20 março 2008

LITERATURA E NOTA SOCIAL


Grande, Jorginho...
Foi você que fez chover???...
O pessoal lá não está muito acostumado com chuva, deu uma patinada e ganhamos...
Levamos um susto com um gol de barriga...
Pensei!!! Já vai começar a história de jogarem bola na nossa área, bater num monte de gente e entrar no nosso gol...
Depois senti firmeza... Hoje está de folga...
Pode dar uma passadinha nas praias antes de voltar para São Paulo, que domingo tem mais...
Enquanto eles agradecem Padim Ciço pela chuva, a gente comemora rumo a Tóquio...
Hoje estou preguiçoso e não vou criar nada...
Vou só fazer cópias... Treinar digitação...
Vamos primeiro a um pouco de literatura...
Sempre é bom...
Em sua homenagem, um texto de George Orwell...
Vê lá se eu copiei direito... É tudo cópia “ipsis literis”... Fiel... Fidedigna...
São excertos do capitulo final de A Revolução dos Bichos - George Orwell.
“...E agora , disse finalmente, convidava o grupo a levantar-se e verificar se os copos estavam cheios
- Senhores – concluiu o Sr. Pilkington – proponho um brinde: à prosperidade da Granja dos bichos!
Houve uma entusiástica saudação e depois muitas palmas. Napoleão ficou tão entusiasmado que deixou seu lugar e deu a volta à mesa para tocar sua copo com o do sr. Pilkington, antes de esvaziá-lo. Quando as felicitações acabaram, Napoleão, que permanecera de pé, disse que iria também proferir algumas palavras...”
“... Não acreditava que ainda restassem quaisquer das velhas suspeitas, mas certas modificações na rotina da granja haviam sido introduzidas com o fito de promover uma confiança ainda maior. Até aquele momento os bichos haviam conservado o hábito imbecil de dirigirem-se uns aos outros pela alcunha de”camarada”. Isso ia acabar...”
“...O Sr. Pilkington referira-se o tempo todo à “Granja dos Bichos”. Naturalmente ele não podia saber – mesmo porque Napoleão o estava proclamando, naquele instante, pela primeira vez – que a denominação “Granja dos bichos” fora abolida. A paritr daquele momento sua granja voltaria a ser conhecida como “Granja do solar” – que, aliás , parecia-lhe, era seu nome correto e original.”
“À prosperidade da Granja do Solar!”
“Houve as mesmas calorosas felicitações de antes e os copos foram esvaziados. Mas aos olhos dos bichos, que lá de fora espiavam, pareceu que algo estranho estava acontecendo. Que diabo teria alterado a cara dos porcos?”
“Voltaram correndo e tornaram a espiar pela janela. Realmente era uma discussão violenta. Gritos, socos na mesa, olhares suspeitos, furiosas negativas. A origem do caso, ao que parecia, fora o fato de Napoleão e o S. Pilkington haverem, ao mesmo tempo, jogados um ás de espadas.”
“Doze vozes gritavam cheias de ódio e eram todas iguais. Não havia dúvidas, agora, quanto ao que sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco...”

Copiei certinho?
Hoje vou fazer também um social...
Tudo copiado do Estadão de hoje...
“Na noite de terça feira, o Sr. José Dirceu comemorou 62 anos, com a presença do vice-presidente José Alencar, cinco ministros, deputados e senadores da base aliada e funcionários do Planalto...”
“Depois do jantar com massa, ossobuco, peixe e pernil – servido pelo bufê do amigo Jorge Ferreira e regado por vinhos, chope e uísque 12 anos -, Dirceu assoprou uma vela vermelha do tipo “chuva de estrelas”, fincada num bolo de chocolate com amora e munido de uma bandeja com figos cristalizados, fez questão de divulgar a procedência da iguaria...”


Jorginho, desculpe as cópias, mas hoje estou sem criatividade...
Deve ser ressaca do culto ao Manto...

Um comentário:

Evelyne Furtado disse...

Vixe..adorei a cópia do trecho da Revolução dos Bichos. Uma fábula perfeita do mundo moderno. Todos iguais na Granja do Sol ou na Granja dos Bichos. Porcos e humanos,
Zé Direceu e Zé de Alencar.

Ah, o poder.....