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01 abril 2020

PROCURA-SE ANIMAL DE ESTIMAÇÃO

PROCURA-SE ANIMAL DE ESTIMAÇÃO

Depois de longo e quase infrutífero tratamento psiquiátrico, rendi-me aos insistentes conselhos do médico e sua ladainha: “Por que não adota um animalzinho? Ser-lhe-ia de imensurável valia em sua recuperação”.
Garantiu-me que bichinhos de estimação são excelentes companheiros.
Vencendo considerável resistência interior, comecei a procura de um bichinho de estimação, que aliviasse meus momentos de solidão.
Diferentemente da praxe de um cidadão comum, recusava-me cometer o erro de comprar qualquer cãozinho, só porque é bonitinho ou pareceu dirigir-me um sorriso simpático.
Os leitores sabem que o único cachorro que “latiu sorrindo” é o da música do Roberto? Cães não sorriem.
Pesquiso na Internet e dirijo-me a uma loja que oferecia filhotes com       “pedigree” e certificado. Vencidos quarenta e cinco minutos de explicações sobre o comportamento das diversas raças expostas, o tipo de alimentação indicado para a boa saúde e satisfatório desenvolvimento de cada uma delas, etecetera... etecetera... etecetera..., o consultor concluiu qual seria a mais compatível para a minha necessidade e, por feliz coincidência, apenas naquele dia, havia um com considerável desconto promocional e passou-me o valor.
Numa demonstração de boa vontade e interesse, pedi-lhe a caneta e a calculadora. Fiz rápida continha e meu, já deficitário, planejamento orçamentário mensal, convenceu-me a desistir da aquisição de um pet de pedigree.
Pesquisa na Internet e lá estou eu, na ensolarada manhã de domingo, cercado de crianças gritando, jovens casais enamorados escolhendo o presente mútuo. As faixas no parque anunciavam a feira de adoções de “cães abandonados”, vacinados e castrados.
Cansado de ouvir as maldades que este e aquele cãozinho sofrera, finalmente, escolhi um.
Cartão de crédito na mão, aguardava na fila para pagar a taxa de vacinação.
A voluntária de ONG, querendo ser agradável, foi infeliz e confidenciou-me que o cãozinho escolhido por mim, sofrera muitas malvadezas e fora abandonado numa estrada.
Uma voz dentro de mim alertou: “De abandonado, basta-se você”.
Pensamento viajando...
Veio-me à ideia a difícil convivência com um cachorrinho que, por genética ou relacionamento osmótico com seu companheiro sofresse de solidão e nas crises latisse, intermitentemente, como o cãozinho de latido estridente, do terceiro andar do prédio ao lado de casa, condenado a ficar só todos os dias, o dia inteiro.
Não, senhor! Está decidido. Vou levar este e fim de conversa. Já o vejo aos meus pés, enroscando-se em minhas pernas.
A companhia valerá qualquer sacrifício.
Pense bem! Interromper seu trabalho ou pausar o filme, só porque está na hora de sua “majestade” passear. Recolher suas fezes e jogar, disfarçadamente, o saquinho à porta de outra casa, porque alguém destruiu o cestinho de lixo que a Prefeitura colocara no poste.
Veio-me o sentimento de pena (e muito nojo) ao pensar que o saquinho rasque e a luva do gari fique suja, enquanto as pessoas ao meu redor estranhavam, que eu estivesse falando sozinho.
Se passou pela cabeça do leitor, sugerir-me contratar um “doggie-walker”, pensei isso também.
Eu não vou pagar pelo tratamento de solidão do cidadão.
“Vade-retro”!
Ok! Você venceu.
Desculpei-me com a voluntária, alegando que estava atrasado e fui embora.
Definitivamente, cachorros, não!
Segunda opção era, óbvio, um gato.
Nem pesquisei na Internet.
Surgiu-me uma esquecida imagem guardada no fundo do cérebro.
Vi o sofá da sala da casa de um colega de ginásio, filho de uma contumaz “adotante” de gatos de rua “abandonados”, rasgado pelas delicadas unhas dos felinos. Entremeou-se a lembrança do primo Zequinha espirrando de alergia aos pelos dos gatos da Tia Lalá. Lembrei-me, não sei bem porquê da mania que os “Felis catus” têm de, em seus passeios noturnos, após atiçarem o latido de cachorros, depositarem suas necessidades nos tanquinhos de areia de escolas de educação infantil e playgrounds.
Rápida a decisão
Definitivamente, gatos, não!
Pesquisei na Internet sobre os hamsters.
Pequenos, fáceis de carregar, manutenção barata, sem necessidade de passeios diários.
Ótimo! Está decidido. Comparei um hamster. Um casal.
Peralá!
Alguma coisa me disse: “Pense bem!”.
Hamster procriam tresloucadamente. Em um ano não terá mais para quem dar filhotinhos.
Já pensou que pode piorar sua depressão. Como se abaterá à tristeza e sentimento de culpa, caso algum gato invada a lavanderia e devore os hamsters?
Oh” My God”.
Definitivamente, hamster, não!
Já que estava no computador, pesquisei na Internet e li que os coelhos são carinhosos, meigos, não têm crises de agressividade.
Por que não pensei neles antes. Amanhã mesmo irei adquirir um branquinho.
Quase desligando o computador e, obra do acaso, acessei outro site que tratava de coelhos.
Bocejante, arregalei os olhos ao ler que os dentes dos coelhos não param de crescer e à falta de cenouras, roem o que virem pela frente.
Nem pensar roerem os pés da mesa colonial da sala de jantar.
Olhei para as figuras da publicidade do site e lá estava o coelhinho da Páscoa com uma cenourinha na mão.
Ai! Esses dilemas: “Cenoura ou chocolate?”
Minha glicemia anda alta.
Definitivamente, coelhos, não!
Alguém perguntará: “Que tal canários, numa gaiola, cantando só para você?”.
Passarinhos?  Presos?
Já são meus, e de toda vizinhança, diversos Sabiás e Bem-te-vis. Cantam livres no quintal. Fazem ninhos no limoeiro e na mexeriqueira.
Definitivamente, pássaros, não!
Conformado com meu fracasso em conseguir um animal de estimação, olhar perdido, eis que vejo Calango passeando pelo teto da cozinha.
Ah! Calango é o nome genérico que chamo a(s) Lagartixa(s) que vira e mexe aparecem em casa. Às vezes, faz(em)-me companhia no lanchinho das madrugadas de insônia. Não é(são) de muito falar, mas parece(m) prestar atenção em minhas sandices quando falo sozinho, discutindo alguma ideia mirabolante com meu ego (ou será alter-ego?).
Confesso, e negarei sempre, muito de vez em quando, conversar com algum caracol perdido no vaso de flor.
Caracóis são pacientes. Param para escutar e demoram para irem embora.
Também, vez ou outra, muito do raramente, pego-me falando com um unicórnio que sobe pela parede do quarto. É tímido. Desaparece, como por encanto, quando passa o efeito do remédio para dormir.
Calma aí!
Não! Não é com você, leitor.
É meu grilo-falante. Está todo enciumado. Reclamando que nem falei dele. Esqueço que ele existe.
Ele é assim mesmo.
Enxerido.
Vive dando-me conselhos, mesmo quando não peço opinião.
Puxa-me a orelha, por coisas que nem a mão esquerda sabe que a direita fez.
É o contraponto de todas as minhas ideias.
É assim, tipo meu animalzinho de estimação.
Só que ele fala, fala, fala...
Eu finjo dar-lhe a maior atenção.
Mas, doutor, juro...
Nunca obedeço...

01 março 2017

Braziu das ditaduras


Quem é a favor das ditaduras, levante o braço.
Ou permaneça como está.
Tudo depende da hora e lugar.
Ou da oportunidade e conveniência.
Democracia já!
Você tem o direito de manifestar sua opinião.
Entretanto, evite festejar gol do Corínthians se estiver nas imediações da sede da Mancha Verde.
Isso não seria saudavelmente correto.
O atendimento do SAMU pode estar em greve.
Vá comemorar lá na Zona Leste.
Ditadura militar, eu sei, todos são contra, exceto os admiradores de Cuba e de Chavez.
Noves fora, subtrai a população do Acre, os artistas ativistas (incluo os passivistas?), os nomeados em comissão pelo governo de St. Luigi Ignatius, o Puro e seu poste (ou sua posta?), os que odeiam Bolsonaro, os que repudiam a Globo, mas não perdem suas novelas, os defensores do Gênero, Número e Grau.
Bom, soma aqui, divide acolá...
Esqueci dos manifestantes em protesto ao Patinho da Fiesp.
80% da população é contra a ditadura militar.
Você escapou?
Então, à frente, firme e forte.
Ditadura pet.
Como alguém pode ser contra os pobres cãezinhos... ou gatinhos? Por que não porquinhos da Índia ou ratinhos recém-paridos por ratazanas do centro da cidade?
Ninguém é contra, eu sei, exceto os que são vizinhos de cães que latem o dia inteiro, os que precisam dormir, os que pisam em cocô, os que têm de limpar o cocô de sua calçada e os que teriam o direito natural de não gostar, não fosse isso absolutamente politicamente incorreto.
Some-se a maioria silenciosa, os temerosos de bulliyng, os defensores da fabricação de tamborim de pele de gato, os fabricantes de sabão e os vizinhos das clínicas veterinárias, que desejam entrar em casa, mas tem um carro parado à frente de seu portão, chegamos em 50% da população contra a ditadura pet.
50%, sim, senhor!... Ou você tem seu ratinho de estimação?
Restam 50% contrários a alguma ditadura.
Você prossegue firme e forte?
O teu cabelo não nega, Maria Sapatão!
O que foi, mano? Não gosta de Carnaval?
Então somos dois.
Mais alguém?
Claro que não, eu sei, exceto os que não podem sair de casa, porque tem desfile de blocos nas imediações, os que precisam trabalhar durante o carnaval e têm que aguentar o barulho dos mesmos blocos, os que ficam incomodados pelo mal que o barulho faz ao seu cãozinho.
Que fantasia é essa, moça? Pena de faisão? Isso não pode.
Ora, vá atrás dos seus direitos...
Calma, gente!
Eu sou o culpado?
Quer saber? Os defensores das ditaduras que se entendam.
Ditadura? No Braziu?
Você é favorável a alguma delas ou não?
Claro que não, eu sei, exceto...
Seu politicamente incorreto!
Junte-se a nós...
À frente, firmes e fortes!

31 março 2011

POMBAS E LATIDOS POR TODA PARTE

A ignorância e o desrespeito se somam em todas as partes da cidade: Comida distribuída às pombas pelas ruas e praças e cães que não param de latir.

POMBAS

Os que alimentam pombas devem achar bonitinhos esses ratos voadores que apenas servem para transmitir doenças.

Vejam uma pequena síntese sobre o assunto:
Doenças que podem ser transmitidas por pombos
Criptococose - micose profunda. Os sintomas são: febre, tosse, dor torácica, podendo ocorrer também cefaléia, sonolência, rigidez da nuca, acuidade visual diminuída, agitação, confusão mental. São transmitidas através da inalação de poeira contendo fezes de pombos contaminadas pelos agentes etiológicos.
Histoplasmose - micose profunda. Os sintomas que podem ocorrer variam desde uma infecção assintomática até febre, dor torácica, tosse, mal estar, debilidade, anemia..
Ornitose - doença infecciosa aguda, cujo agente etiológico. Os sintomas são: febre, cefaléia, mialgia, calafrios, tosse.
Salmonelose: doença infecciosa aguda no sistema digestivo. Alguns dos sintomas são: febre, diarréia, vômitos, dor abdominal. É transmitida através da ingestão de alimentos contaminados com fezes de pombos contendo o agente etiológico.
Dermatites - são provocadas pela presença de ectoparasitas (ácaros) na pele, provenientes das aves ou de seus ninhos.

Além de doenças, outros problemas
Entupimento de calhas; apodrecimento de forros de madeira; danos a monumentos históricos, em antenas de TV, em pintura de carros (devido à acidez de suas fezes); contaminação de grãos; acidentes aéreos ou terrestres.
Métodos de controle
Educativo - Baseia-se na orientação da população, alertando-a para que evite alimentar os pombos, pois tal hábito acarreta aumento exagerado do número de aves, com maior risco de transmissão de doenças e danos ambientais.
Barreiras físicas - Este método baseia-se na utilização de telas, fechamento das aberturas por onde as aves adentram, com alvenaria ou outro material resistente; colocação de fios de nylon.
Repelentes - Existem no comércio vários produtos, que são aplicados sobre telhados, beirais, etc. com o objetivo de afastar as aves do local.
Todos os métodos de controle possuem suas vantagens e desvantagens; entretanto, o que se recomenda é a utilização de medidas integradas, a fim de se obterem melhores resultados.

(Fonte: Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura de São Paulo)

LATIDOS A QUALQUER HORA

O segundo problema é o desrespeito de vizinhos a paz alheia. Cães que não param de latir.
Todos têm o direito a não serem incomodados em qualquer hora do dia. Nada de Lei do Silêncio
O direito a tranqüilidade, não ser incomodado em sua casa em qualquer hora do dia está, inclusive, protegido pelo direito de Vizinhança (artigo 1277 CC).
Não aceite argumentos tipo:
Cães têm que latir: os incomodados que se mudem; tomem calmantes; procurem seus direitos.
Procurar seu direito, sim.
Ao vizinho que não lhe respeita, não cuidando para que o cão não incomode com latidos persistentes e intermitentes há um caminho:
O processo cível, cabendo inclusive pedido de indenização pelo dano moral causado.
Já há diversos julgamentos nesse sentido, até com acórdãos do Tribunal de Justiça.
Procure o Juizado Especial Cível (Pequenas Causas). Não precisa de advogado
Cachorros são adestráveis pelo treinamento.
Donos mal educados ou desinformados são adestráveis pelo bolso.

Importantíssimo: Não faça nenhum mal ao cachorro.

Para terminar um recado a quem gosta ou não de cães:
Há milhares de deficientes visuais a espera de um cão-guia.

Saiba como ajudar acessando o site www.iris.org.br

03 maio 2010

ESTÃO ROUBANDO MEUS VOTOS

Jorginho! Me proteja-me!
Primeiro o Manto, está bem... Ele é muito mais importante, concordo.
Mas vai pensando num plano de ação, porque estão querendo roubar meus votos.
Eu sou ético, respeitador das leis, transparente – estou lutando para baixar meu IMC, sim senhor! - e aguardo o período das convenções para lançar-me candidato a qualquer coisa, novamente pelo PUN(*).
Vem esse povo querer roubar meu eleitorado com campanha antecipada.
Viu só o que saiu na imprensa, Jorginho?
“Funkeiras, ex-BBBs e atletas pretendem virar deputados” .
Tá na rede...
Tomara que seja na rede dos Urubus na quarta-feira.
Absurdo?
Digo eu...
Até o Vampeta.
Brasília ficará mais de perna por ar ainda se ele resolver dar mais “cambotas” na rampa.
Como ficarão os projetos de casas populares se elegerem a Tati Quebra Barraco?
E o Kleber Bambam? Deve ser Bambambam porque era BBB... Dois bam era o filho do Barney e da Betty.
Ele disse que quer o sossego de um mandato de Deputado Estadual e já está pedindo dicas para o cunhado que é veterinário e defenderá o esporte.
O que será que ele quis dizer com tal analogia animal?
Animal?
O Edmundo também quer ser.
Até a Mulher Melão, a Rainha dos taxistas.
Não estou errado não. Não é dos hortifruti, não. Taxistas, mesmo.
Ela é a rainha dos taxistas.
E das paredes de oficina mecânica.
Vai ver é dos taxistas com carros quebrados.
Ai! Jojó, assim não dá.
O PUN não vai prá frente com tanta concorrência desleal.
Só os verdadeiros convertidos ao Apostolado devem votar em mim.
Só terei dois votos novamente.
Um dia ainda descubro de quem será o outro.

(*) PUN é o Partido da Unidade Nacional que é apoiado pelo Apostolado de Pedro.

30 outubro 2009

UNIBAN – UMA PUTA (NA) UNIVERSIDADE


Joga pedra na Genny!... Joga bosta na Genny!...
Aqui procês estudantes da UNIBAN...
Atitude nazista a boiada em ação ofendendo uma estudante que trajava roupas “indecorosas”.
Será que os líderes que ameaçaram a “Genny da UNIBAN” em São Bernardo do Campo estavam embriagados, vindos dos milhares de bares que rodeiam as faculdades e ficam apinhados de estudantes “gazeteiros” ou apenas descontavam seu ódio da moça ter reagido a alguma cantada deles?
O resto da boiada são Hooligans inúteis...
Talvez “filhinhos de papai” oriundos das melhores escolas privadas?
E se a Genny fosse uma puta mesmo?
Qual o problema?
Se as roupas feriam alguma norma ética moral da Universidade caberia alguma atitude da direção da escola.
Quem sabe apareceriam os mesmos estudantes se rebelando contra o autoritarismo da direção da escola.
Pobres idiotas!
Lembro-me de Caetano quando, ao ser vaiado pela música “È proibido proibir” disse: “É essa a juventude que pretende tomar contra do país?
Vergonhosa e irreparável situação.
À Genny aconselhamos processar a Universidade pelos danos morais causados...
Ou quem sabe posar para alguma revista masculina, hein!...
Aí, os enfurecidos boizinhos no cio de linchadores passarão à caçadores de autógrafos...

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N.A – A foto não é da “Genny”, mas alguém atiraria bosta ou colocaria uma burka?

28 outubro 2009

ENTRE A VIDA E A MORTE

O cheiro ainda era imperceptível.
Menos para os urubus que volteavam cada vez mais baixos...
Pousam nas pedras, aumentando em quantidade atemorizante, como um filme de Hitchcock.
Devagar, seu prato vem rolando, imenso, nas ondas até parar na areia...
O casal se aproxima e não deixa seu cão cheirar, puxando-o enquanto late...
Um policial para sua moto no calçadão e, cuidando para não molhar o coturno, confere não fosse um ser humano... Burocraticamente, se vai dando lugar ao vendedor de cangas e bugigangas...
Um garotinho tenta acordar o pai que arde na areia...
Ciclistas olham de soslaio...
Senhoras que caminhavam, em crise de ecologismo, protestam...
Pescadores lamentam o golfinho que deve ter morrido enganchado numa rede... Nem pensar em cortá-lo e vender...
A praia segue sua pacificidade de um dia útil...
Sem frango, nem farofa...
Os urubus, com seu andar manco, pé ante pé, aproximam-se.
O faro atinado misturando-se ao olhar brilhante pela refeição que estava logo ali.
Apodrecendo.
Ao longe, em rude contraste, via-se um e outro atobá mergulhando em busca de alimento fresco.
Uma espécie, ágil e admirada, rouba vida para se alimentar e sobreviver...
Outra, desprezada, aguarda, placidamente, o fim...

10 setembro 2009

SABIÁ FORA DE HORA



Acordei com um trinar fora de hora.
Consultei o rádio relógio e eram três e trinta. Faltava muito para amanhecer.
O visor não piscava, então não faltara energia.
A TV desligada.
Ufa! Lembrei-me de acionar o timer.
Tentei dormir novamente acreditando fosse um sonho ou aqueles instantes entre sonolência e vigília que temos antes do sono profundo.
O trinar voltou minutos depois.
Encafifei-me!
Parecia um sabiá.
Naquela hora?
Lembrei-me da antiga música dos anos 40, o Passarinho do Relógio, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, que dizia “cuco, cuco, cuco... O passarinho do relógio está maluco...”
Arrisquei abrir a janela e tentar espiar.
As grades de proteção impediam-me de procurar melhor o pássaro maluco que cantava de madrugada.
Insistia!
Tomei coragem e alguns tropeções depois estava quase acordado. Não era minha imaginação.
O pássaro cantava mesmo.
Eu me lembrei que um sabiá há um ano fizera um ninho no pé de maracujá.
Teria voltado e estava comemorando o parto dos ovinhos?
A noite estava lindamente clara e as luzes do prédio vizinho, esquecidas acesas, iluminavam sobremaneira o quintal, espaço raro arborizado no bairro verticalizado.
Lá estava ele pousado no muro.
Trinava e olhava como esperasse alguém ou chamando o dia a raiar tal Chantecler, o galo que imaginava controlar o dia e a noite.
Fiquei hipnotizado olhando o trinado.
Minutos depois, o sabiá deve ter percebido, que assim como eu, tinha acordado fora de hora e provavelmente foi recolher ao seu ninho.
Ou a cantar em outra freguesia, como diria minha avó.
Hoje eu e ele, talvez, estejamos pagando a conta do sono quebrado.
Demorei muito a dormir novamente.
Fiquei imaginando como é interessante trocar-se o dia pela noite.
Quando a cidade se agita recolher-se ao repouso.
Quando a cidade dorme encantar-se com um simples, solitário e maravilhoso cantar de uma ave.
Será que a luz estará brilhante e prédio esquecerá as luzes acesas?
Será que ele se deixará enganar novamente e voltará?
Por via das dúvidas, será de bom alvitre, dar um cochilo durante o dia para o caso dele voltar na próxima madrugada.
Se ele não se assustar com minha desafinação, cantaremos juntos para espantar nossos males...

30 agosto 2009

MILAGRE NO PET SHOP

Resolvi levar Mickey, Minnye, Chyquinho, Francysquinho, Huguyto, Evyto e Luyzito ao Pet Shop. Todos com ypsilone...
Como morador da metrópole, não é a lenda que diz, tenho direito a sete ratos.
Resolvi pegar logo uns pequeninos para não sobrarem para mim o sustento de ratazanas da região central da cidade que assustariam o angorá da vizinha.
Queria ver se havia algum tratamento que transformasse os meus “ratus ratus” pardos em branquelos hamsters.
Se o Michael conseguia porque não tentar com a família?
Todos devidamente engaiolados e escondidos para não causar nenhum tumulto na sala de espera.
Cochichei à atendente o problema e mandou-me que esperasse, pois iria entrar em contacto com o veterinário especializado no problema.
Fingi que acreditei e fiquei lendo revistas.
Tinha a Focinhos, Good Forms Cats Girls, Hot Dogs, X Female Rabbits...
Fui folheando até que não pude deixar de ouvir a conversa que se travava sobre cães.
Uma balzaquiana, dona de um cão, estava indignada e queria saber como ensinar ao seu canídeo o ditado “cachorro que late não morde”. O Yorkshire latia muito e destruía todas suas pantufas. Da balzaquiana.
Uma jovem tentava consolá-la. Estava com o braço enfaixado vitimada por uma mordida de seu rottweiller, que entendeu que cachorro que não late tinha obrigatoriamente que morder.
O rottweiller, nem aí, paquerava uma poodle que estava se encostando na minha perna.
Acho que estava sentindo o cheiro do queijinho de Mickey et family...
Ainda bem que não havia nenhum gato nas redondezas.
Ai! Meu são Chiquinho de Assis, valei-me.
Falei no diabo, escutei o miado.
Gato não tem quem segure.
Ainda mais se está prestes a tomar um banho e fazer uma poda.
Alvoroço no pedaço.
Segura peão!
Miloca, nome da gata sem ypsilone, sentiu o cheiro de Minnye e começou a farejar a gaiolinha.
A poodle se invocou com a agitação da gata e ficou ouriçada.
O Rottweiler enciumou-se, talvez pensando que na gaiola houvesse um pequinês que se engraçara com a poodle que ele paquerava e rosnou.
A Yorkshire começou a latir.
Quem faz esse “canis domesticus” parar?
Resolvi me cuidar e a meus “ratus ratus”.
Peguei a gaiolinha e me mandei.
Todos a salvo, conferi meus animaizinhos.
Miraculo! Miraculo!
Os meus ratinhos estavam branquinhos, branquinhos.
Pareciam white hamster-twister (camundongos).
Creio que o medo os transformara.
O chato é que quando conto essa história, ninguém acredita.

06 agosto 2009

FLORA OU FAUNA? (conto minimalista eco...ilógico)

(O pássaro e a samambaia)

Vinha todos os dias...
Abrigava atrás da samambaia...
Vento e frio estragavam as folhas...
Envidraçaram a sacada...
Bateu no vidro...
Caiu no jardim...
Morreu de frio...


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Jorginho!
Estamos batendo cabeça...
Caindo pelas tabelas
Morrendo de medo de ser bi da segundona...
Sai da redoma, véio...

02 maio 2009

I AM HOMOS ERECTUS! ARE YOU TOO?



Sonhei ou tive um pesadelo que eu estava no Pleistoceno inferior...
Trocando em miúdos.
Eu era um homos erectus.
Senti uma pontinha de felicidade, uma vez estivesse erectus.
Minha coluna começa em envergar e sinto as pontinhas de bicos de papagaio cutucando.
Felicidade uma ova!
Não era a ponta do bico do papagaio que estava cutucando.
Era uma pedra da caverna onde havia me refugiado.
Cadê o controle remoto da TV?
Foi um pesadelo mesmo!
Rolo nas pedras e...
O que é isso?
Quem é essa macaca?
Acordo-a e reclamo imediatamente...
Para que comprei o depilador automático?
Foi uma fortuna... Dez vezes no cartão!
A resposta são alguns grunhidos.
Algo como olhando o rabo dos outros sentado em cima do seu...
Um rabo! Eu tenho um rabo!
Arrisco sair da caverna...
Já não sei mais o que é sonho ou o que é realidade.
Agora tenho certeza que sou erectus.
Vejo um bando de hominídeos vestidos com camisas iguais,
bandeirinhas, gritando palavras de ordem, subindo o morro.
Será alguma greve reivindicando bananas de melhor qualidade?
Passeata de ONG contra a extinção do mico leão dourado?
Grunho a um deles.
Ah! Vai haver uma peleja de chute ao cérebro no Planalto.
Convidam-me, mas não estou com vontade.
Ouvi uns tambores dizendo que há muita violência nesses locais.
Cadê a Jane, minha macaca?
Ei! O que é isso?
Pare de se engraçar com esse depilado.
Não tem cara de erectus...
Deve ser gay.
Um “Homos Sexual”...
Quem é?
Tarzan?
Bati tão forte no peito que quase quebrei uma costela.
Felizmente King Kong, nosso Super Mico, veio me salvar e colocou para correr o Homos Macacus.
Viva King Kong!
King é nosso Rei!
Óbvio!
Óbvio para você que já é um Homos Sapiens, seu darwininiano.
Não sobe aí nessa torre, King!
Pode advir um atentado das forças do mal e derrubá-lo.
Tentei avisar!
Está vendo só o que dá se meter com essas loiras depiladas?
Ouço grunhidos!
Benhê! Acorda!
Está tendo pesadelos outra vez?
Ufa! É você, Jessica?
Quem é Jéssica?
A paixão de Kong, nosso rei e senhor.
Logo depois do café, tive que ir ao Pronto Socorro para ver aquela dor na costela...
Não sei se a origem da dor foi realmente no sonho ou quando falei na Jéssica Lange.

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Jorginho!
Nada de entrar nessa de Dia da Virada, hein!

15 abril 2009

ELEFANTE NA PARADA GAY

Está causando grande polêmica e questionamentos em todas as áreas do governo de St.Paul a possível vinda de um elefante na Parada Gay da Paulista Avenue neste ano, que será no dia 14 de Junho...
Anotou a data?
ONGS, Sociedade Protetoras de Animais, a Cia do Metrô, a Cia Engenharia de Trafego estão em polvorosa...
Ninguém se entende...
O fato seria um grande e fenomenal atrativo turístico...
Imaginaram só?
Como direi?
A diversidade (assim está bom?) toda em cima do elefante...
Aquela gritaria para ver quem fica na tromba?
Quem pendura no rabinho?
Não! Não! Não! Isso é impossível, já alertou a Prefeitura.
Se o elefante resolve fazer fricote e bater o pezinho, o efeito pode ser igual ao de um terremoto.
O trem do Metrô pode descarrilar, a torre do Prédio da gazeta pode cair e ficamos sem TV.
Isso se a avenida não afundar...
O asfalto acabou de ser recapeado...
E se ele não quiser ir embora, ficamos com o elefante branco...
Põe em cima da mesa com o rabinho virado pra porta...
Donos de circos prometem entrar com uma ação judicial, pois se elefante gay pode ir para a Parada, eles também querem colocar os seus animais no picadeiro...
Eu disse picadeiro...
Oh! Como tem surdo nessa parada...
Vixê! Mãezinha Santa!
E se Noé resolver vir também e descarregar a Arca?
Soltar as frangas, as peruas, os mamíferos artiodáctilos pertencentes a família Cervidae, et coetera...
O trânsito vai ficar um “pega para capar”!
É pelo SUS? Tô na fila!
Sai prá lá... Tá me estranhando...
Ninio, o elefante polonês de apenas dez anos vive no zoológico da cidade de Poznan, está com sua sexualidade questionada...
Ele é acusado de só andar com outros elefantes machos.
Acusação injusta, segundo seu empresário que não permitiu que fosse entrevistado, mas esclareceu que elefantes só definem sua sexualidade após os 14 anos...
Fico matutando com meus zíperes...
Se o elefante ficasse brincado de casinha com as aliás iam chamá-lo de mariquinha...
E também conheci o Rosa (Rosemiro antes da cirurgia) que era gay e só andava com mulher...
Seu argumento era que sempre sobrava um bofe para ele...
Garanto uma coisa...
Não irei a Parada Gay este ano também...
Mas tem gente que adoraria se o elefante viesse...
Eu? Não! Fui só ver o elefante...

20 março 2009

QUE OS CÃES CORRAM LIVRES E SOLTOS

Como se joga dinheiro público fora em terras brazilis.
No caso, especificamente, em Saint Paul...
Eu me lembro... Eu me lembro...
Era governo da estrelinha...
Ex-Suplicy...
Ou será ex-Favre?
A Câmara aprovou e sancionou-se a Lei 13131/01...
Quanto 13...
13 é borboleta na centena e galo no grupo...
Não é 13, cumpade!... É 31...
Camelo...
Sei lá...
Qualquer coisa, menos cachorro...
Não podia pegar a lei mesmo...
O projeto era de um tucano...
A Lei previa que os cães tinham que ter RGA.
Registro Geral de Animais...
Assim, tipo a Carteira de Identidade de hominídeos, mas para quadrúpedes canídeos e gatídeos de qualquer raça ou sem ela, tipo e capacidade de furar sacos de qualquer tamanho ou pular de telhados caindo em pé...
Canídeo cai de pé, cumpade?
Não amola e presta atenção...
Como dizem por aí na TV...
A Lei é clara...
"Todo animal, ao ser conduzido em vias e logradouros públicos, deve obrigatoriamente usar coleira e guia, adequadas ao seu tamanho e porte, ser conduzido por pessoas com idade e força suficiente para controlar os movimentos do animal, e também portar plaqueta de identificação devidamente posicionada na coleira..."
È ou não é piada de salão!...
Cumpade, abaixa o volume que o carnaval já passou...
Assunto sério...
Tem madame que acreditou e fez RGA de perigosíssimos Fox paulistinhas...
Uma pena que só ela e o pessoal mais tolo...
A Lei não vale mais...
Uai! E tem lei que não vale, cumpade?
Lei no braziu é que nem gripe...
Tem umas que pega, outras que não...
A lei do RGA não pegou...
No Parque do Ibirapuera os cães correm livres e soltos...
Mesmo aqueles fortes e vigorosos que podem fazer do Fox um lanchinho...
Sacocetem razão, cumpade!
Eu vi que a lei também não vale no Vale do Anhangabaú, ali pertinho do gabinete do Prefeito, onde cães correm livres e soltos...
É, cumpade!
Vereador ganha salário?
Ganha...
Prefeito ganha salário?
Ganha...
Sabe que eu estava pensando que a gente podia começar a colocar anilha em todas as pombas para identificar quando elas fazem na nossa cabeça...
Vou me filiar a um partido antes que me roubem a ideia...

26 fevereiro 2009

PIT BULL ATACA CACHORRA NO ELEVADOR

A jovem, tipo “cachorra” de baile funk, conversava ao interfone com o porteiro do prédio.
Cabelo chapinha tingido de loiro, topzinho, shortinho e salto plataforma...
Preconceito? Nada! Descrição fisionômica...
Quase impossível não chamar atenção e fazer “virar literalmente a cabeça” do idoso mais esquecido no assunto.
Opa! Cuidado com o poste!
Tá distraído?
Não!
Estava olhando o pitbull que saia pelo portão do estacionamento.
O cachorro musculoso, com olhar desconfiado ia ao lado de seu dono, sem focinheira, nem enforcador.
Agora não é preconceito? É descrição cachorronômica?
Todos sabem que defendo o direito dos “homos sapiens” terem seus canídeos de estimação.
Principalmente se, sabiamente, não morassem em prédios, não levassem os canídeos para as necessidades fisiológicas pelas calçadas, et coetera..
Mais ainda, defendo o direito de ir e vir dos cachorros.
Deveriam ter vastos campos gramados para andarem soltos, namorar suas cachorras.
O pitbull saiu do prédio e a jovem conseguiu entrar.
Para não correr riscos e por falta de maior interesse atravessei a rua, rapidinho.
Fiquei matutando desavergonhadamente o que um pitbull e uma jovem daquelas poderiam fazer dentro de um apartamento.
Certamente poucos dormiriam em paz com qualquer um do referido par...
Eu nem passaria perto de um apartamento que tivesse um pitbull.
Sabe aquela historinha de perguntar o telefone do cachorro?
Se uma moça estivesse passeando com o pitbull você perguntaria o telefone dele...
Cai fora!
Ufa! O pitbull foi para o lado contrário ao meu... Posso atravessar a rua novamente e voltar para o meu trajeto original...
Já pensaram se o pitbull encontra a moça no elevador e não vai com a cara dela?
Cachorros não se interessam por certas virtudes das cachorras que fazem sucesso entre descendentes do macaco.
Ele, o pitbull, resolve morder.
Aviso!
Pitbull não rosna para avisar!
Não há quem segure!
Que estrago!
Abaixo os pitbulls em prédios freqüentados por cachorras!
Pensando bem, em todos os prédios, porque são traiçoeiros e atacam mesmo!
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Jorginho! Protegei-me dos pitbulls também!
Entendo o trabalho que foi para ganhar do Norusca, último colocado do campeonato!
Fazer o bandeirinha marcar impedimento e anular aquele gol deles deve ter dado muita mão de obra!

29 janeiro 2009

ESTÁ CHOVENDO MESMO!!!

Mãe!
Posso ir brincar lá fora?
Só se a chuva parou...
Parou, mãe!!!... Parou...
Cuidado!
Oba!
Ufa! Finalmente vou poder pegar um solzinho!
Com o Junior fora posso dar uma arrumadinha...
Estava ficando ensopada.
Não dava para sair...
Não adianta nem colocar galochas...
Socorro! Quem apagou a luz?...
Sem energia outra vez...
Assim vamos morrer sufocados.
Espio de dentro de casa e desanimo...
Não dá para sair...
Voltou a chover...
Volta filho!
Cuidado com o rodamoinho!
Esse aguaceiro está me preocupando!
Escutei essa conversa enquanto limpava o aquário.

25 janeiro 2009

ANIMAIS TAMBÉM SÃO GENTES



Em 1990, o Toninho, presidente de sindicato que virou ministro foi o pioneiro!
Ou o primeiro flagrado!
A Orca ia parir!
Pegou o carro oficial do Ministério para levá-la ao veterinário e ao ser indagado soltou a pérola: O cachorro é um ser humano como qualquer outro!
Deve ter errado o local onde levou a Orca, pois não se levam seres humanos a veterinários.
Alguns anos depois, a mulher do outro presidente de sindicato, o Luizinho que virou presidente copiou a ideia.
A Michelle, fox terrier da mulher do Luizinho ficou doente.
Pega o carro oficial e levou ao médico.
Ou terá sido ao veterinário?
Também deve ter errado o médico, porque a Michelle morreu!
No ano passado, o Eurico, coordenador do Bolsa Família de uma cidade do Mato Grosso do Sul deve ter ficado sabendo das histórias dos presidentes de sindicato e equiparando-se a eles inscreveu o Billy no Bolsa Família.


Ampliou o leque de animais que são seres humanos.
Billy é um gato.
Lindo! Ui!
Hum... Hum...
Quero dizer, Billy é um Felis sylvestris catus.
Gato doméstico para os menos entendidos no assunto.
A mulher do Eurico que não deve ser uma gata se entregou. Sem contar que o casal tinha dois filhos “fantasmas” inscritos no Programa.
Diz lenda que Eurico era funcionário fantasma da Prefeitura e misturou um pouco as coisas.
Leu sobre familiares funcionários fantasmas, gatos na tuba, que ele confundiu com gaita escocesa e o gato foi para o saco, digo bolsa.
Ele perdeu a bolsa do gato e o emprego.
Dentro dessa linha de raciocínio Laika foi a primeira ser humano a ir para o espaço.
Se ferrou, Gagarin! Perdeu o posto.
Sinto-me injustiçado!
Na década de 80, consultei sir Lyon sobre a possibilidade de inscrever “mon cherris” Sebastian Louis e Paul Charles como meus dependentes na declaração de Imposto de Renda.
Carinhosamente chamados de Balu e Pachá eram como se fossem da família.
Sabia a data de nascimento deles, a filiação, tinham mapa astral.
Filhos da Laila e do Paco.
Legítimos descendentes com pedigree SRD.
Balu um FS40 e Pachá FS20.
Explicando: FS é a capacidade do saco que furavam desde que se acabou com as latas de lixo que viravam.
Disseram-me que não podia.
Pura discriminação com os seres humanos que eu tinha em casa.
Acho que o Toninho da Orca tinha razão.
Ser humano também é cachorro...
Foi isso que ele disse?
Como tem cachorrada no braziu!
Estando ele em braziulia e falando a verdade...
Hum!