24 abril 2016

MANTO SAGRADO – A SUPERSTIÇÃO EXPLICA DERROTAS?




“Caiu em Itaquera, já era... Nóis opera!”.
Opera quem cara-pálida?
Dois anos seguidos, semifinais do Campeonato Paulista, é a mesma ladainha. Empate por dois gols e derrota nos penais.
Saudade do Monumental da Fazendinha!
Bons tempos aqueles.
“Aqui na Fazendinha, a bola é minha!”.
Quem passou pela várzea, sabe o que é isso. O campo é nosso, nós mandamos. O Juiz é nosso, a lateral é nossa, a partida não termina empatada, bola corre até virarmos “gloriosamente” o placar.
Nestes tempos de modernidades, derrotas desse tipo somente explicando através da superstição.
Não há outra.
Senão, como uma equipe com folha de pagamento igual ao salário de um ou dois jogadores do Manto, pode vencer na “casa” do grandão?
No dia de Jorginho, o Santo Protetor.
Ora! Às favas...
Quanto custará um pênalti na trave?
A renda das finais.
Falta de sorte?
Os jogadores de Osasco, em quatro cobranças convertidas, acertaram três no mesmo local. Alto do lado direito de um goleiro canhoto.
Falta de treinamento...
Provavelmente.
Treinassem repetidamente, à exaustão, como fazem jogadores de basquetebol, melhorariam a pontaria, a técnica, transformando o goleiro adversário em mero coadjuvante, limitado a pegar a bola nas redes e devolvê-la ao árbitro.
Enfim, duas eliminações consecutivas, da mesma forma, no mesmo estádio, mesmo lado do campo.
Cá entre nós, para a próxima vez, minimamente mude-se o lado da cobrança dos pênaltis. Afinal, deve ter sapo enterrado naquele gol.
Reza a lenda, que no Monumental da Fazendinha tinha.
Mas, pelo sim, pelo não, umas horinhas a mais de treinamento ajudam.
Ajuda ou não, Jorginho?

12 março 2016

NEM UM PASSO À FRENTE, BRAZIU!




O “braziu varemnóis” está parado.
Em determinado período do final do século XX aconteceu cenário semelhante.
Recomendava-se que seria melhor ficar parado mesmo, pois um passo à frente poderia significar despencar num precipício sem fundo.
Veio a esperança no fim do governo militar e levar-se os trabalhadores ao poder.
Tivemos que nos pintar de verde-amarelo, vender estrelinhas vermelhas, iguais as que carregávamos na camisa.
Lutas para tirar “os pelegos” dos sindicatos.
Nunca elegi um presidente no século passado.
Acreditava quase piamente na estrelinha.
Na virada do século, as luzes do novo tempo se apagaram e pude perceber a grande mentira.
E continuei sem eleger um presidente.
Rude luta contra a maioria tingida de vermelho aparelhada por todas as ramificações do Estado.
Enfim, se o tempo cura quase tudo, passaram-se uns trinta anos daquela época de paralisia.
Andamos realmente um pouco à frente.
Depois a realidade...
Fomos parando, parando,.......pa...ran...
Rala esperança...
Pintar-se de verde-amarelo?
Enfrentar milícias paramilitares de roupas vermelhas e foices na mão.
Desaparelhar o Estado...
Pelegos devoram sobras do jantar dos Bichos e ameaçam com facas e garfos aos que olham à janela com fome.
Orwell descreveu porcos andando sobre duas patas.
No “braziu varemnóis” é um pouco diferente.
São jararacas rastejantes que infestam o país.
“Braziu varemnóis” está parado.
E terá que andar para trás para recuperar o rumo do sonho, que o Lulo-petismo levou à beira do precipício.

15 fevereiro 2016

CARNAVAL NO BRAZIU É O ANO INTEIRO



 
Não tenho propriamente aversão ao Carnaval. Feriados serão sempre bem vindos. O problema são os carnavalescos.
Na infância assisti, em TV preto e branco, concursos de fantasia invariavelmente vencidos por Clóvis Bornay, que completaria 100 anos em 2016. Três vezes fui “in loco” a desfile de escolas de samba – uma vez na Av. São João, outra na Av. Tiradentes e a terceira vez no Sambódromo do Anhembi. Em algumas noites insones, trechos de desfiles muito coloridos, carros alegóricos e seus destaques escondendo as “vergonhas” dentro de um band-aid, também chamado de tapa-sexo.
Em Sampa, este ano, ocorreu um fato inusitado: “A modelo Ju Isen, considerada musa das recentes manifestações contra o governo federal e destaque da Unidos do Peruche, foi expulsa da avenida por despir parte de sua fantasia, em protesto após ser impedida pela escola de usar tapa-sexo com a imagem da presidente Dilma Rousseff”. (fonte Uol)
Atrevo-me a dizer que o uso de tal “modelito” de tapa-sexo faria mais efeito que cinto de castidade ou métodos anticoncepcionais.
Carnaval, ora o Carná!...
Quem na juventude não tem seus ímpetos e surtos de idiotia?
Gostar de carnaval assemelha-se a acreditar que o comunismo é bom, que o PT iria mudar o “braziu”, que Luigi Ignatius será canonizado, et coetera similares.
Esses desvios de comportamento são admissíveis na adolescência, na primeira fase da idade adulta, mas ultrapassada a barreira dos trinta, “hominis e feminis sapiens” portadores de tais vícios são merecedores de avaliação psiquiátrica.
Tenho, ainda, motivo forte para desgostar do Carnaval.
O carnaval tem sua parcela de culpa em minha surdez.
Domingo de Carnaval de 1997.
Sobreveio-me a surdez súbita e a Dra. Paula, médica “otorrino” que me atendeu, depois de perguntar-me se eu não tinha ido a algum baile de carnaval, afirmou que eu precisava de uma lavagem auditiva, mas ela “não podia fazer” no Pronto Socorro.
Na quarta-feira gorda, quando consegui uma consulta ambulatorial, era muito tarde. Deveria ter sido internado e medicado de imediato.
Lá se foi minha audição.
O mais chato do fato, logo após o zumbido cerebral permanente até hoje e a perda unilateral da audição, era ter que “escutar” outras pessoas perguntando, detrás daquele sorrisinho irônico se eu não tinha mesmo passado a noite num ensurdecedor baile de Carnaval.
Não! Não tinha...
De lado o problema pessoal, as atividades momescas (Nestes tempos de obesidade coletiva ainda existem Reis Momos?) causam mais males que benefícios.
Exposição a som de 90db danifica as células auditivas em quatro horas.
Talvez por isso o som dos trios elétrico atinja 120 ou mais decibéis.
Quem está perto já deve estar surdo ou calibrado em estado letárgico. Quem esteja a quilômetros de distância, tentando descansar ou fazendo qualquer outra coisa, que o suporte.
“Eu quero é botar meu bloco na rua” cantou o falecido compositor Sérgio Sampaio
“A Praça Castro Alves é do povo”, cantava o tropicalista Caetano.
Analisando os inconvenientes do xixi no muro de d. Eva, os preservativos no jardim do Sr. Adão – quem mora na Vila Madalena sabe o que é isso -, o som infernal incomodando quem está parado no trânsito a caminho de algum compromisso mais ameno, uno as frases e desejo:
“Que os foliões dos blocos de rua de São Paulo sigam os trios elétricos. Rumem à Via Dutra, cruzem a ponte Rio-Niterói, arrastem suas sandálias pela BR116, cheguem felizes a Salvador e fiquem definitivamente na Praça Castro Alves”.
Pronto!
Com esta solução prática para o tríduo de cinco semanas “pré” e pós Carnaval, passo a preocupar-me com os outros “carnavais”, esquecidos durante a folia.
“Carnavais” a desfilar repetidamente nas manchetes da imprensa, tendo como destaques políticos, que tentam, sem-vergonhas, esconder seu locupletar-se, o desvio dinheiro público. Aos arquibaldos e geraldinos, fantasiados com seus narizes vermelhos, resta cantar e popularizar o Sr. Newton.
Vamos lá, comunidade!
Comigo! Em ritmo de Marchinha dos anos dourados...  soltem a voz:
“Ai! Meu Deus! Me dei mal... Bateu na minha porta o japonês da Federal”.

12 fevereiro 2016

CRISE HÍDRICA – ECONOMIZOU? PAGUE MAIS...



CRISE HÍDRICA – ECONOMIZOU? PAGUE MAIS...

A cota mínima de consumo da Sabesp é 10m3, ou seja, consuma 1, 2 ou 9 m3, paga por 10 m3.
Com a “crise hídrica” a Sabesp iniciou “o programa de bônus” para quem economizasse e atingisse a “média”.
Os bônus são 10%, 20%, 30% dependendo da faixa de economia.
Há a “multa” em 40% ou 100% devido à “tarifa de contingência”, para quem ultrapassar a média.
Vejam o absurdo que ocorrerá comigo e, provavelmente, com muita gente.
Consumíamos a média de 8 m3 em 2014, pagando por 10m3.
Passamos a economizar mais.
Em alguns meses, atingimos 4, 5, 6m3 e tivemos o bônus.
Na conta de fevereiro/2016, recebemos a conta indicando a “alteração da média de bônus” para 5m3.
Entretanto, a “tarifa de contingência” passaria a 6m3.
Deixe-me ver se entendi.
Se consumirmos os mesmos 8 m3 de nossa tradicional média, pagaremos a taxa mínima de 10m3, acrescidos de 100% de multa sobre o valor mínimo de 10 m3?

22 janeiro 2016

A HONESTIDADE DO CARA



Pululam nas teias sociais um rol de anedotas sobre a frase de Louisito Fifty One: “No hay arma viva mais honesta que yo” (sic ou será hic, hic, hic).
Peralá, gente!
O caso é sério.
Por muito menos tem hospício lotado.
“O cara” já se achou Getúlio “o democrata”.
Infelizmente não se suicidou para dar um pouco de sossego.
“Brahma”, sem uma ação da Ambev, enriqueceu ministrando palestras.
Deve ser o título “Honraris cauças” adquirido em Coimbra.
Deixe estar, uma ova!
Não fala mais coisa com coisa.
Olhe o que faz o álcool, meu filho!
Cuidado aí!
Até os loucos merecem toda a atenção. Afinal, reza um antigo provérbio, “serem tais relógios parados. Certos duas vezes ao dia.”
O pessoal da era dos ponteiros sabe o que estou falando.
Agora falando sério – viu, Chico – gente como “Love and Peace” são pessoas perigosíssimas. Levam seus fanáticos seguidores para o mesmo caminho de sua loucura.
O mundo está farto de exemplos.
No Ocidente também.
Adolph, Benito, Castro, Hugo... Apenas para ser mais recente.
Verborrou ainda: “Nem nas igrejas”
Nisso talvez tenha dito a verdade, pela evangelização levada a  troco de dízimos.
Mas é possível esquecermos Jim Jones?
Parem de brincar com o Lullo-petismo.
O “braziu varemnóis” pode estar próximo de livrar-se dessa praga.
Sai Zika...
São tinhosos, camaleônicos e sabidamente violentos.
Não brinquemos com eles.