Também publicada no forum de leitores (internet) do Jornal Estado de São Paulo de 21 out.2008.
-----------------------------------------------------------
Irritam-me casos midiáticos como Isabella Nardoni e Eloá/Lindemberg.
Porta arrombada não precisa de tranca.
A tragédia nas famílias está instalada.
Vidas ceifadas direta e indiretamente.
Marcas indeléveis e inexoráveis ficarão para os pais de todos os envolvidos.
Culpar mais ainda estas pessoas é cruel.
Que os pais da púbere Eloá não deveriam permitir o namoro quase pedófilo.
Namorariam às escondidas, todos sabem.
Provavelmente, no conjunto habitacional da tragédia deve haver casos semelhantes.
A Policia deveria atirar.
A imagem de Adriana Caringi estava, certamente, na rota da bala do policial encarregado do disparo.
Que deve a policia fazer num dilema?
Qualquer um dos dois caminhos é certo.
Ou errado?
A Policia agiu.
E deu tudo errado, como recentemente na Praia Grande, onde uma balconista foi assassinada ou na Zona Leste, onde o pacato marceneiro Gilberto matou a amante e se matou e a Polícia esperava para agir.
Lembram-se deles.
No caso de Santo André, as críticas do “guinesco recorde do mais longo seqüestro nunca visto neste país” pesavam sobre a cabeça da Polícia.
O ser humano baba por um desastre.
Multidões param para ver alguém se jogar de um prédio.
Audiências espocam e manchetes vão para o canto da página em segundos.
Deram muita espetaculosidade ao evento.
Até os traficantes do conjunto habitacional manifestaram-se irritados pela perda de dinheiro nos dias do cárcere privado.
Puseram os repórteres para correr imediatamente ao desfecho da retirada das vítimas.
Inadmissível, isso sim, permitir-se a volta da segunda moça ao local do crime.
Agora ficar-se no “se fizessem isso, se fizessem aquilo”...
Se...
Sirva de aprendizado que tragédias acontecem.
O rapaz era um animal irracional.
Não!
Estava desesperado, mas, antes de tudo, surtado.
Escutava diabinhos e, absolutamente transtornado, não tinha certeza de que rumo tomar com a perda da amada.
Não é o amor que desequilibra, que transtorna.
As pessoas é que são desequilibradas e não percebem.
Lindemberg era um trabalhador.
Que não seja enterrado num manicômio.
Há mais de 15 milhões de doentes mentais identificados no braziu.
Ele é apenas um, não identificado, que cometeu uma tragédia.
Cumpra a pena, seja tratado e volte à sociedade.
Parabéns a família de Eloá que perdeu uma filha, mas deu vida a algumas outras.
Mostrando postagens com marcador caso eloá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador caso eloá. Mostrar todas as postagens
20 outubro 2008
Assinar:
Postagens (Atom)