14 novembro 2009

A QUEDA DO RODOANEL

Como acredito piamente em Papai Noel, acredito que foi mero acidente e não sabotagem a queda da ponte do RodoAnel em Embu três dias depois do apagão...


COISAS DO MANTO SAGRADO


Neste exato momento o Manto Sagrado atingiu matemáticamente a Zona Morta do Campeonato Brasileiro... Não pode mais ser rebaixado, nem ser campeão...

APAGÃO CASTIGO DIVINO?

Lulla disse num discurso: "Se eu estiver mentindo que deus me castigue por essa luz que me ilumina..."
O resultado todos sabem

13 novembro 2009

APAGÃO, MENSALÃO? ISSO NÃO EXISTE

Caracas!
Ato falho! Não foi na Venezuela!
Quando a gente pensa que o braziu não tem mais jeito, vem o governo e confirma que não tem mesmo...
O governo levou dois sustos com o apagão...
O primeiro foi o próprio... Nunca jamais visto na história deste “braziu veremnós”...
No sul e sudeste não dava para ver nada mesmo...
O segundo foi saber que no Paraguay andaram dizendo que a culpa era de uma “Mula sem cabeça” indignada com a negativa de reconhecimento de paternidade da parte do Padre Lugo.
Próceres do governo já queriam processar meio mundo pensando outras coisas...
Desconheciam a lenda que se refere ao destino da mulher que comete pecado, ainda que em pensamento, com um padre transformar-se em “Mula sem Cabeça”...
Passados os sustos iniciais, quando não se achava nem a ex-Ministra de Minas e Energia, o ícone metalúrgico tenta se aproveitar da situação do apagão.
Dizem que a partir de agora além de dizer que não sabia de nada passará a usar “Apaga tudo o que eu disse quando eu era sindicalista”...
Já não ouviram algo semelhante de outro presidente?
Gente!
LuLLinha Love and Peace disse que o Mensalão não existiu...
Talvez tenha razão e continue existindo com outro nome...
Ainda verei o ícone dizer que o caso BANCOOP não existiu...
Talvez tenha razão também!
Não existem dezenas de empreendimentos vendidos.
O que não poderemos esperar no final de 2010, ao “apagar das luzes” de seu governo, se, como esperam as “zelites” que sustentam o país, a Sra. Dilma não for eleita, com qualquer um de seus nomes de guerra?
Será um “salve-se quem puder”!
Peguem rápido o que sobrou do butim!
Apaguem (ato falho!) todas as provas!
Coloquem a culpa no estagiário!
Quanto ao apagão talvez ache até viável considerar a história da Mula sem Cabeça...
Afinal fica mais difícil a identificação do Cabeça, que ninguém sabe, ninguém viu e o Sr. Dirceu jura que não era ele...

12 novembro 2009

BANCOOP - CELINHA, LIGA MAIS NÃO!

Já não bastam todos os problemas criados pela mal fadada Cooperativa Habitacional “de Fachada” já causou agora me surge mais um...
Vocês se lembram do caso da Deusinha?
Isso! A Deuselinda do telemarketing de algum lugar, que eu caí na besteira de chamar de Deusinha, minha mulher ouviu e meus ortopedista e acupunturista agradeceram a semana que passei no sofá...
Pois é...
Agora é a Celinha...
Digo Marcela que, com sua vozinha macia, liga para casa constantemente querendo falar comigo...
Na semana passada, ela me ligou perguntando se eu tinha um apartamento num endereço e me propôs que fosse falar com ela...
Achei que fosse algum trote.
Pedi-lhe que deixasse o telefone que eu ligaria depois para combinarmos melhor nosso encontro.
Não quis me dar o número...
Perguntei se ela tinha um cachorrinho?
Disse que sim...
Pedi o telefone do cachorrinho e ela desligou...
Minha mulher escutou na extensão e tive que levá-la até o endereço que a Celinha, digo Marcela, me deu.
A encrenca piorou...
No endereço só tinha mato...
Foi um esforço danado convencê-la que não ia fazer nada no matinho com a Celinha...
Pelo menos desta vez está calor e dá para dormir no chão, pois o sofá está todo torto...
Estava quase conseguindo voltar para minha cama e retomar o controle remoto...
Hoje a Celinha ligou outra vez...
Queria falar comigo de novo...
Agora fiquei espero
Para evitar novas confusões disse-lhe que comigo não estava, mas podia dar o recado a ele...
Depois daquelas encrencas, comigo nunca mais está...
O que é verdade! Ando vivendo no mundo da Lua...
Agora ela queria saber se eu tinha um apartamento noutro endereço que também não tem apartamentos...
Se meu telefone estiver grampeado pela Receita Federal estou ferrado...
Vão pensar que estou sonegando.
Perguntei a Celinha seu número ou dos cachorros e ela disse que era uma central de telefone ativa...
Gelei!
Essa mulher deve ser tarada!
Primeiro queria que eu fosse para o mato e agora pensa que sou passivo...
Fui meio idiota em acreditar na Cooperativa, mas passivo, jamais...
O final vocês já imaginam, claro!
Minha mulher escutou-me falar “Celinha” e já avisou que posso marcar retorno no ortopedista e escondeu o controle remoto...
Por isso queria fazer um pedido para a Marcela da BANCOOP:
Não liga mais para mim, não!

11 novembro 2009

APAGÃO – UMA INCRIVEL VERSÃO

CUNVERSA DE CUMPADE

Será que vai dá peixe hoje?
Pruque?.. O tempo ta bão!
Mas os peixe deve está assustado...
Cum que?
Cu pagão, ora! Cê num viu, não?... Apagou tudo...
Vi não!
Num viu?
Craro o que não!... Tava escuro... Como eu ia vê?
Cê num vê nada, memo... O peixe beliscou...
Levo a isca...
Será que num foi um boto que entrou na turbina?
Acho que não... A mãe d´água salvava ele
E como ela ia enxergar lá dentro da turbina?...
Acendia uma vela, ora...
Oh! cumpade... Vela na água?
Verdade... Ia apagar... E um lampião?
Podia ter chamado o boitatá pra lumiá...
Aí sim...
Os político dissero que foi um vendavár...
Pode ser... Vai ver passou um lobisóme... Diz que quando ele passa venta muito...
Ou então foi o Lobo Mau... Eu vi... Ele soprava e derrubou as casas dos porquinho...
Acho que ele é que faz os tornado e cicrone...
Pirigo, né!... Vendavar na época do Natar...
Lembrou bem, cumpade! Pode derrubá o trenó do Papai Noel...
Desequilibrá Saci...
Desentorta curupira...
Falá em desentortá, vê se tem isca no anzol...
Levaro!
O pagão foi bão lá em casa...
Pruque?
A cumade ficou cum um medo e garrô eu... Dizia que era bruxaria...
To pensando...
Desembuxa!
Acho que pode ser mentira a história de vendavár...
Pruque o governo ia menti?
Pra num sustá o povo!... Já pensô se eles conta a verdade...
Que foi o boto?
Não... Eles num quer confusão com os paraguaio...
Os paraguaio?... Que eles têm a ver com isso?
Ouvi dizê que eles qué mais dinheiro lá em Taipu...
I daí?
O presidente deles vivia traçando as beata quando era padre...
Oh! Cumpade, cê ta pensando o que eu to pensando?
Acho que sim...
Que foi a mula sem cabeça que derreteu os fio?
Vixe! Mangalô, pé de pato treis veiz...
Escapô outro!

09 novembro 2009

EXPULSÃO E INJUSTIÇAS!

Esse mundo é muito injusto!
Sei de vários casos de pessoas que foram expulsas de vários locais, por causas de práticas de atos que atingiam a moral, os bons costumes e a sexualidade da época e não tiveram seus quinze dias de holofotes como o caso da estudante que foi expulsa de uma faculdade só porque estava de micro-vestido.
Vovó diria que ela se esquecera de colocar a calcinha do baby-doll...
Naqueles tempos do twist, não havia twiter nem “youtube”, então resgatarei algumas injustiças “expulsatórias” para ver se consigo pelo menos uns cinco minutinhos na mídia.
Nem vou pedir quinze minutos, como dizia Andy Warhol, porque eu poderia morrer de overdose de tanta fama.
Ui!!!
Para começar, ninguém me defendeu, nem pude exercer meu direito de ampla defesa, quando a professora de catecismo me expulsou da igreja só porque me flagrou, nos meus tenros oito anos, levantando os vestidinhos dos anjinhos do altar.
Até hoje não acredito que anjo não tem sexo...
Fui obrigado a confessar que pecava contra a castidade, sem nem saber o que era isso, e condenado a rezar vinte pais-nossos e cinqüenta ave-marias pelo pecado mortal.
Fiquei com um peso danado na consciência pelo pecado da mentira para mim mesmo, pois não rezei tudo.
Anos depois, quando soube de umas fofocas do padre, que me condenara, com umas beatas, me arrependi da parte que rezei.
Deu uma raiva que quase me mudei para o Paraguay...
Mas dizem que lá até o padreco presidente fazia essas coisas indecentes, como dizia a vovó, que não fazia.
No Gymnasyo, foi uma injustiça que fizeram com os meninos da sala... Na aula de Ciências estava rodando um “catecismo” e o professor flagrou.
Pegos em flagrante delito todos fomos suspensos por três dias.
Oba!
Mais tempo para peladas, digo futebol na rua, jogo de botão pela calçada, et coetera.
O estranho é que o “catecismo” sumiu.
Deve ter ficado com o professor, mas ninguém se atreveu a pedir de volta.
Essa vovó morreu sem saber...
A imprensa também não deu nenhum destaque da injustiça da eliminação do Marinho do clube.
Também pudera...
Naquela época ninguém tinha celular com câmera.
Expulsaram-no só porque fez xixi na piscina.
Aliás, ia fazer...
Umas meninas gritaram, ele “travou” e o segurança o arrancou do trampolim antes que fizesse.
Já Ronaldinho “Fenômeno” não foi expulso de campo quando fez xixi no gramado durante a Olimpíada de 1992.
E todo mundo viu...
Você não viu, não?
Vovó até quis ver o replay.
A vida é assim mesmo.
Dois pesos e duas medidas, sempre.
É preciso estar no lugar certo, na hora certa e dá tudo certo...
Se não der, consulte um advogado!

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Por falar em Advogados, dia 17 tem eleição na OAB...
Votarei contra o continuismo do atual presidente...

08 novembro 2009

COTAS PARA LOIRAS GOSTOSAS! JÁ!

UNIBAN EXPULSA ALUNA...




Na defesa da ética, da virtude e da moral a UNIBAN resolveu radicalmente, cortando pela raiz, o mal que manchava o bom nome da escola.




Deu um pé na bunda da loira maluca que desfilou quase nua pelas rampas de seu campus de São Bernardo do Campo... Fosse a da Rita Cadillac dariam beijos...
Em nome da decência expulsou-a de seu quadro discente...
Nada mais lógico!
Estudante de turismo tem mais que passear...
Ela queria o que?
Estudar?
À noite?
Onde pensa que está?
Deveria ter ido para o bar ao lado!
Vê se pode!
Caixa de supermercado querer estudar na escola onde se graduaram os doutores Vicentinho e Luiz Marinho (afilhado de casamento de LuLLinha Love and Peace e prefeito da cidade) com proficiência em onipresença?
Freqüência máxima na faculdade sem sair de Brasília?
Ou será salário pleno de deputado sem sair de São Bernardo?
Acreditou no Martinho da Vila e esperava receber o canudo de papel na UNIBAN?

Toma simancol!
Depois coloque seu topezinho, fio dental e vá tomar sol na laje.
Estudar para que? Já preconizou o ícone metalúrgico.
Espera-se a reação da UNE, UEE e outras entidade na defesa da “sem faculdade”...
Da minha parte, amplio minha plataforma eleitoral:
Cotas para loiras gostosas com micro-vestidos já!

BANCOOP LAVANDO DINHEIRO

A BANCOOP abre fogo na direção de acordos.
Porque o desespero da venda da ilusão que acordos com empreiteiras são bons para os cooperados?
Independente de também estarem tentando fugir da justiça criminal fecha o cerco de contas que não fecham, o motivo é simples...
Reabilitar dinheiro que aparentemente sumiu e provavelmente esteja em malas e cuecas, lavá-lo e destiná-lo para a campanha eleitoral 2010.
Agora ficou mais fácil...
Sindicatos e cooperativas poderão fazer doações livremente...
Algum empreendimento recebeu de volta o “empréstimo solidário”?
Deveria receber, uma vez estejam entrando créditos dos cooperados que fizeram acordos.
As empreiteiras estão carregando contabilmente o caixa da cooperativa...
Ou o dinheiro das desistências está indo para onde?

07 novembro 2009

ITANHAEM E SEU POLICIAMENTO OMISSO

Dia de finados...
Depois de passar raiva com a Marcha de Jesus na metrópole resolvi me refugiar pós- feriado em Itanhaém...
O percurso foi divertido... Muito legal rir da desgraça alheia estampada nos quilômetros de congestionamento em sentido contrário...
Paulista adora um congestionamento...
É atávico...
Finalmente, escureceu no horário de verão...
Quase nove horas da noite...
Sossego... Paz finalmente...
Qual o quê!
Três carros tunadíssimos, algumas motos e diversos infratores resolvem fazer uma festa rave à porta do prédio...
Pararam na baia do ônibus...
Os manifestantes destapavam seu ardor sexual, rebolando em cima de uma picape ao som das típicas músicas de gosto duvidoso.
Juro que não fui eu, porque alguém mais ligeiro o fez, chamaram a polícia para restauras a paz...
Duas motos com cidadãos fardados surgiram e sem descer das motos interpelaram os inconvenientes de modo omisso.
Entretanto não cumpriram o que deveriam na legalidade deste “braziu varemnós”...
Senão vejamos as infrações que não foram devidamente coibidas e autuadas...
1 – Estacionamento irregular...
2 – Visível uso de álcool pelos motoristas e motoqueiros...
3 – Perturbação do sossego...
4 – Volume de som acima do permitido pelo Código Brasileiro de Trânsito...
Infrações suficientes para apreender carteiras e apreender veículos, que obviamente não foi feito pelos omissos fiscais da lei...
Só espalharam o problema para outro lugar, se é que alguns acharam algum lugar, tendo em vista um motoqueiro, ter encontrado sérias dificuldades para identificar qual era a frente da moto ao tentar subir para fugir da cena do crime...
Pobre braziu...
Por seus jovens e suas autoridades...

DESEJOS DE UM SERIAL KILLER - MARCHA PARA JESUS...

Se querem marchar para onde entenderem que marchem...
Para Jesus ou somente para assistir a apresentação de um cantor ou atriz recém “gospelado”...
Como vende CD religioso!...
Afinal... “quem não sabe tocar violão nem pistão toca surdo”...
Os burgomestres paulistanos – todos – por medo de perder apoio das bases eleitorais se fazem de omissos, permitem a vida de quem quer marchar para casa, precisa trabalhar em domingos e feriado ou ter um pouco de lazer transformar em um literal inferno...
Que é onde eu quero que os que acreditam purguem
Sem contar a lixarada deixada pelos irmãos para os garis limparem no dia seguinte...
Nesse assunto de marchas, trios elétricos, paradas gays e de machos, desfiles de loiras e de consciências negras, tenho opinião sedimentada...
Quero ter sossego...
Não ver cerceado meu direito de seguir meu caminho, atravessado por essas facções da população.
Facções, sim... Revoltam-se virulentamente ao receber críticas quanto a incomodarem com suas manifestações...
Demorei mais de vinte minutos para andar um quilômetro na região de Santana no dia de Finados...
Desejo a todos que marchem para os céus...
Vão indo!
Às alturas!
Logo!
Os crucificados por vocês agradecem...

01 novembro 2009

NEM TERAPIA CURA... REVELAÇÕES INESCUSÁVEIS

Nesta semana alguns fatos desnudaram, ou reforçaram, certas facetas de personalidade... Coisas de pele... Paixões que não se consegue esconder...



O caso da Geyse da UNIBAN de São Bernardo do Campo, vencida a surpresa inicial da violência, fortaleceu o que sempre se suspeitou... O povo da cidade do ABC não é chegado em “gatas”... Sempre gostaram mesmo de sapos, de preferência barbudos...

O Fofinho da Fiel reforçou o que dizem de sua paixão por Bambis. No jogo entre o Manto e os Porquinhos ele marcou dois gols, quase derreteu em campo, mas ficou até o final, correndo o tempo todo para ajudar seus queridos... Isso é amor...!

O Rubinho demonstrou sua firmeza de vontade... Poderia ser o segundo no campeonato mundial de pilotos... Aí, escutou o Piquet dizer que segundo é só o primeiro dos que não ganham... Pronto! Ele terminou em terceiro só para não ser o primeiro de nada...



Parece repetição, mas o paulistano é um povo persistente... Sabe o que quer... Não larga um congestionamento por nada... Metade da população deve ter tentado ir para a praia. Entupiram o Sistema Anchieta-Imigrantes, só para enfrentar as filas de supermercados nas praias...
Será que análise cura?
Ou não tem remédio?...

30 outubro 2009

UNIBAN – UMA PUTA (NA) UNIVERSIDADE


Joga pedra na Genny!... Joga bosta na Genny!...
Aqui procês estudantes da UNIBAN...
Atitude nazista a boiada em ação ofendendo uma estudante que trajava roupas “indecorosas”.
Será que os líderes que ameaçaram a “Genny da UNIBAN” em São Bernardo do Campo estavam embriagados, vindos dos milhares de bares que rodeiam as faculdades e ficam apinhados de estudantes “gazeteiros” ou apenas descontavam seu ódio da moça ter reagido a alguma cantada deles?
O resto da boiada são Hooligans inúteis...
Talvez “filhinhos de papai” oriundos das melhores escolas privadas?
E se a Genny fosse uma puta mesmo?
Qual o problema?
Se as roupas feriam alguma norma ética moral da Universidade caberia alguma atitude da direção da escola.
Quem sabe apareceriam os mesmos estudantes se rebelando contra o autoritarismo da direção da escola.
Pobres idiotas!
Lembro-me de Caetano quando, ao ser vaiado pela música “È proibido proibir” disse: “É essa a juventude que pretende tomar contra do país?
Vergonhosa e irreparável situação.
À Genny aconselhamos processar a Universidade pelos danos morais causados...
Ou quem sabe posar para alguma revista masculina, hein!...
Aí, os enfurecidos boizinhos no cio de linchadores passarão à caçadores de autógrafos...

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N.A – A foto não é da “Genny”, mas alguém atiraria bosta ou colocaria uma burka?

28 outubro 2009

ENTRE A VIDA E A MORTE

O cheiro ainda era imperceptível.
Menos para os urubus que volteavam cada vez mais baixos...
Pousam nas pedras, aumentando em quantidade atemorizante, como um filme de Hitchcock.
Devagar, seu prato vem rolando, imenso, nas ondas até parar na areia...
O casal se aproxima e não deixa seu cão cheirar, puxando-o enquanto late...
Um policial para sua moto no calçadão e, cuidando para não molhar o coturno, confere não fosse um ser humano... Burocraticamente, se vai dando lugar ao vendedor de cangas e bugigangas...
Um garotinho tenta acordar o pai que arde na areia...
Ciclistas olham de soslaio...
Senhoras que caminhavam, em crise de ecologismo, protestam...
Pescadores lamentam o golfinho que deve ter morrido enganchado numa rede... Nem pensar em cortá-lo e vender...
A praia segue sua pacificidade de um dia útil...
Sem frango, nem farofa...
Os urubus, com seu andar manco, pé ante pé, aproximam-se.
O faro atinado misturando-se ao olhar brilhante pela refeição que estava logo ali.
Apodrecendo.
Ao longe, em rude contraste, via-se um e outro atobá mergulhando em busca de alimento fresco.
Uma espécie, ágil e admirada, rouba vida para se alimentar e sobreviver...
Outra, desprezada, aguarda, placidamente, o fim...

22 outubro 2009

PRAGA EM PORCO

Jorginho!
Verdade que os porquinhos vão processar o MST?
Espalharam uns boatos que desde que aqueles marginais, subvencionados pelo governo federal, derrubaram os laranjais da Cutrale em Borebi, que o time lá das bandas da zona Oeste se afinou...
Estão com medo de passarem uns tratores em cima deles, só porque são verdes...
Jogam até de camisa azul...
Eita, reza brava, hein porcaiada!
Praga de corinthiano é fogo...
Teve incêndio até no Shopping aí do lado...
Pode procurar que tem sapo na piscina do parque aquático do Parque Antártica...
Eu não fui lá, mas diz a lenda que no cardápio do restaurante deles tem uma promoção:
A cada dois frangos do Marcão ganha uma porção de periquito frito ou um leitão à pururuca...
Sei não, mas que tá bão de ver, isso tá...

21 outubro 2009

VAI GRAXA, AÍ, DOTÔ?

Dotô, jogava o Flamengo eu queria escutar... (João Bosco)
O personagem começava a justificar ao “Exmo. Sr. Doutor” Juiz seu desejo de separação...
Ai! Ai! Ai!Ai! Ai!Ai!
Esses doutores!
Eu me arrepio quando me chamam de dotô...
Já começo a procurar de onde apareceu mais um “flanelinha” vindo morder algum para olhar meu carro e não riscá-lo.
Penso, logo...
Fico me questionando...
Onde estão os doutores responsáveis pela segurança pública que eu sustento?
Leva um troco aí, companheiro (ato falho!)...
Só isso, dotô?
O carro é velho e já está todo riscado, argumento...
Um muxoxo e um comentário tipo: “Não se fazem mais dotores como antigamente...
Só para me desmoralizar...
Mereço!
Brazilian People tem mania de dotô!
Se não for dotô, não é ninguém...
Certa feita, um cirurgião-dentista não colocou o “Dr.” em seu cartão de visita, pois racionalmente sabia que “Doutor” não é para qualquer um.
Só para os pós-graduados.
“Strictu senso”, pós o mestrado...
Ouviu a “pérola” de um cliente: “O dotô não é dotô?
Recém formado preferiu mudar o cartão a explicar... E o braziu ganhou mais um dotô...
O tipo de calçado nos faz passar de “tio” a “dotô”...
Usava tênis para dar aulas e era “Tio”, esse termo pejorativo que tratam os professores, mesmo que tenham pós-graduação... Um dia saindo do fórum de paletó e gravata, onde era mera testemunha de um acidente de carro, virei dotô...
O engraxate me perguntou: “Vai graxa aí, dotô?”...
Quase perco minha identidade...
Ser ou não ser?...
Que dilema!
Uso sapatos ou faço análise?
Sintética...
Bem sintética a análise de uma ação judicial que corre em Niterói desde 2005...
Um “Exmo Sr. Dr.” processou o seu condomínio porque o porteiro não o chamava de Dotô...
O “Exmo. Sr. Dr.” perdeu a ação em primeira instância e está recorrendo...
O porteiro nem trabalha mais no prédio...
Diz a lenda, que sem a menor qualificação para ser flanelinha ou engraxate, trabalha como segurança numa repartição pública e chama todo mundo de dotô...
Vejam se pode uma coisa dessas!
O Judiciário que é sustentado pelo meu imposto perdendo tempo por uma “Incompatibilidade de Gênios”...

18 outubro 2009

OS GORDOS QUE SE LIXEM....

Nota do Autor - Este texto, por não ser light, nem diet, pode ter efeitos colaterais...
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Paiê! Tem promoção do Maique Chique... Comprando dois, ganha um elefantinho colorido...
Compra! Compra! Compra!
Oh! Pai... Porque não?
O bebê Johnson era gordinho...
Desconheço algum que tenha ganho a São Silvestre ou a Maratona de Neviorque, mas durante a prova devem ter deglutido milhares de salgadinhos e refrigerantes...
Isso enquanto folheavam revistas com fórmulas mágicas para emagrecer, com vasta publicidade de roupas que os transformam em provolones...
Ai! Essa catraca é muito apertada.
Não entro no carro popular sem calçadeira.
Andar a pé nem pensar...
O que fazer?
Tomar cerveja assistindo uma pelada dos magricelas, imaginando pelada a magrela da novela...
Felizmente, aqui pelas beiradas de São Paulo, o Rei Momo já pode ser magrinho.
Agora falta um Papai Noel que não entale na chaminé...
Gordo sofre! E muito...
Que é isso? Gordinho está sempre feliz... Sorrindo...
Sorri para não chorar, lembrando-se da quantidade imensa de atividades que não consegue fazer, mesmo simples como, por exemplo, sentar e cruzar as pernas para tomar um e outro sorvete e singelos chocolates devorados no intervalo das duas lautas refeições do dia, de preferência em rodízios que é para valorizar cada centavo...
Minuto para interatividade...
Pronto! Já desviei de todas as pedras...
Posso destapar os ouvidos?
Segue a carruagem pelo elevador, que vou subindo de escada, os dois andares até o consultório onde decidirá pela cirurgia do estômago ou a lipoaspiração...
E tome publicidade incentivando produtos que causam má alimentação!
A má alimentação reduz o tempo e a qualidade de vida...
É muita sacanagem que fazem com os gordinhos!
As agências de publicidade deveriam pagar vultosos impostos e subsidiar a saúde pública pelo mal que fazem a boa parcela da população...
Caro gordinho! Você pode não ter gostado de engolir esta, mas é um alerta...
Se você não consegue emagrecer, não deixe seu filho engordar...
Ele agradecerá...

17 outubro 2009

HORARIO DE VERÃO ATRAPALHA PESCARIA

Cumpade, qui cunteceu?... Trasô?
Não... Pruque?
Já são oito hora...
São não...
São sim... Óia o relójo...
Oiei...
Deixa eu vê...
Num tenho relójo, cumpade... Oiei o relójo da Igreja...
Óia o meu... Oito horas...
Num pode sê...
É sim... Ocê tá atrasado!
Num vô discuti, mas num tô atrasado...
Ih! Já sei o que cunteceu...
Exprica...
Ocê mora do outro lado do rio...
I daí?
Lá oces tá atrasado...
Num tô entendeno nada...
Ocê num ouviu falá no horário de verão?
Qué isso?
Os hóme do governo mandaro diantá os relójo do lado de cá em uma hora...
Num vi nada disso, não... Cumé é isso?...
Já expriquei... As pessoa desse lado do rio adianta o relójo prá economizá luiz...
Vai compricá...
Pruque?
Nóis num vai se entendê... Ocê vai ficá dizeno que eu to atrasado... E se eu
saí uma hora mais cedo a cumade vai me preguntá onde vô tão cedo?
Verdade! Ocê vai sai de noite...
Cumpade! Seis hora num tá mais escuro...
Aqui desse lado tá...
Tá não... Eu levantei quinze para a seis e vi... Tava craro...
Do lado de cá num tava...
Tava que eu vi...
Num vamo discuti qui espanta os pexe...
Já pegô algum?
Acho que eles num acordaro ainda...
Ta veno, ta veno! Nem os pexe acordaro...
Verdade!
Escuta só!
O que?
Os galos do Zefinho tá cantando sete veiz... É sete hora...
Nisso ocê tem razão... Percisa avisá ele para regulá os galos...
Esse horário de verão cumprica a vida da gente...
A gente custuma...
Custuma não! Pensa só... Vê a confusão que vai sê nossas pescaria... Ocê vai chegá antes dos pexe, ficá com fome antes de eu, vai querê embora mais cedo que sua isca vai acabá antes...
Verdade!
Se eu saí cedo já disse que a cumade vai impricá e num sei nem se a barsa já tá funcionano... Ocê sabe que o Nezinho num levanta cedo...
E se eu vortá uma hora mais tarde a minha “cumdade” é que vai ficá desconfiada que parei prá bebê...
Confusão, né?
Tive uma idéia...
Qual?
Eu chego uma hora mais tarde...
E na vórta eu vô embora uma hora mais cedo...
Aí dá certo!
Chato, né?... A gente vai ficá duas hora a menos pescano...
Verdade!
Óia aí, acho que os pexe acordaro...
Nem joguei a minha isca ainda...
E já levaro a minha...
Amanhã a gente continua...
As sete ou às oito?

HORARIO DE VERÃO ??? TEM CERTEZA????

Psicografei a seguinte conversa vinda, creio, do Leste Europeu, entre Mr. Manelowsky e su hijito Joachinlowsky...
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Mon cherry father! Diga me lá, oh! Pá...
A hora da Terra não se regula pela longitude...
Claro, meu gajo!
Porque naquela colonia além mar estão a fazeire na latitude?

16 outubro 2009

JUDICIÁRIO... PRA RIR OU CHORAR?

Quase não sai blog hoje...
Rarararararara...
Kkkkkkkkkkkkkkkkkk...
Passei o dia entre a apoplexia e as crises de gargalhadas, dentro do mais pleno espírito do rir para não chorar...
Dei uma de Pininha...
Fiz a besteira de ler um jornal...
Em casa, claro! Que não sou de ficar dependurado em trem peruando jornal...
Hoje deve ser primeiro de Abril, ainda que o braziu seja mentira quase o ano inteiro...
Deve ser mentira dos jornalistas... São uns brincalhões... Querem só tumultuar...
Alguém pode me explicar o que eu li, porque senão eu...
Quaquaraquaqua...
Coisa julgada é coisa julgada, mano... Até os manos sabem disso... É imexível... Não tem maracutaia...
Teeeeeeemmmmm?
Mano, acho que tem...
O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a demolição do prédio dos bacanas na Rua Tucumã, no bairro chique de Pinheiros.
Mil e cem metros irregulares em sete andares sem autorização da prefeitura, na frente da casa do Kassab (atual burgomestre da megalópole)...
Vou fazer meu puxadinho e acabou...
São só doze metrinhos fora da planta... Uma lajezinha para tomar sol e fazer um churrasquinho... Embaixo dois cômodos para colocar o cunhado e a sogra que estão sem teto desde a última enchente...
Não está acreditando, né?
Nem eu... Amanhã vou ler de novo porque devo estar bêbado...
Peraí...
Quer mais?
Um Magistrado de Jundiaí (cidade dormitório de bacana que gosta de congestionamento a 50 km da capital) mandou soltar os presos, porque na cidade tem mais preso que espaço na cadeia...
O Juiz tem razão, mas...
Gente! Que absurdo!...
Estão roubando demais em Jundiaí...
Modo de falar... Sem querer causar inveja a ninguém...
Na Olímpica January River, então?...
O Juiz chamou, dentro das formalidades de estilo, mas sem qualquer solenidade, de “solene corno” um chifrudo que queria indenização do amante...
Acho que era isso... Ou seria o aluguel da mulher?
Deixemos para lá esse detalhe...
Meretíssimo pode até ter suas razões na sentença, mas não precisava tripudiar sobre mais uma infeliz vítima social conformada que foi a “última a saber” e já era ridicularizado dentro da Policia Federal, onde trabalha...
Corno tem que ser manso?
Fica quieto, aí meu grilo...
Deixe-me respirar fundo e fazer meu exercício de ioga para reprimir a risada...
Quaquaraquaqua...
Não estou rindo, não! Foi um espasmo...
Estou pensando se não seria uma idéia interessante abrigar os presos de Jundiaí nos mil e cem metros da Rua Tucumã?
Irregulares em irregular... E segue o enterro...
E o corno?
Faz uma dupla sertaneja...
Eu não disse isso...
Juro...
Eu nego...
Sou inocente...
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Hoje é dia da verdadeira protetora do povo brazileiro...
Santa Edwiges... Protetora do endividados...

14 outubro 2009

DIA DOS PROFESSORES - SAUDADES DA PROFESSORINHA?

Que saudade da professorinha que me ensinou... !!!
Saudade da velha escola pública?
Claro!... Muito melhor... Bastava estudar e pronto...
Você estava aprovado para a vida...
Facérrimo!...
Orelha de burro nele!
Facílimo ou facilíssimo, segundo o Houaiss!...
Aritmética? Só decorar a tabuada...
Simples!
Você copiava uma, duas, três, quatro, cinco vezes seis, sete, oito, nove, dez vezes os números...
Saía falando sozinho pela rua os valores que resultavam.
Aí, na hora da aula, ficava com o rabinho gelado entre as pernas que tremiam...
Ai! Se esquecesse uma continha só.
Já para o milho!
Porque não podíamos carregar pedrinhas ou palitinhos, jogá-los no chão ou pegar o giz e riscar a lousa “xis vezes ene risquinhos” e contá-los?
Tinha que ser abstrato? Sempre gostei de poesia concreta...
Não sou da época de ajoelhar no milho, da orelha de burro e da palmatória, mas era uma “escutatória na orelha” da professora e da mãe que quase tinha que ajoelhar e pedir perdão pelo pecado de não haver aprendido que “seis vezes oito” não era igual a “sete vezes sete”...
Mas era quase!
Até hoje não entendi porque o Nenê não passou para a quarta série do Curso Primário... Diziam que não sabia tabuada... Justo ele que ajudava seus pais na vendinha; fazia as contas “de mais” das cadernetas nos dedos, ágil como um ábaco; não errava um troco; sabia quantas dúzias de garrafa de cerveja tinha no depósito; calculava “de cabeça” quanto custava um quarto de mortadela... Foi reprovado porque nunca aprendia que oito vezes sete era cinqüenta e quatro... Ou quase isso...
A vendinha deles cresceu e tornou-se um supermercado, administrado pelo Seu Nestor, um comerciante semi-analfabeto que, além das duas pequenas filiais do comércio, tem algumas casinhas de aluguel, um sítio e apartamento de cobertura na praia... Isso que se saiba... Às vezes, vejo o Nenê no caixa... Cabelos ralos, comentou-me, certa vez, que se orgulha de seus filhos estudarem na escola mais cara do bairro, porque não quer que eles terminem a vida num balcão.
Quanta tinta vermelha foi gasta pela professora no meu caderno de caligrafia porque a letra teimava em sair da linha. Ainda bem que não gastei todas as minhas tardes endireitando a letra e brinquei na rua, jogando bola, botão, et coetera...
A datilografia e a invenção do computador quebraram meu galho, assim posso escrever à vontade sem me preocupar com o alinhamento da letra...
Ah! Agradeço também o advento do xizinho no vestibular que me possibilitou ingressar na faculdade, porque duvido entendessem minha letra lá naquelas priscas eras e como não tinha dinheiro para pagar um escriba com caligrafia bonita estaria “frito”.
Assim meu Caminho foi mais Suave que o do Gera, um catador de papel que vaga pelo bairro... Gera era um craque no futebol... Nas aulas de Educação Física ou era o capitão do time ou o primeiro a ser escolhido... Um caso quase igual ao Nenê... Fazia tantos gols que perdia a conta... Não passou da primeira série do Gymnásio... Oriundo de família pobre limitou-se a ser trabalhador operacional, aposentou-se e complementa seu salário mínimo por trinta e cinco anos de serviço puxando sua carroça pela rua.
Já o Ivo não via a uva, mas viu a viúva...
E enriqueceu o danado.
Vivíssimo, vinte anos mais novo que a dona Vivi, contra tudo e contra todos, deu o “golpe do baú”, como se dizia naqueles tempos anteriores ao cartão de crédito.
De dia, anda de carro do ano carregando sua “velhinha” como ele gentilmente a chama.
Depois que a põe para dormir ainda tem tempo para sair, em “happy-hours” com amigos do “high-society” e usufruir a vida.
Recentemente, recebi recentemente um email da Carminha, uma colega de escola que andava perdida na memória... Achou-me na Internet... E olhe que ela era uma das mais bobinhas na brincadeira do esconde-esconde... Não achava ninguém...
Se me lembro e não estou enganado repetiu em Geografia...
Também pudera!
Não sabia o que eram ventos alísios e ao lhe perguntarem no exame oral de segunda época qual era a capital da Argentina, pensou, refletiu e disse:
Caracas! Putz! Não me lembro...
Seus pais foram chamados e ela foi suspensa por ofender a professora. Depois do estágio obrigatório como “repetente” foi jubilada, desta vez em Ciências, pois - acreditem - não sabia os 108 ossos do corpo humano que hoje são mais de 200.
O email dela veio como “carmencita@models.com.es”... Parece morar em Barcelona, cidade que venta muito e talvez pense seja a capital da Grécia...
Enfim, cada tempo ao seu tempo...
De um jeito ou de outro, aprende-se...
Como diria minha avó: se não for por bem, vai por mal... Engole aí, moleque!
O Nenê, o Gera, o Ivo e a Carminha são nomes fictícios de casos quase verídicos.
Exemplos que conheci, e muitos devem ter conhecido semelhantes, da condenação escolar que existia nos “Caminhos Suaves da Tabuada decorada com boa caligrafia”.
Se não aprendia, saía da escola para dar lugar a outro mais interessado e inteligente.
Os jubilados, condenados ao fracasso acadêmico, tinham que se virar para sobreviver.
Hoje a condenação é outra.
Os excluídos ficam vagando pela escola, mesmo que saiam dela sem aprender nada e condenados pelo carimbo “escola pública”...
Tanto naqueles rígidos anos dourados como no atual império da leniência escolar ninguém deveria ter o direito de dominar o saber, nem ser condenado por sua falta.
Nem poder, como ocorre por estes tempos modernos, de múltiplas inteligências, tudo ficar dominado...
Especialmente, pela omissão e proposital desinteresse do Estado numa educação, pautada pelo assistencialismo barato, onde se multiplica o desalinhamento social, condenando-se, por princípio, ao fracasso da ignorância quem tem, e busca, na escola pública sua esperança de aprendizado.
Não serão os condenáveis ardis das cotas ou PROUNI a iludirem aos pobres, que resolverão o problema de “ene vezes xizes” alunos de escola pública resultar em milhões de “cidadões” que não sabem sequer responder, nem alinhado, nem em desalinho que sete vezes nove não são o mesmo que oito vezes oito...
Sequer dirão quase, nem terão a capacidade do Nenê, a esperteza do Ivo, ou o voluntarismo da Carminha...
Estarão mais propensos a ser um Gera, sem a aposentadoria...
Ou quase...
Não é tão difícil resolver isso, mas interessa a quem?
Tia Professora, não é isso mesmo?...
Ou quase?