30 dezembro 2007

BANCOOP – 2007 - BALANÇO DE UM ANO PERDIDO?

O mandato da atual diretoria da BANCOOP vai completando seu terceiro ano...
Entrarão para a história da BANCOOP como a diretoria que nada realizou a não ser gastar o dinheiro (que tanto dizem faltar) em advogados, despesas judiciais e no salário de seus dirigentes...
Como direi, sem ofender...
“A mais improdutiva diretoria de cooperativa que este país jamais viu...”
Assim, está bom?...
Aliás, “Diga-me com quem andas e te direi quem és”, diria ao companheiro cooperado Luis Ignácio se tivesse oportunidade de encontrá-lo numa assembléia da BANCOOP...
No jargão pugilístico, diria que agüentaram mais um assalto sem cair, sem prestar contas... Mas estão perdendo aos pontos e prestes a jogar a toalha...
Jogaram até aqui com o tempo, contando em exaurir a determinação e desestimular os milhares de cooperados prejudicados...
Não prestaram as devidas contas anuais, mas há esperança que as prestem na, lenta e contínua, investigação que está sendo feita pelo Ministério Público...
Uma investigação que desejamos descubra onde foi parar o dinheiro?...
Este mortal cooperado que solidariamente emprestou o dinheiro de seu empreendimento, sem anuir, poderá descobrir em qual conta ele foi parar...
2007 se foi e não prestaram contas, não fizeram assembléia geral, não construíram nada...
Um ano perdido em inúteis litígios, ao oposto do que deve ser uma cooperativa democrática...
Muito se fala em democracia, mas pouco se pratica, especialmente, na BANCOOP... Teríamos de explicar noções de democracia direta e direito de minorias, mas o espaço é pouco...
Os diretores da BANCOOP, formados nas bases sindicais, conhecem bem estes detalhes e se valem deles...
Por exemplo, adoram formar e nomear comissões...
Disse, muito bem, um discutido, investigado e polêmico político de São Paulo: “Quando não quero que nada seja feito, nomeio uma comissão...”
E de comissão em comissão inútil, ganharam utilíssimo tempo...
Respondam-me três questões:
Para que servem comissões de obras que não seriam, e não foram, construídas?
Para que servem comissões para analisar contas se não existe dinheiro...
Para que servem comissões para discutir acordos que estão sendo analisados no Judiciário? E porque discutir acordos se a BANCOOP não tem nada a oferecer?...
São mais de trezentas ações e, sendo repetitivo, nunca a diretoria discutiu com os cooperados, verdadeiros autores-réus, se convinha a discussão judicial, postergando a resolução do problema insolúvel, numa gastança quase sem fim.
Num jogo de meias-verdades, veiculadas pelo bem formatado “newsletters”, passaram mais um ano entre ameaças e venda de ilusões...
À BANCOOP não haverá solução sem enfrentamentos viscerais...
O sonho tornou-se doloroso e infindável pesadelo, que muitos cooperados temem interromper, por temer perder o que gastaram...
Afirmo... É muito melhor acordar-se assustado, refazer-se do susto e voltar a dormir, a ficar se debatendo e rangendo os dentes na noite que não amanhece...
E não amanhecerá...
Não há poesia...
A BANCOOP quebrou...
Uma pena, mas quebrou...
Vai ter rateio, sim...
Ao menos, para pagar os credores e talvez muitos percam o que julgam ter como certo... Todos que não receberam escrituras estão sob essa espada...
Conhecendo o histórico da impunidade da Justiça brasileira é, quase certo, que a conta sobrará, exclusivamente, para os cooperados reles mortais, porque nestas terras de além mar, raramente acontecesse condenação aos verdadeiros culpados...
É bom ter clareza e repetir...
Todos os cooperados vão perder...
Maior será a perda, quanto mais tempo se esperar para se realizar a “necropsia” da cooperativa... Quanto mais tempo passar, mais difícil será resgatar-se o caminho que o dinheiro solidariamente emprestado tomou...
Uma esperança!!!
A demora do Judiciário jogue a favor dos cooperados...
O dinheiro está realmente acabando e advogados não trabalham de graça...
Salvo, raras exceções, por convicções políticas...
Pode ser o caso...
Dois mil e sete não foi um ano totalmente perdido...
Houve pequenas vitórias...
Só não apareceram os imóveis...
Ressalto a garra de advogados que abraçaram a causa dos cooperados e lutaram para defendê-los...
Do grupo de abnegados cooperados que tomaram a frente no enfrentamento a essa diretoria...
Estes, sem nada receber...
O ponto culminante aparente foi a mobilização no dia 29 Maio pelas ruas do centro de São Paulo...
Esta mobilização deu força à reversão de um quadro de “vitória” anunciada pela diretoria da BANCOOP – o arquivamento de processo no Ministério Público - com o brilhante voto do Dr. Marco Antonio Zanelatto, no Conselho Superior do Ministério Público, que levou a instauração de ação civil pública contra a Cooperativa.
Cabe aos cooperados tomar consciência de sua força, ampliar o engajamento e acompanhá-la atentamente, para que nada empane o prosseguimento da ação...
Importante não desanimar, mas não acreditar em “cantos de sereia” protelatórios e inconsistentes de quem começa a entregar, no mínimo, os anéis para não perder os dedos...
Não nos esqueçamos que pessoas foram impedidas de ingressar na sede da cooperativa (de fachada, como se referiu o Dr. José Carlos Blat – promotor da área criminal) e até ameaçados e processados por difamação...
Antes que pensem nisso, estou apenas relatando fatos...
Fatos verídicos não são difamações, nem causam danos morais...
E não há dano moral maior que não ter habitação?
Nesta virada de ano, já estou em contagem regressiva para quando o carnaval de 2009 chegar.
Dia 24.fev.2009, terça de carnaval, acaba o mandato do Sr. João Vaccari.
Poderemos nos livrar, sem maiores questionamentos, através do voto assembleial, dessa diretoria que nada de positivo fez em três anos de mandato...
Aos que gostam de comissões, é conveniente formar uma comissão de frente para tomar à frente da cooperativa, porque vão tentar a reeleição...
Temo interferências políticas nesta grave situação da BANCOOP, que têm muitos cooperados com cargos no atual governo...
Será que, democraticamente, vão largar o osso?
Por falar em osso, sejamos tétricos...
Os falecidos diretores foram enterrados em novembro de 2004...
Após três anos podem ser exumados os corpos sepultados...
Poder-se-ia exumá-los e, assim, o diretor vivo Sr. Manolo faria diretamente as perguntas que ele mandou fazer aos mortos, conforme matéria publicada em 25.maio de 2006, na revista Isto é...
Saberíamos finalmente onde foi colocado o dinheiro que faltou para acabar os esqueletos dos prédios da BANCOOP...
Colegas de infortúnio, preparemo-nos para uma luta duríssima...
A luta tem de ser socializada com o máximo de pessoas possíveis...
Nada de ser geraldino e arquibaldo assistindo e esperando acontecer, repassando suas responsabilidades para terceiros...
Nossa hora está chegando...
O “rei está quase nu”...
E nu deve ser enterrado...

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