10 julho 2018

O SUMIÇO DO REDENTOR

Rio amanheceu diferente
Havia algo errado
No alto do Corcovado
Olhares atentos...
Passados uns momentos...
Gritaria de repente:
Cadê o Redentor?

Começam os disparates
Um sugere procurar
No PS do Souza Aguiar
Perda de tempo cara
Lá nem adianta perguntar
Sistema sempre fora do ar
Mais fácil procurar no Saara

Se foi algum sequestrador
Logo virá o telefonema
Da Milícia a pedir resgate
Discam Um nove zero...
Imagina trote a Polícia
Sem bilhete nem notícia
A tristeza se abate

Pelas bocas a surpresa
Zum-zum-zum dispara
As ruas cheias de boato
Cada qual mais insensato
Uns incorporam santos
Quem sabe vem mensagem
Vasculham todos cantos
Nada de encontrar a imagem

Chovem hilários palpites
Cansara-se da paisagem
O vento causava friagem
Ele piorou das artrites
Ficara com medo de assalto
Não descera pelo trenzinho
Mas, fora visto no bondinho
Do Morro Santa Teresa

Chamadas do Jornal das Oito
“Redentor aparece no Catete!”
“Cristo visto na zona do Caju!”
Viram-no comendo biscoito
E chupando sorvete
Na geral do Maracanã
Assistindo ao Fla-Flu

Toda fé era necessária
Faziam promessa e oração
Ir de joelhos até a Candelária
Um gaiato solta um rojão
Com tantas balas perdidas
Voando pelas avenidas
Desistem da procissão

A TV faz a chamada
Furo de reportagem
“Nóia viu passar o Redentor!”
História meio maluca!
Sorri o apresentador
Vamos a narrativa exclusiva
Link na floresta na Tijuca

Cidade para a ouvir o rapaz
“Fumei umas pedras de crack
Mas, juro não tenho visões
Era fim de madrugada
Quase cinco de manhã...
À noite ao ver os arrastões
Em Copacabana e Ipanema

O Redentor teve um ataque
Parecia fora do normal
Gritou: quero um dia de paz
Desceu do pedestal
Soltou alguns palavrões
Fez aos céus um sinal
E seguiu rumo a Niterói”

Deixou ao povo carioca
Este pequeno recado:
“Aqui é a casa de Noca
Vou pra Saquarema
Búzios ou Cabo Frio
Para proteger o Rio
Só um super-herói...”
Fui!...
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https://www.recantodasletras.com.br/cordel/6387840





29 junho 2018

ESMOLA ON LINE - AJUDE UM IDOSO

AJUDE UM IDOSO - ESMOLA ON LINE

Eu poderia pedir esmola na rua sentado na calçada com um chapéu nas mãos. Poderia incomodar o senhor, distribuindo papelzinho recortado de xerox vagabunda no vagão do metrô ou num terminal de trem ou ônibus. Entretanto, seguindo as orientações de minha assessoria de captação monetária, solicito uma pequena colaboração para ajudar um idoso em situação de necessidade pelas páginas da internet. Comova-se com minha situação. Sou idoso desde que fiz sessenta anos. Não tivessem mudado a Lei, eu ainda não seria. Cheguei a ter passe do idoso, mas o fiscal apreendeu, só porque eu o emprestava pela metade do valor da passagem. Estou aposentado desde quando minha memória ainda funcionava. Recebo muito menos que necessito. Já tive mulher, filhos e netos. Era feliz e sabia, mas primeiro foi aquele maldito carioca metido a alagoano que levou toda minha suada poupança. Com forças que tirei não sei de onde (onde foi mesmo?). Estão vendo a gravidade de minhas falhas de memória? Enfim, recomecei. Diziam-me: É preciso ter esperança. Grande mentira. Minha sogra, dona Esperança, sempre a última que morre, veio morar em casa. Não riam, nem tenham pena. Peço apenas sua colaboração. Pode ser uma moeda de bitcoin, fazer-me um crédito usando o aplicativo “Ajude um idoso”. Baixe o aplicativo - é grátis. A presença da Esperança tornou minha vida um inferno, ao ponto da trágica pergunta: Sou mãe ou eu... Moro na rua, desde então. Houve um tempo que minha mulher me procurou. Ou melhor, colocou Oficiais de justiça atrás de mim para que eu pagasse pensão alimentícia. Um absurdo! Minha mulher que sempre quis emagrecer, pedindo pensão alimentícia. Fui preso por causa disso, mas o STF concedeu-me um Habeas Corpus com liberdade provisória, prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica. Ao saber da decisão - que eu teria de voltar para casa -, minha mulher desistiu da ação. Depois, pensei que minha sorte mudaria. Ganhei um dinheirinho numa fezinha do bicho, mas aconteceu a predição bíblica: “Do pó vieste, ao pó voltarás”. Apliquei em ações. Petrobrás, empresas do Eike Batista. As ações viraram pó. É tanta desgraça que até uma cachorrinha da família, chamada Luma fugiu de casa. A desgraça tem seu lado cômico. Apesar da doença generativa, que me acomete, morro de rir no último dia útil de Abril, quando lembro-me que não preciso mais entregar declaração de Imposto de Renda. Ah! Um lembrete: Você pode contribuir para a ONG - “Ajude um idoso carente”. Sua doação é dedutível do Imposto. Visite nosso site: www.ajudeumidosocarente.com.brrrrrrr. Esta ONG não liga para você dia sim, outro também, pedindo colaborações. Manda email. Autorize o recebimento de notificações atualizando minhas mensagens. Desative o spam. Mas, colabore! Lembre-se, pode ser um bitcoin ou um crédito pelo aplicativo. Não fazemos carnê ou boletos. Se preferir, cadastre sua colaboração no débito automático. Não quero mais tomar seu precioso tempo. Visite minhas páginas no facebook, instagram ou twetter. Basta acessar “#ajude um idoso carente” ou “@um idoso carente precisa de você”. Estou momentaneamente sem whatsapps, pois meu smart foi furtado num aperto na estação do Metrô. Obrigado pela atenção e repita comigo o mantra final: “Contribua... Contribua... Contribua...!!!

13 maio 2018

PALINDROMIA CRÔNICA



Paixão à primeira vista!
Ana e Oto mal se conheceram e ele teve certeza que encontrara “A dama amada”.
Tinham algo profundo em comum.
Ela também sofria de Palindromia crônica.
“Oto” Pedro era filho de dona Yaray Acaiaca Yaray(*) e do seu Rener.
Preguiçoso para levantar, era comumente despertado pela Dona Yaray batendo tambor e gritando: “Acorde, Pedroca!”
Ana era filha do seu Natan e dona Ebe.
“Amar dá drama!
Quem não gostava de Ana aconselhava: “Ame a Ema”.
“A Leda, sacana, ia na casa dela” fazer fofocas e garante: “A Marta trama”.
Num “ato idiota”, “após a sopa”, “Oto come mocotó” e pede Ana em casamento, dizendo: “Oto ama Ana e Ana ama Oto”
Dona Ebe com “A cara rajada da jararaca” indignada esbraveja com “ódio doido”: É “Mega bobagem”. “Ele padece da pele”. “A cera causa sua careca”.
Ana respondeu: “É amor! Eu quero, mãe!”.
“E assim a missa é”!
Para padrinhos convidaram os tios “Ramarim e Miramar”.
No dia do casório, seu Rener avisou: “Nos ligou o Gílson”. Desejou felicidades.
Lua de mel rumo à Europa no “Navio do Ivan”
Noites sob “O céu sueco”.
“Luz azul!”
“Roma é amor” o verso escrito na Piazza...
No Vaticano: “Ame o poema”, “E até o papa poeta é”
”O namoro do romano” deu frutos...
Cinco filhos...
Elenice, Robert, os gêmeos Leonam e Manoel e Oto Pedro Júnior.
Carinhosamente chamados de Elê, Bob, Lél, Nenén e... Mirim.
Mirim não gosta de ser chamado assim. Insiste em ser chamado de Juninho e faz terapia por esse motivo.
A psicóloga é a doutora “Irene Neri”.
Isso mesmo...
Aquela da música “Irene ri... Irene ri... Irene ri... “

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* “Yaray Acaiaca Yaray” é nome indígena não catalogado da tribo dos “Sararas” e significaria: “Arara... arara... o treco certo... Arara... arara...”


08 maio 2018

PININHA E O CACHORRO NO CHAFARIZ

 

Pina! Entrando escondida, hein! Por que chegou tão atrasada?
Depois eu conto, Gegê.
Pina! Você está encharcada. Vai molhar todo o chão da sala. Entre pela porta da cozinha.
Era o que eu ia fazer quando a senhora me chamou.
Ai! Pina. Tire só o sapato e me conta. Você caiu numa poça dágua?
Quase isso, Gegê. Eu salvei um cachorro. E quase fui presa.
Como assim? Você faz uma bondade e é quase presa?
Eu também não entendo essas coisas. Mas, eu sou a Pina. Só faço confusão.
Desembucha, Pina!
Eu desci do ônibus lá na praça que tem o chafariz. Sabe aonde é?
Claro!
Eu vi um monte de gente ao redor da cerquinha do chafariz. A senhora sabe como eu sou. Fui ver o que acontecia. Tinha um cachorrinho dentro do chafariz.
Pina, como um cachorro foi parar dentro do chafariz?
Isso eu não sei. Ele estava lá dentro. Gania pedindo socorro. Acho que estava  se afogando.
Pina! Afogar-se no chafariz? Tem trinta centímetros de profundidade.
Era um desses cachorrinhos de madame. Que dava para esconder na bolsa quando era proibido entrar com cachorro em tudo que é lugar. Uma vizinha lá na vila carregava uma sacola e entrava com o cachorro no ônibus.
Entrava?
Entrava... Agora não deixam mais ela entrar com a bolsa.
Por que?
Deu uma confusão. Um dia, no meio do caminho entrou uma dona com uma sacola grande.
Já sei. Outro cachorro.
Antes fosse. A dona estava com um gato angorá escondido. Voou pelo pra tudo que era lado.
Ai... ai... ai... ai... ai... Pina... Conta do cachorrinho no chafariz.
Eu fiquei olhando o desespero do cãozinho. Ninguém socorria.
Como assim?
A senhora lembra que na praça tem uma placa proibindo pisar na grama.
Mas, era uma emergência.
Explica isso pros Guardas Metropolitanos que estavam lá.
Por que eles não salvaram o cachorrinho?
E eu sei lá. Ninguém passava a cerquinha. Então tomei a decisão. Vou salvar o cachorrinho.
Parabéns, Pina! Você é uma pessoa do bem.
Quase. Nem acabei de passar a cerquinha, os Guardas correram em minha direção, gritando mais que maritaca assustada. Pulei no chafariz. Foi por isso que molhei os pés.
O importante é que você salvou o cachorrinho?
Não salvei. Os dois Guardas me agarraram e levaram para fora do chafariz.
E o cachorrinho?
Não sei. Alguém salvou o bichinho, enquanto eles me tiravam da grama.
Pina! Que confusão pra nada... Acho que você foi boi de piranha.
Epa! Epa! Epa! Olha o respeito, Gegê. Sou mulher de respeito. Piranha? Olhe  que eu digo quem é piranha...
Pina! Boi de piranha é quando a boiada vai atravessar um rio e...
Gegê... Depois eu que não entendo. Era um cachorro no chafariz, não uma boiada no rio.
Ai... ai... ai... ai... ai... Deixe pra lá, Pina! Vá secar esses pés.
Gegê! Não vai pedir desculpa?
De que?
Quem é piranha?
Ai... ai... ai... ai... ai... A dona do cachorrinho... Ficamos bem assim?
Ta desculpada... Gegê! Posso pegar sua sandália de dedo? A minha quebrou a tira.
Pode, Pina! Pode...

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Inspirado em fatos (su)rreais de Brasília.

04 maio 2018

PININHA NÃO QUER PRESENTE




Gegê... Este ano não quero presente.
De que você está falando?
No mês que vem eu faço aniversário, mas não precisa comprar nenhum presentinho para mim.
Pina! Nem tinha pensado nisso.
Não!?
Ainda... Agora que você me lembrou, vou pensar no assunto.
A senhora tinha esquecido do meu aniversário?
Não, Pina! Apenas não tinha me lembrado ainda. E você sempre faz uma confusão com a data do seu nascimento. Diz que nasceu num dia, mas foi registrada em outro.
Verdade, Gegê! Você não acredita nunca.
Acho que é só para ganhar dois presentes. Ainda bem que este ano não quer ganhar nenhum.
Gegê! Não é que eu não queria, mas pode ser perigoso. Temos que nos cuidar...
Perigoso? O que tem de perigoso num presente de aniversário para uma empregada doméstica?
Empregada doméstica? Eu não era sua secretária do lar.
É, Pina! Mas na Carteira de Trabalho é empregada doméstica. É parecido com sua data de nascimento.
Que confusão!
Pina! Desembucha logo... Qual é o perigo no presente de aniversário?
Gegê! Você sabe que eu fico escutando o rádio o dia inteiro?
Sei! Você para de trabalhar para escutar.
Não consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo. Nenhuma sai direito.
Ai! Pina...                                                     
O moço do rádio falou que um homem mandava presente todo mês para um outro.
E o que tem isso de mais?
Os dois foram presos. O moço do rádio disse que os presentes vinham de dinheiro roubado...
Meu dinheiro não é roubado, Pina! É suado...
Já pensou, Gegê... Polícia Federal na porta às seis da manhã. A gente aparecendo na TV? O que vão pensar de nós.
Você está ouvindo muita notícia de política. Comece a escutar uma emissora que toque música.
Eu coloco, a senhora manda trocar.
Aquelas músicas não dá, né, Pina. A vizinhança pode reclamar...
A senhora tem razão. Algum vizinho pode me denunciar, a Polícia vem aqui, revista a casa, encontra meu presente e eu sou presa.
Por que você seria presa?
Porque eu não tenho advogado e a senhora tem.
Ai... ai... ai... ai... ai... Pina, pare de me enrolar.
Se eu for presa, vou mofar na cadeia, sem nenhuma visita... A senhora vai me visitar na cadeia?
Claro que não...
Está vendo só...
Pinaaaaa.... Para... Você não será presa.
Tem certeza?
Claro que tenho.
Gegê... Estou pensando melhor...
Pina pensando, perigo chegando... Diga logo, que a bacia de roupas está esperando na lavanderia.
Acho que a senhora pode me dar um presentinho de aniversário. Uma lembrancinha... Qualquer coisinha... Eu sei que a situação está difícil para todos nós.
Pina! Pode parar o discurso... Seu presente já está comprado...
Já?
Já...
A senhora lembrou de mim? Que maravilha! O que é? O que é?
No dia de seu aniversário você verá...
Perfume da TV?... Roupa daquele brechó chique?... Rasteirinha outra vez?...
Pinaaaaaaa! Vai lavar a roupa... Vai... Vai...
Calma, Gegê... To indo... E prometo que não escuto mais essas notícias.
Ai... ai... ai... ai... ai...  Pina... Pina...
Piiiiinaaaaaa!.... Abaixa esse volume... Para de cantar!... Troca de estação...

01 maio 2018

PININHA E O INCÊNDIO


 

Pina! TV ligada a esta hora? Já terminou a cozinha?
Peraí, Gegê... Caiu um prédio... Olha lá!
Nossa! Aonde é isso? Bombardeio na Síria?
Que nada! Incêndio no centro da cidade.
Sai da frente, Pina! Que fogaréu...
Gegê, tem coisas que eu não entendo.
O que?
A moça da TV perguntou prum homem se não faltou fiscalização da prefeitura.
Pode ser... Mas são muitos locais para fiscalizar.
Como será que eles escolhem os lugares pra fiscalizar? Deve ser sorte e azar.
Como assim, Pina?
Veja só, dona Gertrudes!... A senhora sabe que eu moro pertinho do fim do mundo... Desce no fim do mundo e pega mais uma condução... O Zito, meu vizinho, estava fazendo um puxadinho no terreno dele... De repente, assim do nada, apareceu um fiscal e falou um monte... que não podia... era proibido... precisava pedir na prefeitura...
É assim mesmo... Ele fez tudo direitinho, não fez, Pina?
Sei lá... Eu sei que eles conversaram, conversaram, conversaram e devem ter se entendido. O moço até apareceu no churrasco pra comemorar o enchimento da laje.
Ai! Pina... Será que ele subornou o fiscal?
Subornar é dar uma caixinha?
É...
Acho que sim...
Não se deve fazer essas coisas.
Gegê! Lembrei... Tem um recado para a senhora... É para a senhora ligar pro Silva. Ele falou alguma coisa sobre a calçada... Deixou um cartão...
Ai! O Silva...
Ele é da Prefeitura, não é?
Vamos mudar de assunto... Que desgraceira, Pina! Tenho pena desse pessoal... Perdem tudo num incidente destes!
Dona Gertrudes... O que é incidente? É incêndio?
Deixa pra lá...
A moça da TV disse que o prédio era invadido e não devia ter extintor de incêndio.
Pois é, Pina! Quem se preocupa com segurança, se faltam outras coisas mais importantes?
Gegê! Explica pra mim. Os bombeiros não podiam ter visto antes que o prédio não tinha extintor? Era mais fácil que apagar... gastar essa montanha de água e não adiantar nada.
Pina! Não dá para vistoriarem todos os prédios. O síndico é responsável.
Prédio invadido tem cínico?
Síndico, Pina! Síndico... Acho que não!
Que pena, não é Gegê... Tivesse cínico, não tinha incêndio...
Não é bem assim...
Melhor começar a arrumar a cozinha... Eu nunca entendo direito essas coisas... Pobre nasce sem sorte...
Ai, Pina! Sem fazer drama... Pode deixar a TV ligada...

29 abril 2018

PININHA E A DELAÇÃO PREMIADA


Que coisa feia, Gegê!... Escutando na extensão?
Ora, Pina! O telefone tocou e eu estava ao lado......
Quem atende o telefone fixo sou eu... E digo logo que a senhora não está...
Que você está dizendo Pina? Você atende o telefone e diz que não estou?
A senhora quer atender, eu começo a chamar a senhora. Mas, vou avisando... As ligações são quase todas de casa de caridade pedindo donativo, escritório cobrança procurando um tal de Jaílton, uma tal de Milena, empresa vendendo TV por assinatura, essas coisas...
Tem razão, Pina! Melhor não chamar... Mas, esse telefonema não era nada disso, era?
Não! Era a Maroca, que mora na vila... Ela está visitando a mãe lá no Nordeste...
Deve ser coisa importante, ficaram mais de meia hora conversando. A ligação vai ficar cara...
Ela ligou a cobrar...
Pina! Você ficou esse tempo todo numa ligação a cobrar?
Nem percebi o tempo passar... A Maroca começou a contar de um moço que queria namorar com ela. Ela até gostou do rapaz, mas ela já tem um companheiro lá na Vila e...
...E ele não ir gostar de saber a história... essa parte eu ouvi, Pina...
O que mais a senhora escutou?
A parte da noite na praia.
Nossa! Segredo, hein Dona Gertrudes!
Foi divertido...
Não sei!... A senhora já fez aquelas coisas na praia?
Pina... Não é da sua conta...
Ah!... Fez?...
Que tal pararmos a conversa por aqui e você começar a faxina do banheiro?
A senhora não tem senso de humor... Deve ter algo a esconder...
Piiiinaaa! Estou começando a perder o humor....
Ta com medo que eu faça delação premiada?
Delação premiada? Onde você ouviu isso?
Só se fala nisso... No rádio... na televisão... no celular... Não sei direito o que é.
A senhora pode me explicar?
É mais ou menos assim... Uma grupo de pessoas comete um crime... Se alguém confessar e disser quem é o chefe da quadrilha é perdoado em parte.
Deixa eu ver se entendi... O namorado da Maroca – o Zito - “vende uns bagulhos(*)”. O Zico também vende pra “rachar” com o Zito. O Zico é pego num “enquadro”(**). Os “gambés”(***) começam um “esculacho” e o Zico fala que a mercadoria era do Zito “pra livrar a cara”. É isso, Gegê?
Se eu entendi o que você quis dizer com esse dialeto, acho que é...
Isso lá na vila a gente chama de deduragem... Coisa feia! Dá uma confusão!
Pina! A delação é feita por gente rica, político. Combinado entre os advogados e a Polícia Federal, Ministério Público, Magistrados...
Para, dona Gertrudes!... Eu não entendo essas pessoas... Falam umas palavras esquisitas.
Eu também não entendo muitas palavras que eles falam...
Gegê! Vamos falar do que a gente entende?
De que, Pina?
Das fofocas que a Maroca me contou. Fazer fofoca é bem mais fácil, não é?
Desta vez, você tem razão, Pina...
Posso ir buscar um café?
Pode, mas não enrola muito que tem muita faxina e roupa pra lavar.
Tá certo! Café com açúcar ou adoçante?
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(*) bagulho - maconha ou produto de pequenos furtos.
(**) enquadro - batida policial, revista
(***) gambé – Policial Militar
(****) esculacho – agressão policial

25 abril 2018

Orgulho de ser Brasileiro!


Que mentira, que lorota boa! Que mentira, que lorota boa!
Sonho meu! Sonho meu!
Assim não dá, pátria amada!
O orgulho some ao primeiro espreguiçar
Hoje não quero ouvir notícia ruim!
Que coincidência!
No rádio toca Cazuza.
Mostra tua cara antes do galo cantar três vezes.
Melhor nem prestar atenção!
Mudo de emissora!
“Ai! Esta terra ainda vai cumprir seu ideal. Ainda vai tornar-se um imenso Portugal”.
Peralá!...
Meu avô era honesto e um ex-primeiro-ministro lusitano foi preso “aquém-mar”.
Estamos chegando lá... “Braziu varemnóis” também tem um ex-presidente devidamente preso “além-mar”.
É para sentir orgulho disso?
Temos tantas coisa boas.
“Bolsa-família”.
Quem dá mais? Quem dá mais?
“Mega-sena”.
Quem dá mais? Quem dá mais?
Uma vez Flamengo, sempre Flamengo!
Quem dá mais? Quem dá mais?
Tinha que lembrar do Sete a um!
Falando nisso... Como tem “Um...Sete... Um...”!
Dou “Habeas corpus”...
Feito!
Tomaladacá!
Motorista! Rápido!’
Põe a mala no porta mala, leva-a-jato para o apartamento.
Trânsito fechado!
Tá lá o corpo estendido no chão!
Mais um!
Mais um!
Mais um! Mais uma...
Chacina na periferia!
É preciso rebelar-se...
É preciso estar atento e forte...
Alguma coisa acontece no meu coração...
Dor no peito?
Pode estar à beira da morte...
Tínhamos tantos sonhos...
Detalhes tão pequenos de nós dois...
Detalhes?
Há pedras imensas pelo caminho que não dá para desviar.
Nem sentir orgulho!

18 abril 2018

EFEITO COLATERAL DE REMÉDIO?


Só pode ser efeito colateral da medicação.
A bula alerta sobre ocorrências raríssimas de alucinação (0,001% dos casos).
Justo comigo que nunca tive a sorte de ganhar na loteria.
Por mero detalhe de não jogar.
O remédio tive que tomar.
Pensando bem talvez seja alguma armação visando a beatificação “in vitae”.
Esse pessoal é capaz de tudo para voltarem a ser incluídos na Fopag de algum órgão estatal.
Vou digitar de pouquinho, pois não consigo parar de rir.
Ouvi com todos os fonemas o causídico afirmar no meu radinho de pilha:
“Luigi Ignatius, o Puro” está (ops!) lendo (ops! ops!) livros (ops! ops! ops!)...
Pensar que, reza a lenda, o Santo Homem perguntou ao chegar na PF se era arroz, feijão e mistura.
Fez uma expressão feliz quando responderam que era cana.
Fala sério, companheiro!
O “Amigo” nunca foi dado a leitura de livros.
Quando muito perguntava do livro-caixa.
Entretanto, teria afirmado que gostara muito de ser lembrado logo nas primeiras páginas. Nos dois livros havia um capítulo chamado “Inácio”.
Óleo de peroba, como diria vovó...
Me poupem!
A ênclise errada é proposital.


Não é efeito medicamentoso...

20 janeiro 2018

Mané Garrincha

Corre manco Mané
Bola colada no pé
Dança sem bola, Mané
A bola parada
Na grama aparada
Medo trêmulo
No olhar do João
O olhar de Mané
Inventa no espaço
Um ponto futuro
No infinito
Mané valsa suave
Céu azul de arco-íris
Cinco, seis, infinitas pontas
Estrelas espiam
Flecha certeira a cruzar
Ponta de lança voar
João desvia o olhar
Bola dorme na rede 
                                                    Bandeiras balançam ao vento
                                                    Descansa... Mané... Descansa...
                                                    “Solitária Estrela”
                                                    Brilho eterno no Maracanã

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Dia 20.jan.1983 falecia o Anjos de Pernas Tortas

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18 janeiro 2018

ANJOS E AS PREVISÕES DE NASCIMENTO

Quando nasci, acho que não vieram anjos. Nem tortos, nem disfarçados de querubim.
Vieram vizinhas, parentes e curiosos.
Eu, ali no quentinho do cobertor no improvisado berço de caixa de bacalhau, não entendia nada. Elogios e falas estéreis... - “que lindinho!”, “parece com o pai”... “É a carinha da mãe”... - que norteiam as conversas da primeira visita.
Soube, tempos depois, que visitou-me uma parente distante. Prima em terceiro ou quarto grau de uma titia de me avô. Tão distante que morava na zona Leste, além de onde seria construída a Arena Itaquera.
Ela prometera que levaria os dados da hora exata de meu nascimento para uma parente do marido dela, que fazia mapas astrais.
Mapa astral!
Imaginem isso no começo da segunda metade do século XX.
Essa feitiçarias!
Um pecado tão grande que confessar sua prática e denunciar praticantes era como fazer delação premiada. Mereceria destaque no Repórter Esso.
Hoje posso falar livremente, que meu mapa astral dizia que o Sol estava na casa de Mercúrio, na hora de meu nascimento.
Esse dado fez-me entender algumas coisas.
Minha mãe dizia-me que nasci numa tarde fria e chuvosa
O Sol provavelmente estivesse escondido na casa de Mercúrio, para não se resfriar e, assim os cuidados maternos dos insistentes “Leva uma blusa!” toda vez que eu saía de casa.
De forma genérica, afirmava o mapa astral, que os nascidos naquele dia, raramente admitem sua ignorância.
Cheia de razão minha sábia e profícua afirmação autobiográfica: “A modéstia é minha segunda virtude e a primeira a união de todas as outras”.
Entretanto, na contramão, um absurdo científico.
Teria a facilidade com línguas e aptidão para destreza manual.
Ora! Neste caso, como dar ouvido às estrelas?
Não sei falar direito nem o português. Quando muito, uso a língua para falar mal dos outros. A única habilidade que tenho com as mãos é aplaudir quem consegue desenhar, pintar, tocar um instrumento, fazer tricô.
O leitor não vê, mas a tecla que mais uso é “delete” e fui um grande produtor de papel para rascunho nos tempos das máquinas de datilografia.
Horóscopos!
Como acreditar?
É impossível, eu, nascido em São Paulo, no bairro dos Jardins, sem nenhum pezinho no Nordeste, exceto uma ou outra excursão, ser qualificado como Cabra de Madeira, como afirma o Horóscopo Chinês.
Deduções levam-me a concluir que deva ser um “Cara-de-Pau”.
Se bem que tem lógica...
Um “Cabra de “Madeira”, reza o HC...
Só um instantinho, senão o STF se intromete...
HC neste caso é Horóscopo Chinês.
Um “Cabra de “Madeira”, reza o HC, é capaz de sonhar acordado durante toda a tarde. Explica-se em parte a minha insônia. Uma confusão neurológica determinada pelo mapa astral.
Eu não acredito muito nessas coisas de astrologia.
Ainda mais, depois que um companheiro de bar de meu pai, disse que a cunhada de uma prima em terceiro ou quarto grau de seu vizinho de quintal estudava numerologia. Assim, que a encontrasse, pois ela que morava na zona Sul, perto de onde São Paulo faz divisa com Itanhaém, passaria o meu nome certinho para que ela previsse meu futuro.
Teve boa vontade.
Encontrei-o algumas vezes e ele sempre perguntando se meu nome era com “Z” ou “S” e o sobrenome com um ou dois “L”, dois “C” ou “CH”.
Isso alteraria o meu destino. Meu número poderia ser DOIS, QUATRO ou SEIS.
Esses pequenos detalhes na formação de minha numerologia devem ser a causa de acertos e erros nas provas de matemática e a falta de suficiência de saldo na conta bancária.
Ou seja, talvez eu não seja eu, porque o sobrenome de meu pai foi grafado errado pelo cartório.
Queria tanto ser NOVE um dia, QUATRO no outro, SEIS de vez em quando.
No fim das contas, são tantos detalhes a predizer o que seremos, que eu chego a pensar que os anjos não tenham nada a ver com isso.

Talvez, sequer existam. 

05 janeiro 2018

Feliz 2018 - Reveilón entre fogos, cães e cachorras


Preparem as atiradeiras os defensores “del Mondo Cannis” e investidores dos Pets não recicláveis.
Por favor, não me mordam, pois o estoque de antirrábica está em falta. As ampolas de vacinação foram usadas para a febre amarela. Deixem que os macacos - se sobreviverem - me mordam.
Estão proibidos no Reveilon os fogos de artifício com barulho, decretaram várias cidades.
Justificativa: o barulho dos rojões incomoda aos “Canis lupus familiaris”. Ninguém falou das criancinhas. As pequenas crias do animal bípede da ordem dos primatas pertencente à espécie “Homo sapiens”.  
Acho que só o Pelé lembrou-se das criancinhas num momento de festa. Corrijo... Esqueci-me de Papai Noel.
Esses pequenos seres que além da possibilidade de morrerem de febre amarela, podem ficar surdas pelo espoucar de foguetório. Ainda que seja por um motivo justo. Não foi lindo ver as comemorações na noite sagrada de 04 de julho de 2012? Metade do “braziu varemnóis” soltando rojões e gritando nas ruas “Somos loucos por ti Corínthians” e a outra metade soltando palavrões nas janelas.
Felicidade em meu coração. A Libertadores conquistada e os cachorros da vizinhança escondidos quietinhos nos cantos das salas das casas e apartamentos.
Pobres criancinhas! Indefesas! Um de meus vizinhos apareceu na sacada com um inocente “Meninus sapiens” vestindo uma camisetinha do “argh-rival white-green”. Colocou o garoto de uns nove meses em risco de vida. Chorava tanto o pequeno. Devia estar com alergia à roupa.
Pena que a festa acabou e os cães voltaram a latir .
Se o argumento para a redução de foguetório fosse os males à audição infantil, seria plausível, mas o medo canino?
“Use protetores auditivos”! Foi a frase que ouvi, certa feita, ao reclamar, à meia-noite, do som de um “pancadão” infanto-juvenil regado a “Se eu te pego” e “Metralhadora” entre outras no salão de festas do prédio vizinho.
Nenhuma palavra em defesa dos quadrúpedes com rabo da parte das candidatas a cachorras sem rabo que rebolavam na festa.
Da minha parte, quero dizer que usei protetores auditivos na festa de reveilon e foi bom ver e ouvir o foguetório.
Quanto aos cães, que seus donos coloquem protetores auditivos neles.
Ah! Quase esqueço das criancinhas indefesas aos rojões e “pancadões”...
Quando crescerem, encontrarão uma boa quantidade de aparelhos auditivos para surdez.
Sem mágoas desejo um 2018 com muito mais felicidade. Campeão Paulista, Brasileiro, Libertadores... Com foguetório e sem “pancadões”...  

Maloqueiro é a .... Desculpem-me! É o meu vizinho do menininho vestido de palmeirense.

27 dezembro 2017

Papai Noel - Votos de Natal e Ano Novo até 2022

Espero que Papai Noel tenha colocado no saco de presentes de todos os brasileiros uns comprimidinhos de remédio para memória. Para não se esquecerem do "Espírito de Natal" durante o ano inteiro. Nem dos que roubam o pais e se fazem de bonzinhos no Natal com indultos e perdões. Tenho apenas um voto para 2018: Votem certo em outubro. Elejam deputados honestos para termos um bom 2019, 2020, 2021, 2022...

27 novembro 2017

SARAUS – Observações e questões de comportamento.


Você tem na agenda diversos saraus para o mesmo dia. Em qual ir?
Tem um muito bom, mas nunca começa na hora marcada. Seu início sempre atrasa e reflete na hora de encerrar... Desanima!... Entendo...
Mas, você pensou, pensou e afinal decidiu-se por ele mesmo.
Esse trânsito! Mesmo com o início atrasado você atrasou? Calma! Todos vão perceber seu atraso... Não desvie a atenção do público. Não é necessário entrar acenando para todos os lados, nem ir abraçar o apresentador. De preferência, aguarde um intervalo nas apresentações.
Repita um mantra: “Silêncio!... Silêncio!... Silêncio!... ”
Especialmente durante as apresentações. Se a conversa é urgente, saia do ambiente. Se for amenidade, aguarde o final do sarau e faça um happy-hour.
Atender celular, assemelha-se a crime hediondo.
Alguém encerrou a apresentação... Aplauda! Mesmo se não entendeu bulhufas da poesia ou não conseguiu escutar a música, porque estavam conversando ao seu lado ou no corredor.
Chegou sua vez? Sim... É você que o apresentador chamou...
Atenção! Sarau não é ”pocket-show”, nem palestra. Para mostrar a qualidade de sua arte não é preciso repetir “duzentas e dezenove vezes” o refrão da música, nem apresentar poesias do tamanho dos “Lusíadas”. Há dezenas de pessoas esperando “seus três minutinhos de fama”.
Não desvalorize sua apresentação, desculpando-se que está afônico ou assemelhado. Quem conhece sua qualidade não precisa de explicações.
Chegar um pouco mais cedo e se entender com os músicos é melhor que não encontrar o tom na sua vez de apresentar-se.
Diga quem é o compositor da música ou autor da poesia que irá apresentar. Se não souber não informe errado. Por exemplo, Elis Regina nunca compôs nenhuma música e “Rosa de Hiroshima” não é dos Secos e Molhados.
Cuidado! “Domínio público” e “autor desconhecido” não são a mesma coisa.
Não explique poesias. Quintana já dizia: “Não tem porque interpretar um poema. O poema já é uma interpretação."
Pronto! Apresentou-se... Foi aplaudido, apesar do barulho da plateia...
Agradeça, volte ao seu lugar e ao mantra: ““Silêncio!... Silêncio!... Silêncio!... ”
Poxa! O sarau está bom, mas começou atrasado quarenta minutos e você precisa sair antes do final... Tem outro sarau... Que começa na hora!...
Tenha a mesma atitude da chegada atrasada. Ou seja, não desvie a atenção do público. Não é necessário sair acenando para todos os lados, nem ir abraçar o apresentador. De preferência, aguarde um intervalo nas apresentações e saia à francesa... de fininho.
Não me leve a mal! Sarau é legal! E que saber mais? “SARAUS “ são legais!!!
Volte sempre! Mês que vem tem mais!

20 novembro 2017

Nova central telefônica dos "Apóstolos de Pedro"

Como falar com Pedro, o Patriarca de "Apóstolos de Pedro"



NOVA CENTRAL TELEFÔNICA DOS APÓSTOLOS DE PEDRO
Devido à grande procura pelo atendimento telefônico ao Patriarca Pedro, da parte de associações beneficentes, escritórios de advocacia interessados em revisões de aposentadorias, empresas de telefonia, TVs por assinatura, empresas de cobrança, pelintras e estelionatários sequestradores de parentes e, especialmente, dos efetivamente interessados na adesão ao Apostolado, temos a grata satisfação de informar a instalação de sistema de atendimento telefônico automático, desde o dia 15.Nov.2017.

Seu funcionamento é simples.
Ao ligar para a central telefônica do Apostolado de Pedro: 09117969696969, você será atendido imediatamente por uma voz feminina que dirá: “Seja bem-vindo ao Apostolado”.
Ela o acompanhará até a finalização da chamada.

Serão oferecidas as opções:
Disque 01 – Se deseja falar com o Patriarca,
Disque 99 – se ligou por engano.
A seguir siga as outras opções
Disque 02 – informe seu nome
Disque 98 – Se conheceu o Apostolado pelo blog
Disque 03 – informe seu CPF
Disque 97 – Se já tem algum livro do Patriarca
Disque 04 – informe o nome de sua mãe
Disque 96 – se não conhece a mãe.
Disque 05 – informe o nome do parente do Patriarca sequestrado
Disque 95 – Se deseja adquirir algum livro do Patriarca
Disque 06 – se for associação beneficente angariando fundos para crianças doentes
Disque 94 – Se conheceu o Apostolado através de outro Apóstolo
Disque 07 – se for associação beneficente angariando fundos para idosos abandonados
Disque 93 – Se o idoso foi Apóstolo,
Disque 08 – se for associação beneficente angariando fundos para animais abandonados,
Disque 92 – se o animal pertencia a algum Apóstolo de Pedro.
Disque 09 – se for escritório de advocacia interessado em revisões de aposentadorias,
Disque 91 – para saber que 91 no jogo do bicho é Urso
Disque 10 – Se for empresa de telefonia,
Disque 90 – Se discou 190, é engano. Não é a Polícia Militar.
Disque 11 – se for empresa de TV por assinatura,
Disque 89 – se for escritório ou empresa de cobrança procurando a Milena, que não pagou a Net
Disque 12 - se for escritório ou empresa de cobrança procurando o Jaílson, que não pagou o Cartão de Crédito.

Alerta de perigo – Nunca digite 13.

Aguarde, por favor!
Enquanto estamos trabalhando arduamente para o completamento de sua ligação, ouça e reflita sobre as mensagens do Patriarca Pedro, sempre lembrando que sua ligação é muito importante para o Apostolado, principalmente se deseja adquirir algum livro do Patriarca.
Mensagem 1 - “Tudo é possível, exceto o impossível”.
Mensagem 2 - “A paciência é infinita, mas o infinito também tem fim”
Mensagem 3 - “Em questões duvidosas, seja dialético”.
Mensagem 4 – “Se cair e ferir os joelhos, não xingue, exceto se rasgar as calças”
Mensagem 5 – “Hoje já foi o amanhã de ontem.”
Mensagem 6 – “Entre um bom almoço e um excelente jantar, sempre cabe um cafezinho”
Mensagem 7 – “Idiotas são como relógios quebrados. Só atrasam sua vida.”   
Mensagem 8 – “Se o tempo passou muito rápido é porque seu time está perdendo”
Mensagem 9 – “O Perdão não é neste telefone. Este é do Pedrão”
Mensagem 10 – “Se cair a ligação, não ligue”.

Isso acontece!