezes oito...
Sequer dirão quase, nem terão a capacidade do Nenê, a esperteza do Ivo, ou o voluntarismo da Carminha...
Estarão mais propensos a ser um Gera, sem a aposentadoria...
Ou quase...
Não é tão difícil resolver isso, mas interessa a quem?
Tia Professora, não é isso mesmo?...
Ou quase?
Saudade da velha escola pública?
Claro!... Muito melhor... Bastava estudar e pronto...
Você estava aprovado para a vida...
Facérrimo!...
Orelha de burro nele!
Facílimo ou facilíssimo, segundo o Houaiss!...
Aritmética? Só decorar a tabuada...
Simples!
Você copiava uma, duas, três, quatro, cinco vezes seis, sete, oito, nove, dez vezes os números...
Saía falando sozinho pela rua os valores que resultavam.
Aí, na hora da aula, ficava com o rabinho gelado entre as pernas que tremiam...
Ai! Se esquecesse uma continha só.
Já para o milho!
Porque não podíamos carregar pedrinhas ou palitinhos, jogá-los no chão ou pegar o giz e riscar a lousa “xis vezes ene risquinhos” e contá-los?
Tinha que ser abstrato? Sempre gostei de poesia concreta...
Não sou da época de ajoelhar no milho, da orelha de burro e da palmatória, mas era uma “escutatória na orelha” da professora e da mãe que quase tinha que ajoelhar e pedir perdão pelo pecado de não haver aprendido que “seis vezes oito” não era igual a “sete vezes sete”...
Mas era quase!
Até hoje não entendi porque o Nenê não passou para a quarta série do Curso Primário... Diziam que não sabia tabuada... Justo ele que ajudava seus pais na vendinha; fazia as contas “de mais” das cadernetas nos dedos, ágil como um ábaco; não errava um troco; sabia quantas dúzias de garrafa de cerveja tinha no depósito; calculava “de cabeça” quanto custava um quarto de mortadela... Foi reprovado porque nunca aprendia que oito vezes sete era cinqüenta e quatro... Ou quase isso...
A vendinha deles cresceu e tornou-se um supermercado, administrado pelo Seu Nestor, um comerciante semi-analfabeto que, além das duas pequenas filiais do comércio, tem algumas casinhas de aluguel, um sítio e apartamento de cobertura na praia... Isso que se saiba... Às vezes, vejo o Nenê no caixa... Cabelos ralos, comentou-me, certa vez, que se orgulha de seus filhos estudarem na escola mais cara do bairro, porque não quer que eles terminem a vida num balcão.
Quanta tinta vermelha foi gasta pela professora no meu caderno de caligrafia porque a letra teimava em sair da linha. Ainda bem que não gastei todas as minhas tardes endireitando a letra e brinquei na rua, jogando bola, botão, et coetera...
A datilografia e a invenção do computador quebraram meu galho, assim posso escrever à vontade sem me preocupar com o alinhamento da letra...
Ah! Agradeço também o advento do xizinho no vestibular que me possibilitou ingressar na faculdade, porque duvido entendessem minha letra lá naquelas priscas eras e como não tinha dinheiro para pagar um escriba com caligrafia bonita estaria “frito”.
Assim meu Caminho foi mais Suave que o do Gera, um catador de papel que vaga pelo bairro... Gera era um craque no futebol... Nas aulas de Educação Física ou era o capitão do time ou o primeiro a ser escolhido... Um caso quase igual ao Nenê... Fazia tantos gols que perdia a conta... Não passou da primeira série do Gymnásio... Oriundo de família pobre limitou-se a ser trabalhador operacional, aposentou-se e complementa seu salário mínimo por trinta e cinco anos de serviço puxando sua carroça pela rua.
Já o Ivo não via a uva, mas viu a viúva...
E enriqueceu o danado.
Vivíssimo, vinte anos mais novo que a dona Vivi, contra tudo e contra todos, deu o “golpe do baú”, como se dizia naqueles tempos anteriores ao cartão de crédito.
De dia, anda de carro do ano carregando sua “velhinha” como ele gentilmente a chama.
Depois que a põe para dormir ainda tem tempo para sair, em “happy-hours” com amigos do “high-society” e usufruir a vida.
Recentemente, recebi recentemente um email da Carminha, uma colega de escola que andava perdida na memória... Achou-me na Internet... E olhe que ela era uma das mais bobinhas na brincadeira do esconde-esconde... Não achava ninguém...
Se me lembro e não estou enganado repetiu em Geografia...
Também pudera!
Não sabia o que eram ventos alísios e ao lhe perguntarem no exame oral de segunda época qual era a capital da Argentina, pensou, refletiu e disse:
Caracas! Putz! Não me lembro...
Seus pais foram chamados e ela foi suspensa por ofender a professora. Depois do estágio obrigatório como “repetente” foi jubilada, desta vez em Ciências, pois - acreditem - não sabia os 108 ossos do corpo humano que hoje são mais de 200.
O email dela veio como “carmencita@models.com.es”... Parece morar em Barcelona, cidade que venta muito e talvez pense seja a capital da Grécia...
Enfim, cada tempo ao seu tempo...
De um jeito ou de outro, aprende-se...
Como diria minha avó: se não for por bem, vai por mal... Engole aí, moleque!
O Nenê, o Gera, o Ivo e a Carminha são nomes fictícios de casos quase verídicos.
Exemplos que conheci, e muitos devem ter conhecido semelhantes, da condenação escolar que existia nos “Caminhos Suaves da Tabuada decorada com boa caligrafia”.
Se não aprendia, saía da escola para dar lugar a outro mais interessado e inteligente.
Os jubilados, condenados ao fracasso acadêmico, tinham que se virar para sobreviver.
Hoje a condenação é outra.
Os excluídos ficam vagando pela escola, mesmo que saiam dela sem aprender nada e condenados pelo carimbo “escola pública”...
Tanto naqueles rígidos anos dourados como no atual império da leniência escolar ninguém deveria ter o direito de dominar o saber, nem ser condenado por sua falta.
Nem poder, como ocorre por estes tempos modernos, de múltiplas inteligências, tudo ficar dominado...
Especialmente, pela omissão e proposital desinteresse do Estado numa educação, pautada pelo assistencialismo barato, onde se multiplica o desalinhamento social, condenando-se, por princípio, ao fracasso da ignorância quem tem, e busca, na escola pública sua esperança de aprendizado.
Não serão os condenáveis ardis das cotas ou PROUNI a iludirem aos pobres, que resolverão o problema de “ene vezes xizes” alunos de escola pública resultar em milhões de “cidadões” que não sabem sequer responder, nem alinhado, nem em desalinho que sete vezes nove não são o mesmo que oito vezes oito...
Sequer dirão quase, nem terão a capacidade do Nenê, a esperteza do Ivo, ou o voluntarismo da Carminha...
Estarão mais propensos a ser um Gera, sem a aposentadoria...
Ou quase...
Não é tão difícil resolver isso, mas interessa a quem?
Tia Professora, não é isso mesmo?...
Ou quase?
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02 setembro 2009
BALANÇA A BUNDA E VAI PARA A ACADEMIA
Cumpade, eu num leio mais jornal...
Pruque, home!
Eu fico confuso... Exprica pra eu as notiça de ontem
Fale que tento expricá...
Eu vi com este óio que vou doar quando morre. A deputaiada lá do Rio Maravia estão dizendo que dançar funk é movimento cultural.
E daí, home?
Alembra aquela professora da Bahia, que apareceu dançando pagode e foi demitida da escola?
O que tem?
Ora, se funk é movimento cultural, a moça tava fazeno curso de especialização.
Oce ta misturano as coisa.
Eu?
Que mais?
Sabe que eu gostaria tanto de entrar para uma academia.
Fazer exercício é bom...
Não, cumpade... Academia de Letra.
Mas ocê num sabe nem falá... Már assina o nome...
E daí? O home lá de Brazia tamém num sabe e disse que num precisa.
Ele é diferente.
Sabe que eu acho que ele ainda vai entrá pra Academia.
Entra não...
Pruque?
Na Academia eles toma chá e ele num gosta...
Ele muda o cardápio.
Mas e o outro presidente?
Que outro?...
O Fernando
FHC?... Ele é escritor, soçólogo...
Não, o Fernando Cólo... Ele tem livro escrito?
Não que eu saiba, cumpade...
Mas vai ser indicado para a Academia... Lá de Alagoas, mas vai.
Pode, não! Lá é terra do Gracilhano, Jorge Lima, do Orélio do Diçonáro, Pontes de Miranda. Oce deve ta enganado.
To não. Eu num sei lê, mas ouvo direito... Oce me exprica?
País compricado o nosso...
Deixa prá lá que hoje tem jogo...
Pruque, home!
Eu fico confuso... Exprica pra eu as notiça de ontem
Fale que tento expricá...
Eu vi com este óio que vou doar quando morre. A deputaiada lá do Rio Maravia estão dizendo que dançar funk é movimento cultural.
E daí, home?
Alembra aquela professora da Bahia, que apareceu dançando pagode e foi demitida da escola?
O que tem?
Ora, se funk é movimento cultural, a moça tava fazeno curso de especialização.
Oce ta misturano as coisa.
Eu?
Que mais?
Sabe que eu gostaria tanto de entrar para uma academia.
Fazer exercício é bom...
Não, cumpade... Academia de Letra.
Mas ocê num sabe nem falá... Már assina o nome...
E daí? O home lá de Brazia tamém num sabe e disse que num precisa.
Ele é diferente.
Sabe que eu acho que ele ainda vai entrá pra Academia.
Entra não...
Pruque?
Na Academia eles toma chá e ele num gosta...
Ele muda o cardápio.
Mas e o outro presidente?
Que outro?...
O Fernando
FHC?... Ele é escritor, soçólogo...
Não, o Fernando Cólo... Ele tem livro escrito?
Não que eu saiba, cumpade...
Mas vai ser indicado para a Academia... Lá de Alagoas, mas vai.
Pode, não! Lá é terra do Gracilhano, Jorge Lima, do Orélio do Diçonáro, Pontes de Miranda. Oce deve ta enganado.
To não. Eu num sei lê, mas ouvo direito... Oce me exprica?
País compricado o nosso...
Deixa prá lá que hoje tem jogo...
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01 outubro 2008
REFORMA ORTOGRÁFICA – E DAÍ ???...
Parece piada...
Coube ao Luís Inácio assinar a reforma ortográfica lusófona.
Será que ele leu o que assinou?
Se leu, será que ele entendeu?
Particularmente, duvido, mas não deve ser o único.
A reforma não passa nem perto da maciça maioria da população brasileira.
Qual será o “impato” desse “pato”?
Aos analfabetos de fato e aos funcionais pouca diferença fará.
Discussões acadêmicas também não colocarão nem mais arroz, nem feijão no prato dos portugueses, nem mais bacalhau no nosso.
Quando entrei para a escola há quase cinqüenta anos aprendi e tive que convencer minha mãe e pai que eram apenas 23 letras no alfabeto e não mais 26, como eles haviam aprendido.
Foi um rude golpe para eles saberem que o CA, o IPISOLONE e o DABLIU tinham recebido cartão vermelho. Acho que foi na reforma de 1943.
Agora estão voltando.
A minissaia já foi e voltou, o laquê virou gel e Sérgio Porto (O Istanislau) “já dizia, em pensamento profundo, que um dia o terceiro sexo ainda passava para segundo”...
Será que a reforma será que nem moda feminina? Vai e volta...
Nesse ritmo, fizemos uma combinação, um “pato”, em casa. Não jogaremos os “diccionários” fora. Podem ser útil futuramente.
Problema apenas com o nome de meu filho que originalmente deveria ter um CA e tem um CE?
Consultarei a numerologia para saber da conveniência de alterá-lo.
O escrevente que fez o “rezisto” elogiou o facto de eu estar tomando esse cuidado para evitar confundir o rebento.
Só para registro...
Sabem que eu tive teve um aluno que se chamava Uóchito?
Eita, precisão ortográfica!
Nem tudo é ruim...
A música brasileira agradece a reparação feita.
Comadre Sebastiana poderá cantar A-E-I-O-U IPISILONE sem ter que explicar o que é o IPISILONE e ensinar apenas a dança diferente.
A cartilha da Juju voltará a ficar certa. A-E-I-O-U-DABLIU-DABLIU. Ela que já tinha problemas com a tabuada.
A indústria automobilística, finalmente, verá a nacionalização do Ford CA.
No estalar das gemas, do ponto de vista prático, educacionalmente, não muda nada.
A grande massa dos brasileiros continuará a escrever errado por linhas tortas.
Dios és brasileño. Acierta las líneas...
Vc naum entendeu?
Conversando com meus zíperes, lembro-me do professor do curso de Jornalismo que sempre dizia que um modo de dominação é a perda da identidade cultural.
A modificação da escrita, embora pareça facilitar, contribui para essa “perca” com o esquecimento das origens das palavras.
Sufixos e prefixos, derivações que montem na vaca e sigam para o brejo.
Isso é facto.
Fato n´alémar é outra coisa...
Perde-se o contacto com a história e vai se destruindo a última flor do Lácio.
Será que ainda não será da Lassie? Ou do Laço?
Volto ao início...
Depois de termos o acadêmico “imortal” José Sarnei e o sociólogo Fernando Henrique como presidentes, parecerá, realmente, piada o presidente que se orgulha de não haver estudado carimbar essa inútil e analfabetizante mudança na língua portuguesa.
Como semi-analfabetos somos e analfabetos continuaremos, desce mais uma breja e vê quanto está o jogo que amanhã a “Pretobrás” descobre outro “pressal”...
Em tempo: Desta vez a culpa realmente não é deLLe...
Coube ao Luís Inácio assinar a reforma ortográfica lusófona.
Será que ele leu o que assinou?
Se leu, será que ele entendeu?
Particularmente, duvido, mas não deve ser o único.
A reforma não passa nem perto da maciça maioria da população brasileira.
Qual será o “impato” desse “pato”?
Aos analfabetos de fato e aos funcionais pouca diferença fará.
Discussões acadêmicas também não colocarão nem mais arroz, nem feijão no prato dos portugueses, nem mais bacalhau no nosso.
Quando entrei para a escola há quase cinqüenta anos aprendi e tive que convencer minha mãe e pai que eram apenas 23 letras no alfabeto e não mais 26, como eles haviam aprendido.
Foi um rude golpe para eles saberem que o CA, o IPISOLONE e o DABLIU tinham recebido cartão vermelho. Acho que foi na reforma de 1943.
Agora estão voltando.
A minissaia já foi e voltou, o laquê virou gel e Sérgio Porto (O Istanislau) “já dizia, em pensamento profundo, que um dia o terceiro sexo ainda passava para segundo”...
Será que a reforma será que nem moda feminina? Vai e volta...
Nesse ritmo, fizemos uma combinação, um “pato”, em casa. Não jogaremos os “diccionários” fora. Podem ser útil futuramente.
Problema apenas com o nome de meu filho que originalmente deveria ter um CA e tem um CE?
Consultarei a numerologia para saber da conveniência de alterá-lo.
O escrevente que fez o “rezisto” elogiou o facto de eu estar tomando esse cuidado para evitar confundir o rebento.
Só para registro...
Sabem que eu tive teve um aluno que se chamava Uóchito?
Eita, precisão ortográfica!
Nem tudo é ruim...
A música brasileira agradece a reparação feita.
Comadre Sebastiana poderá cantar A-E-I-O-U IPISILONE sem ter que explicar o que é o IPISILONE e ensinar apenas a dança diferente.
A cartilha da Juju voltará a ficar certa. A-E-I-O-U-DABLIU-DABLIU. Ela que já tinha problemas com a tabuada.
A indústria automobilística, finalmente, verá a nacionalização do Ford CA.
No estalar das gemas, do ponto de vista prático, educacionalmente, não muda nada.
A grande massa dos brasileiros continuará a escrever errado por linhas tortas.
Dios és brasileño. Acierta las líneas...
Vc naum entendeu?
Conversando com meus zíperes, lembro-me do professor do curso de Jornalismo que sempre dizia que um modo de dominação é a perda da identidade cultural.
A modificação da escrita, embora pareça facilitar, contribui para essa “perca” com o esquecimento das origens das palavras.
Sufixos e prefixos, derivações que montem na vaca e sigam para o brejo.
Isso é facto.
Fato n´alémar é outra coisa...
Perde-se o contacto com a história e vai se destruindo a última flor do Lácio.
Será que ainda não será da Lassie? Ou do Laço?
Volto ao início...
Depois de termos o acadêmico “imortal” José Sarnei e o sociólogo Fernando Henrique como presidentes, parecerá, realmente, piada o presidente que se orgulha de não haver estudado carimbar essa inútil e analfabetizante mudança na língua portuguesa.
Como semi-analfabetos somos e analfabetos continuaremos, desce mais uma breja e vê quanto está o jogo que amanhã a “Pretobrás” descobre outro “pressal”...
Em tempo: Desta vez a culpa realmente não é deLLe...
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