18 março 2010

BANCOOP – VILA CLEMENTINO VENDIDA?

A Associação de Cooperados da Vila Clementino, a despeito de todo “imbróglio” de denúncias envolvendo o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores e presidente, de fato, da Cooperativa de Fachada - BANCOOP -, tende a continuar o processo de transferência da seccional para uma incorporadora.
Atualmente a TARJAB, que adquiriu o St. Paul.
Inicialmente, tenhamos claro que não devemos entrar no tiroteio dos guerrilheiros do PT (leiam matéria neste blog) e enveredarmos para o viés político, nem confundirmos a investigação criminal com sentenças cíveis.
Releve-se sim a atividade política junto ao Senado, que aliás a seccional não enviou representante, e as denúncias de propinoduto envolvendo o principal e efetivo negociador.
Mas isso para que tenhamos muito maior cuidado quanto a confiabilidade da pessoa com quem a Associação “negocia” e não aos crimes que eventualmente tenha praticado.
Ressalto que o fato da suspeição do investigado só não havia ganhado notoriedade.
Sabemos estar lidando com pessoas às quais não emprestaríamos um centavo.
Por que pagarmos dezenas de milhares de reais a estas pessoas, neste momento?
A indagação é a quem interessa esta negociação? Ainda mais neste momento?
Meu questionamento ampara-se na vitória do Judiciário.
Além de discordar, por princípios éticos, quanto ao pagamento, compensação ou nome que queiram dar a transferência de mais dinheiro a esta malfadada arapuca, pergunto em que valores confiarmos em nome da tese da confidencialidade entre BANCOOP e TARJAB?
Aqui sim recai o aspecto da pessoa investigada e torna o ambiente esfumaçado.
Mesmo os defensores do “acordo” aceitam que é uma imposição e ponto final.
Um dia entenderei por que insistem. Com tanta pressa.
Neste momento o único acordo seria o termo de rendição e jamais imposições.
Argumento demasiadamente usado é que nunca receberemos um centavo.
Aceitando as imposições do acordo, além de não recebermos esse centavo, pagaremos milhões deles, mesmo com a parafernália de cálculos Malbatanianos que se alegam maquiando como vantajoso esse desembolso.
O que são cinco milhões de centavos a mais?
Nada!
Citando um cooperado: “Parece tanto quando se precisa alguns para reproduzir um impresso”.
Nas contas apresentadas vêm rubricados honorários advocatícios.
Ora, se a ação está ganha em primeira instância e pela tibieza do recurso apresentado a sucumbência caberá ao derrotado.
Querem transferir quase um milhão de reais aos cooperados. Os honorários de nosso advogado e os honorários dos advogados da Cooperativa.
Outro argumento pasma-me. Não confiam que o Judiciário resolva a questão.
Se não confiavam, por que nele buscaram amparo?
Nas contas que serão apresentadas aos cooperados, muito provavelmente, aparecerão compensações de valores beneficiando aos que pagaram aporte, participando ou não da ação, com aumento dos valores dos que se engajaram na luta.
Se alguém defende essa tese de “socialismo moreno”, pague a minha parte nessa compensação.
Outra tese, aparentemente bondosa, é a que o pessoal do Bloco C é quem mais perde e estão preocupados com eles.
Interessante falácia.
Na hora de dividir prejuízos querem socializar, mas por que os defensores desta tese não pegam trinta por cento dos valores dos aluguéis que recebem, receberam ou deixam de pagar e fazem um “caixa”, que não precisa ser “dois” e repassam esse valor para ajudar os trinta por cento “pobres prejudicados” do bloco C a reduzirem seu prejuízo?
A lei do Cooperativismo prevê essa situação. Quem usufrui primeiro, paga mais.
Estranha-me ainda tais preocupações, quando lembro que muitos terão que entregar seus imóveis e respondem-me que são problemas individuais.
Cabe lembrar ainda que a partir do momento que assinarem o acordo, será cada um por si, perdendo a associação qualquer direito.
Em algum lugar li: “Dividir para reinar!”. Será o caso? Quem sairá com o ouro do reino?
O mais tenebroso argumento: É a única saída!
Não é!
Há saída, trabalhosa, via Judiciário.
Para finalizar...
Plano B existe e será colocado em prática por alguns silenciosos cooperados que igualmente discordam da atual forma de “negociação”.
Não me cabe explicar.
Por enquanto, apenas quero entender a quem tanto interessa, de fato, a venda da seccional nas atuais circunstâncias.

2 comentários:

Anne Lieri disse...

Pedro,vc está no meu blog estrelinhas voadoras hoje!Espero que goste!Abraços,

COOPERADO disse...

Caro Pedro,

Temos acompanhado a vossa luta frente a bancoop e outras "instituições" e estamos junto contigo!

Ontem ao proferir testemunho no Senado Federal, um dos cooperados, que ali estavam, proferiu uma frase direta à todos os demais cooperados: NÃO HÁ ACORDOS!!!

No que precisar estamos à disposição!

Um grande abraço!