C & C - UMA PORCARIA DE ATENDIMENTO
Precisei fazer algumas compras de material de construção e lá fui para a maratona estressante de uma grande loja de materiais.
CENA I – Há duas semanas.
Um vendedor se apresentou e perguntei onde estavam os fios 2 ½?
Um instante que já volto...
E pendurou o crachá no carrinho, demarcando território...
Só faltou o xixi na rodinha, face a cachorrada que fez...
Pensei que tinha ido buscar os fios...
Enquanto isso, continuei em verdadeira batalha com os demais produtos elétricos que precisava...
Interruptor simples, interruptor paralelo duplo, tomada dupla e esse monte de nomes que adoram dizer para a gente se sentir ignorante em mais alguma coisa...
Cadê o vendedor?
Onde estão as lâmpadas incandescentes, pensei alto...
No outro corredor, disse-me um outro vendedor...
Resumindo, o vendedor sumiu...
Apareceu, de rabo, digo de mãos abanando, quando eu já havia encontrado quase tudo que procurava, inclusive o fio...
O senhor procurava o que mesmo?
Já encontrei tudo...
O senhor viu meu crachá que eu deixei no carrinho?
Devem ter levado junto com o carrinho.
Deve estar procurando até hoje, pois coloquei numa prateleira, no meio de umas lâmpadas...
Não preciso mais do senhor, disse-lhe no limite de minha educação...
Virei-me como pude, paguei e fui...
CENA II - Ontem
SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente)
Olhe, o vendedor garantiu que a entrega seria feita na sexta-feira, telefonei reclamando no domingo, hoje é segunda-feira e a “merdacoria” não chegou...
Como?
O vendedor garantiu que a entrega seria feita na sexta-feira, telefonei reclamando no domingo, hoje é segunda-feira e a “merdacoria” não chegou...
Fez cara de “como” novamente, mas não teve coragem...
Conferido o CPF, número do pedido, endereço, certidão de óbito de meu tataravô, olhou na tela do computador e:
Moço! Não sei o que aconteceu...
Então empatamos, só que eu paguei a compra e você está recebendo para resolver...
Vinte minutos depois de alguns telefonemas e mais telefonemas, chegou a conclusão:
Moço! Não sei o que aconteceu...
Eu sei, o motorista fugiu com a compra, arrisquei...
Prometo – estamos em época de eleições, então não devo confiar – que amanhã estará entregue...
CENA III - Ontem
O valor da compra está errado...
Como?
O valor da compra está errado...
(Cara de ????)
Eu comprei 17 produtos e a senhora marcou 19?
Impossível...
Com o saco no calcanhar de tantas asnices numa mesma loja sugeri a moça que tirasse o sapato para contarmos dedinho por dedinho.
O senhor tem razão...
Ainda que não tivesse, o cliente sempre tinha razão antes do Código de Defesa do Consumidor... Agora, nem sempre...
Quinze minutos e, pronto, a compra estava liberada, mas não haviam encontrado o motorista com a minha “merdacoria”...
O gerente deu o azar de atender ao telefone próximo de mim...
Chamei-o e contei-lhe as histórias e perguntei:
Sinceramente, o senhor voltaria a essa loja?
(fatos ocorridos na loja C & C – filial Miguel Estéfano).
Cena IV - SAC - Hoje.
A merdacoria não chegou ainda...
O ATENDIMENTO DO SAC É IGUALMENTE UMA DROGA E NÃO RESOLVE...
Atendido por Juliana Guedes, Milena Aguiar, Thais Silva...
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30 setembro 2008
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