20 dezembro 2009

PLÁGIO

“A vida imita muito mais a arte que esta imita a vida!” (Wilde)
Afinal, diria Abelardo: "Nada se cria! Tudo se copia!"
Ou terá sido Lavoisier que disse esta?
De plágio em plágio, La nave vá!
A história do homem é a arte de roubar!
Terras, mulheres, alimentos, dízimo, erário público, ideias, et coetera...
Não necessariamente nesta ordem.
Quem nunca roubou que jogue a primeira carta escondida na manga.
Ah! Caiu no chão e você nem percebeu.
Colar na escola, por exemplo.
Porque não podemos plagiar a resposta do aluno ao lado, se o professor quer que respondamos exatamente o que estava no livro? A resposta certa não é um tipo de plágio.
Quando estudantes criam respostas novas viram piadinha na Internet
As pesquisas acadêmicas não são, geralmente, um plágio organizado e citado ao rodapé da tese?
Há uma frase nos meios de comunicação: “Teve uma idéia, publique logo, senão alguém o faz!”
O cérebro é um poço de plágios.
Deve ser resquício genético lá da partenogênese coletiva dos humanóides.
Todos ganharam os mesmos elementos e têm basicamente as mesmas idéias.
Alguns (umas) precisam pegar no tranco, mas pegam.
Assim sendo, o plágio é apenas uma questão de momento.
Dificilmente haverá duas Guernicas, dois Davis, dois Moisés, mas o normal são ideias semelhantes.
Quase nunca originais.
A habilidade faz a diferença do plágio melhor ou não, mesmo que o plágio pareça pior.
Vejam o caso da Torre de Pisa, que nem torre é.
Seria provavelmente mais um escombro de campanário, semelhante a tantos outros que já caíram. Feito para não cair, o projeto mal planejado, ganhou charme justamente por não sabermos quando cairá.
Voltando ao plágio artístico.
Acabo de colocar na Internet uma “obras de arte”.
Lambuzei as patinhas de meus cinco chihuahuas - se não perdi nenhum no meio desta bagunça – com dezenas de cores diferentes e deixei que pisassem nas telas...
Ficou parecendo rabiscos de aluno de pré-escola.
Quem sabe algum crítico de arte plástica enxergue algo “fantástico” nos quadros e eu tenha quinze minutos de fama (alguém já disse isso?).
Sobrevindo o sucesso, pagarei em ração da melhor qualidade os direitos autorais aos meus “Canis lúpus familiaris”...
Ou “Canis canídeos caseiros” como trato informalmente a Lalá, o Lelé, a Lili, o Zulu e a Lulu.
Se eles reclamarem!
Não me envergonho de confessar que plagiei este texto.
Plagiei e plagio mesmo!
Por vezes até melhoro a ideia...
Que se firam suscetibilidades, mas não fossem os plágios, que chamam de tanta coisa, ainda estaríamos morrendo de catapora.
Viva Darwin e a Evolução da Espécie!
Se este texto fizer sucesso e algum dos milhares de autores, que tiveram idéia semelhante, ousar me processar por plágio, jurarei que não plagiei.
Juro até sobre a Bíblia.
De qualquer religião, apócrifa, revista, revisitada, interpretada, analisada...

Um comentário:

Miriam de Sales Oliveira disse...

Só n/jure pela dos evangélicos,cuidado c/os dízimos q/andam dizimando a população. Feliz Natal!(o q/p/nós n/diz nada,mas,é politicamente correto.)
muitos panetones p/vc.E,n/ponha meias na janela,pega mal. bjks