20 fevereiro 2010

RITA LEE - BIG BROTHER DE CANDIDATOS…

Diz a lenda, e não é lenda, que Rita Lee em 2002 sugeriu que a Venus Platinada deveria trancar os presidenciáveis Ciro, Lula, Roseane, Itamar, Enéas, Serra e Brizola na casa e o público votaria e eliminaria um a um até que restasse o presidente.
Caramba! Já tem BBB há quase 10 anos... Como economizei energia elétrica!
Concordo parcialmente com a Rita...
A idéia de aprisionar político é boa.
Vejam o Arruda.
È um bom começo, mas faltam os...
Interatividade aí, gente...
Mas maneirem que só tem espaço para uma lauda.
Só do mensalão do PT tem uns cinqüenta... Tem o pessoal da BANCOOP, prefeitos e governadores com contas não aprovadas por superfaturamento...
Homicídio pelo Nordeste vale?
Vixe! O pessoal da construção civil vai ter trabalho... Haja penitenciárias.
Minha querida Rita: Se prendeu por que soltar?
Tem o pessoal que admira o Fidel.
Esses ao serem eliminados iriam para El Paredón...
Ou vão para El Paredón e são eliminados?
A ordem dos fatores não alteraria muito o produto.
Material de descarte não reciclável.
Tem uma coisa que não funcionaria.
No BBB lava-se muita roupa suja e político tem até conselho de Ética.
Um político não denuncia o outro.
Não joga no ventilador. Senão pode desvalorizar o preço do adubo no agronegócio.
Bob Jeff?
Foi um caso à parte e deve ter tido motivos muito especiais.
Cassado por falta de decoro parlamentar.
O coitado do Barreto Pinto também foi cassado por falta de decoro em 1946.
Só porque posou de cuecas e casacas para o David Nasser, que publicou a foto na Revista O Cruzeiro...
Esses paparazzi!
Nos dias de hoje mereceria elogios pela demonstração de lisura.
Bastaria dizer: “Podem revistar! Nada tenho nas cuecas!”.
Estaria livre e consagrado.
Talvez nem precisasse justificar.
Suplicy posou de sunguinha vermelha sobre a calça e não aconteceu nada.
Só para terminar minha argumentação que não daria certo um BBB presidencial.
Imaginaram o Serra e a Dilma em trajes sumários embaixo do edredom?
Como diria Millor:
Corta! Pano rápido!

17 fevereiro 2010

PODE FAZE XIXI NO RIO (cunversa de cumpade)

Oh! Cumpade... Que ce tá fazeno?
Eliminano o excesso de líquido... Pruque?
Mais ansim?
E cume que oce queria que eu fizesse? Despois o que ce ta oiano? Chega perto não!
Sai fora home... Ocê qué que prendam a gente?
Pruque?
Num ouve teve?
Assisto um poco...
I num viu que agora é proibido fazê isso que ce ta fazeno?
Perai... Acabei...
Coisa feia!
O que é que é feio?
Fazê xixi no rio... Dá cana...
Vou lá ganhá o premio...
Que premio?
A garrafa de cana...
Num é nada disso, cumpade... Dá cana quer dizê que vai preso...
Uai! Que confusão!... Na teve um dotô disse que não é para ficá preso que pode dá infequição.
Oh! Cumpade, num é nada disso... Fizero uma lei nova que num pode faze xixi em quarqué lugá da rua...
Fazê onde?
Num sei...
Troxemo o pinico?
Não!
Então... Onde nóis vai fazê?
Vixê... E tá me dando vontade...
Só se esvaziá a garrafa de tubaína...
Ou as latinha de cerveja...
É o jeito...
Peraí, cumpade... Despois o que nóis vai fazê com os vasiame?
É memo... Jogá no rio num pode... Mata os peixe...
Vamo pensá mió... Alembra do cumpade divogado...
Qui tem a vê?
Ele sempre dizia que quando fazem uma lei tem um jeito de dribá a dita...
Achô solução?...
Acho que sim...
Quar?
A lei num diz que num pode faze xixi na rua...
Diz...
Então qual é pobrema?... Eu fiz no rio...
Tem lógica...
Ói! Cumpade... Os peixe tão beliscano onde eu fiz... Joga a vara lá...
Lá num vô pegá não...
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Notas do autor -
1 - Se o ano começa após o carnaval, avisem o Ronaldinho que já começou...

2 - Este blog é especial... Número 666 - Número da besta do Apocalipse...
Preparem-se Apóstolos... O 667 será mais bestial

16 fevereiro 2010

CHEGA DE FOLGA, JORGINHO!

Jorginho! Acorde, homem!
Está na hora de trabalhar!
Acabou a folga!
Começamos mal o ano do Centenário!
Perdemos a Copinha, o desfile de carnaval e na semana que vem começa a tal de Libertadores.
Muita emoção à vista com esse time.
Para de esfregar os olhos e veja só!
Naquele gol da Portuguesa a Fátima desviou com o terço ou tapou o olho do nosso goleiro com o manto?
Precisamos arrumar alguém para por ordem no galinheiro que está escapando muito frango.
O que adianta fazer um monte de milagre e depois se empanturrar?
Do jeito que está não vai dar para comer pelas beiradas.
Com um Escudeiro igual o nosso, D. Quixote jamais teria namorado a Dulcinéia. Tromba com tudo que é moinho... Na Libertadores não tem o consolo dele ficar fora a cada três jogos... Não tem suspensão automática...
O cantor anda desafinando e o outro é paraguaio.
No meio, pagaram uma fortuna por um argentino, que é bom, mas colocam o Tcheco para jogar...
Trouxeram o Ralf para o lugar do Christian.
Isso me faz lembrar da dupla de pagodeiros Souza e Moraes que aproveitando o carnaval podia ficar lá pelo Rio.
O Fofinho teve distensão em qual parte da gordura óssea desta vez?
Pensando bem, sem jogar ele é melhor que assistir às apresentações de “Bill e as perigosas aventuras da inquieta bola fugindo das caneladas”.
A situação no ataque está tão assustadora que seu xará virou herói imprescindível. É nosso melhor cabeceador e tem o tamanho dos amigos da Branca de Neve.
É, Mano! O Manto está parecendo o time do Dunga!
Pelo jeito haverá duas vagas de técnico em Julho.
Como costumo dizer: “O Manto é o único time do mundo que quando está completo dá a sensação de ter onze desfalques”...
Vamos sofrer à beça!
Haja patuá!

CORDEL DO PENICO

Seu Cabral, como é que eu fico?
Só queria fazer xixi em “Paes”
Fui preso por falta de penico
Prometo! Eu não faço mais

Estava na praia curtindo um sol
Batidinha, camarão e o futebol
Cerveja fez efeito... Cadê o urinol?
Esses apertos não marcam horário
Procurei! Não achei um sanitário
Imediato um pensamento primário:
Dividir o espaço com um auau...
Chegou o fiscal com cara de mau.
”Aí não pode, teje preso, seu otário”
Pingando e molhando o calçadão
Fui “convidado” a entrar no camburão
Logo vi que não era só eu não!
Na perua tinha um monte de mijão

Seu Cabral, não seja tão pudico
Só queria fazer xixi em “Paes”
Fui preso por falta de penico
Prometo! Eu não faço mais

Enquanto o B.O. era preparado
Para eu ser fichado... Indiciado
Perguntei com todo cuidado
Se podia usar o do delegado
Resposta imediata: “Ta quebrado!”
E como faz se necessitado?
Usa o do boteco ali do lado?

Para me livrar qual argumento?
Em casa tenho que levantar o assento?
A incontinência é um sofrimento?
Doutor! Não fiz isso por maldade!
Foi ocasião, uma eventualidade?
Melhor nem falar que dá vontade

Seu Cabral, isso é demoníaco
Só queria fazer xixi em “Paes”
Fui preso por falta de penico
Prometo! Eu não faço mais

Quem quiser apostar, que aposte
Juro que não faço mais no poste
Não quero problema com preboste
Não posso fazer atrás do muro?
Nem de noitinha, bem no escuro?
Na minha idade vou passar apuro

Isso não se faz nem com cachorro
A que santo devo pedir socorro?
Queria ver aplicar a lei no morro
Justo eu que morava em Botafogo
Fosse ou não dia de jogo
Achava engraçado o Manequinho
Fazendo pipi o dia inteirinho

Seu Cabral, como é que explico?
Só queria fazer xixi em “Paes”
Fui preso por falta de penico
Prometo! Eu não faço mais...

12 fevereiro 2010

O MANÉ SERÁ PRESO?


Nestes tempos em que os governos fazem cada coisa sobre as cabeças da gente em terras brazilis, a Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu punir com prisão aqueles que fazem um xixizinho da rua.
Se tomarem essa medida em Salvador, a cidade baixa não alaga mais...
Por lá deve haver até demarcação de espaços que nem os cães fazem.
A dúvida que não quer calar...
Respondam rápido porque estou apertado.
O Rio de Janeiro tem banheiros públicos ou é que nem em São Paulo onde inexistem tais espaços?
Recentemente presenciei um cidadão dando uma aliviada numa pilastra da plataforma do Metrô.
Era ali ou depender da boa vontade do português da padaria, do coreano da pastelaria, do italiano da pizzaria.
Há lugares em que há uma plaquinha: “Só para clientes!”
Analogamente, não somos clientes do Estado?
E por que o ambulante da barraquinha de CDs piratas não pode dar autorização para a necessidade se são donos das ruas?
Lembrei da piadinha do rapaz que saiu do bar, cara cheia e foi se desidratar no pneu de um carro.
Outro rapaz chegou perto e perguntou se podia dar uma pegadinha no bilau dele...
Você é gay? Respondeu meio desconfiado. Espere um pouquinho.
Terminada a tarefa virou-se e antes que pudesse dizer qualquer coisa, gritou de dor...
O segundo rapaz era o dono do carro e torceu-lhe o pipi...
Não sei e não vou procurar saber se ele desfez o nó.
Será que a Policia carioca vai dar nó no pipi do Manequinho?
Depois desata o nó da dengue, das milícias, et coetera, et coetera, et coetera...
-------------------------------------------------------------------------------------Notas do Autor:
1) Já passei por tais apuros e agradeço aos donos de botequim que substituem o estado em tão necessária e humana tarefa...
2) Vão prender os cachorros ou os donos?

10 fevereiro 2010

PENA BRANCA VOOOOU!


Enquanto esperava o autógrafo do CD que fiz questão de comprar, embora já tivesse, pude ficar uns poucos minutos perto dele.
Em sua simplicidade, parecia envergonhado por dar autógrafos.
“Tem uns CDs à venda... Quem comprar e esperar eu desenho o nome neles”
Disse algo assim durante o show Encontro de Violeiros, em 2009, no SESC Ipiranga, ao lado do Passoca e Pereira da Viola.
PB realmente desenhava.
Desenhava imagens em nossa imaginação enquanto interpretava canções com voz inconfundível.
Voou de repente!
Fora do combinado!
Pelo espaço que ficará à sua falta talvez dê para ouvir um Triste Berrante de um Uirapuru.
Terá ido de Chalana para Beira-Mar ou num Carro de Boi comandando uma Romaria para um Morro Velho?
A Viola Marvada ficou sem quem dedilhe uma Serenata para alguma Divina Estrela...
Ou para uma Menina Bonita enfeitada de Arruda e Alecrim...
A Vida no Campo vai ficar esperando que surja outro para debulhar o trigo...
PB voou!
Lá para perto de Xavantinho.
Entregou-me o CD com um singelo “desenho” em letras maiúsculas:
“AO PEDRO UM ABRAÇO DO P.B.”
Deu-me o abraço...
E agradecemos reciprocamente...
Hoje só posso dizer:
Obrigado P.B.

DUAS CENAS EM LAS REPUBLIQUETAS SUDAMERICANAS

CENA I

Comam carne de cerdo, hermanitos!...
És muy meyor...
Meyor que Viagra paraguayo...
Néstor come!
Tininha Kirchner, presidenta da Argentina – bem feito - disse em um encontro com produtores de carne suína que "a carne de porco é melhor do que Viagra". Comer carne de porco melhora a atividade sexual. “Eu acho que é muito mais gratificante comer porco assado do que tomar Viagra”.
É melhor que comer carne da vaca?
Segundo o jornal “Clarín”, o cardeal de Buenos Aires enviou preventivamente um padre para administrar ao ex-presidente o sacramento da extrema-unção.
Néstor Kirchner foi internado de forma emergencial em Buenos Aires para ser submetido a uma cirurgia na carótida direita relatou a imprensa local.
Maygod!
Toicinho... Torresmo... Bacon... Adeus!

CENA II

"Se você levanta às três da madrugada para ir ao banheiro, compadre, por que gastar luz? Deixe a lanterna ali, na mesa de cabeceira", pediu Chávez, presidente da Venezuela – coitados.
Não tinha pensado nisso...
Ótima desculpa para fazer xixi fora do vaso...
Melhor que usar meias de lã para limpar...
As residências com um consumo abaixo dos 500 quilowatts por hora que conseguirem reduzir seu consumo de eletricidade entre 10% e 20% terão um desconto de 25% em sua conta de luz. Para os que cortarem mais de 20%, a redução será de 50%.
Já não ouviram isso?
‘Braziu varemnós” também adotou um sistema de metas de redução de consumo energético, com incentivos e penalizações, após o apagão de 2001.
Numa visita recente a Caracas, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia - o “top-top” do acidente da TAM - , disse que técnicos brasileiros estão ajudando a Venezuela a buscar uma solução para a sua crise de energia.
Coitados dos venezuelanos...
Eu não namoro mais venezuelanas!
Vão parar de tomar banho!

CENA III

No hablarei de Luizito...
Eram apenas dos factos...
No leram el titulo?...

07 fevereiro 2010

A ARTE DE ROUBAR...

Roubar está na essência do homem... Alguns produzem e a ampla maioria rouba...
É assim desde os primórdios... Diria que a cobra que tentou Eva roubou a maçã...
Se não roubou a maçã, roubou o Éden do casal...
Só não sei exatamente o que foi, posteriormente, roubado por Adão e Eva...
Caim roubou a vida de Abel...
Todos roubam algo em algum momento...
“Eu, não!!!”.
Reajam, repudiando-me...
Acalmem-se e, mais calmos, reflitam...
Não é necessário ir à santa Madre Igreja confessar o roubo secreto que é impossível mentir para si.
Ela é uma das maiores infratoras desse pecado.
Roubava na Idade Média explicitamente.
Vendia indulgências.
Que estelionato!
Ainda que ninguém tenha voltado para reclamar, o ouro dos pecadores purificados ainda deve brilhar em algum anel de Bispo.
Hoje roubam em garagens e templos e escondem em bíblias.
Não se deve discutir religião?
Então, passemos ao futebol.
Não vou falar do superfaturamento das construções de estádios para a Copa.
Falarei apenas do esporte.
Logo nos lembramos de algum gol de mão, algum pênalti suspeito contra o braziu...
A favor, não foi roubo... Foi esperteza, a malícia do atacante brazileiro...
Não se deve discutir futebol.
Política não se deve discutir.
Pô, aí é sacanagem!
Falar em roubar na política é igual falar de corda em casa de enforcados... Entre “excelências para cá, excelências para lá...”, a gente sabe que vamos ser roubados.
IPTU, ISS, IPVA...Aqui em St.Paul tem até um impostômetro.
De impostos, não de impostores...
Saindo da letra I, tem precatório, verba de representação, et coetera...
Chega?...
Concordou que somos roubados?
O patrão rouba o suor do empregado pagando o mínimo pelo máximo suor.
O empregado se vinga e faz corpo mole.
Ou invade uma fazenda e destrói a produção de laranjas... Mata o vigia... Quebra o maquinário.
Ladrão roubando ladrão, cem anos de perdão.
Onde eu roubei?...
Perguntem-se...
Você comprou algo, a preço vil, de alguém em desespero?
Pô, meu... Foi negócio de oportunidade, responde, vai...
E se você fosse o desesperado?
Os povos bárbaros roubavam suas riquezas entre si.
Os ingleses, portugueses, holandeses, espanhóis saqueavam-se, mares afora...
Lá pelo canal da Mancha ainda hoje fica muito dinheiro roubado...
Enfim, viver é a arte de roubar e ser roubado...
O tempo todo, o dia todo.
Se você produz é escorchado pelos impostos.
Sonega, roubando, justificando-se de algum modo.
Se você compra de camelô, você está roubando o emprego de um brasileiro.
Acha que está ludibriando o imposto do governo que rouba você.
Um chinês explora o suor de um boliviano, numa máquina de costura no Brás ou Bom Retiro... Você vai lá e compra a roupa do chinês que rouba o boliviano que rouba o emprego de um brasileiro... E pode ser até que revenda a roupa... Tudo sem nota...
É uma corrente sem fim...
Uma imensa cadeia de ladrões onde somos um elo...
Ou vice-versa...
Agora, sabem, realmente, porque eu escrevi isso há dois anos?
Revoltado com uma notícia que li, narrando o drama de uma mulher pobre, quase negra, aidética que está presa há dois anos e meio porque roubou bolachas e biscoitos no supermercado...
Cadê os outros, perguntaria o macaco?
Os que roubam panetones, por exemplo?
Não vamos dar nome aos bois, porque o espaço é pequeno e o rebanho imenso.
Liste você os ladrões deste país.
Inclua os que roubam a vida diretamente, os que traficam e roubam os sonhos dos jovens, dos que ingressaram em cooperativas habitacionais...
Faltam dedos para a contagem?
Se não gostou de ser enquadrado, rasgue...
Ou passe esta corrente “prá frente, braziu...”
Salve a Seleção!

05 fevereiro 2010

VERDADEIRO TEMPLO DOS MILAGRES

(baseado em fatos reais)

Deu na imprensa que em São Paulo surgem cerca de duzentos novos templos religiosos ao ano.
Logo, logo haverá mais garagens evangélicas que barzinhos ao redor de faculdade...
Por que a comparação?
Porque ambos fazem um barulho insuportável, por exemplo?
Porque nenhum costuma ter alvará de funcionamento?
Tem uma diferença marcante.
No templo pagam antes para obter promessas e no bar prometemos pagar depois.
Ma, viene qua, dio mio!
Não está na hora de mandar outro bambino para derrubar templos de falsos profetas?
Tudo bem que outro dia caiu um teto da Igreja dos pastores que ficaram em cana nos Estaites. Mas só isso?
Quem avisa amigo é: Ficará desacreditado, oh, painho!
Ficam prometendo miraculosos em seu nome e depois sabe quem vai pagar o pato...
Quando os consumidores caírem em si, vão dizer que o carnezinho do dizimo foi aí pra cima...
Já estão botando a culpa no xará síndico por causa do aguaceiro na cidade.
Na semana passada abriu um desses templos em frente a oficina do Chico, mecânico do bairro.
Mecânico de primeira. Achava de ouvido defeitos no motor.
Contou-me que não está escutando mais nada quando ligam o som da garagem da fé.
Coitado! Justo ele que não é de por os pés em igreja...
Exceto para casório, batizado... Essas coisas que mesmo comunistas italianos como ele praticam...
Ia reclamar na Prefeitura, mas a mulher dele converteu-se e é evangélica de outra fé e disse que deus castiga.
De nada adiantou argumentar que é ele que agüenta a penitência.
Homem que eu levava fé, estava ali!
Onipresente, salvou-me da aflição em muitas ocasiões.
Quantas vezes apareceu, atendendo meu pedido, quando meu velho Passat quebrava nas mais estranhas quebradas.
Sem contar os consertos sem ver o carro.
Olha se não é a vela que apagou!
A mangueira não está rasgada?
Tem gasolina?
Tinha também o poder da premonição...
A correia dentada vai quebrar. Ou: vai ficar sem embreagem...
O Chico era que nem a conta do bar. Primeiro ele fazia o milagre. Ficava na promessa de receber, sem nunca se negar a novos milagres a quem cometia o pecado do esquecimento...
Entre um grito e outro do pastor, deu tempo de rir...
Ele falou que estava seriamente pensando em mudar o nome de sua oficina de “Oficina do Chico” para “Templo do Senhor Chico”.
Acha que rende mais e quando precisar de silêncio é só pedir...
Milagres não lhe faltam...
Isso, já dei meu testemunho.

PREMIO LITERARIO - SATELITE E.C.



No dia vinte e nove de Janeiro recebi premiação no concurso Dalton Trevisan de Contos do Satélite Esporte Clube... Foi uma das três premiações que recebi em 2009.
Seguem algumas fotos do evento e o conto premiado em terceiro lugar...




O HOMEM QUE COSIA O TEMPO

Ele tecia nozinhos num barbante para coser o tempo...
Jogava sozinho dominó a quatro mãos, com seus parceiros imaginários...
Fazia “passar” a jogada adivinhando a jogada de seu adversário...
Andava à noite uivando para a Lua Cheia...
Todos os outros internos tínhamos medo dele...
Tinha de ser dele o primeiro prato, o primeiro suco, a primeira sobremesa...
Devorava tudo como quem morre de fome...
Ou como o condenado na última refeição...
Quando teria sido a última refeição em que não conversara com os talheres?...
Ele não olhava para ninguém...
Exceto para a televisão quando discutia política com o presidente da República enquanto este discursava...
Os dois malucos...
Contava as gramas do jardim...

Brigava com o jardineiro que podava as roseiras que ele não podia tocar para não se ferir nos espinhos...
Toda noite gritava e chutava as portas declamando o hino nacional e convocando para o treinamento antiaéreo...
Ia tecendo seus nozinhos que a Desatadora dos Nós não desfaria...
Cada nozinho tinha sua história que ele ia desfiava para os dedos das mãos...
Que tinham nomes diferentes e tratava como quem cuida do filho na noite de febre...
Davam-lhe barbantes pequenos para que não se enforcasse...
Ele os consumia... Quando não cabiam mais nós, o barbante desaparecia...
Talvez o engolisse, como a mãe que deseja proteger o filho no útero...
Primeiro laço no novo barbante...
Depois mais um... E mais um...
Ele ia cosendo o tempo...
Seu tempo já se acabara...
Persistente, ele ia cosendo...

03 fevereiro 2010

VOLTAM AS AULAS... CUIDADO, CRIANÇAS!


VOLTAM AS AULAS... CUIDADO, CRIANÇAS!

Cadê meu silício?
Fui cúmplice e algoz disso durante 30 anos...
Será que tenho perdão?
Escola é um perigo!
Pobres crianças!
Bem, parte disso eu tinha ciência...
Aqueles olhares sonolentos chegando às sete horas da manhã no inverno.
Que pecado terão cometido para tamanho castigo, perguntava a meus zíperes.
Sinto-me menos culpado por haver trabalhado sempre em escolas públicas e umas horinhas depois alguns tomavam sua primeira refeição.
Sei de alguns que só se alimentavam na escola.
Escola faz é muito mal.
Peraí! Segurem as pedras! A escola também tem coisas boas... As férias, por exemplo...
Querem dar mau exemplo para as crianças ficarem mais violentas.
Como é o nome da violência da moda?
Bullying?
No meu tempo era briga de turminhas... E terminava com uma bronca de algum morador.
Estou na calçada esperando o hominho acender e observo o congestionamento à porta de um grande colégio da Zona Sul de São Paulo.
Os agentes de trânsito parecem diretores de bateria de tanto apito para que as mamães (e papais também) não parem em fila dupla para descarregar seus fofíssimos rebentos adolescentes.
Que saudade da aurora da minha vida, quando ia e voltava a pé... Eu era magrinho...
Sabem que eu chegava a caminhar três quilômetros para ir até a escola.
Chutava tampinha pra caramba!
E conhecia um monte de colegas que iam se juntando pelo caminho.
Hoje não tem mais essas coisas.
Os pais de hoje tem razão em levar seus filhos até a porta.
A violência da metrópole.
Quem ia roubar um Keds Bamba ou um Conguinha?
Acho uma violência carregar as mochilas de hoje em dia.
Eu, mirradinho que era, acho que não conseguiria. E esqueceria num canto perto das pedras que faziam os gols na rua.
Fico refletindo...
Se as crianças conseguirem aprender metade do conhecimento que carregam em suas mochilas certamente serão novos Einsteins.
No fundo, acho mesmo que sirva apenas para musculação, nestes tempos virtuais.
Na dúvida o livro ou Dr. Google?
Acendeu o hominho verde. Posso atravessar...
O senhor dá licença de tirar o carro da faixa de pedestre?
Não xinga que o menino está ouvindo...
Eu posso!
O garoto diz algo e desce do carro a uma quadra da escola.
Seu Zíper, fala a verdade! Se era para o garoto descer aqui podia ter vindo de metrô ou de ônibus, que tem faixa exclusiva e parava mais perto do colégio.
Putz! Era o maior prazer quando podia gastar um passe escolar e voltava de trólebus nos dias de chuva.
Trólebus, crianças!
Nunca ouviram falar? Ônibus elétricos? Os sucessores dos bondes.
Parem de rir!
Ainda bem que a mochila dele tem rodinhas... Não entorta a coluna!... Vixe! Quebrou a rodinha no buraco da calçada.
Pela carinha de "Oh! Vida! Oh! Dor! Oh azar!!" deve estar odiando o primeiro dia de aula.
Eu também...
Hoje eu acordei as sete com o buzinaço que dava para ouvir até na minha casa...
E eu não quero mais acordar cedo!
Deve ser castigo!

01 fevereiro 2010

BLUE MOON EM DIA PALINDROMO?



Quase me passa despercebido...
Hoje é 01 de 02 de 2010.
Uma dia palíndromo...
De trás para frente é a mesma coisa.
O ultimo foi em...
Interatividade aí, pessoal...
Isso mesmo! Acertou...
20 de 02 de 2002...
O próximo se não me engano será em 11 de 02 de 2011.
Ocorrerá um em 18 de 02 de 2081. Não estarei vivo para comemorar o centenário de meu filho.
Estão vendo só como são raros dias palíndromos?
São mais raros que Blue Moons!
Não sabe o que são Blue Moons?
Um samba canção gravado pelo Blue Eyes?
O que é isso, companheiro?
Lua Azul é quando num mesmo mês ocorrem duas luas cheias...
Ocorrem em períodos de aproximadamente 32 meses, embora em 1980 tenham ocorrido duas quase consecutivas.
Janeiro e Março...
Se Fevereiro, mesmo bissexto naquele ano, não fosse econômico teria ocorrido nele.
A última Blue Moon foi em dezembro do ano passado.
Sabe o que pode ocorrer numa Blue Moon?
Na última aconteceram enchentes em São Paulo.
E num dia palíndromo como hoje?
São Paulo está cheia de enchentes...
A astrologia não explica o fato...
A numerologia também não...
Será que já ocorreu um Blue Moon num dia palíndromo?
Mais fácil acertar na Loteria...
Nunca!
Tomara mesmo que nunca aconteça tal conjunção astral-numérica.
Pode advir um dilúvio de afundar a arca do Noé.
Mas se não fosse o aprisionamento caseiro promovido pela chuva nem teria me lembrado de olhar o calendário e visto que hoje era um dia palíndromo...
Certas coisas parecem que acontecem porque tem que acontecer...
São imprevisíveis.
Não os dias palíndromos, nem as Blue Moons.
Muitos mistérios acontecem e pessoas especiais nascem nesses dias...
Você não acredita?

28 janeiro 2010

NA LÓGICA DO APAGÃO

Na falta de idéia mais luminosa, alguns fatos para pensar.
Nestes tempos de enchentes que não se arrume desculpas para a falta de energia elétrica.
Oh! Raios!
Quem foi que inventou de mudar as tomadas?
E acabar com a fabricação de lâmpadas incandescentes?
Me enganem que eu gosto...
Afinal sou cooperado da BANCOOP...
Qual é o índice de casas no “braziu varemnós” que possuem aterramento?
Só para começar a contagem vamos de favelas paulistas e cariocas, depois os rincões das antenas parabólicas, com Internet sem fio.
Rocinha, Borel, Heliópolis, Paraisópolis...
Calma, pessoal!
Não precisa correr... Aterramento não é soterramento.
Os postes onde os camelôs fazem “gato” no Metrô Santa Cruz (SP), com benjamins, para iluminar a barraquinha de churrasquinho de gato que deve ter morrido eletrocutado estão aterrados?
Essa mudança deve ser lobby dos fabricantes de adaptadores.
Quem está reformando sua casa ou apartamento só encontra tomadas novas que não se adaptam aos “machos” dos aparelhos eletrônicos velhos.
Quem está repondo os aparelhos novos, por vontade própria ou conseqüência da enchente só encontra “machos” novos que não se encaixam com tomadas velhas.
Precisavam seguir o exemplo dos garotões que se encaixam com atrizes maduras.
E tome adaptador.
Tem para todos os gostos, cores e gostos.
O mesmo vale para as lâmpadas incandescentes.
A mudança é mundial, inclusive para o terceiro mundo.
Consomem mais, são menos ecológicas e justifiquem como quiserem.
Mas custam 10% da econômica.
Onde está a economia?
Lobby chinês.
Estou preocupado com o que mesmo, se virou mexeu falta luz?
Deve ser para que não escutemos as notícias.
Dar tempo para apagarem as provas dos mensalões, dos dólares nas cuecas, nas meias, as compras de panetones, et coetera...
Apaga tudo logo, que o desgoverno está no apagar das luzes.
E vai deixar tudo muito escuro para o próximo...

27 janeiro 2010

BANCOOP - VILA CLEMENTINO ESPERA O MESSIAS

A BANCOOP assobia e atendem...
A BANCOOP rosna e assustam-se...
A BANCOOP oferece água e mudam-se opiniões?

Estou estupefato!
A mudança do discurso entre a última reunião da Associação do Vila Clementino e a apresentação da situação à Assembléia foi de pasmar...
Não é o caso nem de citar o poema atribuído a Maiakovski como grito de alerta.
Parece que os inimigos já ultrapassaram os portões, já pisaram nas flores e só falta o lance final.
A tomada definitiva das casas.
No caso os apartamentos que parte dos cooperados irão perder se seguirem a molde de outros empreendimentos, onde muitos tiveram que entregar os esforços após a doce ilusão de que alguém iria resolver seus problemas a título, digamos, de benemerência.
Não há vitória sem luta...
Isso é exato...
A BANCOOP sabe disso. E sabe trilhar o caminho da derrota. Por isso, insiste rosnar em repetitivos e últimos gritos de morte.
Vamos ganhar e não vamos levar, foi argumento que mais ouvi.
Inicialmente, garanto que vencer sempre é muito melhor.
Perder pode ser o outro lado, mas fugir da luta?
Já pararam para se perguntarem a quem interessa desistirmos da luta?
Esmiúcem essa dúvida, lembrando-se que não há uma migalha de pão gratuita e que quando alguém perde – no caso os cooperados – alguém está ganhando.
Sempre defendi e defendo que se a BANCOOP quer falar aos cooperados que venham até nós.
Dou-me ao direito de não me ajoelhar.
E garanto que é um viés de luta.
Quem está ganhando somos nós e, havendo a necessária combatividade no Judiciário, a balança penderá para nosso lado e virão nos procurar mais equilibradamente, sem mandar recados via interlocutores.
Buscarão o termo de rendição.
Já tentaram isso em outros empreendimentos e quem não cedeu está vencendo, ainda que o caminho seja longo.
Se não se convenceu ainda, vamos ao que doerá.
O bolso.
Não se iludam.
Reitero que muitos ficarão pelo caminho e sem enveredar pelo caminho do divisionismo, sendo “pragmático” como se adora dizer, considerem:
a) Todos pagarão aporte. Quem nunca lutou sairá beneficiado pelo dinheiro de quem bancou a luta. Isso pode ocasionar uma variação à maior de até R$ 10.000,00 aos valores apresentados.
b) Diferentemente do que se afirma o “aporte a ser pago a incorporadora” não termina com a desvinculação à Cooperativa. A BANCOOP, a despeito de promessas virtuais, não termina jamais o aperto do torniquete. Lembrem-se que os primeiros valores apresentados oscilavam por volta de R$ 35.000,00 e aumentaram cerca de 50%. E aumentará mais. Na proporção de nossa fraqueza e ansiedade. Quem tiver acesso ao “contrato de adesão” dos empreendimentos “vendidos” a incorporadoras, confira atentamente os termos. Especialmente o acordo dos Altos do Butantã. Sem nos esquecer que mesmo os “felizes” 30% de cooperados que sobreviveram, até agora, no St. Paul receberam aportes posteriores ao “acordão” e a BANCOOP só forneceu a documentação à TARJAB após os cooperados se sujeitarem a aceitar o novo valor, cerca de 10% a maior.
c) Jogar R$ 6.000.000,00 (um premio da mega sena) fora. Mesmo que não recebamos, como alegam, deixaremos de pagar. Isso se chama “economia ou lucro do consumidor”.
d) Obtenção do financiamento – Projetem o financiamento de R$ 50.000,00 no prazo máximo a quem tem 55 anos e nas menores taxas de mercado. Serão 180 parcelas de R$ 550,00. Ou seja, R$ 99.000,00. 100% de aumento no seu sonho.
O mesmo vale para o financiamento aos cooperados mais jovens. Para R$ 70.000,00 em 240 meses serão R$ 660,00 ou R$ 168.000,00.
E a ansiada escritura que pode vir, via luta judicial, em cinco anos, talvez demore quinze ou vinte anos.
Quem não se adequar às exigências para o financiamento terá de devolver, sem mais argumentos, o imóvel à incorporadora recebendo o valor pago em 36 parcelas, com um ano de carência.
Finalizando:
Não há Messias a nos salvar.
Há espertalhões sem escrúpulos do outro lado.
A tábua de salvação chama-se lutar.
Lugar de conversar com a Cooperativa é à mesa do Magistrado ou à frente de todos os cooperados, sem recados, levando toda e qualquer decisão à presença daquele.
Com todo respeito, o resto é conversa fiada.

26 janeiro 2010

CHUVAS SÃO INCONTINÊNCIA NO CÉU

Hum... Hum...
Radioterapia, Sonoterapia, Traumatologia,
Achei!
Urologista...
Endoidei, não!
Estou procurando uma causa e soluções para as chuvas e conseqüentes enchentes que assolam e devastam o “braziu varemnós”.
Especialmente em São Paulo, que onde estou preso...
Sim! Preso! Sinto-me na condicional.
Basta um relâmpago e tenho que voltar correndo para casa.
Chega a hora de dormir, deito cheio de atrasos, conseqüência de o dia útil ter ficado menor desde a chegada do período de chuvas.
Dormir é modo de dizer. Acordo de relâmpago em relâmpago...
Menos mal que não tenho que me levantar para levantar a mobília do chão como o pessoal das várzeas e outros locais alagadiços.
Nem ficar torcendo para o morro não vir abaixo.
De qualquer maneira, como sou brasileiro, isto é como sou corinthiano e não desisto nunca, passo a insônia sonhando.
Primeiro, é claro, com a Libertadores.
Depois, faço planos.
Planejo o dia seguinte.
Se o sapato secar, tenho que pagar contas, passar na padaria, ficar na fila da lotérica, dar comida aos pombos e empestear ainda mais a cidade...
O que mais aposentado faz?
Se a sola do sapato realmente descolou de modo inapelável, antes disso tenho que comprar outro...
Acho que vou comprar uma papete...
Isso mesmo! Uma franciscana de borracha, modelo lavar quintal.
Guarda-chuva e papete ficam um charme, não acham?
Bermudas ou calça arregaçada até a canela completam o figurino.
São Paulo fashion-week me espere...
Preciso me apressar!
Tenho que fazer isso tudo antes da chuva.
Ou seja, antes das...
Que horas, mocinha do tempo?
Chuva intermitente o dia inteiro?
Acho que não tenho mais cuecas secas...
Raios!
Não estou xingando, não!
São raios espocando e refulgindo no céu azul anil tromba d’água que se avizinha.
O jeito é continuar a leitura do catálogo do convênio médico e entender o significado do palavrório...
Radioterapia significa ficar ouvido rádio, esperando a sonoterapia chegar e impedir que eu corra o risco de inadvertidamente cismar de sair, escorregar e precisar de um traumatologista, pois velho quando cai é mais perigoso que friagem...
O urologista é para você, xará daí de cima!
Eita incontinência!
Vai se tratar!

20 janeiro 2010

BANCOOP VILA CLEMENTINO

A BANCOOP chama comissão do VILA CLEMENTINO para reunião.
Após ser condenada em primeira instância a devolver imediatamente o dinheiro que sumiu da conta (R$ 1.760 mil), a reiniciar a obra sob multa mensal de 100 mil reais e ainda a devolver o valor de R$ 1.300 mil lançados a maior quando da compra do terreno – valores a serem corrigidos desde a propositura da ação e “erro” da escritura - a BANCOOP segue em suas ações desesperadas.
Será que tentará convencer os participantes da comissão a convencerem os demais “cooferrados” a saírem da “Cooperativa de fachada”?
Essa ilusão de passar para incorporadoras condena os cooperados a pagar novamente por seus imóveis já pagos.
No caso do Vila Clementino, os cooperados tem um crédito contábil suficiente para terminar o empreendimento e valores são lançados mais e mais, como fossemos devedores e não vitimas.
Tudo é possível e esperável quando se está em desespero de morte.
Mentir não é crime ao réu.
Só resta fazer a assinatura do termo de rendição, que fanáticos "xiitas" não fazem.
Ademais, se queriam falar com suas vítimas porque as impediu de entrar na Assembléia de aprovação de contas, ainda que esta já esteja sendo desprezada por inúmeros julgados?
Querem falar aos cooperados? Venham ao empreendimento!
Tem medo de que?
Sentem-se desprotegidos, sem a segurança dos guarda-costas?
No fundo sabem-se derrotados juridicamente e que politicamente a “casa cairá” de modo irreparável após as eleições de outubro.
Até lá o presidente da “cooperativa de fachada” ficará exposto enquanto tesoureiro de campanha do candidato petista ao Planalto. Terá que aparecer na mídia e será inevitavelmente questionado das derrotas consecutivas e da sua gestão na Cooperativa.
Isso se não for preso antes, fruto das investigações do Ministério Público criminal, que espero ocorra logo.
A “Cooperativa de fachada” está acabando.
Os colegas de infortúnio sabem que os diretores da cooperativa de fachada não repetem em pé o que disseram sentados.
Tenho acompanhado negociações e a cada reunião o valor a ser pago aumenta.
Não compactuo com farsas e não comparecerei a reunião.
Se alguém quiser ir em meu lugar segue o horário e endereço:
Rua Libero Badaró, 152 - Dia 22 Janeiro.2010 as 11 horas.
Se acredita em Papai Noel vá lá!
Cuidado com o café e a água.

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Segue o dispositivo final da sentença que condenou a BANCOOP na ação do Vila Clementino.

Doutra parte, em relação à COOPERATIVA HABITACIONAL DOS BANCÁRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO LTDA – BANCOOP, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTES OS PEDIDOS para, confirmando as liminares deferidas, condená-la a restituir à conta específica da seção Vila Clementino o valor de R$ 1.763.535,37, que deverão ser vinculados à conclusão das obras inacabadas do Residencial Vila Clementino, devendo as contribuições mensais dos Cooperados associados da autora ser depositadas em conta vinculada à dita seção, com a competente prestação de contas. Eventual exigência de aportes financeiros somente serão admitidas após a restituição do valor supra e a constatação manifesta e documentada sobre a insuficiência deles para conclusão das obras. Condeno a requerida, ainda, à míngua de qualquer explicação constante dos autos ou de qualquer prestação de contas a respeito a restituir aos Cooperados vinculados ao Residencial Vila Clementino a inexplicada diferença (R$ 1.300.000,00) entre o preço de aquisição e o preço de venda do terreno destinado à edificação de dito empreendimento, utilizando-se para tanto a divisão desta diferença pelo metro quadrado, e se multiplicado pela fração ideal adquirida por cada um. Dita restituição deverá ser feita, se o caso, após a conclusão das obras, caso não haja efetiva necessidade de reforço de caixa, nos termos especificados nesta sentença. Deverá, por fim, reiniciar as obras do Bloco C do empreendimento Vila Clementino, no prazo de dois meses, sob pena de multa de R$ 100.000,00 por mês de atraso, limitada a R$ 2.000.000,00. Arcará a ré com 70% das custas e despesas processuais, fixada a verba honorária advocatícia em 10% sobre o valor da condenação nesta mesma proporção.

BOLSAS FEMININAS (cena do cotidiano)

Benhê! Você viu minha carteira?
Acho que sim...
Onde?
Você precisa prestar mais atenção onde guarda suas coisas.
Viu ou não viu?
Você tinha deixado em cima de algum lugar e eu guardei...
Obrigado! Onde?
Ah! Já sei... Você tinha deixado no console do carro e eu guardei na bolsa...
Qual?
Está querendo muito... Olhe na que está no armário.
Qual armário?
Ai! Esses homens que não acham nada... Deixe que eu pego...
.....................................................................................Espaço interativo para o diálogo das bolsas que “saltaram” do armário.
Oba! Vamos passear.
Hoje é minha vez.
Nada disso... Você foi à feira ontem...
Feira não é passeio.
Hum! Ela me olhou e jogou de volta ao armário.
Eu também...
.....................................................................................
Achou?
Mas que pressa! Porque você não guardou?
Faria isso se você não a tivesse seqüestrado e presa em local incerto e não sabido.
Além de guardar ainda tenho que escutar.
Só que devolver.
Que bolsa eu estava aquele dia?
Que dia?
No dia em que eu guardei a sua carteira.
Eu não lembrava nem onde tinha deixado a minha carteira, como vou saber que bolsa você estava.
Ah! Já sei. Era a preta.
Tem duas pretas aqui.
Não nenhuma dessas duas. Essas são para festas.
Quantas bolsas pretas você tem?
Não é da sua conta.
.....................................................................................
Pausa interativa para a discussão das bolsas pretas.
Vai sobrar para mim. E faz mais de mês que não saio do guarda-roupa.
Ainda bem que eu sou pequena e não cabia a carteira.
Ai! Ai! Não puxa meu forro. A carteira não está aqui.
Tomara que ela mexa aqui no fundo do armário e se lembre de mim...
.................................................................................
Estou ficando atrasado.
Para que você precisa da carteira.
Ora! Meus documentos e dinheiro estão lá dentro.
Porque não diversifica? Não sabe que não se deve deixar todos os ovos no mesmo cesto? Faça que nem eu. Nunca deixo meus documentos e dinheiro numa única bolsa.
Como você faz?
Saio só com uns trocados e deixo os documentos guardados na gaveta.
................................................................................
Espaço para recuperação do susto e diálogo das bolsas.
Você tem documento aí?
Não! Tenho moedinhas de cruzeiro novo.
Tem dez mil cruzados aqui.
Nota de um real ainda está em circulação?
E moedinha só de níquel?
Tenho Xerox de RG.
Eu também...
................................................................................
Pronto! Achei sua carteira!
Onde estava?
Na gaveta, ora!
Como na gaveta? Eu já havia procurado lá...
Estava atrás da minha bolsinha nova de crochê.
Socorro! Alguém faça uma lei obrigando as mulheres a devolverem o casco da bolsa anterior sempre que adquirirem uma nova...
..................................................................................
Espaço interativo para diálogo desesperado das bolsas que estavam ao alcance:
Não me jogue... Tenho um vidrinho de perfume dentro.
Nem eu... Estou com os óculos de sol.
Epa! Estou com o celular.
E eu sou de griffe...
Eu nãoooooooo ! Ai! Avisei! Quebrou o espelhinho para retocar a maquiagem...
....................................................................................
Você viu minha chave da porta?

07 janeiro 2010

EU, MANEQUIM DE ACADEMIA?

A falta de respeito de minhas roupas em não me aceitarem mais dentro delas fez-me tomar algumas atitudes.
Aliás, se dependesse da opinião do médico, após refazer-se do susto, ao ver meu exame de sangue e calcular meu IMC (Índice de Massa Corpórea), eu teria que tomar muitas atitudes.
Após ouvir diversas ladainhas aconselhativas sobre os males do sobrepeso e ver negado meu argumento de que o problema com o IMC não era o excesso de gordura mas a falta de altura, tomei decisões firmes.
Comecei pelas mais simples, é óbvio.
Lancei um ar de desprezo àquelas roupas que, de tão apertadas, faziam-me parecer um toureiro espanhol. Digamos melhor, plagiando João Ubaldo: Parecia mesmo era um provolone.
Ia jogá-las fora, mas achei um desaforo separar-me de calças e camisetas que são companheiras de tantos anos. Já sabem inclusive onde se dependurar, para aonde vamos.
Conversei com elas, consolei-as prometendo que o afastamento será breve. Depois dobrei-as amarrotando-as com delicadeza e coloquei-as num canto da gaveta.
Mãos à obra.
Primeira descoberta.
A gente engorda, mas os pés não.
Meus tênis continuam o mesmo número. Só tive que colocar um cadarço maior para amarrar.
Comecei os treinos com caminhada pelo quarteirão.
Sabem que não achei o trânsito tão lento assim. Para me incentivar, resolvi apostar corrida com um ônibus, que não sou cachorro para correr atrás de carros. Cheguei ao semáforo (farol ou sinaleira, dependendo de onde o leitor more) junto com o ônibus. Cem metros e cinco minutos após.
Quase chamei a atenção do motorista pelo excesso de velocidade.
Ia parar na padaria para pedir um copo de água, mas lembrei-me de um conhecido que engordou três quilos com duas semanas de treinamento.
Havia dois bares nas diagonais do quarteirão onde ele morava, onde latinhas de cerveja repunham os sais minerais perdidos no suor do treino.
Venci incólume a vontade de imitá-lo.
Cansado de apostar corrida com ônibus e para ter a impressão de maior velocidade passei a caminhar na contramão do trânsito. Estava me animando, mas fiquei envergonhado quando fui ultrapassado duas vezes no mesmo dia.
Primeiro passou por mim uma babá empurrando um carrinho de bebê.
Depois uma senhora de uns setenta anos puxando um carrinho de feira cheio ousou ultrapassar-me.
Gente desaforada.
Resolvi parar de prestar a atenção no que estava ao meu redor e comecei a olhar para os prédios.
Erro fatal.
Descobri que no quarteirão de casa há uma academia, dessas envidraçadas com pessoas pedalando bicicletas e esteiras sem sair do lugar.
Ainda bem que não saem do lugar ou cairiam todos do primeiro andar.
Reparei que não havia ninguém com meu porte físico na vidraça ou vitrine, como quiser o leitor, da academia.
Só pessoal “sarado”, colants apertadíssimos, camisetas machão sem peitinho.
Meu anjinho da guarda e o diabinho malas-artes se ouriçaram e em uníssono disseram: Vai lá!
Reagi com firmeza: Peraí! Vocês concordando em algo? Boa coisa não vai sair.
Atropelaram-se para explicar e decidi ouvir primeiro o anjinho.
Pode falar “de asinhas”.
Animado, me sugeriu: Entra na academia e se matricula num programa de treinamento. Ficará com um corpinho igual ao do pessoal que está na vitrine.
Em quanto tempo?
Depende de sua força de vontade.
Porque devo ir lá, “do Rabinho”?
Para ver as mocinhas de outro ângulo.
Enquanto fico no impasse de entrar para uma academia, que sempre rejeitei, mudei o trajeto.
Assim não me distraio, nem me frustro vendo o pessoal na vitrine.

06 janeiro 2010

MULHERADA! FECHEM A BOCA!

Saudade do cinema mudo!
Ali, ao menos, as mulheres não falavam...
Quietas!
Sem comentários revanchistas que os homens também não falavam...
Diz a lenda, e não foi lenda, que diversas atrizes de sucesso daquela fase não conseguiram se dar bem com a chegada do som às telas.
A recíproca também ocorreu...
Mas, tirando o John Gilbert, foi em menor escala e não vem ao caso...
Aposto que o King Kong não teria ficado tão nervoso e arisco, se a Jéssica Lange não ficasse gritando mais que as sirenes de Polícia.
O final do filme poderia ter sido mais romântico e, quem sabe, teriam se casado sendo felizes para sempre.
Porque não?
Weissmuller vivia muito bem com a Chita até a Jane ficar sussurrando no ouvido dele.
Deveria ter lido a Bíblia.
Assim saberia que o homem perdeu a moleza lá no Éden porque a mulher, ao invés de lavar roupa e cozinhar, ficou na conversa fiada com a cobra.
Verdade! Eles não usavam roupas e comiam frutas.
O fato é que a Eva ficou toda ouriçadinha e ao pedir para Adão se exibir sem matar a cobra deu nesta confusão mundial.
Lembram-se da Domitila? Estava quietinha, comendo (não sei é esse o tempo verbal) pelas beiradas. Começou a falar demais e dançou! Terminou seus dias no ostracismo.
Chauvinista? Machista? Quem? Eu?
Se for, não estou sozinho nesta parada.
Até o compositor que mais “entende a alma feminina”, o Chico, disse:
Cala a boca, Bárbara! Mirem-se no exemplo das mulheres de Atenas...
Momento interativo para o arremesso de pedras!
Falando em atirar pedras na Madalena, lembram-se da Salomé?
João Batista perdeu a cabeça, literalmente, por causa de um desejo dela.
O César quase perdeu o Império.
Nem me venham com aquela frase: “Atrás de um grande homem sempre existe uma mulher”.
A frase está incompleta. O correto é: “Atrás de um grande homem “rico” sempre existem muitas mulheres, desde que fiquem quietinhas”.
Se começarem falar muito, tem outra na fila...
Estou vingado!
Por hoje, é só.
Mas a luta continua, companheiros!

02 janeiro 2010

BUNDAS AO SOL!!!

Ao sol inclemente de verão, rapazes disfarçados de atletas fingem praticar jogging saltando os olhos entre bundas que se bronzeiam.
Uma bandeira brasileira protege a bunda da loira para que a areia incômoda não penetre no biquíni.
Bem perto, um grupo de embebedados desafinam pandeiros e tamborins cantarolando algo ininteligível que serve de ritmo para o balançar de bundas que batem e rebatem entre si. Deveria ser proibido tentar combinar fio dental com celulites. Absoluta incompatibilidade de gênero que pode ocasionar visões tenebrosas.
A espiga de milho cai e um choro se confunde entre a perda dos grãos na areia e o tapa na bunda pequena.
Outra menor ainda recheou a fralda para desespero da mãe.
Um cinquentão procura a carteira no bolso traseiro da bermuda e paga um sorvete à calipígia quase adolescente que se deixa abraçar dissimuladamente.
Um ônibus passa cheio de bundas desejosas de encontrar onde assentar-se.
Vão se apertando enquanto seus donos olham, com mil idéias, as que repousam do outro lado da mureta.
O namorado assanhado apressa-se a ajudar a passar o filtro solar.
Um beliscão da mulher ciumenta afasta um olhar da cena.
Uma freada... Uma buzinada... Uma batida na traseira...
Um palavrão emenda-se ao não elogioso “Bundão”.
Tava olhando para onde? Pergunta um...
Melhor não dizer...
Abundam pessoas para ver o desenlace, distraídas pensando com que cor cobrir as suas no réveillon?
Rosa para muito amor.
Amarela para muito dinheiro.
Branca para a paz.
Se usar as três engorda e perde o charme.
Diz a lenda ser impossível a combinação das três.
Quem pode assegurar sem desconfianças andarem juntos dinheiro, amor e paz ao mesmo tempo?
Que tal andarem nuas e livres?
Felicidade geral na ala masculina da nação que tem usado suas proteções nadegais para esconder dinheiro escuso.
Leves e soltas gerariam tumultos incontroláveis...
Principalmente as lindas.
Paixões intempestivas e separações poderiam causar irremediáveis.
Ódios movidos pelo ciúme e invejas.
Melhor, não!
Que fiquem totalmente desnudas apenas nas capas de revistas e na imaginação do desejo coletivo.
Os praticantes de jogging contam o que viram nos desvios da corrida.
A espiga foi lavada e devorada pela criança.
A fralda trocada diversas vezes.
O sorvete derreteu.
O sol descaiu, caíram pingos anunciando o toró...
O grupo de pagode deve estar dormindo por efeito do álcool.
A bandeira brasileira encapou a loira e se foi balançando.
Uma e outra devem estar ardendo e descascando com insolação.
Os bundões que pararam o trânsito chegaram a um acordo.
Cada um cuida da sua.
Cada um cuide da sua.
Hora de guardar o binóculo.
Amanhã, se fizer sol, tem mais.