19 julho 2017

RECEITA PRA SER POETA (proparoxítona)

RECEITA PRA SER POETA

Atingir a perfeita métrica
De precisão matemática
Ou ser assim: meio assimétrica...
Ousar num erro de gramática...
Se ferir por demais a estética
Diga ser licença poética
Versejar é mesmo simbólico
Melhora com tempo e prática...

Ver cenas de diversos ângulos
Pintar pálidas faces de ébano
Rimar fora da sílaba tônica
Sejam ricas, tímidas, cálidas
A causar expressões atônitas
Provocando reações múltiplas
Pruridos pudicos em escândalo
Apontando-o como periférico

Ser na caminhada um nômade
Sangrar espinhos entre pétalas
Extrair das ostras as pérolas
Mentir uma paixão platônica
Penetrar o fundo do âmago
Desnudando a ânima do público
Tal a fugaz luz do relâmpago
Mágica, repetida e sempre única

Subir pelo lado mais íngreme
Construir à fórmula de Angélica
Dar graça a algum drama trágico
A reflexão no riso do cômico
Com lágrimas em lábios trêmulos
Desvendar segredos de Máscaras
Gravar-se nos lenços de Verônica...
Atravessar perene aos séculos

Cuidar não se tornar uma máquina
Criar em doses homeopáticas
Ao faltarem palavras... sem pânico!
Xícara de paz refaz o fôlego
O vazio certamente efêmero
Lembre-se impossível o unânime
Não inveje demais aos célebres
Méritos podem vir só pós túmulo

No testamento, um desejo último
A ser na hora triste o bálsamo:
Um velório com muita música
Parceiros entoem seus cânticos
E inscrevam na sua lápide:
“Passou rápido como um pássaro...
Este não foi rei, nem príncipe
Aqui jaz um poeta... sem rótulos!”

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11 junho 2017

FLASHES DO BRAZIU (cordel)




Puxa pena sai galinha
Assim disse o ministro
Todo cheio de razão
O Brasil anda sinistro
Nosso trem saiu da linha
Perdeu seu itinerário
Um sete a um no Mineirão

Legislativo e executivo
Vírus no princípio ativo
Dá pra curar na eleição
O que dizer do Judiciário?
Se todo dia um notável
Explica o inexplicável
Rasga a Constituição

Manchete do noticiário
PF leva pra prisão
Vereador e deputado
Que fizeram roubalheira
Basta fazer a delação
Por uma tornozeleira
Pronto! está perdoado

São tantas formas de fraudes
Parecem atacar de enxame
Fazem cara de vexame
Corrupção no país inteiro
De Brasília aos arrabaldes
Do rico Rio de Janeiro
Aos fundões de Limoeiro

Faz de tudo a quadrilha
Paga implante de cabelo
Sustenta a pensão da filha
Chegava fim de semana
Presidente ia pra Havana
Certa alergia ao ar de Cuba
Vice pra Comandatuba

Apartamento em Miami
Avião grátis pra Bahia
Jantares finos em Paris
Presentinhos pra Madame
Foi herança da titia
Contas na Suíça? Nem sabia
Vem com desculpa o infeliz

Homem bão, o Mineirinho
Pôs em cana sua mana
Mas por que somente ela?
O avião era do Perrela
Não tem fim esse novelo...
Tem mais... muito mais
Basta abrir os jornais

Folhear uma revista
Tem a grana pro artista
No sítio do tio a pista
O tríplex lá da praia
Reformas em Atibaia
Presente do Leozinho
Já dei toda explicação

Ainda surge na televisão
Confessa, sem mais aquela
Roubei, mas só um pouquinho
Agora, saia de meu caminho
Chama a pizza e o vinho
Ao povão fique a sequela
Braziu não tem solução!

09 junho 2017

RUA PROFESSOR TRANQUILLI - Quem foi esse professor.




Tranquillo Tranquilli, ou simplesmente Professor Tranquillo como era na intimidade conhecido,viveu no Brasil, de 1913 a 1947, com uma existência absorvida na educação da juventude Nasceu em Roma (06.Jul.1878, filho de Leopoldi Tranquilli e D. Luisa Ronci Tranquilli). Estudou no Seminário de Lille até os 18 anos de idade, completando sua educação superior na Sorbonne (França). Da natureza das funções de cônsul que exercia seu pai, morou nos Estados Unidos, Portugal e Inglaterra. Em Washington permaneceu até novembro de 1904. Nos países onde residiu foi sempre professor. Veio para Brasil em 1913 e exerceu o magistério secundário nos Colégios de São Bento, Anglo-Latino, Eduardo Prado, Madre Cabrini nas áreas Ciências e Letras, até 1947 quando faleceu. Exerceu várias funções públicas de confiança dos governos estadual e federal integrando bancas examinadoras oficiais. Coube-lhe, como professor, decisiva e segura orientação a diversas gerações de estudantes. Destes, muitos participando destacadamente na vida política, administrativa, industrial e comercial do pais. Faleceu em São Paulo no dia 29 de set.1947.
Havia entre os bairros de Vila Clementino e Vila Mariana duas ruas oficiais com a denominação de Rua Floresta:
1 - Rua Floresta --Começa:Rua Domingos de Morais- Termina: Rua Afonso Celso-- Bairro: Vila Clementino -- Distrito de Paz: Saúde. Histórico:- Nome de origem popular. Lembra o antigo bosque que existiu no local, conhecido por Floresta.
2 - Rua Floresta -- Começa: Rua Santa Cruz - Termina: Rua Loefgren Bairro Vila Mariana -- Distrito de Paz: Saúde -- Zona: Rural (Dec-Lei n 252/1840).
Esta recebeu a denominação de rua Professor Tranquillo Tranquilli, através da Lei 3770 de 8.Jun.1949 –
Art. 1 - Passa a denominar-se rua Professor Tranquilli a atual rua Floresta, e que começa na rua Santa Cruz e termina na rua Loefgren, no sub-distrito de Saúde. §único - As placas de nomenclatura conterão ainda, em letras menores, os seguintes dizeres: "Tranquilo Tranquilli - 1878 - 1947".
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(Dados extraídos da Lei 3770/49)

22 maio 2017

“Pior não Fica”...




Seis da manhã! Muitos palhaços tomam café assistindo a TV.
Monótonas e repetitivas notícias:
“O sítio não era meu”.
“O apartamento não era meu”.
“A culpa é dela”.
“A gravação foi editada”.
“Friboi? Sou vegano”.
“A Previdência vai quebrar”.
“A Reforma aumentará os empregos”.
“Não tenho nada a ver com Bancoop”.
“As doações....
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A campainha interrompe um café...
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Quem é, Florentina?
Um Japonês.
Sr. Francisco Everardo?
Sim!
O senhor está detido por crime eleitoral.
O que eu fiz?
Promessas de campanha falsas.
Como assim?
O senhor dizia: “Pior não Fica”...
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