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18 fevereiro 2013

I DON’T SPEAK ENGLISH



 “ “The book on the table” ...“O Buick tem tablet” ... “O Burton teve a Taylor”?
As assemelhadas frases retrocitadas (ou supracitadas) significam quase exatamente nada para mim e milhares de pessoas brazilianas que não falam (nem entendem) uma única Word em Inglês.
Minha ignorância e incapacidade em aprender inglês sempre me foi dolorosa. Via os colegas de “Gymnasio” cantarem e não entendia nientes o que John, Ringo, Paul e George diziam em suas músicas.
Acredite, se quiser: Um de meus professores no colegial (lembram-se dele?) foi o professor João Fonseca, gabaritado autor de “Ih! Espique English”.
Não sei por que tamanha dificuldade com o Inglês.
Aprendia com alguma facilidade os outros três idiomas ensinados naqueles bons tempos de escola pública. Está certo não lembrar praticamente mais nada de Francês, exceto os primeiros acordes da Marselhesa, do Platini e do Zidane. No Espanhol tropeço, mas não digo “Cueca Cola”, mesmo que esteja colando. No português, rastejo. Se dissesse que sei o Português estaria faltando com a verdade. Poucos têm essa capacidade. É quase impossível saber-se plenamente o português. Tanto é verdade que o governo estendeu a aplicação das novas normas ortográficas, até que um ex-presidente aprenda minimamente as velhas.
Escutou bem, corretor do Word? Pare de me corrigir...
Curioso foi, num dos vestibulares que prestei, haver obtido um dez na prova de inglês.
Três hipóteses para tal milagre.
A primeira era que traduzir um texto daqueles, qualquer criança de cinco anos, nascida na Inglaterra ou USA – exceto Miami – conseguiria. A segunda era o vestibular ser para Direito, onde se privilegia o Latim, diga-se “en passant”, - vg. (verbis gratia) de passagem - também não entendo bulhufas de pitipiricas. Na terceira, e mais provável, o encarregado da correção iria dar-me um zero. Começou a tremer de tanto rir com as asnices de minha prova, a caneta caiu e riscou um traço à frente do zero. O responsável pela transcrição da nota para a folha de fechamento, traduziu que o risco era o número um e escreveu dez.
Para não me dizer absolutamente ignaro quando se trata de inglês, aprendi que JIP (Japonês, Inglês e Português) são as únicas nacionalidades em que o feminino também usa chapèuzinho (quando estudei, chapèuzinho tinha o charme do acento grave). Quem quiser comprovar o uso do chapèuzinho pelas mulheres dessas nacionalidades, pode visitar o bairro da Liberdade em São Paulo, Trafalgar Square in London ou a padaria do seu Manoel, aqui na Vila.
Meu sofrimento com o inglês atingiu seu auge quando Diana apareceu em minha vida. Não a Lady Di, mas uma professora da faculdade de Jornalismo.
Talvez fosse uma dose de ciúme.
Ela chegava sempre com um tal de “Good Night”. Não dava a mínima para qualquer palavra que eu lhe dizia em Português. Ia embora com o “bye bye” ou com Solon (seria aquele grego? Afinal ele era legislador, jurista, poeta e mais 998 utilidades, tanto que era apelidado de Bombril entre seus pares).
Não falava uma única palavra em língua nativa, isto é em Português, pois a língua nativa do “braziu varemnós” é o Tupi-guarani.
Talvez, não soubesse falar nossa língua.
Desculpável...
O que não era desculpável eram as notas que obtínhamos.
No final do ano, com o intuito de melhorar nossa média e evitar a DP (v.g. dependência), propôs um trabalho para os alunos do fundão. Aqueles com notas abaixo da média. Teríamos que apresentar uma entrevista, em inglês, com alguém famoso.
Nosso grupo compunha-se por cinco alunos ou dez analfabetos funcionais, pois íamos duplamente mal. Tanto na última flor do Lácio, quanto na língua de Robin Hood.
Quatro seriam os entrevistadores.
Eu, com minha tradicional sorte, fui sorteado para ser o entrevistado.
Ao menos poderia escolher quem seria.
Escolhi Bjorn Borg, tenista sueco que maravilhou o mundo nas décadas de 70/80. Afinal, sabia alguns termos inglêses do tênis. Coisinhas como ace, game, set-ball, match-point, advantage, smash, tie-brake, Orange-bol, Roland Garros, Taça Davis, Wimbledon, Thomas Koch, Maria Esther Bueno. Essas palavras que se aprende na transmissão de jogos pela TV.
O entrevistado responderia dez perguntas. Tipo “roda-viva”.
Tudo em inglês.
Óbvio!
Decoramos as perguntas e respostas de forma seqüencial e lá fomos nós. Católicos no centro do Coliseu Romano a espera dos leões, no caso da Leoa.
Na ponta da língua a ordem das respostas.
Tudo ia bem até a sétima pergunta, quando um dos “entrevistadores”, no limiar da ansiedade, trocou a pergunta e fez-me a oitava. Rapidamente respondi o combinado para a sétima.
Algo assim: a pergunta para o Borg aqui era onde havia nascido e respondi minha partida contra Rod Laver (nunca se enfrentaram – o australiano Laver jogou nos anos 50).
A mestra, diga-se “en passant” (verbis gratia de novo - de passagem), lia um texto e parecia não prestar a mínima atenção ao trabalho, quase caiu da mesa e gritou: Stop!
Melhor seria dissesse: Estepe! Afinal era um caso de troca. Trocaram a pergunta. A resposta eu acertara a ordem.
Com aquele olhar meigo do leão vendo a gazela, perguntou-nos: What?
Entendi o ocorrido e travei, gaguejando mais que George VI.
Segundos após, o “nobre” colega – na hora acho que disse fedapê em inglês – percebendo a asneira que fizera, desatou a rir.
Não sei se ria pela graça da situação ou de pavor do que poderia advir.
Farsa descoberta, para completar a tragicomédia, emendei:
Sorry! I am Swedish. I don’t speak English and not understand the question.
Até a teacher caiu na risada, provavelmente causada pelo sotaque norueguês de Bjorn. Traindo-se, disse in Portuguese: Vocês não têm jeito!
Agraciou-nos com honrosa nota five, salvando-nos da temível DP(já explicado).
Bye bye, Solon, bye bye... (Quem lembrou dessa, tem mais de 50).
Thank you, people!

03 fevereiro 2010

VOLTAM AS AULAS... CUIDADO, CRIANÇAS!


VOLTAM AS AULAS... CUIDADO, CRIANÇAS!

Cadê meu silício?
Fui cúmplice e algoz disso durante 30 anos...
Será que tenho perdão?
Escola é um perigo!
Pobres crianças!
Bem, parte disso eu tinha ciência...
Aqueles olhares sonolentos chegando às sete horas da manhã no inverno.
Que pecado terão cometido para tamanho castigo, perguntava a meus zíperes.
Sinto-me menos culpado por haver trabalhado sempre em escolas públicas e umas horinhas depois alguns tomavam sua primeira refeição.
Sei de alguns que só se alimentavam na escola.
Escola faz é muito mal.
Peraí! Segurem as pedras! A escola também tem coisas boas... As férias, por exemplo...
Querem dar mau exemplo para as crianças ficarem mais violentas.
Como é o nome da violência da moda?
Bullying?
No meu tempo era briga de turminhas... E terminava com uma bronca de algum morador.
Estou na calçada esperando o hominho acender e observo o congestionamento à porta de um grande colégio da Zona Sul de São Paulo.
Os agentes de trânsito parecem diretores de bateria de tanto apito para que as mamães (e papais também) não parem em fila dupla para descarregar seus fofíssimos rebentos adolescentes.
Que saudade da aurora da minha vida, quando ia e voltava a pé... Eu era magrinho...
Sabem que eu chegava a caminhar três quilômetros para ir até a escola.
Chutava tampinha pra caramba!
E conhecia um monte de colegas que iam se juntando pelo caminho.
Hoje não tem mais essas coisas.
Os pais de hoje tem razão em levar seus filhos até a porta.
A violência da metrópole.
Quem ia roubar um Keds Bamba ou um Conguinha?
Acho uma violência carregar as mochilas de hoje em dia.
Eu, mirradinho que era, acho que não conseguiria. E esqueceria num canto perto das pedras que faziam os gols na rua.
Fico refletindo...
Se as crianças conseguirem aprender metade do conhecimento que carregam em suas mochilas certamente serão novos Einsteins.
No fundo, acho mesmo que sirva apenas para musculação, nestes tempos virtuais.
Na dúvida o livro ou Dr. Google?
Acendeu o hominho verde. Posso atravessar...
O senhor dá licença de tirar o carro da faixa de pedestre?
Não xinga que o menino está ouvindo...
Eu posso!
O garoto diz algo e desce do carro a uma quadra da escola.
Seu Zíper, fala a verdade! Se era para o garoto descer aqui podia ter vindo de metrô ou de ônibus, que tem faixa exclusiva e parava mais perto do colégio.
Putz! Era o maior prazer quando podia gastar um passe escolar e voltava de trólebus nos dias de chuva.
Trólebus, crianças!
Nunca ouviram falar? Ônibus elétricos? Os sucessores dos bondes.
Parem de rir!
Ainda bem que a mochila dele tem rodinhas... Não entorta a coluna!... Vixe! Quebrou a rodinha no buraco da calçada.
Pela carinha de "Oh! Vida! Oh! Dor! Oh azar!!" deve estar odiando o primeiro dia de aula.
Eu também...
Hoje eu acordei as sete com o buzinaço que dava para ouvir até na minha casa...
E eu não quero mais acordar cedo!
Deve ser castigo!

30 novembro 2009

COISAS DE TEATRO

Não vou a cinema há anos...
Uma pelas filas para entrar em cinemas apertadíssimos e outra para não ficar escutando o mastigar de pipoca e sorvidas de refrigerantes dos ruminantes ao redor...
Prefiro, não só por isso, o teatro.
Uma apresentação nunca é igual à outra...
Mas tem gente que deveria ir somente ao cinema...
Nesta semana, em três diferentes espetáculos, vi algumas cenas tragicômicas.
Numa delas, uma professora levava um grupo de alunos, provavelmente de nível médio, ao teatro. Chegaram atrasados e os artistas retardaram em mais de quinze minutos o início da apresentação. Resolveram, então, interagir com os artistas...
Essas coisas de sessão pipoca...
Vaiar uma cena! Aplaudir a declaração de amor! Contar piadinhas sobre o gay! Arriscar o final do enredo... Dizer: Eu não disse!
Foi pior que celular tocando em ópera!
Mereceu até uma reprimenda do ator ao final do espetáculo...
Depois de levarem a carraspana, aquela cara de virgem saindo de motel... Olhando pros lados, ressabiados, como se todos olhassem para eles...
E o público incomodado olhava mesmo.
A professora responsável pelo grupo, envergonhada, refugiou-se rapidamente no ônibus que os transportava.
A segunda cena, felizmente não interferiu no espetáculo. Uma “doce e meiga” jovem teve que jogar fora o pacote de pipoca salgada na porta. E entrou reclamando...
A terceira, na fila de ingressos.
Não entendia porque a fila não andava travada por um casal umas três posições á minha frente...
Achei que não encontrassem a carteira de estudante... Essas coisas...
Mas não...
O rapaz apontava e apontava a tela de lugares...
Não resisti e estiquei as anteninhas...
Acreditem no diálogo:
G14 e 16? Disse a bilheteira...
Isso...
A bilheteira marcou a tela e fez a besteira de perguntar: Certo?
Não! Esses dois e enfiou o indicador na tela...
Foi um tal de F14, D12, H18 que eu estava com vontade de pegar uma AR-15...
Ou gritar: ”Água”!
De repente, o alívio...
Esse mesmo! Esse e o do lado...
Pensei: Ufa! Afundaram o destroyer...
Posso imprimir? Disse, com ar de arrependimento, a bilheteira...
Pode...
Enquanto aguardava mais um pouco chegar nossa vez, fiquei conversando
com meus zíperes sobre a intenção séria da lei que obrigou a numeração dos lugares nos espetáculos teatrais em São Paulo...
O legislador se esqueceu que nem todos jogaram batalha naval ou estudaram gráficos cartesianos na escola...
Ao chegar nossa vez, não resisti e perguntei à moça:
Afinal, os jovens escolheram qual local?
G14 e 16?
Mas...
Isso mesmo... E o senhor, qual lugar quer?
Tirei os óculos, franzi a testa e ameacei enfiar o dedo na tela...
Juro que bilheteira riu antes de mim...
Só para terminar a pantomima, havia duas entradas para a platéia.
Uma para o lado par e outra para o lado ímpar...
Adivinhem por qual porta o casal entrou?
Elementar, meu caro Watson!

28 novembro 2009

O DECORADOR

Decorava tudo
Desde pequenino...
Ainda não sabia ler e se lhe perguntassem qualquer data de qualquer tempo ele não titubeava...
Que dia da semana caíra 14 de abril de 1912?
Domingo...
Essa era fácil... Naufrágio do Titanic...
Mas o garoto não sabia ler...
E Primeiro de Setembro de 1910?
Quarta-feira... Fundação do Corinthians, respondia...
Quando entrou para a escola já decorara todas as vogais e consoantes...
Num instantinho decorou a tabuada, números primos até 100, o nome completo e data do nascimento de todos os vinte e cinco primos, dos avós e bisavós.
Das tias também.
Das professoras, que não eram tias, sabia o nome completo e o dia do aniversário...
Quase sabia de cor contra quem Pelé marcou cada um de seus mil gols...
Vencedores da São Silvestre? Houve tempo que sabia do primeiro ao quinto...
Occipital, Frontal, Malar e assim ia desfiando os ossos do corpo da cabeça até o menor artelho ou o hióide. Adorava o músculo esterno-cleido-mastoideo...
Ácido com base? Sal e água...
Festivais da Canção? Em disparada dizia feito uma roda viva o nome de todos os cantores e compositores das vencedoras...
Poesias simbolistas era moleza...
Sabia perfeitamente onde estava cada CD e livro, desde que a faxineira não limpasse as prateleiras...
Telefones de clientes? Para que lista?
Nome dos alunos? Perder tempo fazendo chamada para que?
Memória fotográfica...
Perdeu duas máquinas fotográficas, esquecidas em algum lugar...
Com o advento dos emails, passou a decorar estes também...
Uma vez se atreveu a esquecer o aniversário de casamento...
Levou uma bronca...
Foi o fim...
Decidiu que não esqueceria mais e divorciou-se...
Esqueceu o dia da audiência e teve que se lembrar da pensão durante muitos anos.
Sobrevieram doenças características do envelhecimento.
Começou a não se lembrar de mais nada...
Hoje se lembra vagamente do nome do remédio, que um doutor receitou e se não lhe derem, esquece de tomar no asilo onde está esquecido...

09 novembro 2009

EXPULSÃO E INJUSTIÇAS!

Esse mundo é muito injusto!
Sei de vários casos de pessoas que foram expulsas de vários locais, por causas de práticas de atos que atingiam a moral, os bons costumes e a sexualidade da época e não tiveram seus quinze dias de holofotes como o caso da estudante que foi expulsa de uma faculdade só porque estava de micro-vestido.
Vovó diria que ela se esquecera de colocar a calcinha do baby-doll...
Naqueles tempos do twist, não havia twiter nem “youtube”, então resgatarei algumas injustiças “expulsatórias” para ver se consigo pelo menos uns cinco minutinhos na mídia.
Nem vou pedir quinze minutos, como dizia Andy Warhol, porque eu poderia morrer de overdose de tanta fama.
Ui!!!
Para começar, ninguém me defendeu, nem pude exercer meu direito de ampla defesa, quando a professora de catecismo me expulsou da igreja só porque me flagrou, nos meus tenros oito anos, levantando os vestidinhos dos anjinhos do altar.
Até hoje não acredito que anjo não tem sexo...
Fui obrigado a confessar que pecava contra a castidade, sem nem saber o que era isso, e condenado a rezar vinte pais-nossos e cinqüenta ave-marias pelo pecado mortal.
Fiquei com um peso danado na consciência pelo pecado da mentira para mim mesmo, pois não rezei tudo.
Anos depois, quando soube de umas fofocas do padre, que me condenara, com umas beatas, me arrependi da parte que rezei.
Deu uma raiva que quase me mudei para o Paraguay...
Mas dizem que lá até o padreco presidente fazia essas coisas indecentes, como dizia a vovó, que não fazia.
No Gymnasyo, foi uma injustiça que fizeram com os meninos da sala... Na aula de Ciências estava rodando um “catecismo” e o professor flagrou.
Pegos em flagrante delito todos fomos suspensos por três dias.
Oba!
Mais tempo para peladas, digo futebol na rua, jogo de botão pela calçada, et coetera.
O estranho é que o “catecismo” sumiu.
Deve ter ficado com o professor, mas ninguém se atreveu a pedir de volta.
Essa vovó morreu sem saber...
A imprensa também não deu nenhum destaque da injustiça da eliminação do Marinho do clube.
Também pudera...
Naquela época ninguém tinha celular com câmera.
Expulsaram-no só porque fez xixi na piscina.
Aliás, ia fazer...
Umas meninas gritaram, ele “travou” e o segurança o arrancou do trampolim antes que fizesse.
Já Ronaldinho “Fenômeno” não foi expulso de campo quando fez xixi no gramado durante a Olimpíada de 1992.
E todo mundo viu...
Você não viu, não?
Vovó até quis ver o replay.
A vida é assim mesmo.
Dois pesos e duas medidas, sempre.
É preciso estar no lugar certo, na hora certa e dá tudo certo...
Se não der, consulte um advogado!

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Por falar em Advogados, dia 17 tem eleição na OAB...
Votarei contra o continuismo do atual presidente...

08 novembro 2009

COTAS PARA LOIRAS GOSTOSAS! JÁ!

UNIBAN EXPULSA ALUNA...




Na defesa da ética, da virtude e da moral a UNIBAN resolveu radicalmente, cortando pela raiz, o mal que manchava o bom nome da escola.




Deu um pé na bunda da loira maluca que desfilou quase nua pelas rampas de seu campus de São Bernardo do Campo... Fosse a da Rita Cadillac dariam beijos...
Em nome da decência expulsou-a de seu quadro discente...
Nada mais lógico!
Estudante de turismo tem mais que passear...
Ela queria o que?
Estudar?
À noite?
Onde pensa que está?
Deveria ter ido para o bar ao lado!
Vê se pode!
Caixa de supermercado querer estudar na escola onde se graduaram os doutores Vicentinho e Luiz Marinho (afilhado de casamento de LuLLinha Love and Peace e prefeito da cidade) com proficiência em onipresença?
Freqüência máxima na faculdade sem sair de Brasília?
Ou será salário pleno de deputado sem sair de São Bernardo?
Acreditou no Martinho da Vila e esperava receber o canudo de papel na UNIBAN?

Toma simancol!
Depois coloque seu topezinho, fio dental e vá tomar sol na laje.
Estudar para que? Já preconizou o ícone metalúrgico.
Espera-se a reação da UNE, UEE e outras entidade na defesa da “sem faculdade”...
Da minha parte, amplio minha plataforma eleitoral:
Cotas para loiras gostosas com micro-vestidos já!

30 outubro 2009

UNIBAN – UMA PUTA (NA) UNIVERSIDADE


Joga pedra na Genny!... Joga bosta na Genny!...
Aqui procês estudantes da UNIBAN...
Atitude nazista a boiada em ação ofendendo uma estudante que trajava roupas “indecorosas”.
Será que os líderes que ameaçaram a “Genny da UNIBAN” em São Bernardo do Campo estavam embriagados, vindos dos milhares de bares que rodeiam as faculdades e ficam apinhados de estudantes “gazeteiros” ou apenas descontavam seu ódio da moça ter reagido a alguma cantada deles?
O resto da boiada são Hooligans inúteis...
Talvez “filhinhos de papai” oriundos das melhores escolas privadas?
E se a Genny fosse uma puta mesmo?
Qual o problema?
Se as roupas feriam alguma norma ética moral da Universidade caberia alguma atitude da direção da escola.
Quem sabe apareceriam os mesmos estudantes se rebelando contra o autoritarismo da direção da escola.
Pobres idiotas!
Lembro-me de Caetano quando, ao ser vaiado pela música “È proibido proibir” disse: “É essa a juventude que pretende tomar contra do país?
Vergonhosa e irreparável situação.
À Genny aconselhamos processar a Universidade pelos danos morais causados...
Ou quem sabe posar para alguma revista masculina, hein!...
Aí, os enfurecidos boizinhos no cio de linchadores passarão à caçadores de autógrafos...

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N.A – A foto não é da “Genny”, mas alguém atiraria bosta ou colocaria uma burka?

14 outubro 2009

DIA DOS PROFESSORES - SAUDADES DA PROFESSORINHA?

Que saudade da professorinha que me ensinou... !!!
Saudade da velha escola pública?
Claro!... Muito melhor... Bastava estudar e pronto...
Você estava aprovado para a vida...
Facérrimo!...
Orelha de burro nele!
Facílimo ou facilíssimo, segundo o Houaiss!...
Aritmética? Só decorar a tabuada...
Simples!
Você copiava uma, duas, três, quatro, cinco vezes seis, sete, oito, nove, dez vezes os números...
Saía falando sozinho pela rua os valores que resultavam.
Aí, na hora da aula, ficava com o rabinho gelado entre as pernas que tremiam...
Ai! Se esquecesse uma continha só.
Já para o milho!
Porque não podíamos carregar pedrinhas ou palitinhos, jogá-los no chão ou pegar o giz e riscar a lousa “xis vezes ene risquinhos” e contá-los?
Tinha que ser abstrato? Sempre gostei de poesia concreta...
Não sou da época de ajoelhar no milho, da orelha de burro e da palmatória, mas era uma “escutatória na orelha” da professora e da mãe que quase tinha que ajoelhar e pedir perdão pelo pecado de não haver aprendido que “seis vezes oito” não era igual a “sete vezes sete”...
Mas era quase!
Até hoje não entendi porque o Nenê não passou para a quarta série do Curso Primário... Diziam que não sabia tabuada... Justo ele que ajudava seus pais na vendinha; fazia as contas “de mais” das cadernetas nos dedos, ágil como um ábaco; não errava um troco; sabia quantas dúzias de garrafa de cerveja tinha no depósito; calculava “de cabeça” quanto custava um quarto de mortadela... Foi reprovado porque nunca aprendia que oito vezes sete era cinqüenta e quatro... Ou quase isso...
A vendinha deles cresceu e tornou-se um supermercado, administrado pelo Seu Nestor, um comerciante semi-analfabeto que, além das duas pequenas filiais do comércio, tem algumas casinhas de aluguel, um sítio e apartamento de cobertura na praia... Isso que se saiba... Às vezes, vejo o Nenê no caixa... Cabelos ralos, comentou-me, certa vez, que se orgulha de seus filhos estudarem na escola mais cara do bairro, porque não quer que eles terminem a vida num balcão.
Quanta tinta vermelha foi gasta pela professora no meu caderno de caligrafia porque a letra teimava em sair da linha. Ainda bem que não gastei todas as minhas tardes endireitando a letra e brinquei na rua, jogando bola, botão, et coetera...
A datilografia e a invenção do computador quebraram meu galho, assim posso escrever à vontade sem me preocupar com o alinhamento da letra...
Ah! Agradeço também o advento do xizinho no vestibular que me possibilitou ingressar na faculdade, porque duvido entendessem minha letra lá naquelas priscas eras e como não tinha dinheiro para pagar um escriba com caligrafia bonita estaria “frito”.
Assim meu Caminho foi mais Suave que o do Gera, um catador de papel que vaga pelo bairro... Gera era um craque no futebol... Nas aulas de Educação Física ou era o capitão do time ou o primeiro a ser escolhido... Um caso quase igual ao Nenê... Fazia tantos gols que perdia a conta... Não passou da primeira série do Gymnásio... Oriundo de família pobre limitou-se a ser trabalhador operacional, aposentou-se e complementa seu salário mínimo por trinta e cinco anos de serviço puxando sua carroça pela rua.
Já o Ivo não via a uva, mas viu a viúva...
E enriqueceu o danado.
Vivíssimo, vinte anos mais novo que a dona Vivi, contra tudo e contra todos, deu o “golpe do baú”, como se dizia naqueles tempos anteriores ao cartão de crédito.
De dia, anda de carro do ano carregando sua “velhinha” como ele gentilmente a chama.
Depois que a põe para dormir ainda tem tempo para sair, em “happy-hours” com amigos do “high-society” e usufruir a vida.
Recentemente, recebi recentemente um email da Carminha, uma colega de escola que andava perdida na memória... Achou-me na Internet... E olhe que ela era uma das mais bobinhas na brincadeira do esconde-esconde... Não achava ninguém...
Se me lembro e não estou enganado repetiu em Geografia...
Também pudera!
Não sabia o que eram ventos alísios e ao lhe perguntarem no exame oral de segunda época qual era a capital da Argentina, pensou, refletiu e disse:
Caracas! Putz! Não me lembro...
Seus pais foram chamados e ela foi suspensa por ofender a professora. Depois do estágio obrigatório como “repetente” foi jubilada, desta vez em Ciências, pois - acreditem - não sabia os 108 ossos do corpo humano que hoje são mais de 200.
O email dela veio como “carmencita@models.com.es”... Parece morar em Barcelona, cidade que venta muito e talvez pense seja a capital da Grécia...
Enfim, cada tempo ao seu tempo...
De um jeito ou de outro, aprende-se...
Como diria minha avó: se não for por bem, vai por mal... Engole aí, moleque!
O Nenê, o Gera, o Ivo e a Carminha são nomes fictícios de casos quase verídicos.
Exemplos que conheci, e muitos devem ter conhecido semelhantes, da condenação escolar que existia nos “Caminhos Suaves da Tabuada decorada com boa caligrafia”.
Se não aprendia, saía da escola para dar lugar a outro mais interessado e inteligente.
Os jubilados, condenados ao fracasso acadêmico, tinham que se virar para sobreviver.
Hoje a condenação é outra.
Os excluídos ficam vagando pela escola, mesmo que saiam dela sem aprender nada e condenados pelo carimbo “escola pública”...
Tanto naqueles rígidos anos dourados como no atual império da leniência escolar ninguém deveria ter o direito de dominar o saber, nem ser condenado por sua falta.
Nem poder, como ocorre por estes tempos modernos, de múltiplas inteligências, tudo ficar dominado...
Especialmente, pela omissão e proposital desinteresse do Estado numa educação, pautada pelo assistencialismo barato, onde se multiplica o desalinhamento social, condenando-se, por princípio, ao fracasso da ignorância quem tem, e busca, na escola pública sua esperança de aprendizado.
Não serão os condenáveis ardis das cotas ou PROUNI a iludirem aos pobres, que resolverão o problema de “ene vezes xizes” alunos de escola pública resultar em milhões de “cidadões” que não sabem sequer responder, nem alinhado, nem em desalinho que sete vezes nove não são o mesmo que oito vezes oito...
Sequer dirão quase, nem terão a capacidade do Nenê, a esperteza do Ivo, ou o voluntarismo da Carminha...
Estarão mais propensos a ser um Gera, sem a aposentadoria...
Ou quase...
Não é tão difícil resolver isso, mas interessa a quem?
Tia Professora, não é isso mesmo?...
Ou quase?

30 setembro 2009

NU PEDAGÓGICO... OBA! TODO MUNDO NU...

Deu na Imprensa:
A diretoria da UDEMO (Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo) disse que vai radicalizar...
Está convocando seus membros para tirar a roupa na Praça de República no dia 15 de Outubro, na manifestação chamada de “Nu Pedagógico”...
Vixê, mãezinha santa!
Será aula de anatomia?
Chamarão muito a atenção...
Estarão carregando um andor com a estátua de Davi? Da Venus de Milo?
Pelo sim, pelo não, passarei longe...
Afinal, se não me deixaram ver as ciclistas pedalarem nuas na Avenida Paulista também não quero ver professores e professoras pelados.
Pensando bem, tive umas professoras...
Exagero meu...
Tive uma professora! Era um piteuzinho.
Nem me lembro o que ela dava, de tanta atenção que prestávamos nela...
Já não deve ser a mesma.
Faz uns quarenta anos.
O tempo deve ter desgastado um pouco aquela escultura... Mesmo com o advento do silicone, da lipo...
E tem o fator “imaginação de adolescente”.
Os políticos podem apoiar o movimento... Pensam que é suruba e suruba é uma boa desculpa para gastar dinheiro.
Isso é com eles.
Há alguns inconvenientes...
A polícia chegar e baixar o cacete.
Pais falando aos filhos: “Olhem no que vocês transformam seus professores...”
Mendigos da região roubando as roupas do pessoal.
Um peladão com o microfone na boca dizendo que faz aquilo porque ganha R$ 7.000,00 (sete mil reais) de aposentadoria, contrariando movimentos sindicais que tentam impedir a divulgação de proventos no Diário Oficial.
Deixam-me “pe” da vida, pois a minha aposentadoria por invalidez foi congelada em menos da metade e aposentado que se lixe, por emenda constitucional do PT.
Sabem o que pode acontecer ainda para piorar? Manifestantes serem assaltados... Extorsão mediante seqüestro (seqüestro relâmpago).
E se o tempo estiver frio?
Isso vocês sabem, né?
Velhinho com friagem é resfriado, gripe, pneumonia e harpa com Pedrão.
Que injustiça com professora alagoana que fez o maior sucesso na Internet... Pediu demissão só por causa da dancinha que a bundinha ficava atoladinha... Acho que roubaram a “idéia” dela...
Oba! Todo mundo nu no Nu Pedagógico...
O tempo desgasta o corpo e o cérebro também...
Dá um tempo, pessoal!
Oh! Enfermeiro... Encaminha para a cela...

18 setembro 2009

FIGHTING GIRLS EM ARAÇARIGUAMA

Puxa o cabelo dela!
Dá de direita! Assim não filhinha...
Peguei o sabonete do fundo da banheira...
Fui eu quem pegou... Você arrancou da minha mão...
Não deixa barato... Arranca o top dela...
Oba! Vão aparecer os peitinhos...
Puxa a parte de baixo...
Não saia daí... Nem pense em trocar de canal... Voltamos em três minutos...
Sindicância! Isso é uma imoralidade... Onde estamos?
Araçá... O quê?
Fica perto de São Paulo?
Eu sei que o cemitério do Araçá fica na Consolação, mas o São Paulo é em Pinheiros...
Araçariguama? É isso, diretor?
Gravam algum reality show lá.
Falta de vergonha.
Uma mãe incentivando sua filha a bater na outra.
Ainda mais sem que a mãe da outra estivesse presente...
Vê se pode neste país alguém tirar proveito de cargo público para obter vantagens.
As duas estavam brigando pelo Ted Boy Marino?
Não?
Que perda de tempo, então!
Vocês acham que algum Emo vai querer namorar com menininha que sai “no tapa” por causa de homem...
Eu hein! Tô fora... Essas estão descartadas de minha lista. Vão ganhar fama de mulher macho...
Paraíbas.
Já estou vendo a Capa...
Meninas de Araçariguama fazem as pazes e posam nuas...
Epa! Epa! Epa! Olhe a pedofilia...
Então a gente faz assim...
Demite a dona Meire – mãe da que bateu ou apanhou, sei lá, muda a chamada do telejornal e não fala nada do Senado, nem da gripe e está tudo resolvido...
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Nota explicativa - A Dona Meire, funcionária de uma escola pública foi demitida porque incentivou a filha a bater numa outra aluna no patio da escola. O Motivo da briga - um namorado comum...

15 maio 2009

COTA UNIVERSITÁRIA - QUERO A MINHA

Para lavar a roupa de minha sinhá! Para lavar a roupa de minha, sinhá!
Minha mãe não gostava muito dessa música.
Dizia que lembrava um tempo de infância em que tinha que ajudar minha avó.
Era lavadeira!
Caminhava por ruas de terra da hoje nobre região dos Jardins em St. Paul. carregando fardos de roupas das madames.
Gente pobre! Trabalhadeira!
Num outro local, perdidos na mata da região de Atibaia, um casal de italianos, vivendo do roçado à beira do rio, numa região hoje favelizada iam parindo brasileiros.
Se pescassem e as pragas não estragassem o roçado tinham o que comer.
Saíram de lá de Portugal e da Itália num barco de imigrantes para fazerem a América.
Nenhuma das duas famílias saiu da pobreza naquela geração.
A esperança daqueles velhos analfabetos era que a escola fosse a salvação da lavoura.
E tinha que ser escola pública!
A mesma escola pública, hoje, tripudiada pela população e ignorada pelo governo.
Esse redutinho de tráfico e violência das cidades grandes.
Os netos tiveram que estudar para se equilibrar e não serem excluídos das escolas.
Duas reprovações na mesma série era jubilamento.
Expulsão!
Alguns sobreviveram e conseguiram os cobiçados diplomas de colegial, clássico, científico, normal.
Haja latim, álgebra, montanhas de conjunções e funções do SE e QUE.
Não apenas e exatamente por isso, num país onde o presidente diz que não precisou de escola (nem de trabalhar), fugiram da linha da pobreza, atingindo o cobiçado lugar na classe média e uns poucos ingressaram na Faculdade.
Com muito estudo para passar na peneira.
Num tempo que Universidade não era apenas um prédio bonito cercado de barzinhos, com publicidade que a modelo, o ator ou o deputado indica.
Nenhum desses imigrantes fez a América.
Nenhum enriqueceu nem honestamente, nem entrando para a política.
Pelo menos que eu ou o Leão da Receita Federal saiba.
Caraca!
Me matei de estudar!
Quantas partidas de futebol deixei de jogar na rua, porque tinha provas e lições de casa e minha mãe torrando a paciência, insistindo que eu tinha que estudar para não ficar desempregado igual meu pai?
Trabalhar de dia, estudar à noite.
Ou vice-versa!
Chega de lamúrias!
Vou entrar para a política!
Meu campo de ação será a defesa de cotas escolares para descendentes de imigrantes e o pagamento de bolsas-família retroativas ao final do século XIX, sem precatório.
Ah! Se eu e outros meninos, descendentes desses imigrantes europeus, os japinhas e os negrinhos que estudávamos e brincávamos juntos tivéssemos esses privilégios!
Nossa vida teria sido bem mais fácil!
Chega de preconceito e discriminação!
Cota para todos descendentes de imigrantes, já!